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Por que é importante diversidade no sequenciamento genético
Se houvesse um ranking de fatores que unem os indivíduos ao redor do mundo, sem dúvida o DNA estaria no topo: 99,9% das sequências de DNA humano são idênticas entre si.
O monge e cientista austríaco Gregor Johann Mendel (1822-1884) foi o primeiro a sugerir que certos "fatores invisíveis" eram responsáveis pelas diversas características humanas. Sabe-se hoje que tais fatores são os genes, compostos de ácido desoxirribonucleico, ou DNA.
Essas moléculas de ácido dão instruções genéticas aos seres vivos. Mas se os humanos compartilham tanto do mesmo material genético, por que a diversidade é importante no contexto de seu sequenciamento?
Para entender isso, deve-se mudar o foco para o 0, 1% de diferença entre as sequências de DNA. Essa diferença aparentemente pequena decorre das variações existentes entre os 3 bilhões de pares de bases (ou nucleotídeos) que compõem o genoma humano.
Todas as características que distinguem os seres humanos entre si, incluindo altura e cor dos olhos ou cabelo, se devem a essas variações. Mas vai além: ao longo dos anos, cientistas descobriram que essas variações também podem fornecer informações vitais sobre o risco de um indivíduo ou população desenvolver uma doença especifica.
Assim, pode-se usar a avaliação de risco dos dados genéticos para projetar uma estratégia de saúde adaptada ao Indivíduo ou à região.
Em consultas médicas, é comum o paciente ter que preencher formulários sobre o histórico de saúde de seus pais e familiares. Se um dos pais for diabético, por exemplo, recomenda-se que o filho fique longe de doces e açúcares processados.
Embora a transferência de doenças cardíacas, câncer e diabetes entre as gerações seja mais conhecida, existem muitas outras doenças que podem ser herdadas geneticamente.
Por exemplo, sabe-se que a anemia falciforme ocorre quando se herdam duas cópias anormais do gene que produz a hemoglobina (proteína dos glóbulos vermelhos do sangue), uma de cada genitor.
Nas últimas décadas, a pesquisa genética avançou a ponto de os cientistas conseguirem isolar os genes responsáveis por muitas doenças. Mas aqui está o problema: a ciência tem conhecimento dessa correlação entre genes e doenças aplicado a uma população muito restrita.
Sarah Tishkoff, geneticista e bióloga evolutiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, é uma entre muitos cientistas que pressionam por conjuntos de dados genômicos mais diversos.
É problemático, por exemplo, se um "estudo focado em indivíduos com ascendência europeia identificar variantes genéticas associadas ao risco de doenças cardíacas ou diabetes, e usar essa informação para prever o risco de doenças em pacientes não incluídos no estudo original".
"Sabemos por experiência que essa previsão de risco de doença não funciona bem quando aplicada a indivíduos com diferentes ascendências, principalmente se tiverem ascendência africana", explica Tishkoff.
Historicamente, quem fornece seu DNA para pesquisa genômica é predominantemente de ascendência europeia, "o que cria lacunas no conhecimento sobre os genomas no resto do mundo", registra o Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NHGRI, na sigla em inglês), nos EUA.
Segundo a instituição, 87% de todos os dados de genoma disponíveis no mundo são de ascendência europeia, seguidos por 10% de asiáticos e 2% de africanos.
Como resultado, os potenciais beneficias da pesquisa genética, que inclui diagnóstico precoce e tratamento de várias doenças, podem não beneficiar as populações sub-representadas.
O problema não acaba na avaliação do risco de doença. Também leva à desigualdade nos cuidados médicos, diz Jan Witkowski, professor da Escola de Pós-Graduação em Ciências Biológicas do Laboratório Cold Spring Harbor, no estado de Nova York, EUA.
"Digamos que existam dois grupos, A e B, que são muito diferentes. O conhecimento e as informações que se aprende sobre o grupo A podem não se aplicar ao grupo B. Imagine desenvolver tratamentos médicos para todos, baseados apenas nas informações do grupo A. Não vai funcionar no grupo B."
Ao incluir diversas populações nos estudos genômicos, pesquisadores podem identificar variantes genômicas associadas a várias configurações de saúde, tanto no nível individual quanto populacional.
Segundo o instituto NHGRI, contudo, diversificar os participantes na pesquisa genômica é caro e exige o estabelecimento de relações de confiança e de respeito no longo prazo entre as comunidades e os pesquisadores.
(Sushmitha Ramakrishnan. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/07/por-
que-e- importante-diversidade-no-sequenciamento-genetico.shtml. 25.Jul.2022)
Por falciforme, entende-se
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Por que é importante diversidade no sequenciamento genético
Se houvesse um ranking de fatores que unem os indivíduos ao redor do mundo, sem dúvida o DNA estaria no topo: 99,9% das sequências de DNA humano são idênticas entre si.
O monge e cientista austríaco Gregor Johann Mendel (1822-1884) foi o primeiro a sugerir que certos "fatores invisíveis" eram responsáveis pelas diversas características humanas. Sabe-se hoje que tais fatores são os genes, compostos de ácido desoxirribonucleico, ou DNA.
Essas moléculas de ácido dão instruções genéticas aos seres vivos. Mas se os humanos compartilham tanto do mesmo material genético, por que a diversidade é importante no contexto de seu sequenciamento?
Para entender isso, deve-se mudar o foco para o 0, 1% de diferença entre as sequências de DNA. Essa diferença aparentemente pequena decorre das variações existentes entre os 3 bilhões de pares de bases (ou nucleotídeos) que compõem o genoma humano.
Todas as características que distinguem os seres humanos entre si, incluindo altura e cor dos olhos ou cabelo, se devem a essas variações. Mas vai além: ao longo dos anos, cientistas descobriram que essas variações também podem fornecer informações vitais sobre o risco de um indivíduo ou população desenvolver uma doença especifica.
Assim, pode-se usar a avaliação de risco dos dados genéticos para projetar uma estratégia de saúde adaptada ao Indivíduo ou à região.
Em consultas médicas, é comum o paciente ter que preencher formulários sobre o histórico de saúde de seus pais e familiares. Se um dos pais for diabético, por exemplo, recomenda-se que o filho fique longe de doces e açúcares processados.
Embora a transferência de doenças cardíacas, câncer e diabetes entre as gerações seja mais conhecida, existem muitas outras doenças que podem ser herdadas geneticamente.
Por exemplo, sabe-se que a anemia falciforme ocorre quando se herdam duas cópias anormais do gene que produz a hemoglobina (proteína dos glóbulos vermelhos do sangue), uma de cada genitor.
Nas últimas décadas, a pesquisa genética avançou a ponto de os cientistas conseguirem isolar os genes responsáveis por muitas doenças. Mas aqui está o problema: a ciência tem conhecimento dessa correlação entre genes e doenças aplicado a uma população muito restrita.
Sarah Tishkoff, geneticista e bióloga evolutiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, é uma entre muitos cientistas que pressionam por conjuntos de dados genômicos mais diversos.
É problemático, por exemplo, se um "estudo focado em indivíduos com ascendência europeia identificar variantes genéticas associadas ao risco de doenças cardíacas ou diabetes, e usar essa informação para prever o risco de doenças em pacientes não incluídos no estudo original".
"Sabemos por experiência que essa previsão de risco de doença não funciona bem quando aplicada a indivíduos com diferentes ascendências, principalmente se tiverem ascendência africana", explica Tishkoff.
Historicamente, quem fornece seu DNA para pesquisa genômica é predominantemente de ascendência europeia, "o que cria lacunas no conhecimento sobre os genomas no resto do mundo", registra o Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NHGRI, na sigla em inglês), nos EUA.
Segundo a instituição, 87% de todos os dados de genoma disponíveis no mundo são de ascendência europeia, seguidos por 10% de asiáticos e 2% de africanos.
Como resultado, os potenciais beneficias da pesquisa genética, que inclui diagnóstico precoce e tratamento de várias doenças, podem não beneficiar as populações sub-representadas.
O problema não acaba na avaliação do risco de doença. Também leva à desigualdade nos cuidados médicos, diz Jan Witkowski, professor da Escola de Pós-Graduação em Ciências Biológicas do Laboratório Cold Spring Harbor, no estado de Nova York, EUA.
"Digamos que existam dois grupos, A e B, que são muito diferentes. O conhecimento e as informações que se aprende sobre o grupo A podem não se aplicar ao grupo B. Imagine desenvolver tratamentos médicos para todos, baseados apenas nas informações do grupo A. Não vai funcionar no grupo B."
Ao incluir diversas populações nos estudos genômicos, pesquisadores podem identificar variantes genômicas associadas a várias configurações de saúde, tanto no nível individual quanto populacional.
Segundo o instituto NHGRI, contudo, diversificar os participantes na pesquisa genômica é caro e exige o estabelecimento de relações de confiança e de respeito no longo prazo entre as comunidades e os pesquisadores.
(Sushmitha Ramakrishnan. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/07/por-
que-e- importante-diversidade-no-sequenciamento-genetico.shtml. 25.Jul.2022)
Embora a transferência de doenças cardíacas, câncer e diabetes entre as gerações seja mais conhecida, existem muitas outras doenças que podem ser herdadas geneticamente.
Assinale a alternativa em que, alterando-se o período acima, NÃO se tenha mantido adequação à norma curta.
Despreze as alterações de sentido.
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Por que é importante diversidade no sequenciamento genético
Se houvesse um ranking de fatores que unem os indivíduos ao redor do mundo, sem dúvida o DNA estaria no topo: 99,9% das sequências de DNA humano são idênticas entre si.
O monge e cientista austríaco Gregor Johann Mendel (1822-1884) foi o primeiro a sugerir que certos "fatores invisíveis" eram responsáveis pelas diversas características humanas. Sabe-se hoje que tais fatores são os genes, compostos de ácido desoxirribonucleico, ou DNA.
Essas moléculas de ácido dão instruções genéticas aos seres vivos. Mas se os humanos compartilham tanto do mesmo material genético, por que a diversidade é importante no contexto de seu sequenciamento?
Para entender isso, deve-se mudar o foco para o 0, 1% de diferença entre as sequências de DNA. Essa diferença aparentemente pequena decorre das variações existentes entre os 3 bilhões de pares de bases (ou nucleotídeos) que compõem o genoma humano.
Todas as características que distinguem os seres humanos entre si, incluindo altura e cor dos olhos ou cabelo, se devem a essas variações. Mas vai além: ao longo dos anos, cientistas descobriram que essas variações também podem fornecer informações vitais sobre o risco de um indivíduo ou população desenvolver uma doença especifica.
Assim, pode-se usar a avaliação de risco dos dados genéticos para projetar uma estratégia de saúde adaptada ao Indivíduo ou à região.
Em consultas médicas, é comum o paciente ter que preencher formulários sobre o histórico de saúde de seus pais e familiares. Se um dos pais for diabético, por exemplo, recomenda-se que o filho fique longe de doces e açúcares processados.
Embora a transferência de doenças cardíacas, câncer e diabetes entre as gerações seja mais conhecida, existem muitas outras doenças que podem ser herdadas geneticamente.
Por exemplo, sabe-se que a anemia falciforme ocorre quando se herdam duas cópias anormais do gene que produz a hemoglobina (proteína dos glóbulos vermelhos do sangue), uma de cada genitor.
Nas últimas décadas, a pesquisa genética avançou a ponto de os cientistas conseguirem isolar os genes responsáveis por muitas doenças. Mas aqui está o problema: a ciência tem conhecimento dessa correlação entre genes e doenças aplicado a uma população muito restrita.
Sarah Tishkoff, geneticista e bióloga evolutiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, é uma entre muitos cientistas que pressionam por conjuntos de dados genômicos mais diversos.
É problemático, por exemplo, se um "estudo focado em indivíduos com ascendência europeia identificar variantes genéticas associadas ao risco de doenças cardíacas ou diabetes, e usar essa informação para prever o risco de doenças em pacientes não incluídos no estudo original".
"Sabemos por experiência que essa previsão de risco de doença não funciona bem quando aplicada a indivíduos com diferentes ascendências, principalmente se tiverem ascendência africana", explica Tishkoff.
Historicamente, quem fornece seu DNA para pesquisa genômica é predominantemente de ascendência europeia, "o que cria lacunas no conhecimento sobre os genomas no resto do mundo", registra o Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NHGRI, na sigla em inglês), nos EUA.
Segundo a instituição, 87% de todos os dados de genoma disponíveis no mundo são de ascendência europeia, seguidos por 10% de asiáticos e 2% de africanos.
Como resultado, os potenciais beneficias da pesquisa genética, que inclui diagnóstico precoce e tratamento de várias doenças, podem não beneficiar as populações sub-representadas.
O problema não acaba na avaliação do risco de doença. Também leva à desigualdade nos cuidados médicos, diz Jan Witkowski, professor da Escola de Pós-Graduação em Ciências Biológicas do Laboratório Cold Spring Harbor, no estado de Nova York, EUA.
"Digamos que existam dois grupos, A e B, que são muito diferentes. O conhecimento e as informações que se aprende sobre o grupo A podem não se aplicar ao grupo B. Imagine desenvolver tratamentos médicos para todos, baseados apenas nas informações do grupo A. Não vai funcionar no grupo B."
Ao incluir diversas populações nos estudos genômicos, pesquisadores podem identificar variantes genômicas associadas a várias configurações de saúde, tanto no nível individual quanto populacional.
Segundo o instituto NHGRI, contudo, diversificar os participantes na pesquisa genômica é caro e exige o estabelecimento de relações de confiança e de respeito no longo prazo entre as comunidades e os pesquisadores.
(Sushmitha Ramakrishnan. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/07/por-
que-e- importante-diversidade-no-sequenciamento-genetico.shtml. 25.Jul.2022)
Mas se os humanos compartilham tanto do mesmo material genético, por que a diversidade é importante no contexto de seu sequenciamento?
No período acima, empregou-se corretamente uma das formas do porquê.
Assinale a alternativa em que isso NÃO tenha acontecido.
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Por que é importante diversidade no sequenciamento genético
Se houvesse um ranking de fatores(a) que unem os indivíduos ao redor do mundo, sem dúvida o DNA estaria no topo: 99,9% das sequências de DNA humano são idênticas entre si.
O monge e cientista austríaco Gregor Johann Mendel (1822-1884) foi o primeiro a sugerir que certos "fatores invisíveis" eram responsáveis pelas diversas características humanas. Sabe-se hoje que tais fatores são os genes, compostos de ácido desoxirribonucleico, ou DNA.
Essas moléculas de ácido dão instruções genéticas aos seres vivos. Mas se os humanos compartilham tanto do mesmo material genético, por que a diversidade é importante no contexto de seu sequenciamento?
Para entender isso, deve-se mudar o foco para o 0, 1% de diferença entre as sequências de DNA. Essa diferença aparentemente pequena decorre das variações existentes entre os 3 bilhões de pares de bases (ou nucleotídeos) que compõem o genoma humano.
Todas as características que distinguem os seres humanos entre si, incluindo altura e cor dos olhos ou cabelo, se devem a essas(b) variações. Mas vai além:(c) ao longo(d) dos anos, cientistas descobriram que essas variações também podem fornecer informações vitais sobre o risco de um indivíduo ou população desenvolver uma doença especifica.
Assim, pode-se usar a avaliação de risco dos dados genéticos para projetar uma estratégia de saúde adaptada ao Indivíduo ou à região.
Em consultas médicas, é comum o paciente ter que preencher formulários sobre o histórico de saúde de seus pais e familiares.(e) Se um dos pais for diabético, por exemplo, recomenda-se que o filho fique longe de doces e açúcares processados.
Embora a transferência de doenças cardíacas, câncer e diabetes entre as gerações seja mais conhecida, existem muitas outras doenças que podem ser herdadas geneticamente.
Por exemplo, sabe-se que a anemia falciforme ocorre quando se herdam duas cópias anormais do gene que produz a hemoglobina (proteína dos glóbulos vermelhos do sangue), uma de cada genitor.
Nas últimas décadas, a pesquisa genética avançou a ponto de os cientistas conseguirem isolar os genes responsáveis por muitas doenças. Mas aqui está o problema: a ciência tem conhecimento dessa correlação entre genes e doenças aplicado a uma população muito restrita.
Sarah Tishkoff, geneticista e bióloga evolutiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, é uma entre muitos cientistas que pressionam por conjuntos de dados genômicos mais diversos.
É problemático, por exemplo, se um "estudo focado em indivíduos com ascendência europeia identificar variantes genéticas associadas ao risco de doenças cardíacas ou diabetes, e usar essa informação para prever o risco de doenças em pacientes não incluídos no estudo original".
"Sabemos por experiência que essa previsão de risco de doença não funciona bem quando aplicada a indivíduos com diferentes ascendências, principalmente se tiverem ascendência africana", explica Tishkoff.
Historicamente, quem fornece seu DNA para pesquisa genômica é predominantemente de ascendência europeia, "o que cria lacunas no conhecimento sobre os genomas no resto do mundo", registra o Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NHGRI, na sigla em inglês), nos EUA.
Segundo a instituição, 87% de todos os dados de genoma disponíveis no mundo são de ascendência europeia, seguidos por 10% de asiáticos e 2% de africanos.
Como resultado, os potenciais beneficias da pesquisa genética, que inclui diagnóstico precoce e tratamento de várias doenças, podem não beneficiar as populações sub-representadas.
O problema não acaba na avaliação do risco de doença. Também leva à desigualdade nos cuidados médicos, diz Jan Witkowski, professor da Escola de Pós-Graduação em Ciências Biológicas do Laboratório Cold Spring Harbor, no estado de Nova York, EUA.
"Digamos que existam dois grupos, A e B, que são muito diferentes. O conhecimento e as informações que se aprende sobre o grupo A podem não se aplicar ao grupo B. Imagine desenvolver tratamentos médicos para todos, baseados apenas nas informações do grupo A. Não vai funcionar no grupo B."
Ao incluir diversas populações nos estudos genômicos, pesquisadores podem identificar variantes genômicas associadas a várias configurações de saúde, tanto no nível individual quanto populacional.
Segundo o instituto NHGRI, contudo, diversificar os participantes na pesquisa genômica é caro e exige o estabelecimento de relações de confiança e de respeito no longo prazo entre as comunidades e os pesquisadores.
(Sushmitha Ramakrishnan. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/07/por-
que-e- importante-diversidade-no-sequenciamento-genetico.shtml. 25.Jul.2022)
Assinale a alternativa em que a palavra exerça, no texto, papel adjetivo.
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Por que é importante diversidade no sequenciamento genético
Se houvesse um ranking de fatores que unem os indivíduos ao redor do mundo, sem dúvida o DNA estaria no topo: 99,9% das sequências de DNA humano são idênticas entre si.
O monge e cientista austríaco Gregor Johann Mendel (1822-1884) foi o primeiro a sugerir que certos "fatores invisíveis" eram responsáveis pelas diversas características humanas. Sabe-se hoje que tais fatores são os genes, compostos de ácido desoxirribonucleico, ou DNA.
Essas moléculas de ácido dão instruções genéticas aos seres vivos. Mas se os humanos compartilham tanto do mesmo material genético, por que a diversidade é importante no contexto de seu sequenciamento?
Para entender isso, deve-se mudar o foco para o 0, 1% de diferença entre as sequências de DNA. Essa diferença aparentemente pequena decorre das variações existentes entre os 3 bilhões de pares de bases (ou nucleotídeos) que compõem o genoma humano.
Todas as características que distinguem os seres humanos entre si, incluindo altura e cor dos olhos ou cabelo, se devem a essas variações. Mas vai além: ao longo dos anos, cientistas descobriram que essas variações também podem fornecer informações vitais sobre o risco de um indivíduo ou população desenvolver uma doença especifica.
Assim, pode-se usar a avaliação de risco dos dados genéticos para projetar uma estratégia de saúde adaptada ao Indivíduo ou à região.
Em consultas médicas, é comum o paciente ter que preencher formulários sobre o histórico de saúde de seus pais e familiares. Se um dos pais for diabético, por exemplo, recomenda-se que o filho fique longe de doces e açúcares processados.
Embora a transferência de doenças cardíacas, câncer e diabetes entre as gerações seja mais conhecida, existem muitas outras doenças que podem ser herdadas geneticamente.
Por exemplo, sabe-se que a anemia falciforme ocorre quando se herdam duas cópias anormais do gene que produz a hemoglobina (proteína dos glóbulos vermelhos do sangue), uma de cada genitor.
Nas últimas décadas, a pesquisa genética avançou a ponto de os cientistas conseguirem isolar os genes responsáveis por muitas doenças. Mas aqui está o problema: a ciência tem conhecimento dessa correlação entre genes e doenças aplicado a uma população muito restrita.
Sarah Tishkoff, geneticista e bióloga evolutiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, é uma entre muitos cientistas que pressionam por conjuntos de dados genômicos mais diversos.
É problemático, por exemplo, se um "estudo focado em indivíduos com ascendência europeia identificar variantes genéticas associadas ao risco de doenças cardíacas ou diabetes, e usar essa informação para prever o risco de doenças em pacientes não incluídos no estudo original".
"Sabemos por experiência que essa previsão de risco de doença não funciona bem quando aplicada a indivíduos com diferentes ascendências, principalmente se tiverem ascendência africana", explica Tishkoff.
Historicamente, quem fornece seu DNA para pesquisa genômica é predominantemente de ascendência europeia, "o que cria lacunas no conhecimento sobre os genomas no resto do mundo", registra o Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NHGRI, na sigla em inglês), nos EUA.
Segundo a instituição, 87% de todos os dados de genoma disponíveis no mundo são de ascendência europeia, seguidos por 10% de asiáticos e 2% de africanos.
Como resultado, os potenciais beneficias da pesquisa genética, que inclui diagnóstico precoce e tratamento de várias doenças, podem não beneficiar as populações sub-representadas.
O problema não acaba na avaliação do risco de doença. Também leva à desigualdade nos cuidados médicos, diz Jan Witkowski, professor da Escola de Pós-Graduação em Ciências Biológicas do Laboratório Cold Spring Harbor, no estado de Nova York, EUA.
"Digamos que existam dois grupos, A e B, que são muito diferentes. O conhecimento e as informações que se aprende sobre o grupo A podem não se aplicar ao grupo B. Imagine desenvolver tratamentos médicos para todos, baseados apenas nas informações do grupo A. Não vai funcionar no grupo B."
Ao incluir diversas populações nos estudos genômicos, pesquisadores podem identificar variantes genômicas associadas a várias configurações de saúde, tanto no nível individual quanto populacional.
Segundo o instituto NHGRI, contudo, diversificar os participantes na pesquisa genômica é caro e exige o estabelecimento de relações de confiança e de respeito no longo prazo entre as comunidades e os pesquisadores.
(Sushmitha Ramakrishnan. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/07/por-
que-e- importante-diversidade-no-sequenciamento-genetico.shtml. 25.Jul.2022)
O monge e cientista austríaco Greqor Johann Mendel (1822-1884) foi o primeiro a sugerir que certos "fatores invisíveis" eram responsáveis pelas diversas características humanas.
O segmento destacado no período acima poderia ser representado corretamente, seguindo a lógica morfossintática e semântica, por uma determinada simbologia.
Assinale-a.
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Por que é importante diversidade no sequenciamento genético
Se houvesse um ranking de fatores que unem os indivíduos ao redor do mundo, sem dúvida o DNA estaria no topo: 99,9% das sequências de DNA humano são idênticas entre si.
O monge e cientista austríaco Gregor Johann Mendel (1822-1884) foi o primeiro a sugerir que certos "fatores invisíveis" eram responsáveis pelas diversas características humanas. Sabe-se hoje que tais fatores são os genes, compostos de ácido desoxirribonucleico, ou DNA.
Essas moléculas de ácido dão instruções genéticas aos seres vivos. Mas se os humanos compartilham tanto do mesmo material genético, por que a diversidade é importante no contexto de seu sequenciamento?
Para entender isso, deve-se mudar o foco para o 0, 1% de diferença entre as sequências de DNA. Essa diferença aparentemente pequena decorre das variações existentes entre os 3 bilhões de pares de bases (ou nucleotídeos) que compõem o genoma humano.
Todas as características que distinguem os seres humanos entre si, incluindo altura e cor dos olhos ou cabelo, se devem a essas variações. Mas vai além: ao longo dos anos, cientistas descobriram que essas variações também podem fornecer informações vitais sobre o risco de um indivíduo ou população desenvolver uma doença especifica.
Assim, pode-se usar a avaliação de risco dos dados genéticos para projetar uma estratégia de saúde adaptada ao Indivíduo ou à região.
Em consultas médicas, é comum o paciente ter que preencher formulários sobre o histórico de saúde de seus pais e familiares. Se um dos pais for diabético, por exemplo, recomenda-se que o filho fique longe de doces e açúcares processados.
Embora a transferência de doenças cardíacas, câncer e diabetes entre as gerações seja mais conhecida, existem muitas outras doenças que podem ser herdadas geneticamente.
Por exemplo, sabe-se que a anemia falciforme ocorre quando se herdam duas cópias anormais do gene que produz a hemoglobina (proteína dos glóbulos vermelhos do sangue), uma de cada genitor.
Nas últimas décadas, a pesquisa genética avançou a ponto de os cientistas conseguirem isolar os genes responsáveis por muitas doenças. Mas aqui está o problema: a ciência tem conhecimento dessa correlação entre genes e doenças aplicado a uma população muito restrita.
Sarah Tishkoff, geneticista e bióloga evolutiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, é uma entre muitos cientistas que pressionam por conjuntos de dados genômicos mais diversos.
É problemático, por exemplo, se um "estudo focado em indivíduos com ascendência europeia identificar variantes genéticas associadas ao risco de doenças cardíacas ou diabetes, e usar essa informação para prever o risco de doenças em pacientes não incluídos no estudo original".
"Sabemos por experiência que essa previsão de risco de doença não funciona bem quando aplicada a indivíduos com diferentes ascendências, principalmente se tiverem ascendência africana", explica Tishkoff.
Historicamente, quem fornece seu DNA para pesquisa genômica é predominantemente de ascendência europeia, "o que cria lacunas no conhecimento sobre os genomas no resto do mundo", registra o Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NHGRI, na sigla em inglês), nos EUA.
Segundo a instituição, 87% de todos os dados de genoma disponíveis no mundo são de ascendência europeia, seguidos por 10% de asiáticos e 2% de africanos.
Como resultado, os potenciais beneficias da pesquisa genética, que inclui diagnóstico precoce e tratamento de várias doenças, podem não beneficiar as populações sub-representadas.
O problema não acaba na avaliação do risco de doença. Também leva à desigualdade nos cuidados médicos, diz Jan Witkowski, professor da Escola de Pós-Graduação em Ciências Biológicas do Laboratório Cold Spring Harbor, no estado de Nova York, EUA.
"Digamos que existam dois grupos, A e B, que são muito diferentes. O conhecimento e as informações que se aprende sobre o grupo A podem não se aplicar ao grupo B. Imagine desenvolver tratamentos médicos para todos, baseados apenas nas informações do grupo A. Não vai funcionar no grupo B."
Ao incluir diversas populações nos estudos genômicos, pesquisadores podem identificar variantes genômicas associadas a várias configurações de saúde, tanto no nível individual quanto populacional.
Segundo o instituto NHGRI, contudo, diversificar os participantes na pesquisa genômica é caro e exige o estabelecimento de relações de confiança e de respeito no longo prazo entre as comunidades e os pesquisadores.
(Sushmitha Ramakrishnan. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2022/07/por-
que-e- importante-diversidade-no-sequenciamento-genetico.shtml. 25.Jul.2022)
A respeito do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:
I. São as diferenças que distinguem os seres humanos que igualmente os tornam mais ou menos doentes.
II. Não haveria evolução na pesquisa genômica se não fossem as contribuições da população europeia.
III. Quanto maior a diversidade dos corpus de estudo, mais conclusões cientificas serão alcançadas.
Assinale
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Marque a alternativa que indica, corretamente, o valor resultante da consulta SQL apresentada abaixo quando aplicada a um banco de dados PostgreSQL 8 que possui tabelas de nomes UFS e CIDADES preenchidas com as seguintes informações.

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Machine Learning é um ramo da ciência da computação que utiliza conceitos das áreas de Estatística, Engenharia e da própria Computação com o objetivo de reconhecer padrões e ensiná-los a uma máquina. Além das áreas citadas, outro aspecto importante para Machine Learning são os dados. Sem eles não é possível viabilizar o treinamento da máquina. Esses dados devem estar relacionados ao tema para o qual a máquina será treinada. Isso é fundamental pois o objetivo de Machine Learning é permitir que a máquina seja capaz de evidenciar informações que um humano não perceberia facilmente, permitindo, por exemplo, a predição de eventos ou a execução de diagnósticos precisos.
A respeito dos fundamentos que envolvem Machine Learning, analise as afirmativas abaixo e marque alternativa correta.
I. No processo de aprendizagem supervisionada o computador recebe um conjunto de dados. Ele encontrará neste conjunto dados de entrada atrelados as saídas esperadas. Neste tipo de aprendizagem o objetivo é encontrar as regras que conseguem mapear aquelas entradas com aquelas saídas.
II. A aprendizagem por reforço é um tipo de treinamento usado onde enfrentamos um ambiente complexo. Através das tentativas e erro o computador busca uma solução para o problema. Para que a máquina entenda o que são acertos e erros ela receberá recompensas e penalidades durante o processo de busca da solução.
III. Quando o conjunto de dados repassado para o computador possui apenas os valores de saída possíveis (rótulos) mas não conhecemos nada a respeito dos valores das entradas, devemos fazer uso do processo de aprendizagem não supervisionada. Ela foi criada justamente para atender este cenário. Esse aprendizagem envolve complexidades adicionais quando comparada a aprendizagem supervisionada.
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A integridade dos dados é garantida não apenas pela proteção contra o acesso de usuários indevidos. Acidentes causados por humanos ou falhas de hardware podem comprometer essa integridade. Por conta destes riscos a prática de backup ganha uma importância grande pois apresenta uma solução para tais imprevistos.
A respeito dos conceitos de backup, analise as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta.
I. A literatura define diversos tipos backup. Apesar de todos estes tipos garantirem uma recuperação de dados segura, cada um deles possui vantagens e desvantagens. Dentre as principais questões que devemos considerar para a escolha de qual tipo de backup é mais adequado para uma realidade, temos: velocidade de execução do backup, velocidade de recuperação dos dados e o tamanho do volume gerado pelo processo de backup.
II. Quando realizamos uma simples cópia direta e completa de todas as informações que desejamos preservar, estamos realizando um Backup Full.
III. Backup Diferencial consome menos espaço que o Incremental. Entretanto tem a desvantagem do processo de recuperação de dados ser mais lento do que o do Backup Incremental.
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Disciplina: TI - Organização e Arquitetura dos Computadores
Banca: IDECAN
Orgão: TJ-PI
- Memória e ArmazenamentoDAS: Direct Attached Storage
- Memória e ArmazenamentoNAS: Network Attached Storage
- Memória e ArmazenamentoSAN: Storage Area Network
Um dispositivo de armazenamento de dados é qualquer equipamento que possua alguma forma de gravar, armazenar e ler estes dados. Para cumprir tal tarefa o mercado conta com diversos fabricantes que disponibilizam diferentes produtos e serviços. Quando precisamos decidir que tipo de solução pretendemos adotar, devemos antes nos questionar a respeito de pontos como: capacidade, performance, segurança e os custos de aquisição e de manutenção. A literatura que trata de sistemas de armazenamento costuma a classifica-los em três grupos distintos. Marque a alternativa que indica, corretamente, o nome do sistema de armazenamento que se caracteriza por ser uma infraestrutura de rede especializada com objetivo de conectar dispositivos de armazenamento e servidores, provendo alto grau de performance para o tráfego.
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Caderno Container