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Sem direito e Poesia
Eis me aqui, iniludível. Incipiente na arte da
escrita, desfraldo sentimentos vestindo-os com as
palavras que lhes atribuem significado. Às vezes dá
vontade ser assim, hermético. Talvez, porque eu sinta
que o mundo não me entende ou porque, talvez, eu não
me encaixe harmonicamente no mundo, é que sinto
esta liberdade em não me fazer entender. É que, talvez,
a vida seja mesmo um mal entendido.
Portanto, despiciendo as opiniões e me faço
prolixo. Suasório para o intento de escrever em uma
língua indecifrável ao homem comum. Meu vocabulário,
quando quero, é um quarto cerrado e, nele me tranco e
jogo fora a chave do entendimento. Dizem-me que as
palavras devem ser um instrumento para comunicar-se
e que isto é fazer-se entender. Mas eu, que do mundo
nada entendo, por que razão deveria me fazer
entender?
Sinto o decesso aproximar-se, pelo esvair-se
do fluido vital, e, sem tempo para o recreio desejado,
com os ombros arcados pelos compromissos
assumidos, tenho no plenilúnio um desejo imarcescível
de que haja vida no satélite natural. Talvez, após o
decesso, eu possa lá estabelecer morada e, vivendo
em uma sociedade singular, haja o recreio em espírito.
Na realidade. Na iniludível realidade, meu recreio é
uma sala ampla. Teto alto. Prateleiras rústicas com
farta literatura e filosofia. Nenhuma porta ou janela
aberta a permitir à passagem do tempo. Uma poltrona
aveludada. Frio. Lareira acesa. Vinho tinto seco,
Malbec.
O amor? O entregar-se? Não!
Tratar-se-ia apenas de amor próprio. Sem
entrega. Apenas eu. Apenas eu e o tempo. Cerrado na
sala cerrada. Divagando sobre o nada e refletindo
sobre tudo. Imarcescível seria tal momento. Mas a vida.
A vida é singular ao tempo, pois que o tempo é eterno,
e a criatura humana é botão de rosa, matéria orgânica
falível na passagem do eterno. Sigo... Soerguendo-me... Sobrevivo...
(Fonte: Nelson Olivo Capeleti Junior/ Artigos13/04/2018 - JUS Brasil)
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Projeto brasileiro pretende mapear genoma de 15
mil pessoas para prever e tratar doenças
Por Filipe Domingues, G1/ 10/12/2019 12h00

Um projeto liderado por uma cientista brasileira
vai identificar as principais características genéticas
dos brasileiros para prever doenças e antecipar
tratamentos. Lançada nesta terça-feira (10), em São
Paulo, a iniciativa "DNA do Brasil" quer mapear o
genoma de 15 mil pessoas de 35 a 74 anos de idade e
se tornar o maior levantamento do tipo já realizado no
país. A ideia é que em cinco anos já se tenham os
primeiros resultados. "O desafio é entender quais
variações genéticas estão associadas a quais
características das pessoas", disse a pesquisadora
Lygia da Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo
(USP), na abertura do projeto. "Nós somos o resultado
do nosso genoma mais o nosso estilo de vida. O
genoma é a receita do nosso corpo."
Além da geneticista, estão envolvidos na
parceria o Ministério da Saúde que oferecerá dados
epidemiológicos da população brasileira por meio do
projeto ELSA Brasil; organizações privadas como a
Dasa, empresa da área de saúde, que financiará e
realizará o sequenciamento das primeiras 3 mil
amostras; a Illumina que vai fornecer os insumos e a
Google Cloud que fará o armazenamento e proteção
dos dados. As descobertas que os cientistas fizerem
poderão ser traduzidas em inovações tanto na área de
pesquisa genética quanto nos diagnósticos e
tratamentos de doenças como o câncer, a hipertensão,
o diabetes, depressão, esquizofrenia e algumas
doenças raras. Ao descobrir que determinada proteína
presente no corpo de uma pessoa permite manter o
colesterol baixo, é possível "editar" o DNA do paciente
para imitar o comportamento deste elemento. [...]
O diretor médico da Dasa, Gustavo Campana,
lembrou que 80% das 8 mil doenças consideradas
raras têm origem genética. Já os cânceres hereditários
são de 5 a 12% dos casos. Portanto, além da previsão
de tais doenças, o mapeamento dos genes e sua
associação com as características da população
brasileira podem permitir avanços em "terapêutica
gênica", ou seja, métodos de tratamento que atuam
diretamente nos genes ± o mais famoso deles é o
CRISPR, a técnica de edição do DNA. "Esse projeto é
um marco da genética populacional no Brasil," disse
Campana.[...]
O texto é _____ textual classificado como _____, que circula no meio _____ com o objetivo de trazer informações mais aprofundadas que a _____, isto porque há citações, dados estatísticos entre outros detalhes que são coletados através de pesquisa.
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Em relação ao uso do acento indicativo de
crase, assinale a alternativa correta.
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Eis me aqui, iniludível. Incipiente na arte da
escrita, desfraldo sentimentos vestindo-os com as
palavras que lhes atribuem significado. Às vezes dá
vontade ser assim, hermético. Talvez, porque eu sinta
que o mundo não me entende ou porque, talvez, eu não
me encaixe harmonicamente no mundo, é que sinto
esta liberdade em não me fazer entender. É que, talvez,
a vida seja mesmo um mal entendido.
Portanto, despiciendo as opiniões e me faço
prolixo. Suasório para o intento de escrever em uma
língua indecifrável ao homem comum. Meu vocabulário,
quando quero, é um quarto cerrado e, nele me tranco e
jogo fora a chave do entendimento. Dizem-me que as
palavras devem ser um instrumento para comunicar-se
e que isto é fazer-se entender. Mas eu, que do mundo
nada entendo, por que razão deveria me fazer
entender?
Sinto o decesso aproximar-se, pelo esvair-se
do fluido vital, e, sem tempo para o recreio desejado,
com os ombros arcados pelos compromissos
assumidos, tenho no plenilúnio um desejo imarcescível
de que haja vida no satélite natural. Talvez, após o
decesso, eu possa lá estabelecer morada e, vivendo
em uma sociedade singular, haja o recreio em espírito.
Na realidade. Na iniludível realidade, meu recreio é
uma sala ampla. Teto alto. Prateleiras rústicas com
farta literatura e filosofia. Nenhuma porta ou janela
aberta a permitir à passagem do tempo. Uma poltrona
aveludada. Frio. Lareira acesa. Vinho tinto seco,
Malbec.
O amor? O entregar-se? Não!
Tratar-se-ia apenas de amor próprio. Sem
entrega. Apenas eu. Apenas eu e o tempo. Cerrado na
sala cerrada. Divagando sobre o nada e refletindo
sobre tudo. Imarcescível seria tal momento. Mas a vida.
A vida é singular ao tempo, pois que o tempo é eterno,
e a criatura humana é botão de rosa, matéria orgânica
falível na passagem do eterno. Sigo... Soerguendo-me... Sobrevivo...
(Fonte: Nelson Olivo Capeleti Junior/ Artigos13/04/2018 - JUS Brasil)
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Projeto brasileiro pretende mapear genoma de 15
mil pessoas para prever e tratar doenças
Por Filipe Domingues, G1/ 10/12/2019 12h00

Um projeto liderado por uma cientista brasileira
vai identificar as principais características genéticas
dos brasileiros para prever doenças e antecipar
tratamentos. Lançada nesta terça-feira (10), em São
Paulo, a iniciativa "DNA do Brasil" quer mapear o
genoma de 15 mil pessoas de 35 a 74 anos de idade e
se tornar o maior levantamento do tipo já realizado no
país. A ideia é que em cinco anos já se tenham os
primeiros resultados. "O desafio é entender quais
variações genéticas estão associadas a quais
características das pessoas", disse a pesquisadora
Lygia da Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo
(USP), na abertura do projeto. "Nós somos o resultado
do nosso genoma mais o nosso estilo de vida. O
genoma é a receita do nosso corpo."
Além da geneticista, estão envolvidos na
parceria o Ministério da Saúde que oferecerá dados
epidemiológicos da população brasileira por meio do
projeto ELSA Brasil; organizações privadas como a
Dasa, empresa da área de saúde, que financiará e
realizará o sequenciamento das primeiras 3 mil
amostras; a Illumina que vai fornecer os insumos e a
Google Cloud que fará o armazenamento e proteção
dos dados. As descobertas que os cientistas fizerem
poderão ser traduzidas em inovações tanto na área de
pesquisa genética quanto nos diagnósticos e
tratamentos de doenças como o câncer, a hipertensão,
o diabetes, depressão, esquizofrenia e algumas
doenças raras. Ao descobrir que determinada proteína
presente no corpo de uma pessoa permite manter o
colesterol baixo, é possível "editar" o DNA do paciente
para imitar o comportamento deste elemento. [...]
O diretor médico da Dasa, Gustavo Campana,
lembrou que 80% das 8 mil doenças consideradas
raras têm origem genética. Já os cânceres hereditários
são de 5 a 12% dos casos. Portanto, além da previsão
de tais doenças, o mapeamento dos genes e sua
associação com as características da população
brasileira podem permitir avanços em "terapêutica
gênica", ou seja, métodos de tratamento que atuam
diretamente nos genes ± o mais famoso deles é o
CRISPR, a técnica de edição do DNA. "Esse projeto é
um marco da genética populacional no Brasil," disse
Campana.[...]
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- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
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Sem direito e Poesia
Eis me aqui, iniludível. Incipiente na arte da
escrita, desfraldo sentimentos vestindo-os com as
palavras que lhes atribuem significado. Às vezes dá
vontade ser assim, hermético. Talvez, porque eu sinta
que o mundo não me entende ou porque, talvez, eu não
me encaixe harmonicamente no mundo, é que sinto
esta liberdade em não me fazer entender. É que, talvez,
a vida seja mesmo um mal entendido.
Portanto, despiciendo as opiniões e me faço
prolixo. Suasório para o intento de escrever em uma
língua indecifrável ao homem comum. Meu vocabulário,
quando quero, é um quarto cerrado e, nele me tranco e
jogo fora a chave do entendimento. Dizem-me que as
palavras devem ser um instrumento para comunicar-se
e que isto é fazer-se entender. Mas eu, que do mundo
nada entendo, por que razão deveria me fazer
entender?
Sinto o decesso aproximar-se, pelo esvair-se
do fluido vital, e, sem tempo para o recreio desejado,
com os ombros arcados pelos compromissos
assumidos, tenho no plenilúnio um desejo imarcescível
de que haja vida no satélite natural. Talvez, após o
decesso, eu possa lá estabelecer morada e, vivendo
em uma sociedade singular, haja o recreio em espírito.
Na realidade. Na iniludível realidade, meu recreio é
uma sala ampla. Teto alto. Prateleiras rústicas com
farta literatura e filosofia. Nenhuma porta ou janela
aberta a permitir à passagem do tempo. Uma poltrona
aveludada. Frio. Lareira acesa. Vinho tinto seco,
Malbec.
O amor? O entregar-se? Não!
Tratar-se-ia apenas de amor próprio. Sem
entrega. Apenas eu. Apenas eu e o tempo. Cerrado na
sala cerrada. Divagando sobre o nada e refletindo
sobre tudo. Imarcescível seria tal momento. Mas a vida.
A vida é singular ao tempo, pois que o tempo é eterno,
e a criatura humana é botão de rosa, matéria orgânica
falível na passagem do eterno. Sigo... Soerguendo-me... Sobrevivo...
(Fonte: Nelson Olivo Capeleti Junior/ Artigos13/04/2018 - JUS Brasil)
"³Sinto o decesso aproximar-se, pelo esvair-se do fluido vital, e, sem tempo para o recreio desejado, com os ombros arcados pelos compromissos assumidos, tenho no plenilúnio um desejo imarcescível de que haja vida no satélite natural."
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Projeto brasileiro pretende mapear genoma de 15
mil pessoas para prever e tratar doenças
Por Filipe Domingues, G1/ 10/12/2019 12h00

Um projeto liderado por uma cientista brasileira
vai identificar as principais características genéticas
dos brasileiros para prever doenças e antecipar
tratamentos. Lançada nesta terça-feira (10), em São
Paulo, a iniciativa "DNA do Brasil" quer mapear o
genoma de 15 mil pessoas de 35 a 74 anos de idade e
se tornar o maior levantamento do tipo já realizado no
país. A ideia é que em cinco anos já se tenham os
primeiros resultados. "O desafio é entender quais
variações genéticas estão associadas a quais
características das pessoas", disse a pesquisadora
Lygia da Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo
(USP), na abertura do projeto. "Nós somos o resultado
do nosso genoma mais o nosso estilo de vida. O
genoma é a receita do nosso corpo."
Além da geneticista, estão envolvidos na
parceria o Ministério da Saúde que oferecerá dados
epidemiológicos da população brasileira por meio do
projeto ELSA Brasil; organizações privadas como a
Dasa, empresa da área de saúde, que financiará e
realizará o sequenciamento das primeiras 3 mil
amostras; a Illumina que vai fornecer os insumos e a
Google Cloud que fará o armazenamento e proteção
dos dados. As descobertas que os cientistas fizerem
poderão ser traduzidas em inovações tanto na área de
pesquisa genética quanto nos diagnósticos e
tratamentos de doenças como o câncer, a hipertensão,
o diabetes, depressão, esquizofrenia e algumas
doenças raras. Ao descobrir que determinada proteína
presente no corpo de uma pessoa permite manter o
colesterol baixo, é possível "editar" o DNA do paciente
para imitar o comportamento deste elemento. [...]
O diretor médico da Dasa, Gustavo Campana,
lembrou que 80% das 8 mil doenças consideradas
raras têm origem genética. Já os cânceres hereditários
são de 5 a 12% dos casos. Portanto, além da previsão
de tais doenças, o mapeamento dos genes e sua
associação com as características da população
brasileira podem permitir avanços em "terapêutica
gênica", ou seja, métodos de tratamento que atuam
diretamente nos genes ± o mais famoso deles é o
CRISPR, a técnica de edição do DNA. "Esse projeto é
um marco da genética populacional no Brasil," disse
Campana.[...]
I. A Dasa é uma empresa da área de saúde que financiará e realizará a cessação das primeiras 3 mil amostras. II. O Ministério da Saúde oferecerá dados epidemiológicos da população brasileira através do projeto ELSA Brasil. III. A Google Cloud que fará o armazenamento e a derrelição dos dados.
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Projeto brasileiro pretende mapear genoma de 15
mil pessoas para prever e tratar doenças
Por Filipe Domingues, G1/ 10/12/2019 12h00

Um projeto liderado por uma cientista brasileira
vai identificar as principais características genéticas
dos brasileiros para prever doenças e antecipar
tratamentos. Lançada nesta terça-feira (10), em São
Paulo, a iniciativa "DNA do Brasil" quer mapear o
genoma de 15 mil pessoas de 35 a 74 anos de idade e
se tornar o maior levantamento do tipo já realizado no
país. A ideia é que em cinco anos já se tenham os
primeiros resultados. "O desafio é entender quais
variações genéticas estão associadas a quais
características das pessoas", disse a pesquisadora
Lygia da Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo
(USP), na abertura do projeto. "Nós somos o resultado
do nosso genoma mais o nosso estilo de vida. O
genoma é a receita do nosso corpo."
Além da geneticista, estão envolvidos na
parceria o Ministério da Saúde que oferecerá dados
epidemiológicos da população brasileira por meio do
projeto ELSA Brasil; organizações privadas como a
Dasa, empresa da área de saúde, que financiará e
realizará o sequenciamento das primeiras 3 mil
amostras; a Illumina que vai fornecer os insumos e a
Google Cloud que fará o armazenamento e proteção
dos dados. As descobertas que os cientistas fizerem
poderão ser traduzidas em inovações tanto na área de
pesquisa genética quanto nos diagnósticos e
tratamentos de doenças como o câncer, a hipertensão,
o diabetes, depressão, esquizofrenia e algumas
doenças raras. Ao descobrir que determinada proteína
presente no corpo de uma pessoa permite manter o
colesterol baixo, é possível "editar" o DNA do paciente
para imitar o comportamento deste elemento. [...]
O diretor médico da Dasa, Gustavo Campana,
lembrou que 80% das 8 mil doenças consideradas
raras têm origem genética. Já os cânceres hereditários
são de 5 a 12% dos casos. Portanto, além da previsão
de tais doenças, o mapeamento dos genes e sua
associação com as características da população
brasileira podem permitir avanços em "terapêutica
gênica", ou seja, métodos de tratamento que atuam
diretamente nos genes ± o mais famoso deles é o
CRISPR, a técnica de edição do DNA. "Esse projeto é
um marco da genética populacional no Brasil," disse
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Quanto à classificação gramatical das
palavras, assinale a alternativa correta.
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Sem direito e Poesia
Eis me aqui, iniludível. Incipiente na arte da
escrita, desfraldo sentimentos vestindo-os com as
palavras que lhes atribuem significado. Às vezes dá
vontade ser assim, hermético. Talvez, porque eu sinta
que o mundo não me entende ou porque, talvez, eu não
me encaixe harmonicamente no mundo, é que sinto
esta liberdade em não me fazer entender. É que, talvez,
a vida seja mesmo um mal entendido.
Portanto, despiciendo as opiniões e me faço
prolixo. Suasório para o intento de escrever em uma
língua indecifrável ao homem comum. Meu vocabulário,
quando quero, é um quarto cerrado e, nele me tranco e
jogo fora a chave do entendimento. Dizem-me que as
palavras devem ser um instrumento para comunicar-se
e que isto é fazer-se entender. Mas eu, que do mundo
nada entendo, por que razão deveria me fazer
entender?
Sinto o decesso aproximar-se, pelo esvair-se
do fluido vital, e, sem tempo para o recreio desejado,
com os ombros arcados pelos compromissos
assumidos, tenho no plenilúnio um desejo imarcescível
de que haja vida no satélite natural. Talvez, após o
decesso, eu possa lá estabelecer morada e, vivendo
em uma sociedade singular, haja o recreio em espírito.
Na realidade. Na iniludível realidade, meu recreio é
uma sala ampla. Teto alto. Prateleiras rústicas com
farta literatura e filosofia. Nenhuma porta ou janela
aberta a permitir à passagem do tempo. Uma poltrona
aveludada. Frio. Lareira acesa. Vinho tinto seco,
Malbec.
O amor? O entregar-se? Não!
Tratar-se-ia apenas de amor próprio. Sem
entrega. Apenas eu. Apenas eu e o tempo. Cerrado na
sala cerrada. Divagando sobre o nada e refletindo
sobre tudo. Imarcescível seria tal momento. Mas a vida.
A vida é singular ao tempo, pois que o tempo é eterno,
e a criatura humana é botão de rosa, matéria orgânica
falível na passagem do eterno. Sigo... Soerguendo-me... Sobrevivo...
(Fonte: Nelson Olivo Capeleti Junior/ Artigos13/04/2018 - JUS Brasil)
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