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Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.
Palavras em agonia
No avião, ouço a voz da comissária: “Senhores passageiros, estamos próximos à decolagem.” Oba! Finalmente vou descobrir
onde fica a decolagem. Deve ser um lugar, porque, segundo a moça, estamos próximos dela. Já reparei que, ao levantar voo no
Santos Dumont para São Paulo, o avião rola de mansinho pela pista, acelera e, quando passa pela Escola Naval, decola. Se a
decolagem é um lugar, significa que esse lugar é ali, diante da antiga ilha onde, em 1555, Vilegagnon tentou construir a França
Antártica. Isso justificaria a frase “Estamos próximos à decolagem". Mas, e se a decolagem não for um lugar, & sim uma ação? Mais
correto, então, seria dizer “Dentro de instantes iremos decolar”. Ou “Estamos perto de decolar”. Isso obrigaria, no entanto, ao uso de
uma palavra que estã se despedindo da lingua, como se seu significado tivesse se exaurido. A palavra é “perto” As pessoas agora
dizem “Estou próximo de sair, não “perto de sair, “Estou próximo de conseguir emprego”, não “perto de conseguir emprego”. “Perto”
não é a única palavra em agonia entre nós. Hã muitas mais, substituídas por outras que se instalaram e ganharam a preferência
nacional. Exemplos. Ninguém mais coloca algo em lugar nenhum — “posiciona”. Ninguém termina mais nada — “finaliza”. Ninguém
mais tem resistência fisica ou emocional — é resiliente”. Ninguém mais completa ou enriquece um texto — “atualiza”.
(CASTRO, Ruy. Folha de S.Paulo, 26 de dezembro de 2024)
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Palavras em agonia
No avião, ouço a voz da comissária: “Senhores passageiros, estamos próximos à decolagem.” Oba! Finalmente vou descobrir
onde fica a decolagem. Deve ser um lugar, porque, segundo a moça, estamos próximos dela. Já reparei que, ao levantar voo no
Santos Dumont para São Paulo, o avião rola de mansinho pela pista, acelera e, quando passa pela Escola Naval, decola. Se a
decolagem é um lugar, significa que esse lugar é ali, diante da antiga ilha onde, em 1555, Vilegagnon tentou construir a França
Antártica. Isso justificaria a frase “Estamos próximos à decolagem". Mas, e se a decolagem não for um lugar, & sim uma ação? Mais
correto, então, seria dizer “Dentro de instantes iremos decolar”. Ou “Estamos perto de decolar”. Isso obrigaria, no entanto, ao uso de
uma palavra que estã se despedindo da lingua, como se seu significado tivesse se exaurido. A palavra é “perto” As pessoas agora
dizem “Estou próximo de sair, não “perto de sair, “Estou próximo de conseguir emprego”, não “perto de conseguir emprego”. “Perto”
não é a única palavra em agonia entre nós. Hã muitas mais, substituídas por outras que se instalaram e ganharam a preferência
nacional. Exemplos. Ninguém mais coloca algo em lugar nenhum — “posiciona”. Ninguém termina mais nada — “finaliza”. Ninguém
mais tem resistência fisica ou emocional — é resiliente”. Ninguém mais completa ou enriquece um texto — “atualiza”.
(CASTRO, Ruy. Folha de S.Paulo, 26 de dezembro de 2024)
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Vale quanto pesa
Numa era obcecada pela magreza e pelos objetos portáteis, a literatura popular anda na contramão. Basta observar as
prateleiras das livrarias, para constatar que os best-sellers — aquelas obras que oferecem diversão em estado puro, sem pretensões
intelectuais — andam cada vez mais grossos. Sejam eles romances água-com-açúear, de terror ou ficção cientifica, eles parecem
feitos sob medida para entrar nos quadros de Fernando Batero. Tome-se como exemplo dois lançamentos recentes de autoras que
fazem muito sucesso no Brasil O Regresso, de Rosamunde Pilcher, tem 1091 páginas e pesa 1,52 quilo. Os Favoritos de Fortuna, de
Coleen MeCullough, é ainda maior: 1205 páginas e quase 2 quilos no ponteiro da balança. Não que medidas como essas sejam
novidade no terreno das letras - o primeiro romance modemo, Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, já era um calhamaço
considerável. Mas os livros de ficção engordam atualmente por ordem expressa dos editores. Amparados em pesquisas de mercado,
eles pedem aos autores histórias mais longas, que resultem em livros mais cheios. Querem pesos pesados — e isso não se refere ao
recheio intelectual.
(Adaptado de GRAIEB, Carlos. Revista Veja. 1 de abril, 1998)
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Vale quanto pesa
Numa era obcecada pela magreza e pelos objetos portáteis, a literatura popular anda na contramão. Basta observar as
prateleiras das livrarias, para constatar que os best-sellers — aquelas obras que oferecem diversão em estado puro, sem pretensões
intelectuais — andam cada vez mais grossos. Sejam eles romances água-com-açúear, de terror ou ficção cientifica, eles parecem
feitos sob medida para entrar nos quadros de Fernando Batero. Tome-se como exemplo dois lançamentos recentes de autoras que
fazem muito sucesso no Brasil O Regresso, de Rosamunde Pilcher, tem 1091 páginas e pesa 1,52 quilo. Os Favoritos de Fortuna, de
Coleen MeCullough, é ainda maior: 1205 páginas e quase 2 quilos no ponteiro da balança. Não que medidas como essas sejam
novidade no terreno das letras - o primeiro romance modemo, Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, já era um calhamaço
considerável. Mas os livros de ficção engordam atualmente por ordem expressa dos editores. Amparados em pesquisas de mercado,
eles pedem aos autores histórias mais longas, que resultem em livros mais cheios. Querem pesos pesados — e isso não se refere ao
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(Adaptado de GRAIEB, Carlos. Revista Veja. 1 de abril, 1998)
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Numa era obcecada pela magreza e pelos objetos portáteis, a literatura popular anda na contramão. Basta observar as
prateleiras das livrarias, para constatar que os best-sellers — aquelas obras que oferecem diversão em estado puro, sem pretensões
intelectuais — andam cada vez mais grossos. Sejam eles romances água-com-açúear, de terror ou ficção cientifica, eles parecem
feitos sob medida para entrar nos quadros de Fernando Batero. Tome-se como exemplo dois lançamentos recentes de autoras que
fazem muito sucesso no Brasil O Regresso, de Rosamunde Pilcher, tem 1091 páginas e pesa 1,52 quilo. Os Favoritos de Fortuna, de
Coleen MeCullough, é ainda maior: 1205 páginas e quase 2 quilos no ponteiro da balança. Não que medidas como essas sejam
novidade no terreno das letras - o primeiro romance modemo, Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, já era um calhamaço
considerável. Mas os livros de ficção engordam atualmente por ordem expressa dos editores. Amparados em pesquisas de mercado,
eles pedem aos autores histórias mais longas, que resultem em livros mais cheios. Querem pesos pesados — e isso não se refere ao
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(Adaptado de GRAIEB, Carlos. Revista Veja. 1 de abril, 1998)
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intelectuais — andam cada vez mais grossos. Sejam eles romances água-com-açúear, de terror ou ficção cientifica, eles parecem
feitos sob medida para entrar nos quadros de Fernando Batero. Tome-se como exemplo dois lançamentos recentes de autoras que
fazem muito sucesso no Brasil O Regresso, de Rosamunde Pilcher, tem 1091 páginas e pesa 1,52 quilo. Os Favoritos de Fortuna, de
Coleen MeCullough, é ainda maior: 1205 páginas e quase 2 quilos no ponteiro da balança. Não que medidas como essas sejam
novidade no terreno das letras - o primeiro romance modemo, Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, já era um calhamaço
considerável. Mas os livros de ficção engordam atualmente por ordem expressa dos editores. Amparados em pesquisas de mercado,
eles pedem aos autores histórias mais longas, que resultem em livros mais cheios. Querem pesos pesados — e isso não se refere ao
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(Adaptado de GRAIEB, Carlos. Revista Veja. 1 de abril, 1998)
O trecho acima sugere que a literatura popular
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intelectuais — andam cada vez mais grossos. Sejam eles romances água-com-açúear, de terror ou ficção cientifica, eles parecem
feitos sob medida para entrar nos quadros de Fernando Batero. Tome-se como exemplo dois lançamentos recentes de autoras que
fazem muito sucesso no Brasil O Regresso, de Rosamunde Pilcher, tem 1091 páginas e pesa 1,52 quilo. Os Favoritos de Fortuna, de
Coleen MeCullough, é ainda maior: 1205 páginas e quase 2 quilos no ponteiro da balança. Não que medidas como essas sejam
novidade no terreno das letras - o primeiro romance modemo, Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, já era um calhamaço
considerável. Mas os livros de ficção engordam atualmente por ordem expressa dos editores. Amparados em pesquisas de mercado,
eles pedem aos autores histórias mais longas, que resultem em livros mais cheios. Querem pesos pesados — e isso não se refere ao
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feitos sob medida para entrar nos quadros de Fernando Batero. Tome-se como exemplo dois lançamentos recentes de autoras que
fazem muito sucesso no Brasil O Regresso, de Rosamunde Pilcher, tem 1091 páginas e pesa 1,52 quilo. Os Favoritos de Fortuna, de
Coleen MeCullough, é ainda maior: 1205 páginas e quase 2 quilos no ponteiro da balança. Não que medidas como essas sejam
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considerável. Mas os livros de ficção engordam atualmente por ordem expressa dos editores. Amparados em pesquisas de mercado,
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intelectuais — andam cada vez mais grossos. Sejam eles romances água-com-açúear, de terror ou ficção cientifica, eles parecem
feitos sob medida para entrar nos quadros de Fernando Batero. Tome-se como exemplo dois lançamentos recentes de autoras que
fazem muito sucesso no Brasil O Regresso, de Rosamunde Pilcher, tem 1091 páginas e pesa 1,52 quilo. Os Favoritos de Fortuna, de
Coleen MeCullough, é ainda maior: 1205 páginas e quase 2 quilos no ponteiro da balança. Não que medidas como essas sejam
novidade no terreno das letras - o primeiro romance modemo, Dom Quixote, do espanhol Miguel de Cervantes, já era um calhamaço
considerável. Mas os livros de ficção engordam atualmente por ordem expressa dos editores. Amparados em pesquisas de mercado,
eles pedem aos autores histórias mais longas, que resultem em livros mais cheios. Querem pesos pesados — e isso não se refere ao
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Um Tribunal Regional do Trabalho está desenvolvendo um sistema de gestão de processos judiciais para otimizar o fluxo de trabalho dos juízes, advogados e servidores. Um dos requisitos críticos é a implementação de um sistema de notificação para
diferentes eventos processuais (por exemplo, novos documentos apresentados, audiências agendadas, decisões publicadas). O
sistema deve ser flexível, permitindo adicionar novos tipos de notificações sem alterar significativamente o código existente. O
padrão de projeto mais adequado para alcançar essa flexibilidade é o
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