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Foram encontradas 571 questões.

1426367 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: TRT-2
No dia 9 de janeiro de 1921, um sortido grupo reuniu-se no salão de festas do badalado restaurante Trianon, no alto da aprazível avenida Paulista, para um banquete em homenagem a Menotti Del Picchia, que lançava uma edição do poema Máscaras.

Situado na área hoje ocupada pelo MASP, o Trianon era uma espécie de restaurante-pavilhão, com salão de chá e de festas. Inaugurado em 1916, tornara-se um dos centros da vida social paulistana, com seus bailes, concertos, aniversários, casamentos e banquetes.

Naquele domingo de verão, ilustres integrantes do mundo cultural e político foram prestigiar o escritor e redator político do Correio Paulistano, homem de amplo arco de amizades.

Mário de Andrade, que estava presente, escreveu sobre a festa na edição da Ilustração Brasileira. Impressionou-se com a diversidade dos convidados, um séquito de homens das finanças, poetas e escritores da velha e da jovem guarda.

Figurões revezaram-se na tribuna, até chegar a vez de Oswald de Andrade, que faria soar, nas palavras de Mário de Andrade, “o clarim dos futuristas" - aquela gente “do domínio da patologia", como gostavam de escrever “certos críticos passadistas, num afanoso rancor pelas auroras".

O tribuno foi logo avisando que não gostaria de confundir sua voz com o cantochão dos conservadores. Juntava- se à louvação a Menotti, mas “numa tecla de sonoridade diferente", em nome “de um grupo de orgulhosos cultores da extremada arte de nosso tempo". Para selar o pertencimento de Menotti ao clã dos modernos, a máscara de seu rosto, esculpida por Victor Brecheret, lhe era ofertada. Disse Oswald: “Examina a máscara que te trazemos em bronze. Produziu-a de ti a mão elucidadora de Victor Brecheret que, com Di Cavalcanti e Anita Malfatti, afirmou que a nossa terra contém uma das mais fortes, expressivas e orgulhosas gerações de criadores".

Não poderia faltar ao discurso a exaltação do dinamismo paulista, pano de fundo da inquietação dos novos artistas e escritores. Num mundo - dizia o orador futurista - em que o pensamento e a ação se deslocavam da Europa para os “países descobertos pela súplica das velas europeias", São Paulo surgia como uma espécie de terra prometida da modernidade. Com suas chaminés e seus bairros em veloz expansão, a cidade agitava as “profundas revoluções criadoras de imortalidades".

E, se a capital bandeirante podia promover aquela festa e nela ofertar uma “obra-prima" de Brecheret ao homenageado, isso significava que uma etapa do processo de arejamento das mentalidades já estava vencida.

Na avaliação de Mário da Silva Brito, o que se viu no Trianon foi o lançamento oficial do movimento modernista em território hostil - um “ataque de surpresa no campo do adversá- rio distraído". Ao que parece, entretanto, a distração do respeitável público foi mais funda - a ponto de poucos terem notado que as palavras ali proferidas representavam um “ataque". Oswald foi aplaudido por passadistas, futuristas e demais presentes. “Todos estavam satisfeitos porque se julgavam incorporados à 'meia dúzia' de que falara o audaz", ironizou Mário de Andrade.


(Adaptado de GONÇALVES, Marcos Augusto. 1922: A semana que não terminou. São Paulo, Cia. das Letras, 2012, formato ebook)






Depreende-se do contexto que a ironia de Mário de Andrade (final do texto) deve-se ao fato de que
 

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Questão de gosto

A expressão parece ter sido criada para encerrar uma discussão. Quando alguém apela para a tal da “questão de gosto”, é como se dissesse: “chega de conversa, inútil discutir”. A partir daí nenhuma polêmica parece necessária, ou mesmo possível. “Você gosta de Beethoven? Eu prefiro ouvir fanfarra de colégio.” Questão de gosto.
Levada a sério, radicalizada, a “questão de gosto” dispensa razões e argumentos, estanca o discurso crítico, desiste da reflexão, afirmando despoticamente a instância definitiva da mais rasa subjetividade. Gosto disso, e pronto, estamos conversados. Ao interlocutor, para sempre desarmado, resta engolir em seco o gosto próprio, impedido de argumentar. Afinal, gosto não se discute.
Mas se tudo é questão de gosto, a vida vale a morte, o silêncio vale a palavra, a ausência vale a presença - tudo se relativiza ao infinito. Num mundo sem valores a definir, em que tudo dependa do gosto, não há lugar para uma razão ética, uma definição de princípios, uma preocupação moral, um empenho numa análise estética. O autoritarismo do gosto, tomado em sentido absoluto, apaga as diferenças reais e proclama a servidão ao capricho. Mas há quem goste das fórmulas ditatoriais, em vez de enfrentar o desafio de ponderar as nossas contradições
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(Emiliano Barreira, inédito)

Ao longo do texto o autor se vale de expressões de sentido antagônico, para bem marcar a oposição entre uma razão crítica e uma mera manifestação do gosto. É o que se constata quando emprega
 

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Questão de gosto

A expressão parece ter sido criada para encerrar uma discussão. Quando alguém apela para a tal da “questão de gosto”, é como se dissesse: “chega de conversa, inútil discutir”. A partir daí nenhuma polêmica parece necessária, ou mesmo possível. “Você gosta de Beethoven? Eu prefiro ouvir fanfarra de colégio.”Questão de gosto.

Levada a sério, radicalizada, a “questão de gosto” dispensa razões e argumentos, estanca o discurso crítico, desiste da reflexão, afirmando despoticamente a instância definitiva da mais rasa subjetividade. Gosto disso, e pronto, estamos conversados. Ao interlocutor, para sempre desarmado, resta engolir em seco o gosto próprio, impedido de argumentar. Afinal, gosto não se discute.

Mas se tudo é questão de gosto, a vida vale a morte, o silêncio vale a palavra, a ausência vale a presença − tudo se relativiza ao infinito. Num mundo sem valores a definir, em que tudo dependa do gosto, não há lugar para uma razão ética, uma definição de princípios, uma preocupação moral, um empenho numa análise estética. O autoritarismo do gosto, tomado em sentido absoluto, apaga as diferenças reais e proclama a servidão ao capricho. Mas há quem goste das fórmulas ditatoriais, em vez de enfrentar o desafio de ponderar as nossas contradições.

(Emiliano Barreira, inédito)

Atente para as seguintes afirmações:

I. No 1º parágrafo, a menção a Beethoven e a fanfarra de colégio ilustra bem a disposição do autor em colocar lado a lado manifestações artísticas de valor equivalente.

II. No 2º parágrafo, o termo despoticamente qualifica o modo pelo qual alguns interlocutores dispõem-se a desenvolver uma polêmica.

III. No 3º parágrafo, a expressão servidão ao capricho realça a acomodação de quem não se dispõe a enfrentar a argumentação crítica.

Em relação ao texto está correto o que se afirma APENAS em

 

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1415646 Ano: 2014
Disciplina: Psicologia
Banca: FCC
Orgão: TRT-2
O agente estressor pode ter aspectos diversos e até mesmo ser benigno. O que o caracteriza como estressor é a necessidade de adaptação que acarreta. Podemos encontrar estressores físicos, cognitivos e emocionais. Os estressores cognitivos
 

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865816 Ano: 2014
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: FCC
Orgão: TRT-2
Consideram-se ou equiparam-se a acidente do trabalho a doença
 

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Durante a obtenção de uma amostra de contaminante do ar, particulados de SiO2, na construção civil, foi utilizada, em um dos funcionários, um bomba de amostragem de ar, kit completo, operando durante 6 horas, com uma vazão de 2 litros por minuto. O meio de coleta foi através de membranas e filtros de Policarbonato para particulado de até 0,8 μm. A massa inicial da amostra é de 1,4 mg (miligramas) e a massa de SiO2 presente nesta amostra é de 9 μg (microgramas).
Dados:
As fórmulas do no 12 da NR-15 Limites de Tolerância para Poeiras Minerais:
Limite de tolerância para poeira respirável: enunciado 865815-1

Limite de tolerância para poeira total (respirável e não respirável): enunciado 865815-2
É correto afirmar que a concentração foi
 

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865814 Ano: 2014
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: FCC
Orgão: TRT-2
O trabalhador exposto a risco ocupacional, se não houver modelos de proteção coletiva, deve usar Equipamento de Proteção Individual − EPI. Cabe a este trabalhador, quanto ao uso de EPI,
 

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Josué é eletricista profissional, empregado em regime mensal CLT em uma empresa do ramo eletricitário. Ele não realizou qualquer curso específico na área elétrica, em instituição reconhecida pelo Sistema Oficial de Ensino, mas ao ser admitido nesta empresa, recebeu treinamento específico sob orientação e responsabilidade de seu supervisor, Cláudio. Cláudio realizou curso específico na área elétrica, reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino e possui registro no competente Conselho de Classe, além de ter anuência formal da empresa com autorização para o trabalho com eletricidade. Josué trabalha sob responsabilidade de Cláudio, mas não tem anuência formal da empresa para o exercício de suas atividades na área elétrica. Nestas condições, considerando as disposições da NR-10, Josué e Cláudio, respectivamente, são profissionais
 

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Em dias de concretagem, três máquinas betoneiras são ligadas individualmente e separadas em pontos diferentes (ou seja, não interferem no ruído global). Os níveis de pressão sonora, obtidos através de um dosímetro, para cada funcionário que opera a betoneira “X”, a “Y” e a “Z”, são demonstrados na tabela abaixo.
enunciado 865812-1
De acordo com o anexo 1 da NR-15, referente aos limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente, por meio da dose diária, descontando-se as pausas durante o ciclo de trabalho, conclui-se que os operadores das betoneiras “X”, “Y” e “Z” estão submetidos a valores de doses de ruído
 

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Atenção: Considere os dados a seguir para responder a questão abaixo.

Três empresas denominadas ALFA, BETA e GAMA estão instaladas em um centro comercial, denominado GREGO, que ocupa uma pequena área situada em uma cidade no interior do Estado de Minas Gerais. Este local está a uma distância de 600 km de outro centro comercial denominado ROMANO, localizado na capital do Estado de São Paulo, onde estas mesmas três empresas também têm instalado um estabelecimento cada. Seguem as características de cada uma das empresas:

enunciado 865811-1

Quadro I da NR-5:

enunciado 865811-2

Dentre outros membros, conforme estabelece a NR-5 e considerando que não há outros atos normativos relacionados à constituição da CIPA para os setores específicos das referidas empresas, a CIPA para cada estabelecimento deverá ser composta por
 

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