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Economia religiosa
Concordo plenamente com Dom Tarcísio Scaramussa,
da CNBB, quando ele afirma que não faz sentido nem obrigar
uma pessoa a rezar nem proibi-la de fazê-lo. A declaração do
prelado vem como crítica à professora de uma escola pública de
Minas Gerais que hostilizou um aluno ateu que se recusara a
rezar o pai-nosso em sua aula.
É uma boa ocasião para discutir o ensino religioso na
rede pública, do qual a CNBB é entusiasta. Como ateu, não
abraço nenhuma religião, mas, como liberal, não pretendo que
todos pensem do mesmo modo. Admitamos, para efeitos de
argumentação, que seja do interesse do Estado que os jovens
sejam desde cedo expostos ao ensino religioso. Deve-se então
perguntar se essa é uma tarefa que cabe à escola pública ou se
as próprias organizações são capazes de supri-la, com seus
programas de catequese, escolas dominicais etc.
A minha impressão é a de que não faltam oportunidades
para conhecer as mais diversas mensagens religiosas, onipresentes
em rádios, TVs e também nas ruas. Na cidade de São
Paulo, por exemplo, existem mais templos (algo em torno de
4.000) do que escolas públicas (cerca de 1.700). Creio que aqui
vale a regra econômica, segundo a qual o Estado deve ficar fora
das atividades de que o setor privado já dá conta.
Outro ponto importante é o dos custos. Não me parece
que faça muito sentido gastar recursos com professores de religião,
quando faltam os de matemática, português etc. Ao contrário
do que se dá com a religião, é difícil aprender física na
esquina.
Até 1997, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação acertadamente
estabelecia que o ensino religioso nas escolas oficiais
não poderia representar ônus para os cofres públicos. A
bancada religiosa emendou a lei para empurrar essa conta para
o Estado. Não deixa de ser um caso de esmola com o chapéu
alheio.
(Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 06/04/2012)
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Economia religiosa
Concordo plenamente com Dom Tarcísio Scaramussa,
da CNBB, quando ele afirma que não faz sentido nem obrigar
uma pessoa a rezar nem proibi-la de fazê-lo. A declaração do
prelado vem como crítica à professora de uma escola pública de
Minas Gerais que hostilizou um aluno ateu que se recusara a
rezar o pai-nosso em sua aula.
É uma boa ocasião para discutir o ensino religioso na
rede pública, do qual a CNBB é entusiasta. Como ateu, não
abraço nenhuma religião, mas, como liberal, não pretendo que
todos pensem do mesmo modo. Admitamos, para efeitos de
argumentação, que seja do interesse do Estado que os jovens
sejam desde cedo expostos ao ensino religioso. Deve-se então
perguntar se essa é uma tarefa que cabe à escola pública ou se
as próprias organizações são capazes de supri-la, com seus
programas de catequese, escolas dominicais etc.
A minha impressão é a de que não faltam oportunidades
para conhecer as mais diversas mensagens religiosas, onipresentes
em rádios, TVs e também nas ruas. Na cidade de São
Paulo, por exemplo, existem mais templos (algo em torno de
4.000) do que escolas públicas (cerca de 1.700). Creio que aqui
vale a regra econômica, segundo a qual o Estado deve ficar fora
das atividades de que o setor privado já dá conta.
Outro ponto importante é o dos custos. Não me parece
que faça muito sentido gastar recursos com professores de religião,
quando faltam os de matemática, português etc. Ao contrário
do que se dá com a religião, é difícil aprender física na
esquina.
Até 1997, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação acertadamente
estabelecia que o ensino religioso nas escolas oficiais
não poderia representar ônus para os cofres públicos. A
bancada religiosa emendou a lei para empurrar essa conta para
o Estado. Não deixa de ser um caso de esmola com o chapéu
alheio.
(Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 06/04/2012)
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Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto
seguinte.
Os livros de história sempre tiveram dificuldade em falar de mulheres que não respeitam os padrões de gênero, e em nenhuma área essa limitação é tão evidente como na guerra e no que se refere ao manejo de armas. No entanto, da Antiguidade aos tempos modernos a história é fértil em relatos protagonizados por guerreiras. Com efeito, a sucessão política regularmente coloca uma mulher no trono, por mais desagradável que essa verdade soe. Sendo as guerras insensíveis ao gênero e ocorrendo até mesmo quando uma mulher dirige o país, os livros de história são obrigados a registrar certo número de guerreiras levadas, consequentemente, a se comportar como qualquer Churchill, Stálin ou Roosevelt. Semíramis de Nínive, fundadora do Império Assírio, e Boadiceia, que liderou uma das mais sangrentas revoltas contra os romanos, são dois exemplos. Esta última, aliás, tem uma está- tua à margem do Tâmisa, em frente ao Big Ben, em Londres. Não deixemos de cumprimentá-la caso estejamos passando por ali. Em compensação, os livros de história são, em geral, bastante discretos sobre as guerreiras que atuam como simples soldados, integrando os regimentos e participando das batalhas contra exércitos inimigos em condições idênticas às dos homens. Essas mulheres, contudo, sempre existiram. Praticamente nenhuma guerra foi travada sem alguma participação feminina. (Adaptado de Stieg Larsson. A rainha do castelo de ar. São Paulo: Cia. das Letras, 2009. p. 7-8)
.. Boadiceia, que liderou uma das mais sangrentas revoltas contra os romanos... seguinte.
Os livros de história sempre tiveram dificuldade em falar de mulheres que não respeitam os padrões de gênero, e em nenhuma área essa limitação é tão evidente como na guerra e no que se refere ao manejo de armas. No entanto, da Antiguidade aos tempos modernos a história é fértil em relatos protagonizados por guerreiras. Com efeito, a sucessão política regularmente coloca uma mulher no trono, por mais desagradável que essa verdade soe. Sendo as guerras insensíveis ao gênero e ocorrendo até mesmo quando uma mulher dirige o país, os livros de história são obrigados a registrar certo número de guerreiras levadas, consequentemente, a se comportar como qualquer Churchill, Stálin ou Roosevelt. Semíramis de Nínive, fundadora do Império Assírio, e Boadiceia, que liderou uma das mais sangrentas revoltas contra os romanos, são dois exemplos. Esta última, aliás, tem uma está- tua à margem do Tâmisa, em frente ao Big Ben, em Londres. Não deixemos de cumprimentá-la caso estejamos passando por ali. Em compensação, os livros de história são, em geral, bastante discretos sobre as guerreiras que atuam como simples soldados, integrando os regimentos e participando das batalhas contra exércitos inimigos em condições idênticas às dos homens. Essas mulheres, contudo, sempre existiram. Praticamente nenhuma guerra foi travada sem alguma participação feminina. (Adaptado de Stieg Larsson. A rainha do castelo de ar. São Paulo: Cia. das Letras, 2009. p. 7-8)
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
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Concordo plenamente com Dom Tarcísio Scaramussa,
da CNBB, quando ele afirma que não faz sentido nem obrigar
uma pessoa a rezar nem proibi-la de fazê-lo. A declaração do
prelado vem como crítica à professora de uma escola pública de
Minas Gerais que hostilizou um aluno ateu que se recusara a
rezar o pai-nosso em sua aula.
É uma boa ocasião para discutir o ensino religioso na
rede pública, do qual a CNBB é entusiasta. Como ateu, não
abraço nenhuma religião, mas, como liberal, não pretendo que
todos pensem do mesmo modo. Admitamos, para efeitos de
argumentação, que seja do interesse do Estado que os jovens
sejam desde cedo expostos ao ensino religioso. Deve-se então
perguntar se essa é uma tarefa que cabe à escola pública ou se
as próprias organizações são capazes de supri-la, com seus
programas de catequese, escolas dominicais etc.
A minha impressão é a de que não faltam oportunidades
para conhecer as mais diversas mensagens religiosas, onipresentes
em rádios, TVs e também nas ruas. Na cidade de São
Paulo, por exemplo, existem mais templos (algo em torno de
4.000) do que escolas públicas (cerca de 1.700). Creio que aqui
vale a regra econômica, segundo a qual o Estado deve ficar fora
das atividades de que o setor privado já dá conta.
Outro ponto importante é o dos custos. Não me parece
que faça muito sentido gastar recursos com professores de religião,
quando faltam os de matemática, português etc. Ao contrário
do que se dá com a religião, é difícil aprender física na
esquina.
Até 1997, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação acertadamente
estabelecia que o ensino religioso nas escolas oficiais
não poderia representar ônus para os cofres públicos. A
bancada religiosa emendou a lei para empurrar essa conta para
o Estado. Não deixa de ser um caso de esmola com o chapéu
alheio.
(Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 06/04/2012)
I. Ao se declarar um cidadão ao mesmo tempo ateu e liberal, o autor enaltece essa sua dupla condição pessoal valendo-se do exemplo da própria CNBB.
II. A falta de oportunidade para se acessarem mensagens religiosas poderia ser suprida, segundo o autor, pela criação de redes de comunicação voltadas para esse fim.
III. Nos dois últimos parágrafos, o autor mostra não reconhecer nem legitimidade nem prioridade para a implementação do ensino religioso na escola pública.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em
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da CNBB, quando ele afirma que não faz sentido nem obrigar
uma pessoa a rezar nem proibi-la de fazê-lo. A declaração do
prelado vem como crítica à professora de uma escola pública de
Minas Gerais que hostilizou um aluno ateu que se recusara a
rezar o pai-nosso em sua aula.
É uma boa ocasião para discutir o ensino religioso na
rede pública, do qual a CNBB é entusiasta. Como ateu, não
abraço nenhuma religião, mas, como liberal, não pretendo que
todos pensem do mesmo modo. Admitamos, para efeitos de
argumentação, que seja do interesse do Estado que os jovens
sejam desde cedo expostos ao ensino religioso. Deve-se então
perguntar se essa é uma tarefa que cabe à escola pública ou se
as próprias organizações são capazes de supri-la, com seus
programas de catequese, escolas dominicais etc.
A minha impressão é a de que não faltam oportunidades
para conhecer as mais diversas mensagens religiosas, onipresentes
em rádios, TVs e também nas ruas. Na cidade de São
Paulo, por exemplo, existem mais templos (algo em torno de
4.000) do que escolas públicas (cerca de 1.700). Creio que aqui
vale a regra econômica, segundo a qual o Estado deve ficar fora
das atividades de que o setor privado já dá conta.
Outro ponto importante é o dos custos. Não me parece
que faça muito sentido gastar recursos com professores de religião,
quando faltam os de matemática, português etc. Ao contrário
do que se dá com a religião, é difícil aprender física na
esquina.
Até 1997, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação acertadamente
estabelecia que o ensino religioso nas escolas oficiais
não poderia representar ônus para os cofres públicos. A
bancada religiosa emendou a lei para empurrar essa conta para
o Estado. Não deixa de ser um caso de esmola com o chapéu
alheio.
(Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 06/04/2012)
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Sendo as guerras insensíveis ao gênero e ocorrendo até mesmo quando uma mulher dirige o país, os livros de história são obrigados a registrar certo número de guer- reiras levadas, consequentemente, a se comportar como qualquer Churchill, Stálin ou Roosevelt.
O segmento grifado estabelece, no período, relação de
O segmento grifado estabelece, no período, relação de
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Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto
seguinte.
Os livros de história sempre tiveram dificuldade em falar de mulheres que não respeitam os padrões de gênero, e em nenhuma área essa limitação é tão evidente como na guerra e no que se refere ao manejo de armas. No entanto, da Antiguidade aos tempos modernos a história é fértil em relatos protagonizados por guerreiras. Com efeito, a sucessão política regularmente coloca uma mulher no trono, por mais desagradável que essa verdade soe. Sendo as guerras insensíveis ao gênero e ocorrendo até mesmo quando uma mulher dirige o país, os livros de história são obrigados a registrar certo número de guerreiras levadas, consequentemente, a se comportar como qualquer Churchill, Stálin ou Roosevelt. Semíramis de Nínive, fundadora do Império Assírio, e Boadiceia, que liderou uma das mais sangrentas revoltas contra os romanos, são dois exemplos. Esta última, aliás, tem uma está- tua à margem do Tâmisa, em frente ao Big Ben, em Londres. Não deixemos de cumprimentá-la caso estejamos passando por ali. Em compensação, os livros de história são, em geral, bastante discretos sobre as guerreiras que atuam como simples soldados, integrando os regimentos e participando das batalhas contra exércitos inimigos em condições idênticas às dos homens. Essas mulheres, contudo, sempre existiram. Praticamente nenhuma guerra foi travada sem alguma participação feminina. (Adaptado de Stieg Larsson. A rainha do castelo de ar. São Paulo: Cia. das Letras, 2009. p. 7-8)
Os livros de história sempre tiveram dificuldade em... seguinte.
Os livros de história sempre tiveram dificuldade em falar de mulheres que não respeitam os padrões de gênero, e em nenhuma área essa limitação é tão evidente como na guerra e no que se refere ao manejo de armas. No entanto, da Antiguidade aos tempos modernos a história é fértil em relatos protagonizados por guerreiras. Com efeito, a sucessão política regularmente coloca uma mulher no trono, por mais desagradável que essa verdade soe. Sendo as guerras insensíveis ao gênero e ocorrendo até mesmo quando uma mulher dirige o país, os livros de história são obrigados a registrar certo número de guerreiras levadas, consequentemente, a se comportar como qualquer Churchill, Stálin ou Roosevelt. Semíramis de Nínive, fundadora do Império Assírio, e Boadiceia, que liderou uma das mais sangrentas revoltas contra os romanos, são dois exemplos. Esta última, aliás, tem uma está- tua à margem do Tâmisa, em frente ao Big Ben, em Londres. Não deixemos de cumprimentá-la caso estejamos passando por ali. Em compensação, os livros de história são, em geral, bastante discretos sobre as guerreiras que atuam como simples soldados, integrando os regimentos e participando das batalhas contra exércitos inimigos em condições idênticas às dos homens. Essas mulheres, contudo, sempre existiram. Praticamente nenhuma guerra foi travada sem alguma participação feminina. (Adaptado de Stieg Larsson. A rainha do castelo de ar. São Paulo: Cia. das Letras, 2009. p. 7-8)
O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em:
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- OrtografiaPontuaçãoDois-pontos
- OrtografiaPontuaçãoVírgula
- Sintaxe
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência

Isso irritou Palas Atena, que já detestava a jovem porque esta a espionara em outra ocasião. Não admitia que a mortal fosse recompensada por outro deus; decide vingar- se, e a vingança é terrível: Palas Atena vai à morada da Inveja e ordena-lhe que vá infectar a jovem Aglauros.
I. De acordo com o contexto, os pronomes grifados acima se referem, respectivamente, à atitude de Aglauros e a Palas Atena.
II. A vírgula colocada imediatamente após Atena poderia ser suprimida sem prejuízo para a correção e o sentido original.
III. Os dois-pontos introduzem uma síntese do que foi dito antes.
Está correto o que se afirma APENAS em
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...... procura de paisagens e culturas diversas, os turistas têm escolhido ultimamente locais menos conhecidos para as férias; ainda assim, poucos planejariam uma viagem de turismo ...... destinos sujeitos ...... crises políticas.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:
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O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em:
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