A Administração pública, para consecução da finalidade
pública que autoriza e legitima sua atuação, está autorizada
a firmar contratos, que se distinguem dos contratos
privados em razão de características que lhes são próprias, dentre elas,
Um determinado órgão de uma autarquia estadual que atuava no setor rodoviário precisava adquirir móveis para as instalações de uma nova repartição regional. O setor competente fez as devidas especificações, pesquisas de preço e demais providências necessárias e encaminhou os autos do processo administrativo ao órgão jurídico para análise e apresentação dos modelos jurídicos existentes para o objetivo pretendido, a fim de que o administrador pudesse fazer a escolha dentre eles. Considerando a natureza dos bens cuja aquisição se pretende, a pessoa jurídica que realizará a compra e a finalidade da aquisição, a orientação jurídica mais adequada é a
A área de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional
do Trabalho da cidade de Londrina, Estado do Paraná,
solicitou a aquisição de 150 mouse pads para serem utilizados
pelos servidores do referido Tribunal, quantitativo
que permitiria o atendimento das necessidades durante
todo o exercício financeiro em curso. O departamento responsável,
após definição das características do produto,
fez pesquisa de preços com 10 fornecedores do referido
produto, obtendo valores totais que variavam, dada a
diferença de preço de cada fornecedor, entre R$ 1.000,00
(um mil reais) a R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais).
Após a adoção das formalidades essenciais, para aquisição
do produto na totalidade estimada, o Tribunal
Sabe-se que em algumas hipóteses a Administração pública está, por lei, autorizada a contratar diretamente, é dizer, sem a realização de procedimento licitatório. Quanto a essas situações, é correto afirmar que os casos de
No âmbito federal sobreveio a Lei nº
9.784/1999, que foi muito bem recebida, porquanto tem por objetivo a proteção dos direitos
dos administrados e o melhor cumprimento dos fins da administração. Para o alcance de referidos objetivos, o diploma legal elenca
diversos princípios informadores da atuação da Administração, dentre eles o princípio da
O atributo do ato administrativo que permite que ele seja “posto em execução pela própria Administração pública, sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário" (PIETRO, Maria Sylvia Zanella Di. Direito Administrativo. 28. ed., São Paulo:Atlas, p. 243), é a:
Os atos administrativos extinguem-se por diversas razões, dentre elas, a retirada, que compreende a revogação e a invalidação
ou anulação. A revogação e a anulação constituem-se, respectivamente, na retirada do ato
O denominado Poder de autotutela é uma decorrência do princípio da legalidade. Cuida-se de controle que a Administração exerce sobre seus próprios atos, que podem ser
Nos autos do Recurso Extraordinário 632.265 RJ, o Ministro Relator do Supremo Tribunal Federal entendeu que o Estado do Rio
de Janeiro teria editado decreto indevidamente para criar nova forma de recolhimento de tributo, matéria reservada à lei. A
conduta do Poder Executivo em questão