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Texto 2
Barcos de Papel
Quando a chuva cessava e um vento fino
Franzia a tarde úmida e lavada
Eu saía a brincar pelas calçadas
Nos meus tempos felizes de menino.
Fazia de papel, toda uma armada
E, estendendo meu braço pequenino
Eu soltava os barquinhos sem destino
Ao longo das sarjetas, na enxurrada...
Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
Que não são barcos de ouro os meus ideais
São barcos de papel, são como aqueles:
Perfeitamente, exatamente iguais!
Que os meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais.
(Guilherme de Almeida. In Acaso.)
Em relação às ideias do poema, escreva V para o que for verdadeiro e F para o que for falso.
( ) Nas duas primeiras estrofes do poema, a voz que se ouve é a do menino. Nas duas últimas, a voz do adulto.
( ) Na primeira estrofe, o vocábulo “chuva” deve ser lido como uma metáfora para pranto.
( ) Nos dois primeiros versos, o poeta trabalhou as percepções tátil, visual, olfativa e auditiva.
( ) No sintagma “vento fino”, há uma combinação inusitada entre o substantivo “vento” e o adjetivo “fino”. Essa combinação substitui o clichê “vento frio”. As duas expressões se misturam em nossa mente, levando-nos a sentir com mais intensidade o que diz o texto.
Está correta, de cima para baixo, a sequência seguinte:
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Texto 2
Barcos de Papel
Quando a chuva cessava e um vento fino
Franzia a tarde úmida e lavada
Eu saía a brincar pelas calçadas
Nos meus tempos felizes de menino.
Fazia de papel, toda uma armada
E, estendendo meu braço pequenino
Eu soltava os barquinhos sem destino
Ao longo das sarjetas, na enxurrada...
Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
Que não são barcos de ouro os meus ideais
São barcos de papel, são como aqueles:
Perfeitamente, exatamente iguais!
Que os meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais.
(Guilherme de Almeida. In Acaso.)
O poema de Guilherme de Almeida, “Barcos de Papel”, estrutura-se binariamente. Assinale a opção cujo dualismo NÃO se encontra no poema.
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Texto 1
Comunicação e alteridade
Na nossa vida de todo dia, estamos sempre em contato com outras pessoas. Esse contato frequente acontece a partir das afinidades e das semelhanças, mas inclui também as relações de diferença entre o que pertence ao “eu” e o que diz respeito ao “outro”. Para se referir a essas relações, costuma-se utilizar uma noção importante: alteridade.
A palavra alteridade, ao pé da letra, significa “natureza do que é outro”. Para entender melhor seu significado, podemos opô-la a expressões como “identidade” e “subjetividade”. As relações de alteridade dizem respeito às diferenças que perpassam o nosso cotidiano, e que podem se manifestar nas divergências de opinião em um debate, na diversidade de preferências que define as comunidades nas redes sociais, ou podem estar presentes em questões bem mais complicadas, como as diferenças de nacionalidade, de raça, de religião, de gênero ou de classe social, que motivam conflitos dos mais diversos.
Perceber as relações de alteridade entre várias pessoas nos leva não apenas a identificar os traços dessas diferenças – de nacionalidade, de cor da pele, de sotaque –, mas a considerar como se produzem, socialmente, tanto a diferença quanto a identidade. É preciso compreender que o “eu” e o “outro” não são entidades fixas e isoladas, mas se constituem na relação: nós só nos tornamos quem somos a partir da visão do outro, assim como o outro só se torna diferente de nós porque projetamos sobre ele um olhar que o diferencia. Ainda que, muitas vezes, seja difícil perceber, nessa jornada ocorre um processo contínuo de diferenciação: eu sou desse jeito, e não daquele outro; eu gosto dessas coisas, e não dessas outras.
Um processo semelhante acontece com as identidades coletivas (sejam elas nacionais, étnicas, sexuais, religiosas ou outras). Elas não são “essências”, mas sim construídas histórica e socialmente: o “ser brasileiro” não significa somente “ter nascido no Brasil”, mas sim fazer parte de uma identidade que se transforma com o passar do tempo. Dizer “sou brasileiro” significa dizer, implicitamente, “não sou argentino”, “não sou chinês”, “não sou moçambicano”. Identificar-se com um grupo é diferenciar-se de outro, estabelecer fronteiras entre “nós” e “eles”, em um processo que é permeado não apenas por escolhas, mas também por tentativas de fixar as identidades, dizendo – muitas vezes implicitamente – que ser de um jeito é normal, mais correto ou melhor. Fixar uma determinada identidade como a norma é uma das formas privilegiadas de hierarquização das identidades e das diferenças. Normalizar significa eleger - arbitrariamente - uma identidade específica como o parâmetro em relação ao qual as outras identidades são avaliadas e hierarquizadas. Normalizar significa atribuir a essa identidade todas as características positivas possíveis, em relação às quais as outras identidades só podem ser avaliadas de forma negativa.
O processo de produção das identidades e das diferenças envolve muitos conflitos. Esse processo não é ingênuo, mas sim permeado por relações de poder.
Ficha técnica do texto “Comunicação e alteridade”:
Associação Imagem Comunitária Concepção: Beatriz Bretas, Samuel Andrade e Victor Guimarães
Redação: Victor Guimarães
Considere o enunciado seguinte e o que se diz sobre as relações sintáticas que ele mantém: “O processo de produção das identidades e das diferenças envolve muitos conflitos”.
I. Os vocábulos processo e produção são substantivos abstratos.
II. A expressão preposicionada de produção [...] relaciona-se com o substantivo processo, completando-lhe o sentido; o mesmo acontece entre as expressões preposicionadas das identidades e das diferenças e o substantivo produção.
III. A expressão de produção deve ser classificada como complemento do vocábulo processo; enquanto as expressões das identidades e das diferenças, como complemento indireto (objeto indireto) do verbo envolver (envolve). Esse verbo tem como complemento direto (objeto direto) “muitos conflitos”.
Está correto o que se diz em
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Texto 1
Comunicação e alteridade
Na nossa vida de todo dia, estamos sempre em contato com outras pessoas. Esse contato frequente acontece a partir das afinidades e das semelhanças, mas inclui também as relações de diferença entre o que pertence ao “eu” e o que diz respeito ao “outro”. Para se referir a essas relações, costuma-se utilizar uma noção importante: alteridade.
A palavra alteridade, ao pé da letra, significa “natureza do que é outro”. Para entender melhor seu significado, podemos opô-la a expressões como “identidade” e “subjetividade”. As relações de alteridade dizem respeito às diferenças que perpassam o nosso cotidiano, e que podem se manifestar nas divergências de opinião em um debate, na diversidade de preferências que define as comunidades nas redes sociais, ou podem estar presentes em questões bem mais complicadas, como as diferenças de nacionalidade, de raça, de religião, de gênero ou de classe social, que motivam conflitos dos mais diversos.
Perceber as relações de alteridade entre várias pessoas nos leva não apenas a identificar os traços dessas diferenças – de nacionalidade, de cor da pele, de sotaque –, mas a considerar como se produzem, socialmente, tanto a diferença quanto a identidade. É preciso compreender que o “eu” e o “outro” não são entidades fixas e isoladas, mas se constituem na relação: nós só nos tornamos quem somos a partir da visão do outro, assim como o outro só se torna diferente de nós porque projetamos sobre ele um olhar que o diferencia. Ainda que, muitas vezes, seja difícil perceber, nessa jornada ocorre um processo contínuo de diferenciação: eu sou desse jeito, e não daquele outro; eu gosto dessas coisas, e não dessas outras.
Um processo semelhante acontece com as identidades coletivas (sejam elas nacionais, étnicas, sexuais, religiosas ou outras). Elas não são “essências”, mas sim construídas histórica e socialmente: o “ser brasileiro” não significa somente “ter nascido no Brasil”, mas sim fazer parte de uma identidade que se transforma com o passar do tempo. Dizer “sou brasileiro” significa dizer, implicitamente, “não sou argentino”, “não sou chinês”, “não sou moçambicano”. Identificar-se com um grupo é diferenciar-se de outro, estabelecer fronteiras entre “nós” e “eles”, em um processo que é permeado não apenas por escolhas, mas também por tentativas de fixar as identidades, dizendo – muitas vezes implicitamente – que ser de um jeito é normal, mais correto ou melhor. Fixar uma determinada identidade como a norma é uma das formas privilegiadas de hierarquização das identidades e das diferenças. Normalizar significa eleger - arbitrariamente - uma identidade específica como o parâmetro em relação ao qual as outras identidades são avaliadas e hierarquizadas. Normalizar significa atribuir a essa identidade todas as características positivas possíveis, em relação às quais as outras identidades só podem ser avaliadas de forma negativa.
O processo de produção das identidades e das diferenças envolve muitos conflitos. Esse processo não é ingênuo, mas sim permeado por relações de poder.
Ficha técnica do texto “Comunicação e alteridade”:
Associação Imagem Comunitária Concepção: Beatriz Bretas, Samuel Andrade e Victor Guimarães
Redação: Victor Guimarães
Na coluna 1, encontram-se palavras ou expressões que, no texto, são retomadas pelas palavras e expressões que estão na coluna 2. Numere a coluna 2 de acordo com a 1.
| Coluna 1 | Coluna 2 |
| 1. “alteridade” | ( ) (perceber) “as relações de alteridade [...]” |
| 2. “as relações de alteridade” | ( ) “um processo semelhante” |
| 3. “um processo contínuo de diferenciação” | ( ) “a palavra alteridade” |
| 4. “um processo [que é permeado...]” | ( ) “O processo de produção das identidades e das diferenças” |
| 5. “muitos conflitos” |
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
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Texto 1
Comunicação e alteridade
Na nossa vida de todo dia, estamos sempre em contato com outras pessoas. Esse contato frequente acontece a partir das afinidades e das semelhanças, mas inclui também as relações de diferença entre o que pertence ao “eu” e o que diz respeito ao “outro”. Para se referir a essas relações, costuma-se utilizar uma noção importante: alteridade.
A palavra alteridade, ao pé da letra, significa “natureza do que é outro”. Para entender melhor seu significado, podemos opô-la a expressões como “identidade” e “subjetividade”. As relações de alteridade dizem respeito às diferenças que perpassam o nosso cotidiano, e que podem se manifestar nas divergências de opinião em um debate, na diversidade de preferências que define as comunidades nas redes sociais, ou podem estar presentes em questões bem mais complicadas, como as diferenças de nacionalidade, de raça, de religião, de gênero ou de classe social, que motivam conflitos dos mais diversos.
Perceber as relações de alteridade entre várias pessoas nos leva não apenas a identificar os traços dessas diferenças – de nacionalidade, de cor da pele, de sotaque –, mas a considerar como se produzem, socialmente, tanto a diferença quanto a identidade. É preciso compreender que o “eu” e o “outro” não são entidades fixas e isoladas, mas se constituem na relação: nós só nos tornamos quem somos a partir da visão do outro, assim como o outro só se torna diferente de nós porque projetamos sobre ele um olhar que o diferencia. Ainda que, muitas vezes, seja difícil perceber, nessa jornada ocorre um processo contínuo de diferenciação: eu sou desse jeito, e não daquele outro; eu gosto dessas coisas, e não dessas outras.
Um processo semelhante acontece com as identidades coletivas (sejam elas nacionais, étnicas, sexuais, religiosas ou outras). Elas não são “essências”, mas sim construídas histórica e socialmente: o “ser brasileiro” não significa somente “ter nascido no Brasil”, mas sim fazer parte de uma identidade que se transforma com o passar do tempo. Dizer “sou brasileiro” significa dizer, implicitamente, “não sou argentino”, “não sou chinês”, “não sou moçambicano”. Identificar-se com um grupo é diferenciar-se de outro, estabelecer fronteiras entre “nós” e “eles”, em um processo que é permeado não apenas por escolhas, mas também por tentativas de fixar as identidades, dizendo – muitas vezes implicitamente – que ser de um jeito é normal, mais correto ou melhor. Fixar uma determinada identidade como a norma é uma das formas privilegiadas de hierarquização das identidades e das diferenças. Normalizar significa eleger - arbitrariamente - uma identidade específica como o parâmetro em relação ao qual as outras identidades são avaliadas e hierarquizadas. Normalizar significa atribuir a essa identidade todas as características positivas possíveis, em relação às quais as outras identidades só podem ser avaliadas de forma negativa.
O processo de produção das identidades e das diferenças envolve muitos conflitos. Esse processo não é ingênuo, mas sim permeado por relações de poder.
Ficha técnica do texto “Comunicação e alteridade”:
Associação Imagem Comunitária Concepção: Beatriz Bretas, Samuel Andrade e Victor Guimarães
Redação: Victor Guimarães
No dia 18 de maio do ano em curso, um domingo, ocorreu grave acidente com um ônibus da empresa Princesa dos Inhamuns, que saíra do município de Boa Viagem, no interior do Ceará. Morreram em torno de vinte pessoas. No dia seguinte, foram postados na Internet comentários como os que seguem: 1) A notícia boa é que esse povinho não virá poluir meu RGS; 2) Não sabia que havia ônibus no Ceará. Tá evoluindo. Kkkkkk; 3) Com todo o respeito, mas... 20 eleitores do PT a menos; 4) Será que o acidente poderia ter sido evitado se as pessoas (cearenses) tivessem sentado uma de cada lado? Vai ver o peso da cabeça chata fez o ônibus tombar… eu tinha 2 Kg de mandioca para dar a esse povo… o que eu faço agora?
Abaixo há quatro assertivas a respeito dos comentários destacados acima, as quais são apoiadas nas ideias do texto 1. Assinale a alternativa INCORRETA.
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Texto 1
Comunicação e alteridade
Na nossa vida de todo dia, estamos sempre em contato com outras pessoas. Esse contato frequente acontece a partir das afinidades e das semelhanças, mas inclui também as relações de diferença entre o que pertence ao “eu” e o que diz respeito ao “outro”. Para se referir a essas relações, costuma-se utilizar uma noção importante: alteridade.
A palavra alteridade, ao pé da letra, significa “natureza do que é outro”. Para entender melhor seu significado, podemos opô-la a expressões como “identidade” e “subjetividade”. As relações de alteridade dizem respeito às diferenças que perpassam o nosso cotidiano, e que podem se manifestar nas divergências de opinião em um debate, na diversidade de preferências que define as comunidades nas redes sociais, ou podem estar presentes em questões bem mais complicadas, como as diferenças de nacionalidade, de raça, de religião, de gênero ou de classe social, que motivam conflitos dos mais diversos.
Perceber as relações de alteridade entre várias pessoas nos leva não apenas a identificar os traços dessas diferenças – de nacionalidade, de cor da pele, de sotaque –, mas a considerar como se produzem, socialmente, tanto a diferença quanto a identidade. É preciso compreender que o “eu” e o “outro” não são entidades fixas e isoladas, mas se constituem na relação: nós só nos tornamos quem somos a partir da visão do outro, assim como o outro só se torna diferente de nós porque projetamos sobre ele um olhar que o diferencia. Ainda que, muitas vezes, seja difícil perceber, nessa jornada ocorre um processo contínuo de diferenciação: eu sou desse jeito, e não daquele outro; eu gosto dessas coisas, e não dessas outras.
Um processo semelhante acontece com as identidades coletivas (sejam elas nacionais, étnicas, sexuais, religiosas ou outras). Elas não são “essências”, mas sim construídas histórica e socialmente: o “ser brasileiro” não significa somente “ter nascido no Brasil”, mas sim fazer parte de uma identidade que se transforma com o passar do tempo. Dizer “sou brasileiro” significa dizer, implicitamente, “não sou argentino”, “não sou chinês”, “não sou moçambicano”. Identificar-se com um grupo é diferenciar-se de outro, estabelecer fronteiras entre “nós” e “eles”, em um processo que é permeado não apenas por escolhas, mas também por tentativas de fixar as identidades, dizendo – muitas vezes implicitamente – que ser de um jeito é normal, mais correto ou melhor. Fixar uma determinada identidade como a norma é uma das formas privilegiadas de hierarquização das identidades e das diferenças. Normalizar significa eleger - arbitrariamente - uma identidade específica como o parâmetro em relação ao qual as outras identidades são avaliadas e hierarquizadas. Normalizar significa atribuir a essa identidade todas as características positivas possíveis, em relação às quais as outras identidades só podem ser avaliadas de forma negativa.
O processo de produção das identidades e das diferenças envolve muitos conflitos. Esse processo não é ingênuo, mas sim permeado por relações de poder.
Ficha técnica do texto “Comunicação e alteridade”:
Associação Imagem Comunitária Concepção: Beatriz Bretas, Samuel Andrade e Victor Guimarães
Redação: Victor Guimarães
Observe o trecho transcrito: “Elas [as identidades coletivas] não são ‘essências’, mas sim construídas histórica e socialmente:” Verifica-se, nesse trecho, quebra de paralelismo sintático. Assinale a opção em que o paralelismo foi recuperado e o enunciado permanece com o mesmo sentido do texto.
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Texto 1
Comunicação e alteridade
Na nossa vida de todo dia, estamos sempre em contato com outras pessoas. Esse contato frequente acontece a partir das afinidades e das semelhanças, mas inclui também as relações de diferença entre o que pertence ao “eu” e o que diz respeito ao “outro”. Para se referir a essas relações, costuma-se utilizar uma noção importante: alteridade.
A palavra alteridade, ao pé da letra, significa “natureza do que é outro”. Para entender melhor seu significado, podemos opô-la a expressões como “identidade” e “subjetividade”. As relações de alteridade dizem respeito às diferenças que perpassam o nosso cotidiano, e que podem se manifestar nas divergências de opinião em um debate, na diversidade de preferências que define as comunidades nas redes sociais, ou podem estar presentes em questões bem mais complicadas, como as diferenças de nacionalidade, de raça, de religião, de gênero ou de classe social, que motivam conflitos dos mais diversos.
Perceber as relações de alteridade entre várias pessoas nos leva não apenas a identificar os traços dessas diferenças – de nacionalidade, de cor da pele, de sotaque –, mas a considerar como se produzem, socialmente, tanto a diferença quanto a identidade. É preciso compreender que o “eu” e o “outro” não são entidades fixas e isoladas, mas se constituem na relação: nós só nos tornamos quem somos a partir da visão do outro, assim como o outro só se torna diferente de nós porque projetamos sobre ele um olhar que o diferencia. Ainda que, muitas vezes, seja difícil perceber, nessa jornada ocorre um processo contínuo de diferenciação: eu sou desse jeito, e não daquele outro; eu gosto dessas coisas, e não dessas outras.
Um processo semelhante acontece com as identidades coletivas (sejam elas nacionais, étnicas, sexuais, religiosas ou outras). Elas não são “essências”, mas sim construídas histórica e socialmente: o “ser brasileiro” não significa somente “ter nascido no Brasil”, mas sim fazer parte de uma identidade que se transforma com o passar do tempo. Dizer “sou brasileiro” significa dizer, implicitamente, “não sou argentino”, “não sou chinês”, “não sou moçambicano”. Identificar-se com um grupo é diferenciar-se de outro, estabelecer fronteiras entre “nós” e “eles”, em um processo que é permeado não apenas por escolhas, mas também por tentativas de fixar as identidades, dizendo – muitas vezes implicitamente – que ser de um jeito é normal, mais correto ou melhor. Fixar uma determinada identidade como a norma é uma das formas privilegiadas de hierarquização das identidades e das diferenças. Normalizar significa eleger - arbitrariamente - uma identidade específica como o parâmetro em relação ao qual as outras identidades são avaliadas e hierarquizadas. Normalizar significa atribuir a essa identidade todas as características positivas possíveis, em relação às quais as outras identidades só podem ser avaliadas de forma negativa.
O processo de produção das identidades e das diferenças envolve muitos conflitos. Esse processo não é ingênuo, mas sim permeado por relações de poder.
Ficha técnica do texto “Comunicação e alteridade”:
Associação Imagem Comunitária Concepção: Beatriz Bretas, Samuel Andrade e Victor Guimarães
Redação: Victor Guimarães
Atente às relações sintáticas entre os elementos do excerto transcrito: ”As relações de alteridade dizem respeito às diferenças que (1) perpassam o nosso cotidiano, e que (2) podem se manifestar nas divergências de opinião em um debate, na diversidade de preferências que (3) define as comunidades nas redes sociais, ou podem estar presentes em questões bem mais complicadas, como as diferenças de nacionalidade, de raça, de religião, de gênero ou de classe social, que (4) motivam conflitos dos mais diversos”.
Marque a opção que expressa a relação correta dos “quês”.
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Texto 1
Comunicação e alteridade
Na nossa vida de todo dia, estamos sempre em contato com outras pessoas. Esse contato frequente acontece a partir das afinidades e das semelhanças, mas inclui também as relações de diferença entre o que pertence ao “eu” e o que diz respeito ao “outro”. Para se referir a essas relações, costuma-se utilizar uma noção importante: alteridade.
A palavra alteridade, ao pé da letra, significa “natureza do que é outro”. Para entender melhor seu significado, podemos opô-la a expressões como “identidade” e “subjetividade”. As relações de alteridade dizem respeito às diferenças que perpassam o nosso cotidiano, e que podem se manifestar nas divergências de opinião em um debate, na diversidade de preferências que define as comunidades nas redes sociais, ou podem estar presentes em questões bem mais complicadas, como as diferenças de nacionalidade, de raça, de religião, de gênero ou de classe social, que motivam conflitos dos mais diversos.
Perceber as relações de alteridade entre várias pessoas nos leva não apenas a identificar os traços dessas diferenças – de nacionalidade, de cor da pele, de sotaque –, mas a considerar como se produzem, socialmente, tanto a diferença quanto a identidade. É preciso compreender que o “eu” e o “outro” não são entidades fixas e isoladas, mas se constituem na relação: nós só nos tornamos quem somos a partir da visão do outro, assim como o outro só se torna diferente de nós porque projetamos sobre ele um olhar que o diferencia. Ainda que, muitas vezes, seja difícil perceber, nessa jornada ocorre um processo contínuo de diferenciação: eu sou desse jeito, e não daquele outro; eu gosto dessas coisas, e não dessas outras.
Um processo semelhante acontece com as identidades coletivas (sejam elas nacionais, étnicas, sexuais, religiosas ou outras). Elas não são “essências”, mas sim construídas histórica e socialmente: o “ser brasileiro” não significa somente “ter nascido no Brasil”, mas sim fazer parte de uma identidade que se transforma com o passar do tempo. Dizer “sou brasileiro” significa dizer, implicitamente, “não sou argentino”, “não sou chinês”, “não sou moçambicano”. Identificar-se com um grupo é diferenciar-se de outro, estabelecer fronteiras entre “nós” e “eles”, em um processo que é permeado não apenas por escolhas, mas também por tentativas de fixar as identidades, dizendo – muitas vezes implicitamente – que ser de um jeito é normal, mais correto ou melhor. Fixar uma determinada identidade como a norma é uma das formas privilegiadas de hierarquização das identidades e das diferenças. Normalizar significa eleger - arbitrariamente - uma identidade específica como o parâmetro em relação ao qual as outras identidades são avaliadas e hierarquizadas. Normalizar significa atribuir a essa identidade todas as características positivas possíveis, em relação às quais as outras identidades só podem ser avaliadas de forma negativa.
O processo de produção das identidades e das diferenças envolve muitos conflitos. Esse processo não é ingênuo, mas sim permeado por relações de poder.
Ficha técnica do texto “Comunicação e alteridade”:
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Redação: Victor Guimarães
A expressão idiomática “ao pé da letra” significa que uma manifestação linguística (um enunciado, um sintagma, um vocábulo)
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Comunicação e alteridade
Na nossa vida de todo dia, estamos sempre em contato com outras pessoas. Esse contato frequente acontece a partir das afinidades e das semelhanças, mas inclui também as relações de diferença entre o que pertence ao “eu” e o que diz respeito ao “outro”. Para se referir a essas relações, costuma-se utilizar uma noção importante: alteridade.
A palavra alteridade, ao pé da letra, significa “natureza do que é outro”. Para entender melhor seu significado, podemos opô-la a expressões como “identidade” e “subjetividade”. As relações de alteridade dizem respeito às diferenças que perpassam o nosso cotidiano, e que podem se manifestar nas divergências de opinião em um debate, na diversidade de preferências que define as comunidades nas redes sociais, ou podem estar presentes em questões bem mais complicadas, como as diferenças de nacionalidade, de raça, de religião, de gênero ou de classe social, que motivam conflitos dos mais diversos.
Perceber as relações de alteridade entre várias pessoas nos leva não apenas a identificar os traços dessas diferenças – de nacionalidade, de cor da pele, de sotaque –, mas a considerar como se produzem, socialmente, tanto a diferença quanto a identidade. É preciso compreender que o “eu” e o “outro” não são entidades fixas e isoladas, mas se constituem na relação: nós só nos tornamos quem somos a partir da visão do outro, assim como o outro só se torna diferente de nós porque projetamos sobre ele um olhar que o diferencia. Ainda que, muitas vezes, seja difícil perceber, nessa jornada ocorre um processo contínuo de diferenciação: eu sou desse jeito, e não daquele outro; eu gosto dessas coisas, e não dessas outras.
Um processo semelhante acontece com as identidades coletivas (sejam elas nacionais, étnicas, sexuais, religiosas ou outras). Elas não são “essências”, mas sim construídas histórica e socialmente: o “ser brasileiro” não significa somente “ter nascido no Brasil”, mas sim fazer parte de uma identidade que se transforma com o passar do tempo. Dizer “sou brasileiro” significa dizer, implicitamente, “não sou argentino”, “não sou chinês”, “não sou moçambicano”. Identificar-se com um grupo é diferenciar-se de outro, estabelecer fronteiras entre “nós” e “eles”, em um processo que é permeado não apenas por escolhas, mas também por tentativas de fixar as identidades, dizendo – muitas vezes implicitamente – que ser de um jeito é normal, mais correto ou melhor. Fixar uma determinada identidade como a norma é uma das formas privilegiadas de hierarquização das identidades e das diferenças. Normalizar significa eleger - arbitrariamente - uma identidade específica como o parâmetro em relação ao qual as outras identidades são avaliadas e hierarquizadas. Normalizar significa atribuir a essa identidade todas as características positivas possíveis, em relação às quais as outras identidades só podem ser avaliadas de forma negativa.
O processo de produção das identidades e das diferenças envolve muitos conflitos. Esse processo não é ingênuo, mas sim permeado por relações de poder.
Ficha técnica do texto “Comunicação e alteridade”:
Associação Imagem Comunitária Concepção: Beatriz Bretas, Samuel Andrade e Victor Guimarães
Redação: Victor Guimarães
Observe a estrutura do texto e assinale a afirmação verdadeira em relação a ele.
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Na nossa vida de todo dia, estamos sempre em contato com outras pessoas. Esse contato frequente acontece a partir das afinidades e das semelhanças, mas inclui também as relações de diferença entre o que pertence ao “eu” e o que diz respeito ao “outro”. Para se referir a essas relações, costuma-se utilizar uma noção importante: alteridade.
A palavra alteridade, ao pé da letra, significa “natureza do que é outro”. Para entender melhor seu significado, podemos opô-la a expressões como “identidade” e “subjetividade”. As relações de alteridade dizem respeito às diferenças que perpassam o nosso cotidiano, e que podem se manifestar nas divergências de opinião em um debate, na diversidade de preferências que define as comunidades nas redes sociais, ou podem estar presentes em questões bem mais complicadas, como as diferenças de nacionalidade, de raça, de religião, de gênero ou de classe social, que motivam conflitos dos mais diversos.
Perceber as relações de alteridade entre várias pessoas nos leva não apenas a identificar os traços dessas diferenças – de nacionalidade, de cor da pele, de sotaque –, mas a considerar como se produzem, socialmente, tanto a diferença quanto a identidade. É preciso compreender que o “eu” e o “outro” não são entidades fixas e isoladas, mas se constituem na relação: nós só nos tornamos quem somos a partir da visão do outro, assim como o outro só se torna diferente de nós porque projetamos sobre ele um olhar que o diferencia. Ainda que, muitas vezes, seja difícil perceber, nessa jornada ocorre um processo contínuo de diferenciação: eu sou desse jeito, e não daquele outro; eu gosto dessas coisas, e não dessas outras.
Um processo semelhante acontece com as identidades coletivas (sejam elas nacionais, étnicas, sexuais, religiosas ou outras). Elas não são “essências”, mas sim construídas histórica e socialmente: o “ser brasileiro” não significa somente “ter nascido no Brasil”, mas sim fazer parte de uma identidade que se transforma com o passar do tempo. Dizer “sou brasileiro” significa dizer, implicitamente, “não sou argentino”, “não sou chinês”, “não sou moçambicano”. Identificar-se com um grupo é diferenciar-se de outro, estabelecer fronteiras entre “nós” e “eles”, em um processo que é permeado não apenas por escolhas, mas também por tentativas de fixar as identidades, dizendo – muitas vezes implicitamente – que ser de um jeito é normal, mais correto ou melhor. Fixar uma determinada identidade como a norma é uma das formas privilegiadas de hierarquização das identidades e das diferenças. Normalizar significa eleger - arbitrariamente - uma identidade específica como o parâmetro em relação ao qual as outras identidades são avaliadas e hierarquizadas. Normalizar significa atribuir a essa identidade todas as características positivas possíveis, em relação às quais as outras identidades só podem ser avaliadas de forma negativa.
O processo de produção das identidades e das diferenças envolve muitos conflitos. Esse processo não é ingênuo, mas sim permeado por relações de poder.
Ficha técnica do texto “Comunicação e alteridade”:
Associação Imagem Comunitária Concepção: Beatriz Bretas, Samuel Andrade e Victor Guimarães
Redação: Victor Guimarães
Assinale a afirmação que está amparada pelas informações do texto.
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