Foram encontradas 20 questões.
Assinale a alternativa CORRETA levando em conta a leitura do meme a seguir:

Disponível em: https://www.maioresemelhores.com/melhores-memes-do-ano/. Acesso em: 17 ago. 2022.
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Considerando a fotografia abaixo, referente a uma peça publicitária, observe a imagem e assinale a alternativa CORRETA quanto à ideia central:

Disponível em: https://propmark.com.br/creative-data-tem-12- shartlists-do-pais. Acesso em: 18 ago. 2022.
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O artigo de divulgação científica a seguir é referente à questão.
POR QUE HUMANOS SE BEIJAM?
Instintivo ou cultural? Saiba o que a ciência tem a dizer
Por Maria Clara Rossini, 14 jul. 2022
Lábios e língua têm mais de um milhão de terminações nervosas (cem vezes mais que os dedos), o que torna essas regiões extremamente sensíveis ao toque. Toque feito, o beijo libera uma série de hormônios no cérebro ligados à sensação de prazere – serotonina, dopamina e ocitocina.
Mas há uma outra questão nesse porquê: de onde veio o ato de encostar as bocas? Uma hipótese sugere que ele surgiu no nosso ancestral comum com os chipanzés, de 8 milhões de anos atrásb. Porque chipanzés e bonobos, seus primos, se beijam também. E não só: as mães mastigam a comida para os filhotes e dão na boca deles. É provável que o nosso ancestral comum com esses outros primatas já fizesse isso, então, e tenha deixado o instinto do beijo como um legado para as três espécies a que deu origem: chipanzés, bonobos e humanos.
Só que isso não explica como o beijo passou a ter conotação sexual. O mais provável é que ele tenha se tornado uma forma de “cheirar” os nossos parceiros de perto.b Pensa só: cães, primatas, roedores, felinos e todo o tipo de mamífero escolhem seus parceiros, em grande parte, pelo odor.
E isso vale também para os humanos. Um estudo já clássico, de 1996, mostrou que as mulheres preferem homens com um sistema imunológico que seja diferente – e complementar – ao delas. Dessa forma, o casal produzirá filhos com um organismo capaz de combater mais doenças.
O experimento foi assim: pesquisadores pediram para que os voluntários homens usassem camisas ao longo do dia, e depois colocaram as peças de roupa em caixas. As voluntárias mulheres cheiraram as camisas, sem conhecer o dono, e classificaram se os odores eram atraentes ou repulsivos. Não deu outra: elas se sentiram mais atraídas por aqueles com uma “assinatura” olfativa imunológica diferente da delas.
O nosso olfato é menos desenvolvido em comparação a outros animais. Por isso, faz sentido que os humanos tenham que aproximar os rostos para captar o odor do outro e escolher melhor um parceiro. Daí, a evolução nos “recompensou” ao lotar a boca de terminações nervosas e encher o cérebro de hormônios.
Só que beijar não é a única estratégia utilizada para sentir o odor e feromônios do parceiro. Uma pesquisa realizada em 2015 analisou 168 culturas diferentes e verificou que o beijo romântico (o que exclui formas de cumprimento, por exemplo) está presente em apenas 46% delasc. Ou seja: nem todas as culturas dão vazão ao instinto do beijo.
Esse mesmo estudo verificou que quanto mais roupas uma sociedade usa, mais ela beija. “Não encontramos o beijo em culturas de caçadores-coletores [como as populações indígenas]. Só há uma exceção: os inuítes, que moram no Ártico”, disse o professor de antropologia William Jankowiak, que conduziu o estudo, à BBC.
Segundo o pesquisador, as sociedades caçadoras-coletoras não costumam usar roupas – logo, outras partes do corpo ficam expostas à aproximação e toque. A única exceção são os inuítes, que mantêm apenas o rosto descoberto, devido ao frio. Portanto, essa é a parte do corpo que o parceiro em potencial pode cheirar – ou melhor, beijar.
Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/por
-que-humanos-se-beijam/?dicbo=v2-b96d46d64440e98b0314e94d2c028063. Acesso em: 17 ago. 2022.
Do ponto de vista sintático-semântico, analise as alternativas a seguir e selecione a única CORRETA:
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O artigo de divulgação científica a seguir é referente à questão.
POR QUE HUMANOS SE BEIJAM?
Instintivo ou cultural? Saiba o que a ciência tem a dizer
Por Maria Clara Rossini, 14 jul. 2022
Lábios e língua têm mais de um milhão de terminações nervosas (cem vezes mais que os dedos), o que torna essas regiões extremamente sensíveis ao toqueb. Toque feito, o beijo libera uma série de hormônios no cérebro ligados à sensação de prazer – serotonina, dopamina e ocitocina.
Mas há uma outra questão nesse porquê: de onde veio o ato de encostar as bocas?c Uma hipótese sugere que ele surgiu no nosso ancestral comum com os chipanzés, de 8 milhões de anos atrása. Porque chipanzés e bonobos, seus primos, se beijam também. E não só: as mães mastigam a comida para os filhotes e dão na boca delesd. É provável que o nosso ancestral comum com esses outros primatas já fizesse isso, então, e tenha deixado o instinto do beijo como um legado para as três espécies a que deu origem: chipanzés, bonobos e humanos.
Só que isso não explica como o beijo passou a ter conotação sexual. O mais provável é que ele tenha se tornado uma forma de “cheirar” os nossos parceiros de perto. Pensa só: cães, primatas, roedores, felinos e todo o tipo de mamífero escolhem seus parceiros, em grande parte, pelo odor.
E isso vale também para os humanos. Um estudo já clássico, de 1996, mostrou que as mulheres preferem homens com um sistema imunológico que seja diferente – e complementar – ao delas. Dessa forma, o casal produzirá filhos com um organismo capaz de combater mais doenças.
O experimento foi assim: pesquisadores pediram para que os voluntários homens usassem camisas ao longo do dia, e depois colocaram as peças de roupa em caixas. As voluntárias mulheres cheiraram as camisas, sem conhecer o dono, e classificaram se os odores eram atraentes ou repulsivos. Não deu outra: elas se sentiram mais atraídas por aqueles com uma “assinatura” olfativa imunológica diferente da delas.
O nosso olfato é menos desenvolvido em comparação a outros animais. Por isso, faz sentido que os humanos tenham que aproximar os rostos para captar o odor do outro e escolher melhor um parceiro. Daí, a evolução nos “recompensou” ao lotar a boca de terminações nervosas e encher o cérebro de hormônios.
Só que beijar não é a única estratégia utilizada para sentir o odor e feromônios do parceiro. Uma pesquisa realizada em 2015 analisou 168 culturas diferentes e verificou que o beijo romântico (o que exclui formas de cumprimento, por exemplo) está presente em apenas 46% delas. Ou seja: nem todas as culturas dão vazão ao instinto do beijo.
Esse mesmo estudo verificou que quanto mais roupas uma sociedade usa, mais ela beija. “Não encontramos o beijo em culturas de caçadores-coletores [como as populações indígenas]. Só há uma exceção: os inuítes, que moram no Ártico”, disse o professor de antropologia William Jankowiake, que conduziu o estudo, à BBC.
Segundo o pesquisador, as sociedades caçadoras-coletoras não costumam usar roupas – logo, outras partes do corpo ficam expostas à aproximação e toque. A única exceção são os inuítes, que mantêm apenas o rosto descoberto, devido ao frio. Portanto, essa é a parte do corpo que o parceiro em potencial pode cheirar – ou melhor, beijar.
Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/por
-que-humanos-se-beijam/?dicbo=v2-b96d46d64440e98b0314e94d2c028063. Acesso em: 17 ago. 2022.
Com relação aos aspectos linguístico-discursivos presentes no texto, é CORRETO afirmar que:
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O artigo de divulgação científica a seguir é referente à questão.
POR QUE HUMANOS SE BEIJAM?
Instintivo ou cultural? Saiba o que a ciência tem a dizer
Por Maria Clara Rossini, 14 jul. 2022
Lábios e língua têm mais de um milhão de terminações nervosas (cem vezes mais que os dedos), o que torna essas regiões extremamente sensíveis ao toque. Toque feito, o beijo libera uma série de hormônios no cérebro ligados à sensação de prazer – serotonina, dopamina e ocitocina.
Mas há uma outra questão nesse porquê: de onde veio o ato de encostar as bocas? Uma hipótese sugere que ele surgiu no nosso ancestral comum com os chipanzés, de 8 milhões de anos atrás. Porque chipanzés e bonobos, seus primos, se beijam também. E não só: as mães mastigam a comida para os filhotes e dão na boca deles. É provável que o nosso ancestral comum com esses outros primatas já fizesse isso, então, e tenha deixado o instinto do beijo como um legado para as três espécies a que deu origem: chipanzés, bonobos e
humanos.
Só que isso não explica como o beijo passou a ter conotação sexual. O mais provável é que ele tenha se tornado uma forma de “cheirar” os nossos parceiros de perto. Pensa só: cães, primatas, roedores, felinos e todo o tipo de mamífero escolhem seus parceiros, em grande parte, pelo odor.
E isso vale também para os humanos. Um estudo já clássico, de 1996, mostrou que as mulheres preferem homens com um sistema imunológico que seja diferente – e complementar – ao delas. Dessa forma, o casal produzirá filhos com um organismo capaz de combater mais doenças.
O experimento foi assim: pesquisadores pediram para que os voluntários homens usassem camisas ao longo do dia, e depois colocaram as peças de roupa em caixas. As voluntárias mulheres cheiraram as camisas, sem conhecer o dono, e classificaram se os odores eram atraentes ou repulsivos. Não deu outra: elas se sentiram mais atraídas por aqueles com uma “assinatura” olfativa imunológica diferente da delas.
O nosso olfato é menos desenvolvido em comparação a outros animais. Por isso, faz sentido que os humanos tenham que aproximar os rostos para captar o odor do outro e escolher melhor um parceiro. Daí, a evolução nos “recompensou” ao lotar a boca de terminações nervosas e encher o cérebro de hormônios.
Só que beijar não é a única estratégia utilizada para sentir o odor e feromônios do parceiro. Uma pesquisa realizada em 2015 analisou 168 culturas diferentes e verificou que o beijo romântico (o que exclui formas de cumprimento, por exemplo) está presente em apenas 46% delas. Ou seja: nem todas as culturas dão vazão ao instinto do beijo.
Esse mesmo estudo verificou que quanto mais roupas uma sociedade usa, mais ela beija. “Não encontramos o beijo em culturas de caçadores-coletores [como as populações indígenas]. Só há uma exceção: os inuítes, que moram no Ártico”, disse o professor de antropologia William Jankowiak, que conduziu o estudo, à BBC.
Segundo o pesquisador, as sociedades caçadoras-coletoras não costumam usar roupas – logo, outras partes do corpo ficam expostas à aproximação e toque. A única exceção são os inuítes, que mantêm apenas o rosto descoberto, devido ao frio. Portanto, essa é a parte do corpo que o parceiro em potencial pode cheirar – ou melhor, beijar.
Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/por
-que-humanos-se-beijam/?dicbo=v2-b96d46d64440e98b0314e94d2c028063. Acesso em: 17 ago. 2022.
Com base no texto, assinale como (V) verdadeiras ou (F) falsas as seguintes informações:
( ) Serotonina, dopamina e ocitocina são anticorpos liberados pelo cérebro para defender o corpo dos micróbios da boca.
( ) Conforme apontam pesquisas, o ser humano, assim como outros animais, escolhe o seu parceiro pelo cheiro.
( ) Há 8 milhões de anos, todas as culturas humanas se beijam.
( ) A única forma de cheirar os feromônios de um parceiro em potencial é através do beijo.
( ) O olfato humano é privilegiado com relação ao de outros animais.
Assinale a sequência CORRETA:
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Leia o anúncio publicitário para responder ao que se pede:

Disponível em: https://focalizando.com.br/anuncio-publicitario-exemplos. Acesso em: 17 ago. 2022.
Acerca do texto em questão, é CORRETO afirmar que:
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A tirinha a seguir serve de base para a questão:

Fonte: www.google.com/imagens. Acesso em: 15 ago. 2022.
Acerca do uso da linguagem no diálogo reproduzido na tira, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
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O texto a seguir refere-se à questão.
PROJETO QUER DECODIFICAR, COM IA, A COMUNICAÇÃO DE TODAS AS ESPÉCIES
Earth Species Project almeja aplicar machine learning para associar dados de áudio com comportamentos de cada animal. De todos, aliás.
Por Alexandre Carvalho Atualizado em 1 ago. 2022, 19h36
Todo apaixonado por animais fala com seu bichinho de estimação. E traduz, à própria maneira, gestos, lambidas e rabos abanando. Mas gostaria mesmo é de ter certeza do que o pet quer “dizer”. Talvez esse sonho não esteja tão longe de se tornar realidade.
O Earth Species Project (ESP) é um grupo da Califórnia, sem fins lucrativos, que almeja justamente isso: decodificar a comunicação animal usando uma forma de inteligência artificial com machine learning. Além de fazer a alegria dos donos de animaizinhos, isso, claro, seria uma revolução na forma como os tratamos (e como os protegemos). Para se ter uma ideia, foi um álbum de canções de baleias de 1970 que estimulou a proibição de caça a esses gigantes marinhos.
Criado em 2007 com a ajuda de grandes doadores, como Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, O ESP se diferencia de outras organizações que estudam a linguagem de animais específicos porque sua meta tem um tanto de megalomania: quer decodificar a comunicação de todas as espécies.
Ainda que seus pesquisadores reconheçam que há uma chance maior de encontrar comunicação rica e simbólica entre animais sociais (como primatas, baleias e golfinhos), eles entendem que podem desenvolver ferramentas que possam ser aplicadas para todo o reino animal: de vermes a rinocerontes.
E há um precedente que justifica essa crença: a tecnologia de machine learning já se mostrou útil para traduzir línguas humanas distantes entre si sem ter qualquer conhecimento prévio. O processo começa com o desenvolvimento de um algoritmo para representar palavras em um espaço físico. Nessa representação geométrica multidimensional, a distância e a direção entre os pontos (palavras) descrevem o grau de relacionamento entre elas e sua relação semântica.
Um exemplo: “príncipe” tem uma relação com “homem” com a mesma distância que “princesa” tem de “mulher”. O machine learning não precisa saber o que as palavras significam. Só identifica com que frequência elas aparecem perto umas das outras. O objetivo do Earth Species Project é reproduzir essa associação na comunicação animal e então identificar se há alguma sobreposição com a linguagem humana.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia
/projeto-quer-decodificar-com-ia-a-comunicacao-de-todas-as-especies/. Acesso em: 19 ago. 2022.
É um exemplo de hibridismo a palavra:
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O texto a seguir refere-se à questão.
PROJETO QUER DECODIFICAR, COM IA, A COMUNICAÇÃO DE TODAS AS ESPÉCIES
Earth Species Project almeja aplicar machine learning para associar dados de áudio com comportamentos de cada animal. De todos, aliás.
Por Alexandre Carvalho Atualizado em 1 ago. 2022, 19h36
Todo apaixonado por animais fala com seu bichinho de estimação. E traduz, à própria maneira, gestos, lambidas e rabos abanando. Mas gostaria mesmo é de ter certeza do que o pet quer “dizer”. Talvez esse sonho não esteja tão longe de se tornar realidade.
O Earth Species Project (ESP) é um grupo da Califórnia, sem fins lucrativos, que almeja justamente isso: decodificar a comunicação animal usando uma forma de inteligência artificial com machine learning. Além de fazer a alegria dos donos de animaizinhos, isso, claro, seria uma revolução na forma como os tratamos (e como os protegemos). Para se ter uma ideia, foi um álbum de canções de baleias de 1970 que estimulou a proibição de caça a esses gigantes marinhos.
Criado em 2007 com a ajuda de grandes doadores, como Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, O ESP se diferencia de outras organizações que estudam a linguagem de animais específicos porque sua meta tem um tanto de megalomania: quer decodificar a comunicação de todas as espécies.
Ainda que seus pesquisadores reconheçam que há uma chance maior de encontrar comunicação rica e simbólica entre animais sociais (como primatas, baleias e golfinhos), eles entendem que podem desenvolver ferramentas que possam ser aplicadas para todo o reino animal: de vermes a rinocerontes.
E há um precedente que justifica essa crença: a tecnologia de machine learning já se mostrou útil para traduzir línguas humanas distantes entre si sem ter qualquer conhecimento prévio. O processo começa com o desenvolvimento de um algoritmo para representar palavras em um espaço físico. Nessa representação geométrica multidimensional, a distância e a direção entre os pontos (palavras) descrevem o grau de relacionamento entre elas e sua relação semântica.
Um exemplo: “príncipe” tem uma relação com “homem” com a mesma distância que “princesa” tem de “mulher”. O machine learning não precisa saber o que as palavras significam. Só identifica com que frequência elas aparecem perto umas das outras. O objetivo do Earth Species Project é reproduzir essa associação na comunicação animal e então identificar se há alguma sobreposição com a linguagem humana.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia
/projeto-quer-decodificar-com-ia-a-comunicacao-de-todas-as-especies/. Acesso em: 19 ago. 2022.
Classifique as assertivas a seguir como (V) verdadeiras ou (F) falsas:
( ) O texto tem vários exemplos de estrangeirismo, como pet, Earth Species Project e machine learning, todos oriundos da língua inglesa.
( ) De acordo com o texto, os donos de pets não se interessariam pelo que seus animais de estimação estariam “dizendo”.
( ) A inteligência artificial (IA) ainda não dispõe de ferramentas para estudar a comunicação dos animais.
( ) O ESP não passa de uma iniciativa megalomaníaca que não se baseia em nenhum precedente.
( ) Decodificar a comunicação dos animais seria revolucionário, de acordo com o texto.
Assinale a sequência CORRETA:
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O texto a seguir refere-se à questão.
PROJETO QUER DECODIFICAR, COM IA, A COMUNICAÇÃO DE TODAS AS ESPÉCIES
Earth Species Project almeja aplicar machine learning para associar dados de áudio com comportamentos de cada animal. De
todos, aliás.
Por Alexandre Carvalho Atualizado em 1 ago. 2022, 19h36
Todo apaixonado por animais fala com seu bichinho de estimação. E traduz, à própria maneira, gestos, lambidas e rabos abanando. Mas gostaria mesmo é de ter certeza do que o pet quer “dizer”. Talvez esse sonho não esteja tão longe de se tornar realidade.
O Earth Species Project (ESP) é um grupo da Califórnia, sem fins lucrativos, que almeja justamente isso: decodificar a comunicação animal usando uma forma de inteligência artificial com machine learning. Além de fazer a alegria dos donos de animaizinhos, isso, claro, seria uma revolução na forma como os tratamos (e como os protegemos). Para se ter uma ideia, foi um álbum de canções de baleias de 1970 que estimulou a proibição de caça a esses gigantes marinhos.
Criado em 2007 com a ajuda de grandes doadores, como Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, O ESP se diferencia de outras organizações que estudam a linguagem de animais específicos porque sua meta tem um tanto de megalomania: quer decodificar a comunicação de todas as espécies.
Ainda que seus pesquisadores reconheçam que há uma chance maior de encontrar comunicação rica e simbólica entre animais sociais (como primatas, baleias e golfinhos), eles entendem que podem desenvolver ferramentas que possam ser aplicadas para todo o reino animal: de vermes a rinocerontes.
E há um precedente que justifica essa crença: a tecnologia de machine learning já se mostrou útil para traduzir línguas humanas distantes entre si sem ter qualquer conhecimento prévio. O processo começa com o desenvolvimento de um algoritmo para representar palavras em um espaço físico. Nessa representação geométrica multidimensional, a distância e a direção entre os pontos (palavras) descrevem o grau de relacionamento entre elas e sua relação semântica.
Um exemplo: “príncipe” tem uma relação com “homem” com a mesma distância que “princesa” tem de “mulher”. O machine learning não precisa saber o que as palavras significam. Só identifica com que frequência elas aparecem perto umas das outras. O objetivo do Earth Species Project é reproduzir essa associação na comunicação animal e então identificar se há alguma sobreposição com a linguagem humana.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia
/projeto-quer-decodificar-com-ia-a-comunicacao-de-todas-as-especies/. Acesso em: 19 ago. 2022.
Pode-se inferir da leitura do texto que:
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