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De repente voltou-me a ideia de construir o livro. (...)
Desde então procuro descascar fatos, aqui sentado à mesa da sala de jantar (...).
Às vezes, entro pela noite, passo tempo sem fim acordando lembranças. Outras vezes não me ajeito com esta ocupação nova.
Anteontem e ontem, por exemplo, foram dias perdidos. Tentei debalde canalizar para termo razoável esta prosa que se derrama como a chuvaA) da serra, e o que me apareceu foi um grande desgosto. Desgosto e a vaga compreensão de muitas coisas que sinto.
Sou um homem arrasado. Doença? Não. Gozo perfeita saúde. (...) Não tenho doença nenhuma.
O que estou é velho. Cinquenta anos pelo S. Pedro. Cinquenta anos perdidos, cinquenta anos gastos sem objetivo, a maltratar-me e a maltratar os outros. O resultado é que endureci, calejei, e não é um arranhão que penetra esta casca espessa e vem ferir cá dentro a sensibilidade embotada.
Cinquenta anos! Quantas horas inúteis! Consumir-se uma pessoa a vida inteira sem saber para quê! Comer e dormir como um porco! Como um porco! Levantar-se cedo todas as manhãs e sair correndo, procurando comida! E depois guardar comida para os filhos, para os netos, para muitas gerações.B) Que estupidez! (...)
Coloquei-me acima da minha classe, creio que me elevei bastante.C) Como lhes disse, fui guia de cego, vendedor de doce e trabalhador alugado.D) Estou convencido de que nenhum desses ofícios me daria os recursos intelectuais necessários para engendrar esta narrativa. Magra, de acordo, mas em momentos de otimismo suponho que há nela pedaços melhores que a literatura do Gondim. Sou, pois, superior a mestre Caetano e a outros semelhantes. Considerando, porém, que os enfeites do meu espírito se reduzem a farrapos de conhecimentos apanhados sem escolha e mal cosidos, devo confessar que a superioridade que me envaidece é bem mesquinha.
(...)
Quanto às vantagens restantes – casas, terras, móveis, semoventes, consideração de políticos, etc. – é preciso convir em que tudo está fora de mim.
Julgo que me desnorteei numa errada.
GRACILIANO RAMOS
São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 2004.
O personagem reclama de uma vida na qual se dedicou a ações que agora vê como negativas.
Essas ações estão melhor descritas em:
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Algumas células da pele de uma mesma rã foram retiradas em sua fase girino e, depois, em sua fase adulta.
Observe a tabela abaixo, na qual são mostradas as combinações possíveis das macromoléculas DNA e RNA mensageiro.
| Comparação entre as macromoléculas | |
| DNA | RNAm |
| 1) mesma molécula | 3) mesmos tipos |
| 2) moléculas diferentes | 4) tipos diferentes |
Os resultados referentes à comparação das macromoléculas das células da rã nas fases girino e adulta estão indicados pelos seguintes números:
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De repente voltou-me a ideia de construir o livro. (...)
Desde então procuro descascar fatos, aqui sentado à mesa da sala de jantar (...).
Às vezes, entro pela noite, passo tempo sem fim acordando lembranças. Outras vezes não me ajeito com esta ocupação nova.
Anteontem e ontem, por exemplo, foram dias perdidos. Tentei debalde canalizar para termo razoável esta prosa que se derrama como a chuva da serra, e o que me apareceu foi um grande desgosto. Desgosto e a vaga compreensão de muitas coisas que sinto.
Sou um homem arrasado. Doença? Não. Gozo perfeita saúde. (...) Não tenho doença nenhuma.
O que estou é velho. Cinquenta anos pelo S. Pedro. Cinquenta anos perdidos, cinquenta anos gastos sem objetivo, a maltratar-me e a maltratar os outros. O resultado é que endureci, calejei, e não é um arranhão que penetra esta casca espessa e vem ferir cá dentro a sensibilidade embotada.
Cinquenta anos! Quantas horas inúteis! Consumir-se uma pessoa a vida inteira sem saber para quê! Comer e dormir como um porco! Como um porco! Levantar-se cedo todas as manhãs e sair correndo, procurando comida! E depois guardar comida para os filhos, para os netos, para muitas gerações. Que estupidez! (...)
Coloquei-me acima da minha classe, creio que me elevei bastante. Como lhes disse, fui guia de cego, vendedor de doce e trabalhador alugado. Estou convencido de que nenhum desses ofícios me daria os recursos intelectuais necessários para engendrar esta narrativa. Magra, de acordo, mas em momentos de otimismo suponho que há nela pedaços melhores que a literatura do Gondim. Sou, pois, superior a mestre Caetano e a outros semelhantes. Considerando, porém, que os enfeites do meu espírito se reduzem a farrapos de conhecimentos apanhados sem escolha e mal cosidos, devo confessar que a superioridade que me envaidece é bem mesquinha.
(...)
Quanto às vantagens restantes – casas, terras, móveis, semoventes, consideração de políticos, etc. – é preciso convir em que tudo está fora de mim.
Julgo que me desnorteei numa errada.
GRACILIANO RAMOS
São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 2004.
Desde então procuro descascar fatos, aqui sentado à mesa da sala de jantar
Na sentença acima, o processo metafórico se concentra no verbo “descascar”.
No contexto, a metáfora expressa em “descascar” tem o seguinte significado:
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Múltiplo sorriso
Pendurou a última bola na árvore de Natal e deu alguns passos atrás. Estava bonita. Era um pinheiro artificial, mas parecia de verdade. Só bolas vermelhas. Nunca deixava de armar sua árvore, embora as amigas dissessem que era bobagem fazer isso quando se mora sozinha. Olhou com mais vagar. Na luz do fim da tarde, notou que sua imagem se espelhava nas bolas. Em todas elas, lá estava seu rosto, um pouco distorcido, é verdade – mas sorrindo. “Estão vendo?”, diria às amigas, se estivessem por perto.
“Eu não estou só.”
HELOÍSA SEIXAS
Contos mais que mínimos. Rio de Janeiro: Tinta Negra, 2010.
“Estão vendo?”, diria às amigas, se estivessem por perto.
O trecho acima revela o choque entre o mundo imaginário da personagem e a realidade de sua solidão.
Esse choque entre imaginação e realidade é enfatizado pela utilização do seguinte recurso de linguagem:
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Múltiplo sorriso
Pendurou a última bola na árvore de Natal e deu alguns passos atrás. Estava bonita. Era um pinheiro artificial, mas parecia de verdade. Só bolas vermelhas. Nunca deixava de armar sua árvore, embora as amigas dissessem que era bobagem fazer isso quando se mora sozinha. Olhou com mais vagar. Na luz do fim da tarde, notou que sua imagem se espelhava nas bolas. Em todas elas, lá estava seu rosto, um pouco distorcido, é verdade – mas sorrindo. “Estão vendo?”, diria às amigas, se estivessem por perto.
“Eu não estou só.”
HELOÍSA SEIXAS
Contos mais que mínimos. Rio de Janeiro: Tinta Negra, 2010.
Ao dizer que o pinheiro era artificial, “mas parecia de verdade”, a narrativa realça um estado que define a personagem.
Isto ajuda o leitor a compreender o fingimento da personagem em relação à:
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A influência de fatores ambientais, como a disponibilidade de alimentos, sobre o crescimento dos seres vivos pode ser avaliada experimentalmente. Considere, por exemplo, um inóculo da bactéria E. coli que foi introduzido em um meio nutritivo adequado. O tempo de geração, ou seja, o intervalo de tempo necessário para que uma célula se duplique, foi medido durante a fase de crescimento exponencial e durante a fase estacionária.
Observe os gráficos abaixo:

O resultado desse experimento, em relação à influência de fatores ambientais no crescimento bacteriano, está representado pelo gráfico de número:
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Teens, tech and tides of history:
new gadgets can be hard to swallow
Humans seem to take very well to inventions that simply make everyday life easier and more convenientA) – the light bulb, the flush toilet and sliced bread, for instance. However, inventions that alter the way we communicate and entertain ourselves seem harder for our species to swallow gracefully.
“Radio is a medium of entertainment which permits millions of people to listen to the same joke at the same time, and yet remain lonesome” - T.S. Eliot*, a student of alienation, declared in the early days of the wireless. This impulse that new is worse, when combined with the eternal concern about “kids today”, goes far in explaining why grown-ups worry so muchB) about the weird things kids today do with technological gadgets and gizmos.
As Eliot imagined that listening to songs and gags at home instead of in theaters, pubs and parks would be a sad, isolating escapade, I can’t see how a virtual community can be a real community; how chatting with someone online is like hanging out with a neighbor, or how “IMing” is meaningful communication. I can’t believe that reality television, video games or the search for the coolest ring tone are proper substitutes for, well, anything.
In today’s society, teens are inundated with gadgets. Most teenagers would probably admit their days are filled with text messaging friends, talking on their cell phones,C) playing electronic games, listening to MP3 players, blogging on MySpace, watching television, surfing the Internet or doing any number of other activities involving media technology. Unfortunately, most of these electronic activities increase teens’ individualistic behavior by lessening their opportunity to have face-to-face relationship building time.D)
Some parents feel they cannot limit their child’s use of electronic gadgets for many reasons. Perhaps the electronic device is being used to keep track of a teen’s whereabouts, the item was a gift, the teen bought the gadget himself or parents say they feel hypocritical because they are modeling the very behavior they’re asking their kids to stop doing. Still, these technological concerns should not hinder a parent from helping their child socialize and participate in outdoor activities when it comes to media madness.
I have a large measure of confidence that future archeologists and historians will conclude that innovations such as a code-speak called “Instant Messaging”, or a music box called “iPod” or a makebelieve room called “MySpace” inexorably set us on a path of alienation and individualism.
*American-English poet (1888-1965), awarded the 1948 Nobel Prize in Literature.
DICK MEYER
www.cbsnews.com
“Radio is a medium of entertainment which permits millions of people to listen to the same joke at the same time, and yet remain lonesome”
The above citation by T.S. Eliot reinforces the author’s opinion regarding the consequences of technological advances in the process of socialization.
This opinion is most clearly expressed in the following fragment:
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No interior de um avião que se desloca horizontalmente em relação ao solo, com velocidade constante de 1000 km/h, um passageiro deixa cair um copo. Observe a ilustração abaixo, na qual estão indicados quatro pontos no piso do corredor do avião e a posição desse passageiro.

O copo, ao cair, atinge o piso do avião próximo ao ponto indicado pela seguinte letra:
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Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, assinaram, dia 8 de abril de 2010, em Praga, um histórico acordo de redução de armas nucleares que cortará em cerca de 30% o número de bombas atômicas instaladas em ambos os países. A assinatura do acordo representa o início da concretização de uma das metas do governo Obama, que diz querer ver um mundo livre de armas nucleares.
Adaptado de http://noticias.r7.com
Nos próximos anos, o presidente Barack Obama vai decidir se colocará ou não em operação uma nova classe de armas capaz de atingir qualquer lugar do planeta, lançada do solo dos EUA, com precisão e força suficientes para reduzir a dependência americana em relação ao arsenal nuclear.
Adaptado de Folha de S. Paulo, 24/04/2010
As alterações na política armamentista do governo norte-americano, de acordo com as reportagens, apontam para novas tensões nas relações internacionais.
Essas tensões estão associadas ao seguinte contexto:
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Teens, tech and tides of history:
new gadgets can be hard to swallow
Humans seem to take very well to inventions that simply make everyday life easier and more convenient – the light bulb, the flush toilet and sliced bread, for instance. However, inventions that alter the way we communicate and entertain ourselves seem harder for our species to swallow gracefully.A)
“Radio is a medium of entertainment which permits millions of people to listen to the same joke at the same time, and yet remain lonesome” - T.S. Eliot*, a student of alienation, declared in the early days of the wireless. This impulse that new is worse, when combined with the eternal concern about “kids today”, goes far in explaining why grown-ups worry so much about the weird things kids today do with technological gadgets and gizmos.
As Eliot imagined that listening to songs and gags at home instead of in theaters, pubs and parks would be a sad, isolating escapade, I can’t see how a virtual community can be a real community; how chatting with someone online is like hanging out with a neighbor, or how “IMing” is meaningful communication. I can’t believe that reality television, video games or the search for the coolest ring tone are proper substitutes for, well, anything.B)
In today’s society, teens are inundated with gadgets.C) Most teenagers would probably admit their days are filled with text messaging friends, talking on their cell phones, playing electronic games, listening to MP3 players, blogging on MySpace, watching television, surfing the Internet or doing any number of other activities involving media technology. Unfortunately, most of these electronic activities increase teens’ individualistic behavior by lessening their opportunity to have face-to-face relationship building time.
Some parents feel they cannot limit their child’s use of electronic gadgets for many reasons. Perhaps the electronic device is being used to keep track of a teen’s whereabouts,D) the item was a gift, the teen bought the gadget himself or parents say they feel hypocritical because they are modeling the very behavior they’re asking their kids to stop doing. Still, these technological concerns should not hinder a parent from helping their child socialize and participate in outdoor activities when it comes to media madness.
I have a large measure of confidence that future archeologists and historians will conclude that innovations such as a code-speak called “Instant Messaging”, or a music box called “iPod” or a makebelieve room called “MySpace” inexorably set us on a path of alienation and individualism.
*American-English poet (1888-1965), awarded the 1948 Nobel Prize in Literature.
DICK MEYER
www.cbsnews.com
The picture illustrates the impact of technological innovations in our days.
The statement that best conveys the meaning of this image is:
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