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The art of difference
Mutuality in recognizing and negotiating difference is crucial for people to deal with their past and the future; it is also essential in the process of creating a culture of responsibility. How can this be achieved and what is the role of art in this process?
A vision based on ideologies solves both challenges of sharing - the interpretation of the past and the projections of the future. But ideologies are somehow “total”, if not totalitarian, because there is not much space for serious public negotiation. Individuals, then, lose their integrity or are restricted to their private spheres and, in the end, their memories become part of the dominant identity discourse, their aspirations are delegated. Even in less obvious systems of ideological rule, where individual subscription to the official story line seems to be consciously voluntary and collective memories are willingly encouraged for the sake of collective identities, the negotiation of difference is often not welcome: exclusion happens quickly and non-conformist doubts produce suspicion.
A democratic vision - shared aspirations for the future, based on negotiated interpretations of the past that respect diversity - is necessarily found in complex processes of private and public discourse and participatory and inclusive culture. Yet, politics tends to reduce complexity and engineer the balance between the individual and the collective rather than invest in processes of negotiation. We have learned, though, that this social engineering is a phantasm, largely limited and limiting, and, even if successful, often creates paranoid and fatal structures of homogeneity by trying to mould memories and hopes.
Humankind has gathered impressive knowledge about the limitations of the human will and the failures of such “engineering”. Nevertheless, despite this, and maybe even because of it, we cannot give up trying the impossible: to create conditions for equality and solidarity for individuals to flourish. These conditions should be accompanied by narratives of a just, fair and free commonwealth of all. If history and memory seem to make this dream an unlikely scenario, can art play this part?
The role of art is precisely to keep inspiration alive, to deconstruct ideology, to recall the necessary dream of freedom, of the individual and of the common good beyond the “either/or” and beyond simplicity. In this sense, art in general prevents false hopes, and thus generates hope in the most paradoxical way: the only way of hoping that reaches beyond the private sphere without some kind of ideological distortion.
What makes art so unique? And why? Because the best narratives of art are purpose-free, uniquely non-instrumental, simply human. Art narrates what we don’t understand in enlightened ways. Artists in particular offer a wealth of unseen perspectives and unexpected pathways of human exploration. Art makes us aware that all memories are personal, despite the power of collective narratives. Arts and culture empower people to think freely, to imagine the unimagined, to feel responsible across borders and boundaries. Hopefully, the narratives of the future will be intercultural - and art will be the ally in the art of difference that needs to be further developed. “Art is about difference, art is difference”, as stated by Igor Dobricic*. And it is difference that will be at the origin of the new bonding narratives of confidence.
Gottfried Wagner alliancepublishing.org
*Igor Dobricic - dramaturgo sérvio
The ideas expressed in a text might be perceived as true because of the choice and repetition of a specific tense.
The verb tense that makes the ideas in the text seem true is:
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Rússia e China rejeitam ameaça de guerra contra Irã
A Rússia e a China manifestaram sua inquietude com relação aos comentários do chanceler francês, Bernard Kouchner, sobre a possibilidade de uma guerra contra o Irã. Kouchner acusou a imprensa de “manipular” suas declarações. “Não quero que usem isso para dizer que sou um militarista”, disse o chanceler, dias antes de os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - França, China, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos - se reunirem para discutir possíveis novas sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear.
Adaptado de www.estadao.com.br, 18/09/2007.
O Conselho de Segurança da ONU pode aprovar deliberações obrigatórias para todos os paísesmembros, inclusive a de intervenção militar, como ilustra a reportagem. Ele é composto por quinze membros, sendo dez rotativos e cinco permanentes com poder de veto.
A principal explicação para essa desigualdade de poder entre os países que compõem o Conselho está ligada às características da:
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O assassinato do líder seringueiro Chico Mendes, em 1988, deu expressão internacional à pequena cidade de Xapuri, no Acre, e voltou o olhar do mundo para milhares de cidadãos que fazem da extração do látex seu sustento e do Vale Amazônico sua morada. O que poucos sabem é que esse foi apenas mais um capítulo da saga da borracha. Durante a Segunda Guerra Mundial, um exército de retirantes foi mobilizado com pulso firme, propaganda forte e promessas delirantes para deslocar-se rumo à Amazônia e cumprir uma agenda do Estado Novo. Ao fim do conflito, em 1945, os migrantes que sobreviveram às durezas da selva foram esquecidos no Eldorado. Passadas décadas, os soldados da borracha hoje lutam para receber pensão equivalente à dos ex-pracinhas.
Adaptado de revistaepoca.globo.com, 18/04/2011.
A extração de recursos naturais da Floresta Amazônica, como o látex, ainda hoje se insere em um contexto de problemas sociais, relacionados principalmente ao seguinte fator:
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Com base no texto abaixo, responda a questão.
Nós, escravocratas
Há exatos cem anos, saía da vida para a história um dos maiores brasileiros de todos os tempos: o pernambucano Joaquim Nabuco. Político que ousou pensar, intelectual que não se omitiu em agir, pensador e ativista com causa, principal artífice da abolição do regime escravocrata no Brasil.
Apesar da vitória conquistada, Joaquim Nabuco reconhecia: “Acabar com a escravidão não basta. É preciso acabar com a obra da escravidão”, como lembrou na semana passada Marcos Vinicios Vilaça, em solenidade na Academia Brasileira de Letras. Mas a obra da escravidão continua viva, sob a forma da exclusão social: pobres, especialmente negros, sem terra, sem emprego, sem casa, sem água, sem esgoto, muitos ainda sem comida; sobretudo sem acesso à educação de qualidade.
Cem anos depois da morte de Joaquim Nabuco, a obra da escravidão se mantém e continuamos escravocratas.
Somos escravocratas ao deixarmos que a escola seja tão diferenciada, conforme a renda da família de uma criança, quanto eram diferenciadas as vidas na Casa Grande ou na Senzala. Somos escravocratas porque, até hoje, não fizemos a distribuição do conhecimento: instrumento decisivo para a liberdade nos dias atuais. Somos escravocratas porque todos nós, que estudamos, escrevemos, lemos e obtemos empregos graças aos diplomas, beneficiamo-nos da exclusão dos que não estudaram. Como antes, os brasileiros livres se beneficiavam do trabalho dos escravos.
Somos escravocratas ao jogarmos, sobre os analfabetos, a culpa por não saberem ler, em vez de assumirmos nossa própria culpa pelas decisões tomadas ao longo de décadas. Privilegiamos investimentos econômicos no lugar de escolas e professores. Somos escravocratas, porque construímos universidades para nossos filhos, mas negamos a mesma chance aos jovens que foram deserdados do Ensino Médio completo com qualidade. Somos escravocratas de um novo tipo: a negação da educação é parte da obra deixada pelos séculos de escravidão.
A exclusão da educação substituiu o sequestro na África, o transporte até o Brasil, a prisão e o trabalho forçado. Somos escravocratas que não pagamos para ter escravos: nossa escravidão ficou mais barata, e o dinheiro para comprar os escravos pode ser usado em benefício dos novos escravocratas. Como na escravidão, o trabalho braçal fica reservado para os novos escravos: os sem educação.
Negamo-nos a eliminar a obra da escravidão.
Somos escravocratas porque ainda achamos naturais as novas formas de escravidão; e nossos intelectuais e economistas comemoram minúscula distribuição de renda, como antes os senhores se vangloriavam da melhoria na alimentação de seus escravos, nos anos de alta no preço do açúcar. Continuamos escravocratas, comemorando gestos parciais. Antes, com a proibição do tráfico, a lei do ventre livre, a alforria dos sexagenários. Agora, com o bolsa família, o voto do analfabeto ou a aposentadoria rural. Medidas generosas, para inglês ver e sem a ousadia da abolição plena.
Somos escravocratas porque, como no século XIX, não percebemos a estupidez de não abolirmos a escravidão. Ficamos na mesquinhez dos nossos interesses imediatos negando fazer a revolução educacional que poderia completar a quase-abolição de 1888. Não ousamos romper as amarras que envergonham e impedem nosso salto para uma sociedade civilizada, como, por 350 anos, a escravidão nos envergonhava e amarrava nosso avanço.
Cem anos depois da morte de Joaquim Nabuco, a obra criada pela escravidão continua, porque continuamos escravocratas. E, ao continuarmos escravocratas, não libertamos os escravos condenados à falta de educação.
CRISTOVAM BUARQUE
Adaptado de http://oglobo.globo.com, 30/01/2000.
Ficamos na mesquinhez dos nossos interesses imediatos negando fazer a revolução educacional que poderia completar a quase-abolição de 1888.
A criação da palavra composta, quase-abolição, cumpre principalmente a função de:
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O censo de 2010 revelou mudanças significativas na escolha de religião pelos brasileiros, como se pode observar no gráfico.
A mudança registrada nos percentuais de evangélicos para o período 1980-2010 se explica principalmente pelo seguinte fator:
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Nas décadas de 1930 e 1940, período de expansão do crescimento industrial, o cotidiano dos brasileiros residentes em grandes centros urbanos foi afetado por mudanças nos meios de comunicação, como ilustram as fotografias.
A multiplicação de meios de comunicação contribuiu principalmente para a crescente uniformização de:
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O processo de eutrofização ocorrido em um determinado lago acarretou alterações em diversos parâmetros medidos na água, dentre eles, as concentrações de nutrientes, de oxigênio dissolvido, de organismos aeróbicos e de organismos anaeróbicos.
Observe os gráficos abaixo, que relacionam as concentrações desses parâmetros e o tempo no processo citado.

O gráfico que representa o processo de eutrofização ocorrido na água desse lago está indicado pela seguinte letra:
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L’art de la différence ou l’unicité dans la diversité
A l’heure où les questions d’identité, d’altérité, de pluriethnisme, de multiculturalisme, d’exil, d’exclusion, de frontière sont régulièrement débattues, L’art de la différence - thème de la Triennale d’art contemporain en Valais, Suisse - est plus que jamais d’actualité.
Peut-être convient-il en premier lieu de s’interroger sur ce que signifie “différence”. Cette notion apparaît comme éminemment complexe et relative. Elle exige, pour être appréhendée, d’être rapportée à un terme référent à partir duquel peut être saisi l’écart qu’elle désigne. Et lorsqu’il s’agit de comprendre la différence en ce qu’elle est, la question de la norme ou de la normalité est centrale, mais encore serait-il nécessaire de préciser d’où cette norme tire sa légitimité.
En nous penchant sur l’histoire des hommes, nous constatons qu’elle se construit sur la variation des acceptions de la notion de différence. Dans les représentations de la Grèce ancienne, celle-ci porte notamment sur l’inégalité des sexes. Ainsi la femme est tantôt confinée à l’univers domestique, tantôt associée à des figures sauvages et étrangères à l’ordre social: ménades1, amazones. Dans les cités grecques, et jusque dans le modèle de la démocratie athénienne, la femme n’accède pas plus que les métèques2 aux droits civiques. Son rôle et son statut social sont très codifiés. La différence se révèle alors voisine de l’exclusion.
Au fil des époques successives, d’autres domaines sont également marqués par ce concept de différence. On peut citer pour exemple le dix-neuvième siècle, période d’expansion coloniale massive au cours de laquelle les Européens en viennent à exercer leur domination sur un grand nombre de pays et de peuples. Cette conquête s’accompagne d’une découverte de l’Autre, et la photographie témoigne de cette confrontation entre civilisations. Elle fait découvrir, à une Europe curieuse, des contrées nouvelles, des peuples de différentes cultures. Cette accumulation d’images annonce les débuts de l’ethnographie. Ces clichés d’abord conçus comme souvenirs touristiques deviennent bientôt l’outil de prédilection des anthropologues et des ethnologues soucieux de mesurer, de définir et de répertorier les différents types d’individus, étant persuadés de la réalité d’une hiérarchie raciale.
Mais si ces scientifiques, de par leurs expériences des peuples les plus éloignés de leur civilisation, rapportent des preuves de la surprenante diversité des modes de vie selon que l’on est aborigène d’Australie, Bororo3 ou Bushman4, les artistes adoptent une attitude autre. Pour ces derniers, l’exotisme ne consiste pas à rendre compréhensible ce qui est différent mais, au contraire, à rendre insolite ce qui est familier. Tandis que les anthropologues réfléchissent sur l’hétérogénéité humaine, les créateurs interrogent notamment notre propre complexité.
En effet, au carrefour des diversités infinies, “l’essentiel de l’art n’est pas la beauté, mais l’altérité. Il dit la présence du présent comme énigme et porte la pensée à sa crête; sa visée propre est de provoquer la présence de tout présent dans son altérité irréductible, il accomplit l’expérience de l’autre comme autre et de moi-même comme autre”, selon Marc Le Bot. Offerte aux témoins actifs que nous sommes, la création mêle intime et social, individuel et collectif, privé et public, émoi et mémoire, dissemblance et ressemblance. C’est par-delà toutes différences que doit se concevoir et se réaliser l’unité du genre humain. L’art de la différence induit ainsi l’affirmation revendiquée de l’égalité dans la diversité.
JULIA HOUNTOU
exporevue.com
1 ménade - na mitologia grega, ninfa que participava das festas de Baco
2 métèque - em Atenas, estrangeiro que não tinha o direito de cidadania
3 Bororo - grupo indígena de Mato Grosso
4 Bushman - grupos indígenas da África Meridional
Dans le dernier paragraphe, l’auteur présente son point de vue sur le rôle de l’altérité dans l’art.
L’alternative qui résume ce point de vue est:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DSEA UERJ
Orgão: UERJ
É certo que a capa de um livro é a marca de um produto que quer atrair o leitor. A associação seria mais certeira se esse leitor a relacionasse ao contexto histórico dos anos 1920, em que se traçava o projeto modernista empenhado na construção de uma consciência do país, num processo de conhecimento da realidade brasileira. Os modernistas queriam mesmo “descobrir o Brasil”.
RENATO CORDEIRO GOMES

Capa do livro Pau-Brasil (1925), de Oswald de Andrade. http://pga.com.br
Por meio de manifestos, livros e exposições, os modernistas refletiram sobre a sociedade brasileira, avaliando suas principais características e propondo a revisão da identidade nacional.
Essa revisão está baseada na proposta de:
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Observe, na figura a seguir, a representação de uma prensa hidráulica, na qual as forças F1 e F2 atuam, respectivamente, sobre os êmbolos dos cilindros I e II.

Admita que os cilindros estejam totalmente preenchidos por um líquido.
O volume do cilindro II é igual a quatro vezes o volume do cilindro I, cuja altura é o triplo da altura do cilindro II.
A razão !$ \large{F_2 \over F_1} !$ entre as intensidades das forças, quando o sistema está em equilíbrio, corresponde a:
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