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DICIONÁRIO FEITO POR CRIANÇAS REVELA
UM MUNDO QUE OS ADULTOS NÃO ENXERGAM MAIS
Em abril, aconteceu a Feira do Livro de Bogotá, e um dos maiores sucessos foi um livro chamado Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças. Nele, há um dicionário com mais de 500 definições para 133 palavras, de A a Z, feitas por crianças.
O curioso deste “dicionário infantil” é como as crianças definem o mundo através daquilo que os adultos já não conseguem perceber. O autor do livro é o professor Javier Naranjo, que compilou informações ao longo de dez anos durante as aulas. Ele conta que a ideia surgiu quando ele pediu aos seus alunos para definirem a palavra “criança”, e uma das respostas que lhe chamou atenção foi: “uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir cedo”.
Veja outros verbetes do livro e as idades das crianças que os definiram:
• Adulto: pessoa que, em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma. (Andrés, 8 anos)
• Água: transparência que se pode tomar. (Tatiana, 7 anos)
• Branco: o branco é uma cor que não pintaA). (Jonathan, 11 anos)
• Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro, somente seus filhosB). (Luis, 8 anos)
• Céu: de onde sai o diaC). (Duván, 8 anos)
• Dinheiro: coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos. (Ana María, 12 anos)
• Escuridão: é como o frescor da noite. (Ana Cristina, 8 anos)
• Guerra: gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz. (Juan Carlos, 11 anos)
• Inveja: atirar pedras nos amigos. (Alejandro, 7 anos)
• Mãe: mãe entende e depois vai dormir. (Juan, 6 anos)
• Paz: quando a pessoa se perdoa. (Juan Camilo, 8 anos)
• Solidão: tristeza que dá na pessoa às vezes. (Iván, 10 anos)
• Tempo: coisa que passa para lembrar. (Jorge, 8 anos)
• Universo: casa das estrelasD). (Carlos, 12 anos)
André Fantin
Adaptado de repertoriocriativo.com.br, 22/05/2013.
Por meio da generalização, pode-se atribuir um determinado conjunto de traços que não se relacionam apenas com o que está sendo nomeado.
O melhor exemplo desse procedimento de generalização está presente em:
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Observe as figuras a seguir, que relacionam pressão sanguínea e pressão osmótica em quatro diferentes condições ao longo da extensão de um vaso capilar.
Na extremidade arterial (PA) do vaso capilar, a pressão sanguínea é maior que a pressão osmótica, e o líquido sai do interior do capilar para os tecidos, ocorrendo o fluxo oposto na extremidade venosa desse vaso, onde a pressão sanguínea venosa (PV) é menor que a osmótica.

Considere um quadro de desnutrição prolongada, em que um indivíduo apresenta baixa concentração de proteínas no sangue.
A representação mais adequada da relação entre a pressão sanguínea e a osmótica ao longo do capilar desse indivíduo corresponde à figura de número:
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No fim da década de 1960, sob a justificativa de evitar a internacionalização da Amazônia, os governos militares distribuíram terras e subsídios a quem se dispusesse a se embrenhar na floresta. Atualmente, 36% do gado bovino e 5% das plantações de soja do país encontram-se na região amazônica. Investir ali é um ótimo negócio. As terras custam até um décimo do valor no Sudeste.
Adaptado de planetasustentavel.abril.com.br.
Recentemente, a ocupação econômica da Amazônia vem passando por várias alterações, como a expansão do agronegócio, citada no texto.
Um efeito negativo e outro positivo, ocasionados por essa expansão, estão respectivamente identificados em:
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Uma rede elétrica fornece tensão eficaz de 100 V a uma sala com três lâmpadas, L1, L2 e L3.
Considere as informações da tabela a seguir:

As três lâmpadas, associadas em paralelo, permanecem acesas durante dez horas, sendo E1, E2 e E3 as energias consumidas, respectivamente, por L1, L2 e L3.
A relação entre essas energias pode ser expressa como:
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Quino
¡Cuánta bondad!. Buenos Aires: Ediciones de la Flor, 1999.
Entre los vendedores y el cliente predomina el tratamiento formal, adecuado a ese contexto social.
El fragmento que no representa un ejemplo de registro formal es:
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A ARTE DE ENGANAR
Em seu livro Pernas pro ar, Eduardo Galeano recorda que, na era vitoriana, era proibido mencionar “calças” na presença de uma jovem. Hoje em dia, diz ele, não cai bem utilizar certas expressões perante a opinião pública: “O capitalismo exibe o nome artístico de economia de mercado; imperialismo se chama globalização; suas vítimas se chamam países em via de desenvolvimento; oportunismo se chama pragmatismo; despedir sem indenização nem explicação se chama flexibilização laboral” etc.
A lista é longa. Acrescento os inúmeros preconceitos que carregamos: ladrão é sonegador; lobista é consultor; fracasso é crise; especulação é derivativo; latifúndio é agronegócio; desmatamento é investimento rural; lavanderia de dinheiro escuso é paraíso fiscal; acumulação privada de riqueza é democracia; socialização de bens é ditadura; governar a favor da maioria é populismo; tortura é constrangimento ilegal; invasão é intervenção; peste é pandemia; magricela é anoréxica.
Eufemismo é a arte de dizer uma coisa e acreditar que o público escuta ou lê outra. É um jeitinho de escamotear significados. De tentar encobrir verdades e realidades.
Posso admitir que pertenço à terceira idade, embora esteja na cara: sou velho. Ora, poderia dizer que sou seminovo! Como carros em revendedoras de veículos. Todos velhos! Mas o adjetivo seminovo os torna mais vendáveis.
Coitadas das palavras! Elas são distorcidas para que a realidade, escamoteada, permaneça como está. Não conseguem, contudo, escapar da luta de classes: pobre é ladrão, rico é corrupto. Pobre é viciado, rico é dependente químico.
Em suma, eufemismo é um truque semântico para tentar amenizar os fatos.
Frei Betto
Adaptado de O Dia, 21/03/2015.
No segundo parágrafo, o emprego de certa estrutura encaminha a reflexão do leitor para os disfarces que a linguagem permite.
Essa estrutura é caracterizada principalmente por:
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TERRORISMO LÓGICO
O terrorismo é duplamente obscurantista: primeiro no atentado, depois nas reações que desencadeia.
Said e Chérif Kouachi eram descendentes de imigrantes. Said e Chérif Kouachi são suspeitos do ataque ao jornal Charlie Hebdo, na França. Se não houvesse imigrantes na França, não teria havido ataque ao Charlie Hebdo.
Said e Chérif Kouachi, suspeitos do ataque ao jornal Charlie Hebdo, eram filhos de argelinos. Zinedine Zidane é filho de argelinos. Zinedine Zidane é terrorista.
Zinedine Zidane é filho de argelinos. Said e Chérif Kouachi, suspeitos do ataque ao jornal Charlie Hebdo, eram filhos de argelinos. Said e Chérif Kouachi sabiam jogar futebol.
Muçulmanos são uma minoria na França. Membros de uma minoria são suspeitos do ataque terrorista. Olha aí no que dá defender minoria...
A esquerda francesa defende minorias. Membros de uma minoria são suspeitos pelo ataque terrorista. A esquerda francesa é culpada pelo ataque terrorista.
A extrema direita francesa demoniza os imigrantes. O ataque terrorista fortalece a extrema direita francesa. A extrema direita francesa está por trás do ataque terrorista.
Marine Le Pen é a líder da extrema direita francesa. “Le Pen” é “O Caneta”, se tomarmos o artigo em francês e o substantivo em inglês. Eis aí uma demonstração de apoio da extrema direita francesa à liberdade de expressão – e aos erros de concordância nominal.
Numa democracia, é desejável que as pessoas sejam livres para se expressar. Algumas dessas expressões podem ofender indivíduos ou grupos. Numa democracia, é desejável que indivíduos ou grupos sejam ofendidos.
Os terroristas que atacaram o jornal Charlie Hebdo usavam gorros pretos. “Black blocs” usam gorros pretos. “Black blocs” são terroristas.
Todo abacate é verde. O Incrível Hulk é verde. O Incrível Hulk é um abacate.
Antonio Prata
Adaptado de Folha de São Paulo, 11/01/2015.
Antonio Prata, ao comentar o ataque ao jornal Charlie Hebdo, construiu uma série de variações do argumento típico do método dedutivo, conhecido como “silogismo” e normalmente organizado na forma de três sentenças em sequência.
A organização do silogismo sintetiza a estrutura do próprio método dedutivo, que se encontra melhor apresentada em:
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No preparo de pães e bolos, é comum o emprego de fermentos químicos, que agem liberando gás carbônico, responsável pelo crescimento da massa. Um dos principais compostos desses fermentos é o bicarbonato de sódio, que se decompõe sob a ação do calor, de acordo com a seguinte equação química:
2 NaHCO3 (s) → Na2CO3 (s) + H2O (g) + CO2 (g)
Considere o preparo de dois bolos com as mesmas quantidades de ingredientes e sob as mesmas condições, diferindo apenas na temperatura do forno: um foi cozido a 160 ºC e o outro a 220 ºC. Em ambos, todo o fermento foi consumido.
O gráfico que relaciona a massa de CO2 formada em função do tempo de cozimento, em cada uma dessas temperaturas de preparo, está apresentado em:
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Mais tout se termine bien puisque “Zorro” arrive à la fin! (image 8)
L’effet humoristique de l’expression soulignée est dû à:
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L’humour de cette bande dessinée résulte dún raisonnement du personnage basé sur deux différentes propriétés du mot.
Ces propriétés sont les suivantes:
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