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485148 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: UFAL
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Enunciado 485148-1

Dadas as afirmações, quanto ao texto, I. O processo de reinvenção de cada ser tem como ferramenta imprescindível o pensamento. II. O ser humano deve comportar-se e agir de forma audaciosa e transgressora, se quiser alcançar a sua essência. III. Reinventar a si mesmo é uma forma de renovação, de se manter vivo. IV. O pensamento conduz-nos a escolhas, à reflexão, ao enfrentamento da nossa vida.
verifica-se que
 

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485146 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: UFAL

Um apólogo

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

– Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?

– Deixe-me, senhora.

– Que a deixe? Que a deixe, por quê? Por que lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

– Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

– Mas você é orgulhosa.

– Decerto que sou.

– Mas por quê?

– É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

– Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?

– Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

– Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...

– Também os batedores vão adiante do imperador.

– Você é imperador?

– Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

[...]

– Ora agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

– Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:– Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

(Machado de Assis)

Dadas as afirmações seguintes sobre o texto,

I. É possível afirmar que a agulha e a linha são figuras que servem para tematizar a igualdade de oportunidades entre as pessoas em diferentes relações sociais (patrão/empregado, marido/mulher...).

II. O uso da metáfora no texto torna-o extremamente expressivo, porque associa traços dos objetos a comportamentos ou ações humanas.

III. A agulha, a linha e o professor de melancolia representam pessoas que recebem a devida recompensa após o exercício de seu trabalho.

IV. No texto, a linha é comparada aos batedores do imperador porque são as pessoas que se esforçam para preparar o caminho para os outros.

verifica-se que

 

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485144 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: UFAL
No texto: “Com formato de guarda-chuva aberto, a Chrysaora hypocella pertence à classe dos cifozoários, animais celentrados, da classe Scyphozoa, aeróspedos, caracterizados por terem medusas grandes, em forma de campânula, marginadas por tentáculos.”, a função de linguagem predominante é:
 

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485143 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: UFAL

Um apólogo

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

– Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?

– Deixe-me, senhora.

– Que a deixe? Que a deixe, por quê? Por que lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

– Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

– Mas você é orgulhosa.

– Decerto que sou.

– Mas por quê?

– É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

– Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?

– Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

– Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...

– Também os batedores vão adiante do imperador.

– Você é imperador?

– Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

[...]

– Ora agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

– Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:– Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

(Machado de Assis)

Sobre a compreensão do texto,

I. Somente há trechos que revelam a linha e a agulha como objetos de costura.

II. Como a agulha e a linha são tratadas no seu sentido próprio, não se pode dizer que o texto tem um caráter metafórico.

III. De acordo com o texto, linha e agulha desempenham igualmente funções importantes.

IV. Agulha e linha guardam traços humanos ao mesmo tempo que apresentam a dimensão de objetos.

assinale a opção que apresenta uma análise correta das proposições acima.

 

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485142 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: UFAL
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Dados os períodos seguintes,

I. Os governantes, espera-se, querem o melhor para seu país, assim como os pais querem o melhor para seus filhos.

II. Quero que meus filhos sejam felizes, mas também que encontrem um propósito e conquistem seus objetivos.

III. O dinheiro tem uma relação positiva com a felicidade, mas esta é pequena se comparada com fatores não monetários, como as relações sociais.

IV. Conquanto parte dos brasileiros cite a juventude como um fator importante para se sentir feliz, estudos mostram que nosso bem-estar aumenta com o passar dos anos.

verifica-se que os termos em negrito expressam ideia de

 

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485141 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: UFAL
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Na perspectiva de um renomado filósofo francês, Gilbert de Simondon, o homem iniciou seu processo de humanização, ou seja, a diferenciação de seus comportamentos em relação aos dos demais animais, a partir do momento em que utilizou os recursos existentes na natureza em benefício próprio. Pedras, ossos, galhos e troncos de árvores foram transformados em ferramentas pelos nossos ancestrais. Com esses materiais, procuravam superar suas fragilidades físicas em relação às demais espécies. Contava o homem primitivo com duas grandes ferramentas, naturais e distintas das demais espécies: cérebro e a mão criadora. Frágil em relação aos demais animais, sem condições de se defender dos fenômenos da natureza – a chuva, o frio, a neve... – o homem precisava de equipamentos que ampliassem suas competências. Não podia garantir sua sobrevivência e sua superioridade apenas pela conjugação das possibilidades do seu raciocínio com sua habilidade manual. A utilização dos recursos naturais para atingir fins específicos ligados à sobrevivência da espécie foi a maneira que o homem encontrou para não desaparecer
(KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas, SP: Papirus, 2003, p. 20).
Observe o excerto a seguir: “Frágil em relação aos demais animais, sem condições de se defender dos fenômenos da natureza – a chuva, o frio, a neve... – o homem precisava de equipamentos que ampliassem suas competências”. Isso quer dizer que:
 

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485138 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: UFAL

Nós humanos, jogados no mundo, buscamos desde sempre um sentido para a vida. Um sentido que não nos é dado, que não é inato. Pelo contrário, é misterioso e fugaz. Por vezes, pode-se interpretar que o sentido da vida nem sequer existe. Não passa de um delírio exclusivamente humano. Um azar decorrente da capacidade de pensar. Em uma vida que por si só não significa nada, cabe a nós provê-la de valores e ideais. E isso, fazemos desde sempre, quer com a religião, quer com a filosofia. Por sermos racionais, nós mesmos precisamos guiar nossas vidas. E precisamos saber o que é bom e o que é ruim.

(DAINEZI, Gustavo. Revista Filosofia, ano VI, Edição 63, setembro/2011, p. 62)

A versão do excerto “Por vezes, pode-se interpretar que o sentido da vida nem sequer existe. Não passa de um delírio exclusivamente humano” que não transgride regras da norma culta está na opção:
 

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485137 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: UFAL
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As concordâncias verbal e nominal estão inteiramente adequadas às normas da escrita padrão na frase:
 

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485135 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: UFAL

Marque a opção que preenche corretamente as lacunas das seguintes frases.

I. Após comprovar embriaguez ao volante, o delegado decretou prisão em .

II. Logo em seguida, o advogado apresentou de segurança.

III. Sem a menor , o acusado todas as normas de respeito à autoridade judicial e comprometeu a de conciliação.

 

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485134 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFAL
Orgão: UFAL
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As formas de convivência nos meios urbanos povoados por multidões davam nascimento a tipos de sociabilidade, isto é, a manifestações coletivas, bastante diferentes daquelas existentes nos pequenos vilarejos e nas cidades menores. As criações e o consumo de bens culturais deveriam atender as exigências novas dessas sociedades de massa.
O progresso da tecnologia também contribuiu decisivamente na alteração do modo de vida urbano. Na segunda metade do século XIX, apareceram as primeiras máquinas fotográficas, a comunicação por telégrafo, os tipos mais antigos do atual telefone. A criação de lojas de departamento, com produtos expostos de maneira a despertar desejos, estimulou a circulação de mercadorias das prateleiras para as mãos dos consumidores, desde, é claro, que tivessem dinheiro para comprar
(GEOGRAFIA, 32 ed. ago. 2010, p. 54).
No texto, evidencia-se um sentido antitético ao definir que
 

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