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TEXTO:
QUE JOVEM É ESSE?
O objetivo deste texto é enxergar e compreender os jovens brasileiros. A principal pergunta é: até que ponto existe mesmo um jovem brasileiro, nacional, cuja proximidade, de norte a sul, de leste a oeste, seja maior que as imensas distâncias do território?
A temática regional é um assunto recorrente na discussão da identidade nacional. Os constrastes que marcam nosso território pareceram, por muito tempo, determinar o perfil e o caráter das populações regionais. Quando Euclides da Cunha dizia n’Os sertões que o sertanejo era antes de tudo um forte, que não tinha “o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral”, estampava a seu modo uma visão bastante comum, em que ao regional se atribuíam características muito fortes, capazes de esculpir vincos profundos.
Sendo o Brasil um país de contrastes e desigualdades que se sobrepõem, é relevante analisar até que ponto o regional particularizaria o jovem a ponto de podermos falar em um jovem nordestino, sulista e assim por diante.
Faremos esta análise, sobretudo com base na pesquisa desenvolvida pelo Projeto Juventude, do Instituto Cidadania, complementada com alguns dados de perfil socioeconômico e educacional de órgãos oficiais.
Os dados assim agregados podem nos informar, por exemplo, como a presença demográfica do jovem varia regionalmente e se algumas variáveis sobre sua condição de vida são significativamente díspares. Pela pesquisa do Projeto Juventude, podemos ir além e verificar se a auto-estima, as opiniões, a compreensão de seus problemas e as estratégias desses jovens variam significativamente por região.
As diferenças, se relevantes, deveriam motivar flexões apropriadas das políticas públicas para se adaptar às peculiaridades regionais. Ou, do contrário, deveriam fortalecer a perspectiva de políticas nacionais que fossem a base, enquanto as adaptações regionais seriam o complemento. Pode-se ainda supor que as particularidades se escondem em outro horizonte. Quem sabe, em vez da escala regional, não estariam nas assimetrias existentes entre capitais, grandes cidades e regiões metropolitanas, de um lado, e as cidades pequenas e médias, de outro.
É como se buscássemos não tanto descobrir que nome as pessoas têm, mas sim seu grau de parentesco. Importa verificar se são irrisórias, pequenas ou grandes as distâncias entre os jovens de várias regiões. Estaremos menos debruçados na resposta que eles apresentam em cada região e mais na semelhança ou discrepância entre suas escolhas. Se os jovens respondem de forma parecida ou aproximada, independentemente da região onde habitam, e se demonstram coerência nacional em suas escolhas, estaremos mais próximos de encontrar seu DNA.
LASSANCE, A. Brasil: jovens de norte a sul. In: ABRAMO, H. W.; BRANCO, P. P. M. (Org.). Retratos da juventude brasileira: análises de uma pesquisa nacional. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2008. p. 73-74.
Julgue o item a seguir.
A frase “Pode-se ainda supor que as particularidades se escondem em outro horizonte.” exemplifica um período constituído de oração subordinada que exerce função de complemento do verbo.
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TEXTO:
QUE JOVEM É ESSE?
O objetivo deste texto é enxergar e compreender os jovens brasileiros. A principal pergunta é: até que ponto existe mesmo um jovem brasileiro, nacional, cuja proximidade, de norte a sul, de leste a oeste, seja maior que as imensas distâncias do território?
A temática regional é um assunto recorrente na discussão da identidade nacional. Os constrastes que marcam nosso território pareceram, por muito tempo, determinar o perfil e o caráter das populações regionais. Quando Euclides da Cunha dizia n’Os sertões que o sertanejo era antes de tudo um forte, que não tinha “o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral”, estampava a seu modo uma visão bastante comum, em que ao regional se atribuíam características muito fortes, capazes de esculpir vincos profundos.
Sendo o Brasil um país de contrastes e desigualdades que se sobrepõem, é relevante analisar até que ponto o regional particularizaria o jovem a ponto de podermos falar em um jovem nordestino, sulista e assim por diante.
Faremos esta análise, sobretudo com base na pesquisa desenvolvida pelo Projeto Juventude, do Instituto Cidadania, complementada com alguns dados de perfil socioeconômico e educacional de órgãos oficiais.
Os dados assim agregados podem nos informar, por exemplo, como a presença demográfica do jovem varia regionalmente e se algumas variáveis sobre sua condição de vida são significativamente díspares. Pela pesquisa do Projeto Juventude, podemos ir além e verificar se a auto-estima, as opiniões, a compreensão de seus problemas e as estratégias desses jovens variam significativamente por região.
As diferenças, se relevantes, deveriam motivar flexões apropriadas das políticas públicas para se adaptar às peculiaridades regionais. Ou, do contrário, deveriam fortalecer a perspectiva de políticas nacionais que fossem a base, enquanto as adaptações regionais seriam o complemento. Pode-se ainda supor que as particularidades se escondem em outro horizonte. Quem sabe, em vez da escala regional, não estariam nas assimetrias existentes entre capitais, grandes cidades e regiões metropolitanas, de um lado, e as cidades pequenas e médias, de outro.
É como se buscássemos não tanto descobrir que nome as pessoas têm, mas sim seu grau de parentesco. Importa verificar se são irrisórias, pequenas ou grandes as distâncias entre os jovens de várias regiões. Estaremos menos debruçados na resposta que eles apresentam em cada região e mais na semelhança ou discrepância entre suas escolhas. Se os jovens respondem de forma parecida ou aproximada, independentemente da região onde habitam, e se demonstram coerência nacional em suas escolhas, estaremos mais próximos de encontrar seu DNA.
LASSANCE, A. Brasil: jovens de norte a sul. In: ABRAMO, H. W.; BRANCO, P. P. M. (Org.). Retratos da juventude brasileira: análises de uma pesquisa nacional. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2008. p. 73-74.
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Quando o autor começa a frase com “Ou, do contrário”, ele está negando o seu ponto de vista anterior, na mesma frase.
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QUE JOVEM É ESSE?
O objetivo deste texto é enxergar e compreender os jovens brasileiros. A principal pergunta é: até que ponto existe mesmo um jovem brasileiro, nacional, cuja proximidade, de norte a sul, de leste a oeste, seja maior que as imensas distâncias do território?
A temática regional é um assunto recorrente na discussão da identidade nacional. Os constrastes que marcam nosso território pareceram, por muito tempo, determinar o perfil e o caráter das populações regionais. Quando Euclides da Cunha dizia n’Os sertões que o sertanejo era antes de tudo um forte, que não tinha “o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral”, estampava a seu modo uma visão bastante comum, em que ao regional se atribuíam características muito fortes, capazes de esculpir vincos profundos.
Sendo o Brasil um país de contrastes e desigualdades que se sobrepõem, é relevante analisar até que ponto o regional particularizaria o jovem a ponto de podermos falar em um jovem nordestino, sulista e assim por diante.
Faremos esta análise, sobretudo com base na pesquisa desenvolvida pelo Projeto Juventude, do Instituto Cidadania, complementada com alguns dados de perfil socioeconômico e educacional de órgãos oficiais.
Os dados assim agregados podem nos informar, por exemplo, como a presença demográfica do jovem varia regionalmente e se algumas variáveis sobre sua condição de vida são significativamente díspares. Pela pesquisa do Projeto Juventude, podemos ir além e verificar se a auto-estima, as opiniões, a compreensão de seus problemas e as estratégias desses jovens variam significativamente por região.
As diferenças, se relevantes, deveriam motivar flexões apropriadas das políticas públicas para se adaptar às peculiaridades regionais. Ou, do contrário, deveriam fortalecer a perspectiva de políticas nacionais que fossem a base, enquanto as adaptações regionais seriam o complemento. Pode-se ainda supor que as particularidades se escondem em outro horizonte. Quem sabe, em vez da escala regional, não estariam nas assimetrias existentes entre capitais, grandes cidades e regiões metropolitanas, de um lado, e as cidades pequenas e médias, de outro.
É como se buscássemos não tanto descobrir que nome as pessoas têm, mas sim seu grau de parentesco. Importa verificar se são irrisórias, pequenas ou grandes as distâncias entre os jovens de várias regiões. Estaremos menos debruçados na resposta que eles apresentam em cada região e mais na semelhança ou discrepância entre suas escolhas. Se os jovens respondem de forma parecida ou aproximada, independentemente da região onde habitam, e se demonstram coerência nacional em suas escolhas, estaremos mais próximos de encontrar seu DNA.
LASSANCE, A. Brasil: jovens de norte a sul. In: ABRAMO, H. W.; BRANCO, P. P. M. (Org.). Retratos da juventude brasileira: análises de uma pesquisa nacional. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2008. p. 73-74.
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No período “As diferenças, se relevantes, deveriam motivar flexões apropriadas das políticas públicas para se adaptar às peculiaridades regionais.”, o “se”, em “se relevantes”, tem por função expressar uma condicionalidade.
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TEXTO:
QUE JOVEM É ESSE?
O objetivo deste texto é enxergar e compreender os jovens brasileiros. A principal pergunta é: até que ponto existe mesmo um jovem brasileiro, nacional, cuja proximidade, de norte a sul, de leste a oeste, seja maior que as imensas distâncias do território?
A temática regional é um assunto recorrente na discussão da identidade nacional. Os constrastes que marcam nosso território pareceram, por muito tempo, determinar o perfil e o caráter das populações regionais. Quando Euclides da Cunha dizia n’Os sertões que o sertanejo era antes de tudo um forte, que não tinha “o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral”, estampava a seu modo uma visão bastante comum, em que ao regional se atribuíam características muito fortes, capazes de esculpir vincos profundos.
Sendo o Brasil um país de contrastes e desigualdades que se sobrepõem, é relevante analisar até que ponto o regional particularizaria o jovem a ponto de podermos falar em um jovem nordestino, sulista e assim por diante.
Faremos esta análise, sobretudo com base na pesquisa desenvolvida pelo Projeto Juventude, do Instituto Cidadania, complementada com alguns dados de perfil socioeconômico e educacional de órgãos oficiais.
Os dados assim agregados podem nos informar, por exemplo, como a presença demográfica do jovem varia regionalmente e se algumas variáveis sobre sua condição de vida são significativamente díspares. Pela pesquisa do Projeto Juventude, podemos ir além e verificar se a auto-estima, as opiniões, a compreensão de seus problemas e as estratégias desses jovens variam significativamente por região.
As diferenças, se relevantes, deveriam motivar flexões apropriadas das políticas públicas para se adaptar às peculiaridades regionais. Ou, do contrário, deveriam fortalecer a perspectiva de políticas nacionais que fossem a base, enquanto as adaptações regionais seriam o complemento. Pode-se ainda supor que as particularidades se escondem em outro horizonte. Quem sabe, em vez da escala regional, não estariam nas assimetrias existentes entre capitais, grandes cidades e regiões metropolitanas, de um lado, e as cidades pequenas e médias, de outro.
É como se buscássemos não tanto descobrir que nome as pessoas têm, mas sim seu grau de parentesco. Importa verificar se são irrisórias, pequenas ou grandes as distâncias entre os jovens de várias regiões. Estaremos menos debruçados na resposta que eles apresentam em cada região e mais na semelhança ou discrepância entre suas escolhas. Se os jovens respondem de forma parecida ou aproximada, independentemente da região onde habitam, e se demonstram coerência nacional em suas escolhas, estaremos mais próximos de encontrar seu DNA.
LASSANCE, A. Brasil: jovens de norte a sul. In: ABRAMO, H. W.; BRANCO, P. P. M. (Org.). Retratos da juventude brasileira: análises de uma pesquisa nacional. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2008. p. 73-74.
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No terceiro parágrafo, o fragmento “Sendo o Brasil um país de contrastes e desigualdades que se sobrepõem” está inter-relacionado com o restante do período, indicando causa.
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A temática regional é um assunto recorrente na discussão da identidade nacional. Os constrastes que marcam nosso território pareceram, por muito tempo, determinar o perfil e o caráter das populações regionais. Quando Euclides da Cunha dizia n’Os sertões que o sertanejo era antes de tudo um forte, que não tinha “o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral”, estampava a seu modo uma visão bastante comum, em que ao regional se atribuíam características muito fortes, capazes de esculpir vincos profundos.
Sendo o Brasil um país de contrastes e desigualdades que se sobrepõem, é relevante analisar até que ponto o regional particularizaria o jovem a ponto de podermos falar em um jovem nordestino, sulista e assim por diante.
Faremos esta análise, sobretudo com base na pesquisa desenvolvida pelo Projeto Juventude, do Instituto Cidadania, complementada com alguns dados de perfil socioeconômico e educacional de órgãos oficiais.
Os dados assim agregados podem nos informar, por exemplo, como a presença demográfica do jovem varia regionalmente e se algumas variáveis sobre sua condição de vida são significativamente díspares. Pela pesquisa do Projeto Juventude, podemos ir além e verificar se a auto-estima, as opiniões, a compreensão de seus problemas e as estratégias desses jovens variam significativamente por região.
As diferenças, se relevantes, deveriam motivar flexões apropriadas das políticas públicas para se adaptar às peculiaridades regionais. Ou, do contrário, deveriam fortalecer a perspectiva de políticas nacionais que fossem a base, enquanto as adaptações regionais seriam o complemento. Pode-se ainda supor que as particularidades se escondem em outro horizonte. Quem sabe, em vez da escala regional, não estariam nas assimetrias existentes entre capitais, grandes cidades e regiões metropolitanas, de um lado, e as cidades pequenas e médias, de outro.
É como se buscássemos não tanto descobrir que nome as pessoas têm, mas sim seu grau de parentesco. Importa verificar se são irrisórias, pequenas ou grandes as distâncias entre os jovens de várias regiões. Estaremos menos debruçados na resposta que eles apresentam em cada região e mais na semelhança ou discrepância entre suas escolhas. Se os jovens respondem de forma parecida ou aproximada, independentemente da região onde habitam, e se demonstram coerência nacional em suas escolhas, estaremos mais próximos de encontrar seu DNA.
LASSANCE, A. Brasil: jovens de norte a sul. In: ABRAMO, H. W.; BRANCO, P. P. M. (Org.). Retratos da juventude brasileira: análises de uma pesquisa nacional. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2008. p. 73-74.
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No segundo parágrafo, o autor discute as ideias de Euclides da Cunha e põe em dúvida a sua atualidade.
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O objetivo deste texto é enxergar e compreender os jovens brasileiros. A principal pergunta é: até que ponto existe mesmo um jovem brasileiro, nacional, cuja proximidade, de norte a sul, de leste a oeste, seja maior que as imensas distâncias do território?
A temática regional é um assunto recorrente na discussão da identidade nacional. Os constrastes que marcam nosso território pareceram, por muito tempo, determinar o perfil e o caráter das populações regionais. Quando Euclides da Cunha dizia n’Os sertões que o sertanejo era antes de tudo um forte, que não tinha “o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral”, estampava a seu modo uma visão bastante comum, em que ao regional se atribuíam características muito fortes, capazes de esculpir vincos profundos.
Sendo o Brasil um país de contrastes e desigualdades que se sobrepõem, é relevante analisar até que ponto o regional particularizaria o jovem a ponto de podermos falar em um jovem nordestino, sulista e assim por diante.
Faremos esta análise, sobretudo com base na pesquisa desenvolvida pelo Projeto Juventude, do Instituto Cidadania, complementada com alguns dados de perfil socioeconômico e educacional de órgãos oficiais.
Os dados assim agregados podem nos informar, por exemplo, como a presença demográfica do jovem varia regionalmente e se algumas variáveis sobre sua condição de vida são significativamente díspares. Pela pesquisa do Projeto Juventude, podemos ir além e verificar se a auto-estima, as opiniões, a compreensão de seus problemas e as estratégias desses jovens variam significativamente por região.
As diferenças, se relevantes, deveriam motivar flexões apropriadas das políticas públicas para se adaptar às peculiaridades regionais. Ou, do contrário, deveriam fortalecer a perspectiva de políticas nacionais que fossem a base, enquanto as adaptações regionais seriam o complemento. Pode-se ainda supor que as particularidades se escondem em outro horizonte. Quem sabe, em vez da escala regional, não estariam nas assimetrias existentes entre capitais, grandes cidades e regiões metropolitanas, de um lado, e as cidades pequenas e médias, de outro.
É como se buscássemos não tanto descobrir que nome as pessoas têm, mas sim seu grau de parentesco. Importa verificar se são irrisórias, pequenas ou grandes as distâncias entre os jovens de várias regiões. Estaremos menos debruçados na resposta que eles apresentam em cada região e mais na semelhança ou discrepância entre suas escolhas. Se os jovens respondem de forma parecida ou aproximada, independentemente da região onde habitam, e se demonstram coerência nacional em suas escolhas, estaremos mais próximos de encontrar seu DNA.
LASSANCE, A. Brasil: jovens de norte a sul. In: ABRAMO, H. W.; BRANCO, P. P. M. (Org.). Retratos da juventude brasileira: análises de uma pesquisa nacional. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2008. p. 73-74.
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A palavra “mesmo”, no contexto, constitui um reforço em relação à ideia de dúvida expressa pela frase.
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A temática regional é um assunto recorrente na discussão da identidade nacional. Os constrastes que marcam nosso território pareceram, por muito tempo, determinar o perfil e o caráter das populações regionais. Quando Euclides da Cunha dizia n’Os sertões que o sertanejo era antes de tudo um forte, que não tinha “o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral”, estampava a seu modo uma visão bastante comum, em que ao regional se atribuíam características muito fortes, capazes de esculpir vincos profundos.
Sendo o Brasil um país de contrastes e desigualdades que se sobrepõem, é relevante analisar até que ponto o regional particularizaria o jovem a ponto de podermos falar em um jovem nordestino, sulista e assim por diante.
Faremos esta análise, sobretudo com base na pesquisa desenvolvida pelo Projeto Juventude, do Instituto Cidadania, complementada com alguns dados de perfil socioeconômico e educacional de órgãos oficiais.
Os dados assim agregados podem nos informar, por exemplo, como a presença demográfica do jovem varia regionalmente e se algumas variáveis sobre sua condição de vida são significativamente díspares. Pela pesquisa do Projeto Juventude, podemos ir além e verificar se a auto-estima, as opiniões, a compreensão de seus problemas e as estratégias desses jovens variam significativamente por região.
As diferenças, se relevantes, deveriam motivar flexões apropriadas das políticas públicas para se adaptar às peculiaridades regionais. Ou, do contrário, deveriam fortalecer a perspectiva de políticas nacionais que fossem a base, enquanto as adaptações regionais seriam o complemento. Pode-se ainda supor que as particularidades se escondem em outro horizonte. Quem sabe, em vez da escala regional, não estariam nas assimetrias existentes entre capitais, grandes cidades e regiões metropolitanas, de um lado, e as cidades pequenas e médias, de outro.
É como se buscássemos não tanto descobrir que nome as pessoas têm, mas sim seu grau de parentesco. Importa verificar se são irrisórias, pequenas ou grandes as distâncias entre os jovens de várias regiões. Estaremos menos debruçados na resposta que eles apresentam em cada região e mais na semelhança ou discrepância entre suas escolhas. Se os jovens respondem de forma parecida ou aproximada, independentemente da região onde habitam, e se demonstram coerência nacional em suas escolhas, estaremos mais próximos de encontrar seu DNA.
LASSANCE, A. Brasil: jovens de norte a sul. In: ABRAMO, H. W.; BRANCO, P. P. M. (Org.). Retratos da juventude brasileira: análises de uma pesquisa nacional. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2008. p. 73-74.
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Os dois-pontos destacados no primeiro parágrafo antecedem um questionamento que fica em aberto no texto.
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O objetivo deste texto é enxergar e compreender os jovens brasileiros. A principal pergunta é: até que ponto existe mesmo um jovem brasileiro, nacional, cuja proximidade, de norte a sul, de leste a oeste, seja maior que as imensas distâncias do território?
A temática regional é um assunto recorrente na discussão da identidade nacional. Os constrastes que marcam nosso território pareceram, por muito tempo, determinar o perfil e o caráter das populações regionais. Quando Euclides da Cunha dizia n’Os sertões que o sertanejo era antes de tudo um forte, que não tinha “o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral”, estampava a seu modo uma visão bastante comum, em que ao regional se atribuíam características muito fortes, capazes de esculpir vincos profundos.
Sendo o Brasil um país de contrastes e desigualdades que se sobrepõem, é relevante analisar até que ponto o regional particularizaria o jovem a ponto de podermos falar em um jovem nordestino, sulista e assim por diante.
Faremos esta análise, sobretudo com base na pesquisa desenvolvida pelo Projeto Juventude, do Instituto Cidadania, complementada com alguns dados de perfil socioeconômico e educacional de órgãos oficiais.
Os dados assim agregados podem nos informar, por exemplo, como a presença demográfica do jovem varia regionalmente e se algumas variáveis sobre sua condição de vida são significativamente díspares. Pela pesquisa do Projeto Juventude, podemos ir além e verificar se a auto-estima, as opiniões, a compreensão de seus problemas e as estratégias desses jovens variam significativamente por região.
As diferenças, se relevantes, deveriam motivar flexões apropriadas das políticas públicas para se adaptar às peculiaridades regionais. Ou, do contrário, deveriam fortalecer a perspectiva de políticas nacionais que fossem a base, enquanto as adaptações regionais seriam o complemento. Pode-se ainda supor que as particularidades se escondem em outro horizonte. Quem sabe, em vez da escala regional, não estariam nas assimetrias existentes entre capitais, grandes cidades e regiões metropolitanas, de um lado, e as cidades pequenas e médias, de outro.
É como se buscássemos não tanto descobrir que nome as pessoas têm, mas sim seu grau de parentesco. Importa verificar se são irrisórias, pequenas ou grandes as distâncias entre os jovens de várias regiões. Estaremos menos debruçados na resposta que eles apresentam em cada região e mais na semelhança ou discrepância entre suas escolhas. Se os jovens respondem de forma parecida ou aproximada, independentemente da região onde habitam, e se demonstram coerência nacional em suas escolhas, estaremos mais próximos de encontrar seu DNA.
LASSANCE, A. Brasil: jovens de norte a sul. In: ABRAMO, H. W.; BRANCO, P. P. M. (Org.). Retratos da juventude brasileira: análises de uma pesquisa nacional. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2008. p. 73-74.
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O termo “os jovens brasileiros” relaciona-se sintaticamente com verbos de regências diferentes.
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A temática regional é um assunto recorrente na discussão da identidade nacional. Os constrastes que marcam nosso território pareceram, por muito tempo, determinar o perfil e o caráter das populações regionais. Quando Euclides da Cunha dizia n’Os sertões que o sertanejo era antes de tudo um forte, que não tinha “o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral”, estampava a seu modo uma visão bastante comum, em que ao regional se atribuíam características muito fortes, capazes de esculpir vincos profundos.
Sendo o Brasil um país de contrastes e desigualdades que se sobrepõem, é relevante analisar até que ponto o regional particularizaria o jovem a ponto de podermos falar em um jovem nordestino, sulista e assim por diante.
Faremos esta análise, sobretudo com base na pesquisa desenvolvida pelo Projeto Juventude, do Instituto Cidadania, complementada com alguns dados de perfil socioeconômico e educacional de órgãos oficiais.
Os dados assim agregados podem nos informar, por exemplo, como a presença demográfica do jovem varia regionalmente e se algumas variáveis sobre sua condição de vida são significativamente díspares. Pela pesquisa do Projeto Juventude, podemos ir além e verificar se a auto-estima, as opiniões, a compreensão de seus problemas e as estratégias desses jovens variam significativamente por região.
As diferenças, se relevantes, deveriam motivar flexões apropriadas das políticas públicas para se adaptar às peculiaridades regionais. Ou, do contrário, deveriam fortalecer a perspectiva de políticas nacionais que fossem a base, enquanto as adaptações regionais seriam o complemento. Pode-se ainda supor que as particularidades se escondem em outro horizonte. Quem sabe, em vez da escala regional, não estariam nas assimetrias existentes entre capitais, grandes cidades e regiões metropolitanas, de um lado, e as cidades pequenas e médias, de outro.
É como se buscássemos não tanto descobrir que nome as pessoas têm, mas sim seu grau de parentesco. Importa verificar se são irrisórias, pequenas ou grandes as distâncias entre os jovens de várias regiões. Estaremos menos debruçados na resposta que eles apresentam em cada região e mais na semelhança ou discrepância entre suas escolhas. Se os jovens respondem de forma parecida ou aproximada, independentemente da região onde habitam, e se demonstram coerência nacional em suas escolhas, estaremos mais próximos de encontrar seu DNA.
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A pesquisa que serve de bússola para o enunciador do texto é complementada com outros dados.
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A temática regional é um assunto recorrente na discussão da identidade nacional. Os constrastes que marcam nosso território pareceram, por muito tempo, determinar o perfil e o caráter das populações regionais. Quando Euclides da Cunha dizia n’Os sertões que o sertanejo era antes de tudo um forte, que não tinha “o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral”, estampava a seu modo uma visão bastante comum, em que ao regional se atribuíam características muito fortes, capazes de esculpir vincos profundos.
Sendo o Brasil um país de contrastes e desigualdades que se sobrepõem, é relevante analisar até que ponto o regional particularizaria o jovem a ponto de podermos falar em um jovem nordestino, sulista e assim por diante.
Faremos esta análise, sobretudo com base na pesquisa desenvolvida pelo Projeto Juventude, do Instituto Cidadania, complementada com alguns dados de perfil socioeconômico e educacional de órgãos oficiais.
Os dados assim agregados podem nos informar, por exemplo, como a presença demográfica do jovem varia regionalmente e se algumas variáveis sobre sua condição de vida são significativamente díspares. Pela pesquisa do Projeto Juventude, podemos ir além e verificar se a auto-estima, as opiniões, a compreensão de seus problemas e as estratégias desses jovens variam significativamente por região.
As diferenças, se relevantes, deveriam motivar flexões apropriadas das políticas públicas para se adaptar às peculiaridades regionais. Ou, do contrário, deveriam fortalecer a perspectiva de políticas nacionais que fossem a base, enquanto as adaptações regionais seriam o complemento. Pode-se ainda supor que as particularidades se escondem em outro horizonte. Quem sabe, em vez da escala regional, não estariam nas assimetrias existentes entre capitais, grandes cidades e regiões metropolitanas, de um lado, e as cidades pequenas e médias, de outro.
É como se buscássemos não tanto descobrir que nome as pessoas têm, mas sim seu grau de parentesco. Importa verificar se são irrisórias, pequenas ou grandes as distâncias entre os jovens de várias regiões. Estaremos menos debruçados na resposta que eles apresentam em cada região e mais na semelhança ou discrepância entre suas escolhas. Se os jovens respondem de forma parecida ou aproximada, independentemente da região onde habitam, e se demonstram coerência nacional em suas escolhas, estaremos mais próximos de encontrar seu DNA.
LASSANCE, A. Brasil: jovens de norte a sul. In: ABRAMO, H. W.; BRANCO, P. P. M. (Org.). Retratos da juventude brasileira: análises de uma pesquisa nacional. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2008. p. 73-74.
Julgue o item a seguir.
O autor defende uma análise cuidadosa das características regionais singulares da juventude para que, a partir disso, se possa estabelecer, ou não, uma adjetivação regionalista dos jovens.
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