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2473538 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFBA
Orgão: UFBA
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Invernáculo

Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quando o sentido caminha,
a palavra permanece.

Quem sabe mal digo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.

A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,

eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

LEMINSKI , P. Toda Poesia: Paulo Leminsk. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. 329.

O termo “trava” apresenta sentido literal de impede.

 

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2473537 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFBA
Orgão: UFBA
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Invernáculo

Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quando o sentido caminha,
a palavra permanece.

Quem sabe mal digo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.

A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,

eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

LEMINSKI , P. Toda Poesia: Paulo Leminsk. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. 329.

Os versos “Quem sabe mal digo mentiras,/vai ver que só minto verdades.” constituem uma construção de sentido ambíguo e apresenta a figura de linguagem oxímoro.

 

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2473536 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFBA
Orgão: UFBA
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Invernáculo

Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quando o sentido caminha,
a palavra permanece.

Quem sabe mal digo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.

A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,

eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

LEMINSKI , P. Toda Poesia: Paulo Leminsk. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. 329.

Os múltiplos sentidos do código linguístico embotam a liberdade criativa do sujeito poético.

 

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2473535 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFBA
Orgão: UFBA
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Invernáculo

Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quando o sentido caminha,
a palavra permanece.

Quem sabe mal digo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.

A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,

eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

LEMINSKI , P. Toda Poesia: Paulo Leminsk. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. 329.

O poema pode ser considerado uma antítese dos textos de louvor à língua portuguesa.

 

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2473534 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFBA
Orgão: UFBA
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Invernáculo

Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quando o sentido caminha,
a palavra permanece.

Quem sabe mal digo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.

A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,

eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

LEMINSKI , P. Toda Poesia: Paulo Leminsk. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. 329.

No contexto do poema, os substantivos língua, canção, voz, palavra, dialeto, frase e fala, todos eles constituem meios de manifestação linguística.

 

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2473533 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFBA
Orgão: UFBA
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Invernáculo

Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quando o sentido caminha,
a palavra permanece.

Quem sabe mal digo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.

A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,

eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

LEMINSKI , P. Toda Poesia: Paulo Leminsk. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. 329.

No poema, estabelece-se uma fronteira evidente entre o que é e o que não é matéria poética.

 

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2473532 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFBA
Orgão: UFBA
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Invernáculo

Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quando o sentido caminha,
a palavra permanece.

Quem sabe mal digo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.

A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,

eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

LEMINSKI , P. Toda Poesia: Paulo Leminsk. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. 329.

No repertório linguístico utilizado para o trabalho do sujeito poético, ele jogou com recursos estilísticos, como a polissemia e a antítese.

 

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2473531 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFBA
Orgão: UFBA
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Invernáculo

Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quando o sentido caminha,
a palavra permanece.

Quem sabe mal digo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.

A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,

eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

LEMINSKI , P. Toda Poesia: Paulo Leminsk. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. 329.

O título do poema, no contexto em foco, remete à negação da língua, à recusa do português castiço, da norma padrão com seus critérios rígidos de correção.

 

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2473530 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFBA
Orgão: UFBA
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Invernáculo

Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quando o sentido caminha,
a palavra permanece.

Quem sabe mal digo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.

A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,

eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

LEMINSKI , P. Toda Poesia: Paulo Leminsk. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. 329.

O sujeito poético, ao se expressar na própria língua materna, depara-se com a sensação de exilado sociocultural.

 

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2473529 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFBA
Orgão: UFBA
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É comum que, quando estamos falando mal do Brasil, nos refiramos na terceira pessoa tanto ao país quanto a seu povo. Dizemos que o brasileiro defeitos graves, como se nós não fôssemos brasileiros iguais a quaisquer outros. Em relação aos políticos, agimos quase como se se tratasse de marcianos ou de uma espécie diferente da nossa, não de gente aqui nascida e criada, da mesma maneira que nós. Somos observadores e vítimas de fatos com cuja existência não temos nada a ver. Os corruptos são “eles”, os que desrespeitam a lei são “eles”, os que sujam as cidades são “eles”, os funcionários relapsos são “eles” – nunca nós.

Paralelamente, nos comprazemos em cultivar a noção de que o povo brasileiro é basicamente muito bom, de índole generosa, honesto, solidário, hospitaleiro, pacífico, cordial, alegre e assim por diante. Artigos, conferências e discursos que envolvam críticas negativas a alguma característica dos brasileiros contêm sempre uma ressalva de praxe, a de que o povo não pode ser acusado de nada, o povo é bom. Com isso, esquecemos que não há povo geneticamente bom ou ruim e que o comportamento e os valores prevalentes em qualquer sociedade se originam em elementos culturais, entendidos estes em seu sentido mais lato.

Há quem faça uso de estatísticas comparativas para mostrar que, em áreas como a segurança, por exemplo, algumas grandes cidades nossas apresentam índices de criminalidade comparáveis com os de cidades americanas do mesmo porte. Então não estaríamos tão mal assim. Mas não há como fazer uma comparação adequada. O número de infrações e de ocorrências policiais em cidades americanas é muito maior do que seria aqui, porque lá se recorre à polícia com muito mais frequência, relativamente. Aqui, tem gente que não dá queixa nem de carro furtado. Sem falar que as estatísticas geralmente não mostram assaltos organizados e sanguinários realizados desde São Paulo a cidadezinhas do interior do Nordeste, onde parece que está surgindo um cangaço modernizado, com os invasores intimidando a população, explodindo caixas de bancos, pilhando casas comerciais e invadindo fazendas. E existem ainda as vastas áreas onde não há polícia, ou a presença do estado é rarefeita e esporádica. No caso, as estatísticas, porque viciadas na origem, valem bem pouco.

RIBEIRO, J. U. Nós, os desordeiros. Veja. São Paulo: Abril, ed. 2333, ano 46, n. 32, 7 ago. 2013. p. 110.

As vírgulas utilizadas no último período do texto em foco são facultativas, porque separam termos da mesma função sintática.

 

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