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NÃO é considerado fator de risco de prognóstico adverso em Hipertensão Arterial
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Paciente feminina, de 53 anos, diabética, apresentou um quadro clinico de tosse, febre e mal estar e fez uso de iboprufeno, sem prescrição médica. Houve piora em seu quadro e por isso foi internada no Hospital Geral. Lá, apresentou exames laboratoriais realizados duas semanas antes, nos quais foi possível observar que o valor da creatinina era de 0,67 mg/dL. Foi diagnosticada com pneumonia comunitária, para qual foi prescrita cefalosporina de terceira geração. No terceiro dia de antibioticoterapia, foi realizado novo exame laboratorial que indicou aumento do valor de creatinina para 1,4 mg/dL. A partir desse histórico, é CORRETO afirmar:
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Paciente masculino, de 68 anos, branco, portador de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus tipo 2, é admitido no Pronto socorro com febre alta aferida de início há 3 dias, dor em membro inferior esquerdo, com calor, rubor e edema no local da dor. Na hemocultura, coletada no dia da internação, cresceu Staphylococcus epidermidis. Sobre o Staphylococcus, é INCORRETO afirmar:
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Texto II
London is hot
[...]
Rolling Stones são definitivamente roqueiros. Há 50 anos oferecem mais do mesmo, e nenhum problema em não mudar. O mundo em volta é que mudou. Em 1969, quando tocaram no Hyde Park pela primeira vez, a plateia era formada por simpatizantes do flowerpower, todos curtindo paz e amor, muitos em viagem de ácido. Em julho de 2013, a plateia era formada por simpatizantes do Steve Jobs, todos assistindo ao show pelo monitor do seu iPad, iPhone, e tuitando com uma obsessão de viciado. Milhares de cinegrafistas amadores reunidos a fim de documentar o que estavam – estavam? – vendo.
Só o meu queixo tremido é que ninguém viu nem filmou. Ficou sem registro digital. Minha emoção segue totalmente analógica.
[...]
(MEDEIROS, Martha. Um lugar na janela 2: relatos de viagem. Porto Alegre: L&PM, 2016, p. 27-28.)
Considerando a construção linguístico-discursiva do excerto “Milhares de cinegrafistas amadores reunidos a fim de documentar o que estavam – estavam? – vendo”, é INCORRETO afirmar:
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Texto II
London is hot
[...]
Rolling Stones são definitivamente roqueiros. Há 50 anos oferecem mais do mesmo, e nenhum problema em não mudar. O mundo em volta é que mudou. Em 1969, quando tocaram no Hyde Park pela primeira vez, a plateia era formada por simpatizantes do flowerpower, todos curtindo paz e amor, muitos em viagem de ácido. Em julho de 2013, a plateia era formada por simpatizantes do Steve Jobs, todos assistindo ao show pelo monitor do seu iPad, iPhone, e tuitando com uma obsessão de viciado. Milhares de cinegrafistas amadores reunidos a fim de documentar o que estavam – estavam? – vendo.
Só o meu queixo tremido é que ninguém viu nem filmou. Ficou sem registro digital. Minha emoção segue totalmente analógica.
[...]
(MEDEIROS, Martha. Um lugar na janela 2: relatos de viagem. Porto Alegre: L&PM, 2016, p. 27-28.)
Sobre a expressão “simpatizantes do Steve Jobs”, é CORRETO afirmar:
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Texto II
London is hot
[...]
Rolling Stones são definitivamente roqueiros. Há 50 anos oferecem mais do mesmo, e nenhum problema em não mudar. O mundo em volta é que mudou. Em 1969, quando tocaram no Hyde Park pela primeira vez, a plateia era formada por simpatizantes do flowerpower, todos curtindo paz e amor, muitos em viagem de ácido. Em julho de 2013, a plateia era formada por simpatizantes do Steve Jobs, todos assistindo ao show pelo monitor do seu iPad, iPhone, e tuitando com uma obsessão de viciado. Milhares de cinegrafistas amadores reunidos a fim de documentar o que estavam – estavam? – vendo.
Só o meu queixo tremido é que ninguém viu nem filmou. Ficou sem registro digital. Minha emoção segue totalmente analógica.
[...]
(MEDEIROS, Martha. Um lugar na janela 2: relatos de viagem. Porto Alegre: L&PM, 2016, p. 27-28.)
Sobre o Texto II, é CORRETO afirmar:
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Texto I
A moça em prantos
RIO DE JANEIRO – O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.
Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos "não pode", que emparedam a infância e criam neuras para o resto da vida.
Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes era permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.
E chorava. Não abrindo o berreiro, como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos. Mesmo assim, fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?
Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas.
A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.
(CONY, Carlos Heitor. A moça em prantos. Folha de S. Paulo, São Paulo, 7 maio 2003. Primeiro Caderno, p. 2.)
No excerto “Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?”, a expressão “fora convencida” pressupõe a ação de alguém
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Texto I
A moça em prantos
RIO DE JANEIRO – O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.
Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos "não pode", que emparedam a infância e criam neuras para o resto da vida.
Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes era permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.
E chorava. Não abrindo o berreiro, como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos. Mesmo assim, fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?
Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas.
A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.
(CONY, Carlos Heitor. A moça em prantos. Folha de S. Paulo, São Paulo, 7 maio 2003. Primeiro Caderno, p. 2.)
Com a expressão “O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho”, o autor faz referência a
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Texto I
A moça em prantos
RIO DE JANEIRO – O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.
Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos "não pode", que emparedam a infância e criam neuras para o resto da vida.
Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes era permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.
E chorava. Não abrindo o berreiro, como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos. Mesmo assim, fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?
Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas.
A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.
(CONY, Carlos Heitor. A moça em prantos. Folha de S. Paulo, São Paulo, 7 maio 2003. Primeiro Caderno, p. 2.)
Considere o excerto “Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes era permitido”. Considere, ainda, os seguintes fragmentos desse excerto:
(1) “Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza,”
(2) “pois os adultos podiam tudo e tudo lhes era permitido”.
Estabelecendo-se uma relação de sentido entre (1) e (2), é CORRETO afirmar que o excerto apresenta
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Texto I
A moça em prantos
RIO DE JANEIRO – O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.
Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos "não pode", que emparedam a infância e criam neuras para o resto da vida.
Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes era permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.
E chorava. Não abrindo o berreiro, como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos. Mesmo assim, fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?
Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas.
A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.
(CONY, Carlos Heitor. A moça em prantos. Folha de S. Paulo, São Paulo, 7 maio 2003. Primeiro Caderno, p. 2.)
A partir da leitura do Texto I, depreende-se que, para o autor,
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