A representação de tudo o que os alunos aprendem pela
convivência e espontaneidade com várias práticas, comportamentos
e atitudes que vigoram no ambiente escolar
se refere à ideia de um currículo
De acordo com Celso Vasconcellos, o planejamento do
ensino-aprendizagem pode ser compreendido como “método
de relacionamento com o real, limitado, porém indispensável
se não abrimos mão da nossa condição de sujeitos
da história” (1989, p. 148). Neste sentido, o planejamento
docente teria a força de
A educação especial é modalidade educativa que perpassa
todos os segmentos da escolarização, constituindo-se
como desafio relevante para a escola. A educação inclusiva
abrange as seguintes deficiências: 1º) deficiência visual e
auditiva, 2º) deficiência intelectual, 3º) deficiência física, 4º)
transtorno global, 5º) altas habilidades. Cada uma delas caracteriza
necessidades educacionais especiais (NEE) que
garantem ao aluno a requisição de benefícios específicos.
De acordo com a ordem em que foram apresentadas as
cinco deficiências constantes na educação inclusiva, constituem,
respectivamente, apoios especializados:
Na sociedade de consumo há o deslocamento do poder do Estado para o poder do mercado, o que traz consequências
para o cotidiano em âmbitos diversos e inclui a convivência na família, na escola, dentre outros.
O discurso publicitário difunde a necessidade da constante diferenciação individual, o gosto se torna estilo. O quê e
como se consome assumem relevância na qualificação do indivíduo. Neste contexto, cabe às instituições educacionais:
“Nos arredores da Universidade de Stanford, conheci outra universidade, não tão grande, que dá cursos de obediência.
Os alunos, cães de todas as raças, cores e tamanhos, aprendem a não ser cães. Quando latem, a professora os castiga
com um beliscão no focinho ou com um doloroso tirão na coleira de agulhões de aço. Quando calam, a professora lhes
recompensa o silêncio com guloseimas. Assim se ensina o esquecimento de latir.” (GALEANO, E. De pernas pro ar: a
escola do mundo avesso. (Porto Alegre: L&PM Editores, 2009. p. 230). O fragmento acima constitui uma metáfora do
modelo de avaliação que contraria a humanização e promove a
Um corpo de conhecimentos, entesourado numa universidade e corporificado numa série de competentes volumes é o resultado de intensa atividade intelectual anterior. Instruir alguém nessa matéria não é levá-lo a armazenar resultados na mente, e sim ensiná-lo a participar do processo que torna possível a obtenção do conhecimento: ensinamos não para produzir minúsculas bibliotecas vivas ambulantes, mas para fazer o estudante pensar, matematicamente, por si mesmo, para considerar os assuntos como faria um historiador, tomar parte do processo de aquisição de conhecimento. Conhecer é um processo, não um produto.
BRUNER, J.; VASCONCELOS, C. Planejamento: projeto de ensino e aprendizagem e projeto político pedagógico – elementos metodológicos para elaboração e realização. 10. ed. São Paulo: Libertad, 2002.