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Os cães são os melhores amigos do homem, mas nossos acompanhantes mais antigos são os camundongos. Segundo um estudo dos arqueólogos Thomas Cucchi, da Universidade de Aberdeen (Escócia), e Lior Weisbord, da Universidade de Haifa (Israel), publicado em março na revista americana PNAS, essa relação começou há cerca de 15 mil anos, quando os caçadores-coletores passaram do nomadismo para uma vida mais sedentária, fixando-se em determinados lugares. Os pontos de estocagem de alimentos dos humanos passaram então a ser frequentados pelos roedores. Nos primeiros tempos, esses ratos domésticos tiveram vida fácil, já que os gatos, seus predadores, só foram domesticados por volta de 9.500 anos atrás.
Revista Planeta, Seção Volta ao Mundo, p. 08, mai. 2018.
De acordo com o texto, assinale a alternativa em que as funções sintático-semânticas dos articuladores textuais “mas” (linha 1), “quando” (linha 7) e “já que” (linha 13) estão correta e respectivmente identificadas.
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Os cães são os melhores amigos do homem, mas nossos acompanhantes mais antigos são os camundongos. Segundo um estudo dos arqueólogos Thomas Cucchi, da Universidade de Aberdeen (Escócia), e Lior Weisbord, da Universidade de Haifa (Israel), publicado em março na revista americana PNAS, essa relação começou há cerca de 15 mil anos, quando os caçadores-coletores passaram do nomadismo para uma vida mais sedentária, fixando-se em determinados lugares. Os pontos de estocagem de alimentos dos humanos passaram então a ser frequentados pelos roedores. Nos primeiros tempos, esses ratos domésticos tiveram vida fácil, já que os gatos, seus predadores, só foram domesticados por volta de 9.500 anos atrás.
Revista Planeta, Seção Volta ao Mundo, p. 08, mai. 2018.
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
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Os cães C são os melhores amigos do homem A, mas nossos acompanhantes mais antigos B são os camundongos. Segundo um estudo dos arqueólogos D Thomas Cucchi, da Universidade de Aberdeen (Escócia), e Lior Weisbord, da Universidade de Haifa (Israel), publicado em março na revista americana PNAS, essa relação começou há cerca de 15 mil anos, quando os caçadores-coletores passaram do nomadismo para uma vida mais sedentária, fixando-se em determinados lugares. Os pontos de estocagem de alimentos dos humanos passaram então a ser frequentados pelos roedores E. Nos primeiros tempos B, esses ratos C domésticos tiveram vida A fácil e, já que os gatos, seus predadores D, só foram domesticados por volta de 9.500 anos atrás.
Revista Planeta, Seção Volta ao Mundo, p. 08, mai. 2018.
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
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Entenda como as línguas são criadas (e por que desaparecem)
À medida que se espalhavam pela Terra, grupos de Homo sapiens deixaram de conviver entre si e o seu jeito de falar também mudou. É que as línguas vivem em movimento. “Por que se separaram ninguém sabe, mas eles começaram a desenvolver características próprias de linguagem, mudar a fonética”, explica Thomas Finbow, professor de Linguística da Universidade de São Paulo. E, sem contato nenhum, ao longo do tempo, o jeito de falar mudou tanto que eles já não conseguiam mais se entender. Passaram a falar idiomas completamente diferentes. Essa mudança acontece quase sem querer — cada povo cria novos vocabulários e altera a pronúncia das palavras naturalmente, com o passar dos anos. “Isso pode ocorrer até por uma questão de eficiência articulatória — por exemplo, por ter um gasto energético menor ao colocar a língua de tal jeito na boca”, afirma Finbow.
Ou seja: as línguas se tornam cada vez mais fáceis. “E é natural. Você não fala como seu avô”, conclui o linguista. Mas não é só o isolamento que divide os povos e altera os idiomas. Questões políticas, guerras e religião também criaram intrigas e afastaram grupos ao longo da história. Povos dominados ou minoritários perderam espaço e só viram uma saída: adotar as línguas dominantes. Só que, como nada é exato no mundo da linguagem, essa mistura toda mudou ainda mais os idiomas, que se fundiram e geraram outros completamente diferentes.
“Tem uma frase boa que diz: uma língua é um dialeto com exércitos. Um idioma só morre se não tiver poder político”, explica Bruno L’Astorina, da Olimpíada Internacional de Linguística. E não dá para discordar. Basta pensar na infinidade de idiomas que existiam no Brasil (ou em toda a América Latina) antes da chegada dos europeus — hoje são apenas 227 línguas vivas no país. Dominados, os índios perderam sua língua e cultura. O latim predominava na Europa até a queda do Império Romano. Sem poder, as fronteiras perderam força, os germânicos dividiram as cidades e, do latim, surgiram novos idiomas.
Por outro lado, na Espanha, a poderosa região da Catalunha ainda mantém seu idioma vivo e luta contra o domínio do espanhol. Não é à toa que esses povos insistem em cuidar de seus idiomas. Cada língua guarda os segredos e o jeito de pensar de seus falantes. “Quando um idioma morre, morre também a história. O melhor jeito de entender o sentimento de um escravo é pelas músicas deles”, diz Luana Vieira, da Olimpíada de Linguística. Veja pelo aimará, uma língua falada por mais de 2 milhões de pessoas da Cordilheira dos Andes. Nós gesticulamos para trás ao falar do passado. Esses povos fazem o contrário. “Eles acreditam que o passado precisa estar à frente, pois é algo que já não visualizamos. E o futuro, desconhecido, fica atrás, como se estivéssemos de costas para ele”, explica.
Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2018/03/entendacomo- linguas-sao-criadas-e-por-que-desaparecem.html. Acesso em; 12 mai. 2018)
Qual é a alternativa em que o uso da vírgula está justificado corretamente?
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Entenda como as línguas são criadas (e por que desaparecem)
À medida que se espalhavam pela Terra, grupos de Homo sapiens deixaram de conviver entre si e o seu jeito de falar também mudou. É que as línguas vivem em movimento. “Por que se separaram ninguém sabe, mas eles começaram a desenvolver características próprias de linguagem, mudar a fonética”, explica Thomas Finbow, professor de Linguística da Universidade de São Paulo. E, sem contato nenhum, ao longo do tempo, o jeito de falar mudou tanto que eles já não conseguiam mais se entender. Passaram a falar idiomas completamente diferentes. Essa mudança acontece quase sem querer — cada povo cria novos vocabulários e altera a pronúncia das palavras naturalmente, com o passar dos anos. “Isso pode ocorrer até por uma questão de eficiência articulatória — por exemplo, por ter um gasto energético menor ao colocar a língua de tal jeito na boca”, afirma Finbow.
Ou seja: as línguas se tornam cada vez mais fáceis. “E é natural. Você não fala como seu avô”, conclui o linguista. Mas não é só o isolamento que divide os povos e altera os idiomas. Questões políticas, guerras e religião também criaram intrigas e afastaram grupos ao longo da história. Povos dominados ou minoritários perderam espaço e só viram uma saída: adotar as línguas dominantes. Só que, como nada é exato no mundo da linguagem, essa mistura toda mudou ainda mais os idiomas, que se fundiram e geraram outros completamente diferentes.
“Tem uma frase boa que diz: uma língua é um dialeto com exércitos. Um idioma só morre se não tiver poder político”, explica Bruno L’Astorina, da Olimpíada Internacional de Linguística. E não dá para discordar. Basta pensar na infinidade de idiomas que existiam no Brasil (ou em toda a América Latina) antes da chegada dos europeus — hoje são apenas 227 línguas vivas no país. Dominados, os índios perderam sua língua e cultura. O latim predominava na Europa até a queda do Império Romano. Sem poder, as fronteiras perderam força, os germânicos dividiram as cidades e, do latim, surgiram novos idiomas.
Por outro lado, na Espanha, a poderosa região da Catalunha ainda mantém seu idioma vivo e luta contra o domínio do espanhol. Não é à toa que esses povos insistem em cuidar de seus idiomas. Cada língua guarda os segredos e o jeito de pensar de seus falantes. “Quando um idioma morre, morre também a história. O melhor jeito de entender o sentimento de um escravo é pelas músicas deles”, diz Luana Vieira, da Olimpíada de Linguística. Veja pelo aimará, uma língua falada por mais de 2 milhões de pessoas da Cordilheira dos Andes. Nós gesticulamos para trás ao falar do passado. Esses povos fazem o contrário. “Eles acreditam que o passado precisa estar à frente, pois é algo que já não visualizamos. E o futuro, desconhecido, fica atrás, como se estivéssemos de costas para ele”, explica.
Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2018/03/entendacomo- linguas-sao-criadas-e-por-que-desaparecem.html. Acesso em; 12 mai. 2018)
Assinale a alternativa em que há oração subordinada.
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Entenda como as línguas são criadas (e por que desaparecem)
À medida que se espalhavam pela Terra, grupos de Homo sapiens deixaram de conviver entre si e o seu jeito de falar também mudou. É que as línguas vivem em movimento. “Por que se separaram ninguém sabe, mas eles começaram a desenvolver características próprias de linguagem, mudar a fonética”, explica Thomas Finbow, professor de Linguística da Universidade de São Paulo. E, sem contato nenhum, ao longo do tempo, o jeito de falar mudou tanto que eles já não conseguiam mais se entender. Passaram a falar idiomas completamente diferentes. Essa mudança acontece quase sem querer — cada povo cria novos vocabulários e altera a pronúncia das palavras naturalmente, com o passar dos anos. “Isso pode ocorrer até por uma questão de eficiência articulatória — por exemplo, por ter um gasto energético menor ao colocar a língua de tal jeito na boca”, afirma Finbow.
Ou seja: as línguas se tornam cada vez mais fáceis. “E é natural. Você não fala como seu avô”, conclui o linguista. Mas não é só o isolamento que divide os povos e altera os idiomas. Questões políticas, guerras e religião também criaram intrigas e afastaram grupos ao longo da história. Povos dominados ou minoritários perderam espaço e só viram uma saída: adotar as línguas dominantes. Só que, como nada é exato no mundo da linguagem, essa mistura toda mudou ainda mais os idiomas, que se fundiram e geraram outros completamente diferentes.
“Tem uma frase boa que diz: uma língua é um dialeto com exércitos. Um idioma só morre se não tiver poder político”, explica Bruno L’Astorina, da Olimpíada Internacional de Linguística. E não dá para discordar. Basta pensar na infinidade de idiomas que existiam no Brasil (ou em toda a América Latina) antes da chegada dos europeus — hoje são apenas 227 línguas vivas no país. Dominados, os índios perderam sua língua e cultura. O latim predominava na Europa até a queda do Império Romano. Sem poder, as fronteiras perderam força, os germânicos dividiram as cidades e, do latim, surgiram novos idiomas.
Por outro lado, na Espanha, a poderosa região da Catalunha ainda mantém seu idioma vivo e luta contra o domínio do espanhol. Não é à toa que esses povos insistem em cuidar de seus idiomas. Cada língua guarda os segredos e o jeito de pensar de seus falantes. “Quando um idioma morre, morre também a história. O melhor jeito de entender o sentimento de um escravo é pelas músicas deles”, diz Luana Vieira, da Olimpíada de Linguística. Veja pelo aimará, uma língua falada por mais de 2 milhões de pessoas da Cordilheira dos Andes. Nós gesticulamos para trás ao falar do passado. Esses povos fazem o contrário. “Eles acreditam que o passado precisa estar à frente, pois é algo que já não visualizamos. E o futuro, desconhecido, fica atrás, como se estivéssemos de costas para ele”, explica.
Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2018/03/entendacomo- linguas-sao-criadas-e-por-que-desaparecem.html. Acesso em; 12 mai. 2018)
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
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Como são feitas as emoções
Hélio Schwartzman
Emoções são uma construção social. Essa é, numa frase, a tese central de Lisa Feldman Barrett em "How Emotions Are Made" (como são feitas as emoções). Não haveria nada de surpreendente se Barrett fosse professora em algum departamento de estudos de gênero, mas ela é uma neurocientista "mainstream" e afirma que suas conclusões estão amparadas em sólida evidência empírica.
O ponto forte do livro é justamente a parte em que Barrett mostra que há problemas nos modelos tradicionais que fazem com que cada emoção corresponda à ativação de um circuito neural específico. Por esse paradigma, emoções seriam universais e teriam uma assinatura biológica inconfundível. O problema, diz Barrett, é que ela passou anos num laboratório em busca dessas assinaturas e não as encontrou. Não temos dificuldade para reconhecer a emoção medo num ator fazendo uma careta estereotipada, mas isso não passa de uma convenção cultural. Nem todos que sentem medo apresentam as mesmas expressões faciais e nem sequer os mesmos sinais fisiológicos.
A partir daí — e essa é a parte em que o livro fica aquém do que promete —, Barrett conclui que o modelo tradicional está errado e propõe outro no qual as emoções são construídas "top down" pelo cérebro no instante em que ele classifica as sensações positivas ou negativas que experimenta. A cultura e a própria linguagem seriam parte indispensável desse processo.
Minha impressão é que Barrett foi com muita sede ao pote. Seus achados fragilizam as versões mais fortes do modelo tradicional, mas não bastam para pôr abaixo um edifício construído com a colaboração da maior parte dos filósofos ocidentais, do próprio Charles Darwin e de um número ainda maior de neurocientistas contemporâneos. Até pode ser que Barrett tenha razão, mas ainda é cedo para decretá-lo.
Folha de São Paulo. Opinião. 04 mar. 2018. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2018/03/como-saofeitas- as-emocoes.shtml> Acesso em: 11 mai. 2018.
Para que um texto seja considerado coeso, é necessário que haja articulação entre os elementos que o compõe. Uma das estratégias utilizadas para construir a articulação entre os referentes do texto é a substituição de um termo por outro. Assinale a alternativa em que o referente da expressão em destaque tenha sido corretamente identificado entre parênteses.
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Como são feitas as emoções
Hélio Schwartzman
Emoções são uma construção social. Essa é, numa frase, a tese central de Lisa Feldman Barrett em "How Emotions Are Made" (como são feitas as emoções). Não haveria nada de surpreendente se Barrett fosse professora em algum departamento de estudos de gênero, mas ela é uma neurocientista "mainstream" e afirma que suas conclusões estão amparadas em sólida evidência empírica.
O ponto forte do livro é justamente a parte em que Barrett mostra que há problemas nos modelos tradicionais que fazem com que cada emoção corresponda à ativação de um circuito neural específico. Por esse paradigma, emoções seriam universais e teriam uma assinatura biológica inconfundível. O problema, diz Barrett, é que ela passou anos num laboratório em busca dessas assinaturas e não as encontrou. Não temos dificuldade para reconhecer a emoção medo num ator fazendo uma careta estereotipada, mas isso não passa de uma convenção cultural. Nem todos que sentem medo apresentam as mesmas expressões faciais e nem sequer os mesmos sinais fisiológicos.
A partir daí — e essa é a parte em que o livro fica aquém do que promete —, Barrett conclui que o modelo tradicional está errado e propõe outro no qual as emoções são construídas "top down" pelo cérebro no instante em que ele classifica as sensações positivas ou negativas que experimenta. A cultura e a própria linguagem seriam parte indispensável desse processo.
Minha impressão é que Barrett foi com muita sede ao pote. Seus achados fragilizam as versões mais fortes do modelo tradicional, mas não bastam para pôr abaixo um edifício construído com a colaboração da maior parte dos filósofos ocidentais, do próprio Charles Darwin e de um número ainda maior de neurocientistas contemporâneos. Até pode ser que Barrett tenha razão, mas ainda é cedo para decretá-lo.
Folha de São Paulo. Opinião. 04 mar. 2018. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2018/03/como-saofeitas- as-emocoes.shtml> Acesso em: 11 mai. 2018.
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
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Assinale a alternativa incorreta sobre as competências necessárias a um profissional tradutor-intérprete.
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Diversas são as definições que norteiam o trabalho do tradutor e intérprete de Libras. Assinale a alternativa abaixo que não faz relação entre a terminologia e o seu conteúdo.
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