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Foram encontradas 60 questões.

2168803 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UFG
Orgão: UFJ

TEXTO PARA A QUESTÃO:


VIDAS NEGRAS IMPORTAM DE FATO NO BRASIL?

HÉLIO SANTOS

A pergunta-título pode parecer estranha para alguns, porque vidas humanas devem importar sempre, independentemente de qualquer condição. O Black Lives Matter hashtag que dominou o mundo, sobretudo após a morte por sufocamento de George Floyd nos Estados Unidos – levanta a barbárie da violência que vitima negros em todo o mundo e de forma especial em países multirraciais como o Brasil. Reitera-se: “Vidas Negras Importam”. Mas esse clamor é um fato no Brasil? Vidas negras importam mesmo aqui?

A indagação do título acima tem pertinência, sim. Os antirracistas estão abalados pelas últimas mortes violentas de dois homens negros jovens – ambos no letal estado do Rio de Janeiro. Todavia, há uma continuidade das mortes que não cessam nunca o que torna nossa palavra de ordem algo sem repercussão na vida real da sociedade brasileira.

O jovem imigrante congolês Moïse Kabagambe sofreu, antes da xenofobia que imigrantes negros vivem aqui, violento racismo que de forma brutal o massacrou até à morte. Racismo este que assola aos negros sejam estes nascidos aqui ou não. Jamais um imigrante argentino, português ou do leste europeu, morreria daquela forma ao reivindicar salários atrasados. Tão infame quanto à morte de Moïse, foi a de Durval Teófilo Filho morto por um sargento da marinha que acertou 3 tiros no escuro contra o pai de família que retornava do trabalho – os dois últimos disparos foram feitos após a vítima, já caída, pedir clemência.

Vejamos: antes dos violentos assassinatos recentes destes jovens negros descortinamos uma sequência tenebrosa de casos que só vieram a público frente à covardia como aconteceram. Em 2021 a bela modelo e designer de 24 anos Kathlen Romeu – grávida – foi morta por um tiro de fuzil quando saía da casa de sua avó materna em Lins de Vasconcelos, zona norte do Rio. Não havia tiroteio no local como alegaram os policiais. A mãe da jovem foi enfática: “Foi a polícia que matou minha filha”. Ainda em 2021 em uma loja da rede Atakarejo em Salvador (BA), após furtarem carne, 2 homens famintos em plena pandemia – tio e sobrinho – foram detidos pela segurança da rede comercial e entregues não à polícia, mas aos traficantes da região que após sessão de tortura os matou a tiros. Vê-se aqui a gravidade do que apelidamos Segurança Privada em pleno conluio com o tráfico. Em 2020, 3 meninos foram mortos pelo tráfico de Belfort Roxo. Mais uma vez as comunidades esquecidas, invadidas livremente por marginais, foram vítimas da violência difusa liberada ao tráfico. As crianças de 9, 11 e 12 anos foram torturadas antes de serem mortas e seus corpos nunca foram encontrados. Ainda em 2020 no Rio de Janeiro, 12 crianças – 5 meninas e 7 garotos – foram mortas por balas perdidas; cerca de uma por mês. Pergunta necessária: qual seria a reação das autoridades caso esses inocentes fossem crianças que brincassem nos playgrounds dos luxuosos bairros da zona sul carioca como Gávea, Leblon ou Barra? Balas nunca se perdem na direção de crianças brancas dos bairros ricos na cidade maravilhosa. Ainda bem, porque nenhuma criança merece isto.

Em 2020, tivemos um assassinato bem parecido com o que vitimou George Floyd, foi a vez de João Alberto, morto por sufocamento e agressões numa loja do Carrefour em Porto Alegre. Tudo foi filmado e exibido ao mundo. Ainda no mesmo ano foi a vez dolorosa de Miguel Otávio de 5 anos, abandonado pela patroa de sua mãe no elevador de serviço em um prédio de luxo no Recife. O meninozinho, reitero de 5 anos, se perdeu e caiu do 9º andar do edifício. Detalhe: a mãe que deixou a criança sob os cuidados da patroa passeava na calçada com a cadela da família. Em 2019, foi a vez de militares do exército brasileiro executarem uma pessoa negra. Pasmem: a família do músico Evaldo Rosa se dirigia de automóvel na região de Deodoro (zona Oeste do Rio) para um chá de bebê numa tarde de domingo – sua esposa, filho, uma acompanhante e seu sogro assistiram ao seu fuzilamento e só não morreram por milagre, pois cerca de 80 tiros de fuzis foram disparados contra eles. O sogro se feriu e um catador que tentou ajudar foi ferido também e depois veio a morrer. Todo mundo negro. Os militares alegaram “engano” pelos 80 tiros! Já Sérgio Moro, então ministro da justiça, chamou o fuzilamento de “incidente”. Caso fosse um tanque em uma guerra talvez não precisasse de 80 tiros de fuzil, mas uma família negra num automóvel fez jus a esse absurdo que não seria o recorde em violência, como se verá a seguir. Dessa vez (2015) as vítimas foram 5 adolescentes – todos negros de novo – que receberam 111 tiros da letal PM carioca. Essa execução coletiva se deu no bairro de Costa Barros na zona norte do Rio. Nenhum dos meninos tinha armas ou passagem pela polícia. Eram estudantes da comunidade e estavam no interior de um carro. O número de tiros – 111 – em que se revezavam fuzis e pistolas, dispensa o meu comentário. Ainda em 2015, no bairro do Cabula em Salvador, 12 jovens entre 16 e 27 anos tiveram execuções sumárias num caso que estarreceu a cidade pois não se vislumbrou nenhuma razão plausível para a chacina. Num julgamento relâmpago, uma juíza inocentou os policiais militares, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça da Bahia.

Não temos espaço para falar de inúmeros outros casos, como o da mulher que foi arrastada por uma viatura da PM no Rio por mais de 300 metros. Isso sem contar as ameaças constantes que se tornaram mania contra políticos negros eleitos, especialmente mulheres, em que o exemplo mais marcante foi o de Marielle Franco com repercussão internacional. Essa lista não tem fim.

Se formos indo aprofundando no tempo chegaremos a 1978, quando o feirante Robson da Luz foi torturado e morto numa delegacia em Osasco pela Polícia Civil de São Paulo. Essa morte foi um dos vetores que levou à criação do Movimento Negro Unificado (MNU) que há 44 anos batalha pelas vidas negras sempre sob constante ameaça.

Nenhum dos casos que eu trouxe aqui se tratou de pessoas que estavam enfrentando a polícia ou que estivessem em combate aberto contra outras pessoas.

Neste ano, os homens e mulheres que pretendem candidatar ao governo das 27 unidades federativas desse país continente têm que ter propostas razoáveis para essa “sangria desatada” – expressão usada pelos nossos avós para algo que nunca tem fim. Por outro lado, aquelas e aqueles que desejam o emprego de presidente da república terão de se posicionar com políticas efetivas para a defesa do que de mais elementar o estado deve proporcionar às pessoas: o direito à vida.

Dados de 2012 revelam 63 mortes diárias de jovens – todos negros – na faixa de 15 a 29 anos; quase 3 mortes a cada hora. Um desastre dessas proporções só é possível quando o aparato policial e judicial é conivente, quando não agente dessa mortandade. Mídia e os partidos políticos – que governam o país – têm sua parte nesse latifúndio bárbaro, anacrônico e que nos rebaixa a um vergonhoso ranking no campo dos direitos fundamentais.

Vidas negras importam – sim – para os antirracistas (negros e não-negros) que atuam na contramão de uma elite anestesiada e adoecida moralmente. Todavia, só a sociedade como um todo, liderada por mulheres e homens que almejem posicionar o Brasil num patamar civilizatório adequado ao século 21, pode estancar essa chaga que nos humilha, massacra e provoca muita dor à população majoritária que aqui está há meio milênio construindo o País.

Escancara-se a banalização do brutalismo contra a população negra. Questão que se faz necessária: qual a causa dessa reiterada anestesia moral? São várias, mas a impunidade e a abissal desigualdade racial nutrida pelo racismo têm espaço de destaque nessa cena distópica do país. A justiça que condena e prende a mãe que furta 2 litros de leite, devido a fome de sua prole, é a mesma que protela para as calendas o julgamento dos grandes sonegadores – todos brancos e ricos – que só em 2020 lesaram os cofres públicos em incríveis 460 bilhões de reais.

Não me parece mais correto dizer que o Brasil não tem projeto de nação. Ninguém come maça se não houver macieira. O que não temos são líderes e partidos com uma visão sistêmica que deem conta e queiram decifrar um país de 522 anos dos quais 354 se desenrolaram sob o barbarismo escravista.


Adaptado de: Vidas negras importam de fato no Brasil? - Geledés (geledes.org.br) Acessado em 15/02/2022.

Enunciado 2168803-1

A reflexão proposta pela tirinha de Armandinho tem o mesmo sentindo do seguinte fragmento de texto, considerando-o em seu contexto:

 

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2165536 Ano: 2022
Disciplina: Farmácia
Banca: UFG
Orgão: UFJ
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Um gato macho, de 7 anos, com 5 kg e histórico de alteração renal, apresenta-se ao Hospital Veterinário com a língua arroxeada, cansaço físico, dispneia e auscultas pulmonar e cardíaca alteradas. Com o diagnóstico de insuficiência cardíaca congestiva e edema pulmonar, o animal será tratado com benazepril. Para esse medicamento está disponível a concentração de 10 mg/comprimido. Sabendo-se que a dose recomendada para gatos é de 0,5mg/kg, qual é a quantidade de comprimidos necessárias para esse tratamento e qual o mecanismo de ação deste?
 

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2165535 Ano: 2022
Disciplina: Farmácia
Banca: UFG
Orgão: UFJ
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O laboratório clínico do Hospital Veterinário recebe uma solicitação de coleta de amostras biológicas para os seguintes exames: hemograma completo, creatinina/ureia, provas de avaliação da hemostasia e avaliação dos elementos anormais do sedimento (EAS). Os frascos de coleta adequados para esses exames são, respectivamente:
 

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2165534 Ano: 2022
Disciplina: Farmácia
Banca: UFG
Orgão: UFJ
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Leia o texto a seguir e responda a questão.


Um técnico em farmácia recém-contratado relata que conhece uma farmácia hospitalar em que os medicamentos são retirados do estoque físico ao mesmo tempo em que são retirados do sistema de gestão de estoque. É feita uma auditoria de contagem de produtos a cada 30 dias para comparar o estoque real com o estoque computado no sistema. Não existe uma quantidade mínima de cada medicamento no estoque. Às vezes, o produto acaba e não existem pedidos para este, sendo preciso esperar a entrega pelo fornecedor. Não existe também quantidade máxima... em determinadas situações, os medicamentos adquiridos não cabem nas prateleiras e paletes, sendo acondicionados diretamente no chão, até que um espaço seja liberado.

Um sistema eficiente de gestão de estoque permite identificar em tempo oportuno:
I. Histórico da movimentação dos estoques com os registros de entradas e saídas em tempo real.
II. Os níveis de estoque ao estabelecer o estoque mínimo, o estoque máximo e o ponto de ressuprimento.
III. Os dados de consumo, podendo estar relacionados tanto às necessidades reais dos pacientes atendidos quanto originar-se de distorções estruturais do serviço.
IV. A demanda total ou real, que equivale à soma das demandas atendidas e não atendidas.
 

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2165533 Ano: 2022
Disciplina: Farmácia
Banca: UFG
Orgão: UFJ
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Leia o texto a seguir e responda à questão 31:
“O tiopental sódico pó para solução injetável, deve ser conservado à temperatura ambiente (entre 15ºC e 30°C), protegido da luz, e a solução reconstituída em refrigerador (entre 2°C a 8°C) por 24 horas. Seu prazo de validade antes da reconstituição é de 24 meses, sendo que após este prazo o medicamento não deve ser utilizado.”
Fonte: https://www.cristalia.com.br/arquivos_medicamentos/173/Thiopentax_Bula_Paciente.pdf . Acesso em: 23/2/2022.
Julgue os itens a seguir e assinale a alternativa correta.
I.A forma farmacêutica corresponde ao estado final de apresentação que os princípios ativos farmacêuticos possuem após uma ou mais operações farmacêuticas executadas com ou sem a adição de excipientes apropriados, a fim de facilitar a sua utilização e obter o efeito terapêutico desejado, com características apropriadas a uma determinada via de administração.
II. O tiopental é estável por 24 horas na forma farmacêutica sólida contendo princípio ativo seco e com tamanho de partícula reduzido.
III. A forma farmacêutica líquida límpida, homogênea e estéril do tiopental é considerada um medicamento termolábil.
 

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2165532 Ano: 2022
Disciplina: Farmácia
Banca: UFG
Orgão: UFJ
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Correlacione a primeira coluna com a segunda coluna e assinale a alternativa com a sequência correta:
1 – Reduzir, a um mínimo aceitável, o risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde.
2 - Incidente que resulta em dano ao paciente.
3 - Probabilidade de um incidente ocorrer.
4 - Evento ou circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário ao paciente.
( ) Incidente
( ) Segurança do paciente
( ) Risco
( ) Evento adverso
 

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2165531 Ano: 2022
Disciplina: Farmácia
Banca: UFG
Orgão: UFJ
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Um cão idoso, 15 anos, 10 kg, SRD, com histórico de insuficiência cardíaca congestiva, recebe como tratamento há alguns anos a digoxina, porém, a concentração plasmática não é mensurada há muito tempo, e o ecocardiograma apontou redução do débito cardíaco. O paciente apresenta sinais clínicos de descompensação cardíaca. Desta forma, o médico veterinário requisitou diluição de uma amina vasoativa para ação em receptores B1 adrenérgicos. Tendo em vista esse contexto, o principal fármaco utilizado para aumento da força de contração cardíaca em infusão contínua, com menores efeitos colaterais de vasoconstrição e arritmias no paciente em questão, é:
 

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2165530 Ano: 2022
Disciplina: Farmácia
Banca: UFG
Orgão: UFJ
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Os anestésicos inalatórios cresceram em utilização nos últimos anos em medicina veterinária. Dentre os mais conhecidos, citam-se o halotano, o isoflurano e o sevoflurano. Levando em consideração os valores de concentração alveolar mínima (método mais comum para comparação entre os anestésicos inalatórios), ela serve para citar qual anestésico apresenta maior consumo do que o outro. Considere a concentração alveolar mínima do halotano 0,87 V%, a do isofluorano 1,26 V% e do sevoflurano 2,36 V%. Qual é a ordem decrescente de potência.
 

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2165529 Ano: 2022
Disciplina: Farmácia
Banca: UFG
Orgão: UFJ
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Considerando os dispositivos previstos na Lei Federal nº 8080, de 19 de setembro de 1990, acerca dos princípios e das diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), julgue as afirmativas a seguir.
I – Integralidade é o acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência.
II – Igualdade é a assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie.
III – Universalidade de assistência é entendida como um conjunto articulado e contínuo das ações e dos serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema.
IV - A descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo, com ênfase na descentralização dos serviços para os municípios, e a regionalização e a hierarquização da rede de serviços de saúde são princípios do SUS.
V – As pessoas assistidas têm direito à informação sobre sua saúde.
Marque a alternativa correta:
 

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2165528 Ano: 2022
Disciplina: Farmácia
Banca: UFG
Orgão: UFJ
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Os Sistemas de Informação em Saúde instrumentalizam e apoiam a gestão do SUS, em todas as esferas, nos processos de planejamento, programação, regulação, controle, avaliação e auditoria. Com relação ao Sistemas de Informação em Saúde, é correto afirmar:
 

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