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TEXTO
O SUMIÇO DO PEN DRIVE
Houve época em que a força bruta era poder. Houve uma época em que a riqueza era poder(b). Hoje, informação é poder. Quanto mais informados (mas notem, isto não tem a ver necessariamente com conhecimento ou com sabedoria), mais poderosos somos, ao menos teoricamente(a). Daí esta avalanche, este tsunami de informações. A cotação do dólar, a taxa de inflação, o número de casos de determinada doença, candidatos dos vários partidos, a escalação de times de futebol – nomes e números em profusão, que nos chegam por jornais, revistas, livros, filmes, noticiários de rádio, internet, e que tratamos de armazenar em nossa mente.
Aí surge o problema: para armazenar a informação, a natureza nos deu um cérebro, que é a sede da memória. E nesta memória queremos enfiar o máximo possível de informações. Diferente da memória do computador, porém, a nossa é governada por fatores que nada têm a ver com a informática. O estado de nossas células cerebrais, as nossas emoções; tudo isso pode representar uma limitação para nossa capacidade de lembrar. Coisa que sistematicamente negamos. Como alguém que está se preparando para uma longa viagem (e o que é a vida, senão uma viagem que esperamos longa?), tratamos de socar na mala da memória a maior quantidade possível de coisas. As malas até podem se submeter, mas a memória simplesmente não aceita a nossa irracionalidade.
Felizmente a tecnologia tem vindo em nosso auxílio. Primeiro foi o computador propriamente dito, com sua memória cada vez maior; depois, vieram os dispositivos de armazenamento, os CDs, os pen drives. Coisa incrível, o pen drive: um pequeno objeto no qual cabe uma existência, ou pelo menos uma importante parte dela. Para quem, como eu, viaja bastante e tem de trabalhar em aviões ou em hotéis, é um recurso precioso. No meu pen drive eu tinha artigos, material de consulta, endereços, telefones. A primeira coisa que eu fazia, ao sair de casa para ir ao aeroporto era colocar o pen drive num lugar que eu imaginava seguro: o bolso da camisa. Seguro – e simbólico, já que o pen drive ficava próximo ao coração.
Vocês já notaram que estou usando os verbos no passado – passado imperfeito, aliás. E isso por boas razões. Esses tempos, ao chegar ao aeroporto, meti a mão no bolso para dali retirar o pen drive. Mas não encontrei pen drive algum. Encontrei um buraco, verdade que pequeno, mas de tamanho suficiente para dar passagem (ou para dar a liberdade?) ao pen drive. Que tinha caído por ali.
Um transtorno, portanto. Perguntei no aeroporto, entrei em contato com o táxi que me trouxera, liguei para casa: nada. O pen drive tinha mesmo sumido. O buraco da camisa era, portanto, um buraco negro, aqueles orifícios do universo em que toda a energia é sugada e some. Antes que vocês me repreendam, devo dizer que tinha tomado minhas precauções: havia cópia de todo o material, nada se perdeu. Mas o episódio me inspirou várias reflexões. De repente eu me dava conta de como nossa existência é frágil, de como somos governados pelo acaso e pelo imprevisto(d). Nenhuma queixa contra o pen drive, que veio para ficar; aliás, meu palpite é que, no dia do Juízo Final, cada um de nós vai inserir o pen drive de sua vida no Grande Computador Celestial. Virtudes e pecados serão instantaneamente cotejados e o destino final, Céu ou Inferno, decidido de imediato(c). Pergunta: o que acontecerá com aqueles que, por causa de um buraco na camisa, perderam o pen drive?
Fonte: Moacyr Scliar. Zero Hora (RS), 11/5/2010.
Disponível em: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=10352&sid=695.
Acesso em: 31/7/2013.
O paralelismo sintático se relaciona aos requisitos preconizados pela modalidade culta e consiste na apresentação de estruturas coordenadas e equivalentes. Considerando os fragmentos do texto, são exemplos de paralelismo, EXCETO:
 

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2467439 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Florestal
Banca: UFLA
Orgão: UFLA
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Em uma floresta tropical sem perturbação antrópica, a comunidade arbórea comumente apresenta uma estrutura de distribuição de diâmetros de troncos em que:
 

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2467332 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Florestal
Banca: UFLA
Orgão: UFLA
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Apresentam-se proposições sobre o processo de produção de mudas de espécies florestais:
I – Geralmente, a adubação inicial para as mudas é feita no substrato, sendo a mesma para todas as espécies produzidas no viveiro, podendo a adubação em cobertura variar de acordo com os requerimentos nutricionais das espécies, ciclo de produção e sistema de irrigação.
II – Os substratos para produção de mudas em tubetes apresentam as mais variadas composições, podendo ser utilizados diversos componentes, como vermiculita, esterco, casca de arroz carbonizada, composto de casca de pínus, húmus de minhoca, tendo como característica comum o uso de, pelo menos 50%, de terra de subsolo.
III – A irrigação das mudas produzidas em tubetes deve ser feita somente uma vez ao dia, independentemente da época do ano, para evitar a lixiviação dos nutrientes do substrato e o aparecimento de doenças.
IV – Os tubetes para produção de mudas de espécies florestais nativas devem possuir capacidade de 180 a 250 cm3 de substrato, devendo-se utilizar os recipientes menores para a produção de mudas de espécies pioneiras.
Marque a alternativa CORRETA.
 

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2467183 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Florestal
Banca: UFLA
Orgão: UFLA
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Analise as proposições abaixo sobre poda ou desrama em florestas de produção:
I – A poda ou desrama artificial é a operação silvicultural que visa produzir madeira livre de nós e é uma das operações mais importantes para povoamentos destinados à produção de madeira para serraria e laminados.
II – A desrama natural ocorre na maioria das espécies de eucalipto e pínus e pode ser influenciada pelo espaçamento de plantio, preparo do solo e adubação.
III – A poda deve ser feita considerando-se a proporção da copa viva que pode ser eliminada, pois a poda excessiva pode provocar a redução no crescimento das árvores, devendo, portanto, ser mantida no mínimo 80% da copa viva após a poda.
IV – A época da realização da primeira poda depende de uma série de fatores, dos quais a qualidade do sítio, material genético e espaçamento de plantio são os mais importantes, pois exercem influência sobre o ritmo e a estagnação de crescimento do povoamento.
V – Os critérios mais utilizados para determinar a altura da poda são a altura de poda fixa para todas as árvores, a proporção de copa verde remanescente e o diâmetro fixo (diâmetro máximo desejado para o núcleo nodoso).
Assinale a alternativa CORRETA.
 

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2467120 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Florestal
Banca: UFLA
Orgão: UFLA
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Em uma análise dentro de um Sistema de Informações Geográficas (SIG), os modelos de campos e objetos estão associados, respectivamente, a:
 

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2467055 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Florestal
Banca: UFLA
Orgão: UFLA
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No processo de regeneração florestal, as espécies arbóreas denominadas pioneiras, quando comparadas às não pioneiras, são as que apresentam como características:
 

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2466723 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Ambiental e Sanitária
Banca: UFLA
Orgão: UFLA
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Considere o seguinte intervalo de confiança 100 |–––––––––| 180 m3/parcela = 95%. O erro do inventário em m3 é: Considere: t = 2
 

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2466437 Ano: 2013
Disciplina: Engenharia Ambiental e Sanitária
Banca: UFLA
Orgão: UFLA
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Em uma área de 1200 hectares de Pinus patula, foram lançadas 80 parcelas de 600 m2 em 3 estratos. O croqui dos 3 estratos é apresentado a seguir:
Enunciado 3051398-1
Após o lançamento das parcelas, obteve-se uma média estratificada de 180 m3/ha. A variância da média foi de 81 m6/ha. Com base nessas informações, o número de parcela em cada estrato [ni = número do extrato], conforme o tamanho da área, é:
Considere: t = 2
 

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Considere o quadrado ABCD. Os pontos E, F, G, H são os pontos médios dos respectivos lados desse quadrado. Se I, J, K, L também são pontos médios dos respectivos lados do quadrado EFGH, então a razão entre a área do quadrado IJKL e do quadrado ABCD é:
Enunciado 3050500-1
 

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O SUMIÇO DO PEN DRIVE
Houve época em que a força bruta era poder. Houve uma época em que a riqueza era poder. Hoje, informação é poder. Quanto mais informados (mas notem, isto não tem a ver necessariamente com conhecimento ou com sabedoria), mais poderosos somos, ao menos teoricamente. Daí esta avalanche, este tsunami de informações. A cotação do dólar, a taxa de inflação, o número de casos de determinada doença, candidatos dos vários partidos, a escalação de times de futebol – nomes e números em profusão, que nos chegam por jornais, revistas, livros, filmes, noticiários de rádio, internet, e que tratamos de armazenar em nossa mente.
Aí surge o problema: para armazenar a informação, a natureza nos deu um cérebro, que é a sede da memória. E nesta memória queremos enfiar o máximo possível de informações. Diferente da memória do computador, porém, a nossa é governada por fatores que nada têm a ver com a informática. O estado de nossas células cerebrais, as nossas emoções; tudo isso pode representar uma limitação para nossa capacidade de lembrar. Coisa que sistematicamente negamos. Como alguém que está se preparando para uma longa viagem (e o que é a vida, senão uma viagem que esperamos longa?), tratamos de socar na mala da memória a maior quantidade possível de coisas. As malas até podem se submeter, mas a memória simplesmente não aceita a nossa irracionalidade.
Felizmente a tecnologia tem vindo em nosso auxílio. Primeiro foi o computador propriamente dito, com sua memória cada vez maior; depois, vieram os dispositivos de armazenamento, os CDs, os pen drives. Coisa incrível, o pen drive: um pequeno objeto no qual cabe uma existência, ou pelo menos uma importante parte dela. Para quem, como eu, viaja bastante e tem de trabalhar em aviões ou em hotéis, é um recurso precioso. No meu pen drive eu tinha artigos, material de consulta, endereços, telefones. A primeira coisa que eu fazia, ao sair de casa para ir ao aeroporto era colocar o pen drive num lugar que eu imaginava seguro: o bolso da camisa. Seguro – e simbólico, já que o pen drive ficava próximo ao coração.
Vocês já notaram que estou usando os verbos no passado – passado imperfeito, aliás. E isso por boas razões. Esses tempos, ao chegar ao aeroporto, meti a mão no bolso para dali retirar o pen drive. Mas não encontrei pen drive algum. Encontrei um buraco, verdade que pequeno, mas de tamanho suficiente para dar passagem (ou para dar a liberdade?) ao pen drive. Que tinha caído por ali.
Um transtorno, portanto. Perguntei no aeroporto, entrei em contato com o táxi que me trouxera, liguei para casa: nada. O pen drive tinha mesmo sumido. O buraco da camisa era, portanto, um buraco negro, aqueles orifícios do universo em que toda a energia é sugada e some. Antes que vocês me repreendam, devo dizer que tinha tomado minhas precauções: havia cópia de todo o material, nada se perdeu. Mas o episódio me inspirou várias reflexões. De repente eu me dava conta de como nossa existência é frágil, de como somos governados pelo acaso e pelo imprevisto. Nenhuma queixa contra o pen drive, que veio para ficar; aliás, meu palpite é que, no dia do Juízo Final, cada um de nós vai inserir o pen drive de sua vida no Grande Computador Celestial. Virtudes e pecados serão instantaneamente cotejados e o destino final, Céu ou Inferno, decidido de imediato. Pergunta: o que acontecerá com aqueles que, por causa de um buraco na camisa, perderam o pen drive?
Fonte: Moacyr Scliar. Zero Hora (RS), 11/5/2010.
Disponível em: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=10352&sid=695.
Acesso em: 31/7/2013.
A palavra “cotejados” expressa o sentido de:
 

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