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TEXTO 2
O NOVO TRABALHO
Denise Fincato
O mundo do trabalho vive tempos de grandes mudanças. Está difícil para o sistema capitalista compreender a transposição de seu paradigma e a chegada inevitável a novos padrões de relacionamento laboral. Nem todos caminham juntos, como é hábito entre os humanos. Mas, desde a Revolução Francesa, fala-se em reger as relações sociais a partir dos acordes da igualdade, liberdade e fraternidade. As três notas deveriam operar de forma harmônica, mas nem sempre se dança a mesma melodia, mesmo em países desenvolvidos, sociais e democráticos.
Durante séculos, a humanidade lutou pelo trabalho livre, e o resultado é que hoje, para a maioria das nações, a escravidão é um capítulo de sua história. Lutou-se também por igualdade nas condições de trabalho. Em diversos setores, a igualdade é o princípio que se reflete na prática. Mas sobre o princípio da fraternidade pouco se falou. Nas relações de trabalho, então, nada se fala. Talvez, como alguns apontam, porque se o entenda pressuposto dos demais princípios. Talvez, como outros pontuam, porque este acorde tenha ficado esquecido, alijado das sinfonias de reivindicações excessivamente pragmáticas e imediatistas.
A fraternidade não supõe amar o outro. Antes disso, supõe ver o outro. As relações humanas fugazes e líquidas, a globalização e a crescente "tecnologização" do labor tornam as relações de trabalho mais mecânicas, distantes e frias. Ver o outro realmente é difícil, quanto mais neste cenário. É então que a intervenção estatal é necessária. Verdadeira lente que corrige miopias sociais, a atuação do Estado deve ocorrer no desiderato de "re-harmonização" dos acordes primários (igualdade, liberdade e fraternidade). Isto talvez explique o porquê da chamada PEC das Domésticas, assinalando que, no particular, se trata de uma acomodação mundial e não apenas brasileira.
É lugar-comum que nas relações economicamente desiguais a liberdade tende a escravizar e a lei tende a libertar. O novo trabalho deve ser mais que igual e livre. Deve ser fraterno. O problema é que não há lei que obrigue à fraternidade. Ela é fruto do sentir-se e saber-se humano.
02 de maio de 2013
http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/2013/05/02/artigo-o-novo-trabalho/ (Adaptado)
No título do texto, o uso do adjetivo “novo” decorre da necessidade de reforçar:
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TEXTO 3
ÉTICA E CONFLITO DE INTERESSES NO SERVIÇO PÚBLICO
José Leovegildo Oliveira Morais
A ética no serviço público tem sido um tema frequente e atual. Sua ênfase deve-se tanto à conscientização dos cidadãos de que os agentes do Estado têm o dever de pautar suas condutas funcionais por padrões éticos quanto à exigência cada vez maior de estabelecer distinção entre o público e o privado.
É certo que hoje, mais que nunca, tem-se consciência de que a coisa pública é de todos; não é coisa de ninguém. O Estado pertence aos cidadãos, e não àqueles que titulam o poder ou dele se apoderam. Quando se tira algo do Estado de forma indevida, lesam-se todos os seus cidadãos. Os agentes públicos devem estar a serviço do Estado, assim entendido o ente dotado de organização capaz de promover o equilíbrio das relações sociais. Por isso é que se diz que o servidor público deve estar a serviço do público, dos cidadãos e de toda a coletividade, enfim, do interesse público, e não a serviço dos seus interesses pessoais ou daqueles que lhe são próximos.
Não mais se concebe que o indivíduo tome “posse” do cargo público e dele se apodere como uma propriedade particular, do qual pode tirar todos os proveitos possíveis, inclusive o do exercício do poder pelo poder e o da barganha de vantagens que possam traduzir-se em aumento do seu patrimônio ou do de seus familiares.
Certas condutas que, em passado recente, eram vistas com normalidade no serviço público (usar bens públicos para fins particulares, nomear parentes para cargos em comissão que dispensam o concurso público, por exemplo), hoje a sociedade não mais as tolera.
Disponível em http://www.impconcursos.com.br/pdf/pdf/LIVRO-+eT..%5B1%5D.pdf
Fragmento.
O uso do tempo presente no texto justifica-se por ser um recurso que:
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Leia o texto 1 para responder a questão.
TEXTO 1
ÉTICA PÚBLICA: ESVOAÇANTE E SEM POUSO
Antonio Semeraro Rito Cardoso
Já há consenso de que a gestão da ética na administração pública é fator indispensável para a efetividade das políticas públicas. Diversos instrumentos foram criados com esse objetivo, como a Comissão de Ética Pública, o Código de Conduta da Alta Administração, dos Agentes Públicos da Presidência e Vice-Presidência e do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, entre outros.
A primeira reflexão que somos levados a fazer refere-se ao porquê de tantos instrumentos para tratar do mesmo assunto. Com certeza, isso ocorre tanto pela inexistência de consenso acerca do que é ético, como pelo próprio anseio social em ter interlocutores éticos e justos.
Dessa forma, paira no ar a “aeticidade” em que se discutem os padrões éticos de conduta e a ética no serviço público, sem que a ética pouse em algum lugar como condicionante do comportamento de políticos, executivos, governantes e gerentes. Complexos, comportamentos éticos não se garantem por meio de códigos de conduta, castrações de direitos ou punições de desvios. A própria ciência que estuda quais são os deveres dos administradores públicos como guardiões do bem público-coletivo, não consegue explicar o desmoronamento das condutas éticas. Isso ocorre porque ética refere-se à essência dos atos humanos e tem como objeto a moralidade desses atos, variável num contínuo que vai da bondade à malícia de comportamentos humanos. Todo pensamento ético gravita em torno de duas questões fundamentais: o bem ou o mal. Assim, ética diz respeito aos valores humanos em que o humano do ser se sobrepõe ao ser humano.
É possível perceber que são os valores predominantes na sociedade brasileira e em seus governantes e políticos os fatores determinantes da qualidade dos serviços públicos. Ilusões e esperanças têm se desmoronado e é possível distinguir três fatores responsáveis por isso.
Antes de tudo, destaque-se que cada um carrega consigo mesmo uma hierarquia abstrata de valores que orienta suas escolhas. Pode colocar no ápice da cadeia hierárquica a solidariedade, a comunhão, o interesse público ou, em vez disso, a rivalidade ostensiva, o individualismo exacerbado e o interesse pessoal. Em segundo lugar, possui uma visão, mais ou menos esquemática, das forças em competição, avaliando as que se sintonizam com seus valores e rejeitando e se opondo às que deles se afastam. Esses dois fatores são condicionados por um terceiro: o fluxo de informações que se registram no cérebro humano. A globalização da informação pode conduzir à desinformação na medida em que a agilidade e a rapidez desse fluxo, além de sua quantidade em prejuízo da qualidade, levem administradores públicos a filiar-se a forças destruidoras de seus valores, impedindo sua realização.
Valores se constroem, destroem e reconstroem em movimento incessante e dinâmico. Nesse processo, urge estancar o processo de destruição dos valores éticos na administração pública. Pousem eles definitivamente em nosso chão, tarefa de todos, e não só de um ou de determinados segmentos da sociedade.
Essa tarefa implica ousadia, coragem, vontade política firme, inclusão social, práticas gerenciais transformadoras, descentralização de poder e, sobretudo, preservação de valores éticos. Queremos causar perplexidade para que o leitor, principalmente se lida com a coisa pública, perceba seu papel como protagonista de mudanças na administração pública, olhando e garantindo o humano do ser, principalmente quando o seu humano pode se contrapor ao humano de outro. Isso significa, portanto, que a ética vai se impor mais por um movimento interno das pessoas do que por meio de regras ou instrumentos de trabalho. O que importa é o uso desses instrumentos, preservando o humano. Só assim se finca a ética, deixando de pairar esvoaçante.
2005. Ano 2 . Edição 17 - 1/12/2005
https://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=789:catid=28&Itemid=23 (Adaptado)
“Antes de tudo, destaque-se que cada um carrega consigo mesmo uma hierarquia abstrata de valores que orienta suas escolhas. Pode colocar no ápice da cadeia hierárquica a solidariedade, a comunhão, o interesse público ou, em vez disso, a rivalidade ostensiva, o individualismo exacerbado e o interesse pessoal.”
Infere-se do trecho que os valores éticos se manifestam por meio de critérios, EXCETO:
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A figura abaixo apresenta uma das escalas utilizadas em radiologia veterinária diagnóstica. Marque a alternativa CORRETA com relação ao nome da escala apresentada e sua função:

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Leia o texto 1 para responder a questão.
TEXTO 1
ÉTICA PÚBLICA: ESVOAÇANTE E SEM POUSO
Antônio Semeraro Rito Cardoso
Já há consenso de que a gestão da ética na administração pública é fator indispensável para a efetividade das políticas públicas. Diversos instrumentos foram criados com esse objetivo, como a Comissão de Ética Pública, o Código de Conduta da Alta Administração, dos Agentes Públicos da Presidência e Vice-Presidência e do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, entre outros.
A primeira reflexão que somos levados a fazer refere-se ao porquê de tantos instrumentos para tratar do mesmo assunto. Com certeza, isso ocorre tanto pela inexistência de consenso acerca do que é ético, como pelo próprio anseio social em ter interlocutores éticos e justos.!$ ^{(I)} !$
Dessa forma, paira no ar a “aeticidade” em que se discutem os padrões éticos de conduta e a ética no serviço público, sem que a ética pouse em algum lugar como condicionante do comportamento de políticos, executivos, governantes e gerentes. Complexos, comportamentos éticos não se garantem por meio de códigos de conduta, castrações de direitos ou punições de desvios. A própria ciência que estuda quais são os deveres dos administradores públicos como guardiões do bem público-coletivo não consegue explicar o desmoronamento das condutas éticas. Isso ocorre porque ética refere-se à essência dos atos humanos e tem como objeto a moralidade desses atos, variável num contínuo que vai da bondade à malícia de comportamentos humanos.!$ ^{(II)} !$ Todo pensamento ético gravita em torno de duas questões fundamentais: o bem ou o mal. Assim, ética diz respeito aos valores humanos em que o humano do ser se sobrepõe ao ser humano.
É possível perceber que são os valores predominantes na sociedade brasileira e em seus governantes e políticos os fatores determinantes da qualidade dos serviços públicos. Ilusões e esperanças têm se desmoronado e é possível distinguir três fatores responsáveis por isso.!$ ^{(III)} !$
Antes de tudo, destaque-se que cada um carrega consigo mesmo uma hierarquia abstrata de valores que orienta suas escolhas. Pode colocar no ápice da cadeia hierárquica a solidariedade, a comunhão, o interesse público ou, em vez disso, a rivalidade ostensiva, o individualismo exacerbado e o interesse pessoal. Em segundo lugar, possui uma visão, mais ou menos esquemática, das forças em competição, avaliando as que se sintonizam com seus valores e rejeitando e se opondo às que deles se afastam. Esses dois fatores são condicionados por um terceiro: o fluxo de informações que se registram no cérebro humano. A globalização da informação pode conduzir à desinformação na medida em que a agilidade e a rapidez desse fluxo, além de sua quantidade em prejuízo da qualidade, levem administradores públicos a filiar-se a forças destruidoras de seus valores, impedindo sua realização.
Valores se constroem, destroem e reconstroem em movimento incessante e dinâmico. Nesse processo, urge estancar o processo de destruição dos valores éticos na administração pública. Pousem eles definitivamente em nosso chão, tarefa de todos, e não só de um ou de determinados segmentos da sociedade.
Essa tarefa implica ousadia, coragem, vontade política firme, inclusão social, práticas gerenciais transformadoras, descentralização de poder e, sobretudo, preservação de valores éticos. Queremos causar perplexidade para que o leitor, principalmente se lida com a coisa pública, perceba seu papel como protagonista de mudanças na administração pública, olhando e garantindo o humano do ser, principalmente quando o seu humano pode se contrapor ao humano de outro. Isso significa, portanto, que a ética vai se impor mais por um movimento interno das pessoas do que por meio de regras ou instrumentos de trabalho.!$ ^{(IV)} !$ O que importa é o uso desses instrumentos, preservando o humano. Só assim se finca a ética, deixando de pairar esvoaçante.
2005. Ano 2 . Edição 17 - 1/12/2005
https://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=789:catid=28&Itemid=23 (Adaptado)
Apresentam-se proposições em que o termo “isso” não apresenta a parte retomada conforme figura no texto:
I – Com certeza, isso ocorre tanto pela inexistência de consenso acerca do que é ético, como pelo próprio anseio social em ter interlocutores éticos e justos. => EXISTÊNCIA DE COMISSÃO E DE CÓDIGOS DE CONDUTA.
II – Isso ocorre porque ética refere-se à essência dos atos humanos e tem como objeto a moralidade desses atos, variável num contínuo que vai da bondade à malícia de comportamentos humanos. => INCAPACIDADE PARA EXPLICAR O FENÔMENO DO DESMORONAMENTO DAS CONDUTAS ÉTICAS.
III – É possível perceber que são os valores predominantes na sociedade brasileira e em seus governantes e políticos os fatores determinantes da qualidade dos serviços públicos. Ilusões e esperanças têm se desmoronado e é possível distinguir três fatores responsáveis por isso. => DESMORONAMENTO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS.
IV – Isso significa, portanto, que a ética vai se impor mais por um movimento interno das pessoas do que por meio de regras ou instrumentos de trabalho. => PERPLEXIDADE DO LEITOR.
Assinale a alternativa CORRETA.
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As técnicas intrabucais com filmes periapicais são usuais em Medicina Veterinária, em especial em razão do baixo custo do equipamento odontológico (quando comparado com os aparelhos convencionais de médio e grande porte) e da facilidade da técnica de revelação. Com relação a esse procedimento, analise as proposições:
I – Ao se utilizar a técnica de paralelismo, o maior distanciamento foco-filme irá gerar maior ampliação da imagem final, devido à divergência dos raios-x a partir do ponto focal.
II – O uso de posicionadores de Han-Shin é útil, especialmente em cães de raças dolicocefálicas.
III – A técnica da bissetriz é a mais indicada na radiografia de pré-molares e molares.
Marque a alternativa CORRETA.
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No setor de transportes de uma empresa, 25% do consumo em litros de combustíveis é de óleo diesel, 65% é de gasolina, e 10% é de álcool. O preço dos combustíveis por litro é: R$ 2,10 para óleo diesel, R$ 3,00 para a gasolina R$ 2,20 para o álcool. Se a previsão de consumo para dezembro próximo é de 10 000 litros de combustível, a previsão de gastos com combustível é de:
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Assinale a alternativa que apresenta equivalência CORRETA.
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Os transformadores para instrumentos, TP (Transformadores de Potencial) e TC (Transformadores de Corrente), são equipamentos elétricos projetados e construídos especificamente para alimentar instrumentos elétricos de medição, controle ou proteção. Considere as seguintes proposições:
I – Os TPs são empregados para alimentar instrumentos elétricos de alta impedância (voltímetros, bobinas de wattímetros e relés de proteção).
II – Os transformadores de corrente (TC) são empregados para alimentar instrumentos elétricos de baixa impedância (amperímetros, bobinas de corrente de wattímetros e relés de corrente).
III – Os TPs possuem alta corrente secundária (!$ I_2 > I_1 !$), por alimentarem instrumentos de alta impedância.
IV – Os TPs são conhecidos como transformadores de força que funcionam quase em curto-circuito, e os TCs são conhecidos como transformadores de potência que funcionam a vazio.
Assinale a alternativa CORRETA:
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A Figura abaixo apresenta um transformador ideal:

Considerando que a corrente !$ I_1 !$ é igual a 10 A eficaz e a corrente !$ I_2 !$ é igual a 5 A eficaz, é CORRETO afirmar que:
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