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UM ALERTA PARA AS REDES SOCIAIS
O debate sobre a responsabilidade do Facebook e outras redes sociais ganhou contornos mais concretos [...]. Uma das maiores empresas anunciantes do mundo, informou que cortará os investimentos de publicidade nas redes sociais se elas não combaterem fake news, publicações de ódio ou conteúdos tóxicos em suas plataformas [...]. Não há dúvida de que as redes sociais têm sido ambiente fértil para a difusão de notícias mentirosas, com graves consequências políticas e sociais. Recentemente, até o Facebook reconheceu que podia causar danos à democracia. “As redes sociais podem apresentar um risco à democracia ao permitir a divulgação de mentiras”, disse Samidh Chakrabarti, diretor de produto e responsável pelas políticas globais da empresa. Na ocasião, ele prometeu que o ano de 2018 seria dedicado a neutralizar os riscos causados pela rede social.
No entanto, as empresas que controlam as redes sociais continuam atuando como se o problema não as afetasse diretamente. Querem fazer crer que a responsabilidade pela difusão de notícias mentirosas e de conteúdo antiético caberia tão somente aos maus usuários. As redes sociais seriam, em último termo, ambientes de liberdade e, como tais, imparciais.
Tal visão das coisas, é óbvio, não corresponde à realidade. As redes sociais não são imparciais. Seus algoritmos interferem decisivamente no que cada usuário vê. A ausência de neutralidade foi reconhecida, por exemplo, pelo Facebook ao anunciar, no início do ano, que passaria a privilegiar, no mural de notícias a timeline, o tráfego de postagens pessoais em detrimento de publicações produzidas por veículos de comunicação. Ou seja, é a empresa que define como será a suposta “neutralidade”.
As redes sociais podem fazer muito mais do que estão fazendo para combater as notícias mentirosas. E o primeiro passo é reconhecer que não se trata apenas de uma possibilidade, mas de um dever. Elas são responsáveis por assegurar que suas plataformas não sejam um ambiente de criminalidade, de abuso de poder, de desinformação. Se continuarem se omitindo, a consequência é cristalina, [...]. Receberão cada vez mais de pessoas e de empresas a alcunha de inidôneas.
(Disponível em: <http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,um-alerta-para-as-redes-sociais,70002193543> Acesso em 20 de mar. 2018. [adaptado] )
Em relação à argumentação, o articulista empregou as seguintes estratégias argumentativas, EXCETO:
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UM ALERTA PARA AS REDES SOCIAIS
O debate sobre a responsabilidade do Facebook e outras redes sociais ganhou contornos mais concretos [...]. Uma das maiores empresas anunciantes do mundo, informou que cortará os investimentos de publicidade nas redes sociais se elas não combaterem fake news, publicações de ódio ou conteúdos tóxicos em suas plataformas [...]. Não há dúvida de que as redes sociais têm sido ambiente fértil para a difusão de notícias mentirosas, com graves consequências políticas e sociais. Recentemente, até o Facebook reconheceu que podia causar danos à democracia. “As redes sociais podem apresentar um risco à democracia ao permitir a divulgação de mentiras”, disse Samidh Chakrabarti, diretor de produto e responsável pelas políticas globais da empresa. Na ocasião, ele prometeu que o ano de 2018 seria dedicado a neutralizar os riscos causados pela rede social.
No entanto, as empresas que controlam as redes sociais continuam atuando como se o problema não as afetasse diretamente. Querem fazer crer que a responsabilidade pela difusão de notícias mentirosas e de conteúdo antiético caberia tão somente aos maus usuários. As redes sociais seriam, em último termo, ambientes de liberdade e, como tais, imparciais.
Tal visão das coisas, é óbvio, não corresponde à realidade. As redes sociais não são imparciais. Seus algoritmos interferem decisivamente no que cada usuário vê. A ausência de neutralidade foi reconhecida, por exemplo, pelo Facebook ao anunciar, no início do ano, que passaria a privilegiar, no mural de notícias a timeline, o tráfego de postagens pessoais em detrimento de publicações produzidas por veículos de comunicação. Ou seja, é a empresa que define como será a suposta “neutralidade”.
As redes sociais podem fazer muito mais do que estão fazendo para combater as notícias mentirosas. E o primeiro passo é reconhecer que não se trata apenas de uma possibilidade, mas de um dever. Elas são responsáveis por assegurar que suas plataformas não sejam um ambiente de criminalidade, de abuso de poder, de desinformação. Se continuarem se omitindo, a consequência é cristalina, [...]. Receberão cada vez mais de pessoas e de empresas a alcunha de inidôneas.
(Disponível em: <http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,um-alerta-para-as-redes-sociais,70002193543> Acesso em 20 de mar. 2018. [adaptado] )
Assinale a alternativa em que o conector QUE apresenta função gramatical distinta das demais:
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UM ALERTA PARA AS REDES SOCIAIS
O debate sobre a responsabilidade do Facebook e outras redes sociais ganhou contornos mais concretos [...]. Uma das maiores empresas anunciantes do mundo, informou que cortará os investimentos de publicidade nas redes sociais se elas não combaterem fake news, publicações de ódio ou conteúdos tóxicos em suas plataformas [...]. Não há dúvida de que as redes sociais têm sido ambiente fértil para a difusão de notícias mentirosas, com graves consequências políticas e sociais. Recentemente, até o Facebook reconheceu que podia causar danos à democracia. “As redes sociais podem apresentar um risco à democracia ao permitir a divulgação de mentiras”, disse Samidh Chakrabarti, diretor de produto e responsável pelas políticas globais da empresa. Na ocasião, ele prometeu que o ano de 2018 seria dedicado a neutralizar os riscos causados pela rede social.
No entanto, as empresas que controlam as redes sociais continuam atuando como se o problema não as afetasse diretamente. Querem fazer crer que a responsabilidade pela difusão de notícias mentirosas e de conteúdo antiético caberia tão somente aos maus usuários. As redes sociais seriam, em último termo, ambientes de liberdade e, como tais, imparciais.
Tal visão das coisas, é óbvio, não corresponde à realidade. As redes sociais não são imparciais. Seus algoritmos interferem decisivamente no que cada usuário vê. A ausência de neutralidade foi reconhecida, por exemplo, pelo Facebook ao anunciar, no início do ano, que passaria a privilegiar, no mural de notícias a timeline, o tráfego de postagens pessoais em detrimento de publicações produzidas por veículos de comunicação. Ou seja, é a empresa que define como será a suposta “neutralidade”.
As redes sociais podem fazer muito mais do que estão fazendo para combater as notícias mentirosas. E o primeiro passo é reconhecer que não se trata apenas de uma possibilidade, mas de um dever. Elas são responsáveis por assegurar que suas plataformas não sejam um ambiente de criminalidade, de abuso de poder, de desinformação. Se continuarem se omitindo, a consequência é cristalina, [...]. Receberão cada vez mais de pessoas e de empresas a alcunha de inidôneas.
(Disponível em: <http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,um-alerta-para-as-redes-sociais,70002193543> Acesso em 20 de mar. 2018. [adaptado])
A análise sobre o excerto transcrito nas alternativas está correta, EXCETO:
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UM ALERTA PARA AS REDES SOCIAIS
O debate sobre a responsabilidade do Facebook e outras redes sociais ganhou contornos mais concretos [...]. Uma das maiores empresas anunciantes do mundo, informou que cortará os investimentos de publicidade nas redes sociais se elas não combaterem fake news, publicações de ódio ou conteúdos tóxicos em suas plataformas [...]. Não há dúvida de que as redes sociais têm sido ambiente fértil para a difusão de notícias mentirosas, com graves consequências políticas e sociais. Recentemente, até o Facebook reconheceu que podia causar danos à democracia. “As redes sociais podem apresentar um risco à democracia ao permitir a divulgação de mentiras”, disse Samidh Chakrabarti, diretor de produto e responsável pelas políticas globais da empresa. Na ocasião, ele prometeu que o ano de 2018 seria dedicado a neutralizar os riscos causados pela rede social.
No entanto, as empresas que controlam as redes sociais continuam atuando como se o problema não as afetasse diretamente. Querem fazer crer que a responsabilidade pela difusão de notícias mentirosas e de conteúdo antiético caberia tão somente aos maus usuários. As redes sociais seriam, em último termo, ambientes de liberdade e, como tais, imparciais.
Tal visão das coisas, é óbvio, não corresponde à realidade. As redes sociais não são imparciais. Seus algoritmos interferem decisivamente no que cada usuário vê. A ausência de neutralidade foi reconhecida, por exemplo, pelo Facebook ao anunciar, no início do ano, que passaria a privilegiar, no mural de notícias a timeline, o tráfego de postagens pessoais em detrimento de publicações produzidas por veículos de comunicação. Ou seja, é a empresa que define como será a suposta “neutralidade”.
As redes sociais podem fazer muito mais do que estão fazendo para combater as notícias mentirosas. E o primeiro passo é reconhecer que não se trata apenas de uma possibilidade, mas de um dever. Elas são responsáveis por assegurar que suas plataformas não sejam um ambiente de criminalidade, de abuso de poder, de desinformação. Se continuarem se omitindo, a consequência é cristalina, [...]. Receberão cada vez mais de pessoas e de empresas a alcunha de inidôneas.
(Disponível em: <http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,um-alerta-para-as-redes-sociais,70002193543> Acesso em 20 de mar. 2018. [adaptado])
Apresentam-se a seguir proposições a respeito do texto. Infere-se do texto que o autor:
I. Responsabiliza o usuário das redes sociais pela difusão de notícias mentirosas na sociedade.
II. Argumenta contra a aparente neutralidade das empresas controladoras das redes sociais.
III. Enumera os crimes e o abuso de poder que são cometidos nas páginas das redes sociais.
IV. Defende que a omissão do Facebook em combater mentiras causa prejuízos à sociedade.
V. Sugere que o usuário das redes sociais possui liberdade de buscar as informações.
Assinale a alternativa CORRETA:
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UM ALERTA PARA AS REDES SOCIAIS
O debate sobre a responsabilidade do Facebook e outras redes sociais ganhou contornos mais concretos [...]. Uma das maiores empresas anunciantes do mundo, informou que cortará os investimentos de publicidade nas redes sociais se elas não combaterem fake news, publicações de ódio ou conteúdos tóxicos em suas plataformas [...]. Não há dúvida de que as redes sociais têm sido ambiente fértil para a difusão de notícias mentirosas, com graves consequências políticas e sociais. Recentemente, até o Facebook reconheceu que podia causar danos à democracia. “As redes sociais podem apresentar um risco à democracia ao permitir a divulgação de mentiras”, disse Samidh Chakrabarti, diretor de produto e responsável pelas políticas globais da empresa. Na ocasião, ele prometeu que o ano de 2018 seria dedicado a neutralizar os riscos causados pela rede social.
No entanto, as empresas que controlam as redes sociais continuam atuando como se o problema não as afetasse diretamente. Querem fazer crer que a responsabilidade pela difusão de notícias mentirosas e de conteúdo antiético caberia tão somente aos maus usuários. As redes sociais seriam, em último termo, ambientes de liberdade e, como tais, imparciais.
Tal visão das coisas, é óbvio, não corresponde à realidade. As redes sociais não são imparciais. Seus algoritmos interferem decisivamente no que cada usuário vê. A ausência de neutralidade foi reconhecida, por exemplo, pelo Facebook ao anunciar, no início do ano, que passaria a privilegiar, no mural de notícias a timeline, o tráfego de postagens pessoais em detrimento de publicações produzidas por veículos de comunicação. Ou seja, é a empresa que define como será a suposta “neutralidade”.
As redes sociais podem fazer muito mais do que estão fazendo para combater as notícias mentirosas. E o primeiro passo é reconhecer que não se trata apenas de uma possibilidade, mas de um dever. Elas são responsáveis por assegurar que suas plataformas não sejam um ambiente de criminalidade, de abuso de poder, de desinformação. Se continuarem se omitindo, a consequência é cristalina, [...]. Receberão cada vez mais de pessoas e de empresas a alcunha de inidôneas.
(Disponível em: <http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,um-alerta-para-as-redes-sociais,70002193543> Acesso em 20 de mar. 2018. [adaptado])
Assinale a alternativa que apresenta trecho que justifica o título do Texto:
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UM ALERTA PARA AS REDES SOCIAIS
O debate sobre a responsabilidade do Facebook e outras redes sociais ganhou contornos mais concretos [...]. Uma das maiores empresas anunciantes do mundo, informou que cortará os investimentos de publicidade nas redes sociais se elas não combaterem fake news, publicações de ódio ou conteúdos tóxicos em suas plataformas [...]. Não há dúvida de que as redes sociais têm sido ambiente fértil para a difusão de notícias mentirosas, com graves consequências políticas e sociais. Recentemente, até o Facebook reconheceu que podia causar danos à democracia. “As redes sociais podem apresentar um risco à democracia ao permitir a divulgação de mentiras”, disse Samidh Chakrabarti, diretor de produto e responsável pelas políticas globais da empresa. Na ocasião, ele prometeu que o ano de 2018 seria dedicado a neutralizar os riscos causados pela rede social.
No entanto, as empresas que controlam as redes sociais continuam atuando como se o problema não as afetasse diretamente. Querem fazer crer que a responsabilidade pela difusão de notícias mentirosas e de conteúdo antiético caberia tão somente aos maus usuários. As redes sociais seriam, em último termo, ambientes de liberdade e, como tais, imparciais.
Tal visão das coisas, é óbvio, não corresponde à realidade. As redes sociais não são imparciais. Seus algoritmos interferem decisivamente no que cada usuário vê. A ausência de neutralidade foi reconhecida, por exemplo, pelo Facebook ao anunciar, no início do ano, que passaria a privilegiar, no mural de notícias a timeline, o tráfego de postagens pessoais em detrimento de publicações produzidas por veículos de comunicação. Ou seja, é a empresa que define como será a suposta “neutralidade”.
As redes sociais podem fazer muito mais do que estão fazendo para combater as notícias mentirosas. E o primeiro passo é reconhecer que não se trata apenas de uma possibilidade, mas de um dever. Elas são responsáveis por assegurar que suas plataformas não sejam um ambiente de criminalidade, de abuso de poder, de desinformação. Se continuarem se omitindo, a consequência é cristalina, [...]. Receberão cada vez mais de pessoas e de empresas a alcunha de inidôneas.
(Disponível em: <http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,um-alerta-para-as-redes-sociais,70002193543> Acesso em 20 de mar. 2018. [adaptado])
De acordo com o Texto, depreende-se que o autor:
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AS REDES SOCIAIS PRECISAM DE OMBUDSMAN?
(...) Escolha qualquer tema do Brasil de hoje e tente se informar apenas pelas redes sociais.
Você, provavelmente, ficará perdido. Vai encontrar argumentos e "notícias" publicados sobre o mesmo assunto que são, no mínimo, antagônicos e expõem dois pontos sobre as redes sociais que merecem uma reflexão: a qualidade da informação compartilhada e a própria natureza da ferramenta.
Quanto à sua natureza, ela é anárquica por definição, trata-se de uma conversa virtual. As redes sociais nada mais são do que espelhos dos gostos e opiniões de cada usuário e de seus amigos.
Na eleição, no entanto, a linguagem violenta e as vendetas pessoais tomaram conta das redes e embaçaram o espelho de muita gente. A luta livre virtual fomentou inimizades e rompeu antigas amizades.
Quanto à qualidade da informação que é compartilhada ou publicada nas redes sociais, o buraco é mais embaixo. Opinar é fácil, criar conteúdo original é mais complicado. O usuário que se informa apenas pelas páginas das redes sociais está sujeito a todo tipo de fonte de informação. A chance de um conteúdo falso, criado para destruir reputações, ser espalhado é no que apostam os seus autores.
Vale destacar ainda o papel dos "polemistas profissionais" nas redes. À direita e à esquerda, julgam-se iluminados e com a missão de interpretar para os ingênuos as notícias publicadas na mídia. Raramente produzem conteúdo original. Contraditórios pela prática, não pautam a imprensa, são pautados por ela. O pecado mora ao lado e a desinformação também.
O protagonismo da mídia digital não está em discussão. Mesmo que ainda se busque modelos de monetização, essa mídia caminha a passos largos e produz conteúdos relevantes em diferentes formatos, narrativas e ambições.
O debate é sobre as publicações na internet que geram a cizânia e a potencializam nas redes sociais sem construir credibilidade. Elas prestam um desserviço aos novos desafios que a informação digital impõe e contaminam o conteúdo que é compartilhado.
Os brasileiros, recordistas de tempo de acesso à internet, adotaram com paixão as redes sociais. Entre as ferramentas mais utilizadas no país, o Facebook lidera com 64,2% o bolo da audiência segundo dados de novembro da pesquisa Hitwise, realizada pela Serasa Experian.
O Twitter, principal instrumento de divulgação de notícias em primeira mão, tem apenas 1,36% da participação, mas uma grande importância no ecossistema dos influenciadores.
É nesse contexto que se impõe um cuidado quanto ao conteúdo "noticioso" publicado e compartilhado pelos usuários e nos comentários pendurados a eles. As redes sociais precisam de um ombudsman?
Claro que não. Uma rede social não é uma publicação linear que precise de um profissional que a vigie. É uma ferramenta. São os próprios usuários que devem exercer esse papel regulador.
O mesmo olhar crítico e vigilante que hoje os usuários têm com as mídias tradicionais –que é muito positivo– deve ser exercido também nas redes sociais. Ganham a sociedade, a democracia, o jornalismo e a liberdade de expressão.
BETO GEROSA, 51, jornalista, é autor do Blog do Vinho (vinho.ig.com.br). Foi editor-executivo de Veja.com e publisher do iG disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/12/1565328-beto-gerosa-as-redes-sociais-precisam-de-ombudsman.shtml> Acesso em 04/04/2018
No trecho, “À direita e à esquerda, julgam-se iluminados e com a missão de interpretar para os ingênuos as notícias publicadas na mídia.”
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AS REDES SOCIAIS PRECISAM DE OMBUDSMAN?
(...) Escolha qualquer tema do Brasil de hoje e tente se informar apenas pelas redes sociais.
Você, provavelmente, ficará perdido. Vai encontrar argumentos e "notícias" publicados sobre o mesmo assunto que são, no mínimo, antagônicos e expõem dois pontos sobre as redes sociais que merecem uma reflexão: a qualidade da informação compartilhada e a própria natureza da ferramenta.
Quanto à sua natureza, ela é anárquica por definição, trata-se de uma conversa virtual. As redes sociais nada mais são do que espelhos dos gostos e opiniões de cada usuário e de seus amigos.
Na eleição, no entanto, a linguagem violenta e as vendetas pessoais tomaram conta das redes e embaçaram o espelho de muita gente. A luta livre virtual fomentou inimizades e rompeu antigas amizades.
Quanto à qualidade da informação que é compartilhada ou publicada nas redes sociais, o buraco é mais embaixo. Opinar é fácil, criar conteúdo original é mais complicado. O usuário que se informa apenas pelas páginas das redes sociais está sujeito a todo tipo de fonte de informação. A chance de um conteúdo falso, criado para destruir reputações, ser espalhado é no que apostam os seus autores.
Vale destacar ainda o papel dos "polemistas profissionais" nas redes. À direita e à esquerda, julgam-se iluminados e com a missão de interpretar para os ingênuos as notícias publicadas na mídia. Raramente produzem conteúdo original. Contraditórios pela prática, não pautam a imprensa, são pautados por ela. O pecado mora ao lado e a desinformação também.
O protagonismo da mídia digital não está em discussão. Mesmo que ainda se busque modelos de monetização, essa mídia caminha a passos largos e produz conteúdos relevantes em diferentes formatos, narrativas e ambições.
O debate é sobre as publicações na internet que geram a cizânia e a potencializam nas redes sociais sem construir credibilidade. Elas prestam um desserviço aos novos desafios que a informação digital impõe e contaminam o conteúdo que é compartilhado.
Os brasileiros, recordistas de tempo de acesso à internet, adotaram com paixão as redes sociais. Entre as ferramentas mais utilizadas no país, o Facebook lidera com 64,2% o bolo da audiência segundo dados de novembro da pesquisa Hitwise, realizada pela Serasa Experian.
O Twitter, principal instrumento de divulgação de notícias em primeira mão, tem apenas 1,36% da participação, mas uma grande importância no ecossistema dos influenciadores.
É nesse contexto que se impõe um cuidado quanto ao conteúdo "noticioso" publicado e compartilhado pelos usuários e nos comentários pendurados a eles. As redes sociais precisam de um ombudsman?
Claro que não. Uma rede social não é uma publicação linear que precise de um profissional que a vigie. É uma ferramenta. São os próprios usuários que devem exercer esse papel regulador.
O mesmo olhar crítico e vigilante que hoje os usuários têm com as mídias tradicionais –que é muito positivo– deve ser exercido também nas redes sociais. Ganham a sociedade, a democracia, o jornalismo e a liberdade de expressão.
BETO GEROSA, 51, jornalista, é autor do Blog do Vinho (vinho.ig.com.br). Foi editor-executivo de Veja.com e publisher do iG disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/12/1565328-beto-gerosa-as-redes-sociais-precisam-de-ombudsman.shtml> Acesso em 04/04/2018
O texto argumentativo apresenta diferentes estratégias linguísticas com vistas a convencer o leitor. Uma dessas estratégias é o uso de expressões que indicam um julgamento de valores por parte do articulista. Trata-se de marcas argumentativas. Todas as alternativas apresentam marcas argumentativas do autor, EXCETO:
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AS REDES SOCIAIS PRECISAM DE OMBUDSMAN?
(...) Escolha qualquer tema do Brasil de hoje e tente se informar apenas pelas redes sociais.
Você, provavelmente, ficará perdido. Vai encontrar argumentos e "notícias" publicados sobre o mesmo assunto que são, no mínimo, antagônicos e expõem dois pontos sobre as redes sociais que merecem uma reflexão: a qualidade da informação compartilhada e a própria natureza da ferramenta.
Quanto à sua natureza, ela é anárquica por definição, trata-se de uma conversa virtual. As redes sociais nada mais são do que espelhos dos gostos e opiniões de cada usuário e de seus amigos.
Na eleição, no entanto, a linguagem violenta e as vendetas pessoais tomaram conta das redes e embaçaram o espelho de muita gente. A luta livre virtual fomentou inimizades e rompeu antigas amizades.
Quanto à qualidade da informação que é compartilhada ou publicada nas redes sociais, o buraco é mais embaixo. Opinar é fácil, criar conteúdo original é mais complicado. O usuário que se informa apenas pelas páginas das redes sociais está sujeito a todo tipo de fonte de informação. A chance de um conteúdo falso, criado para destruir reputações, ser espalhado é no que apostam os seus autores.
Vale destacar ainda o papel dos "polemistas profissionais" nas redes. À direita e à esquerda, julgam-se iluminados e com a missão de interpretar para os ingênuos as notícias publicadas na mídia. Raramente produzem conteúdo original. Contraditórios pela prática, não pautam a imprensa, são pautados por ela. O pecado mora ao lado e a desinformação também.
O protagonismo da mídia digital não está em discussão. Mesmo que ainda se busque modelos de monetização, essa mídia caminha a passos largos e produz conteúdos relevantes em diferentes formatos, narrativas e ambições.
O debate é sobre as publicações na internet que geram a cizânia e a potencializam nas redes sociais sem construir credibilidade. Elas prestam um desserviço aos novos desafios que a informação digital impõe e contaminam o conteúdo que é compartilhado.
Os brasileiros, recordistas de tempo de acesso à internet, adotaram com paixão as redes sociais. Entre as ferramentas mais utilizadas no país, o Facebook lidera com 64,2% o bolo da audiência segundo dados de novembro da pesquisa Hitwise, realizada pela Serasa Experian.
O Twitter, principal instrumento de divulgação de notícias em primeira mão, tem apenas 1,36% da participação, mas uma grande importância no ecossistema dos influenciadores.
É nesse contexto que se impõe um cuidado quanto ao conteúdo "noticioso" publicado e compartilhado pelos usuários e nos comentários pendurados a eles. As redes sociais precisam de um ombudsman?
Claro que não. Uma rede social não é uma publicação linear que precise de um profissional que a vigie. É uma ferramenta. São os próprios usuários que devem exercer esse papel regulador.
O mesmo olhar crítico e vigilante que hoje os usuários têm com as mídias tradicionais –que é muito positivo– deve ser exercido também nas redes sociais. Ganham a sociedade, a democracia, o jornalismo e a liberdade de expressão.
BETO GEROSA, 51, jornalista, é autor do Blog do Vinho (vinho.ig.com.br). Foi editor-executivo de Veja.com e publisher do iG disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/12/1565328-beto-gerosa-as-redes-sociais-precisam-de-ombudsman.shtml> Acesso em 04/04/2018
A partir do texto infere-se que a figura do ombudsman é dispensável pelo fato de as redes sociais não precisarem de:
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AS REDES SOCIAIS PRECISAM DE OMBUDSMAN?
(...) Escolha qualquer tema do Brasil de hoje e tente se informar apenas pelas redes sociais.
Você, provavelmente, ficará perdido. Vai encontrar argumentos e "notícias" publicados sobre o mesmo assunto que são, no mínimo, antagônicos e expõem dois pontos sobre as redes sociais que merecem uma reflexão: a qualidade da informação compartilhada e a própria natureza da ferramenta.
Quanto à sua natureza, ela é anárquica por definição, trata-se de uma conversa virtual. As redes sociais nada mais são do que espelhos dos gostos e opiniões de cada usuário e de seus amigos.
Na eleição, no entanto, a linguagem violenta e as vendetas pessoais tomaram conta das redes e embaçaram o espelho de muita gente. A luta livre virtual fomentou inimizades e rompeu antigas amizades.
Quanto à qualidade da informação que é compartilhada ou publicada nas redes sociais, o buraco é mais embaixo. Opinar é fácil, criar conteúdo original é mais complicado. O usuário que se informa apenas pelas páginas das redes sociais está sujeito a todo tipo de fonte de informação. A chance de um conteúdo falso, criado para destruir reputações, ser espalhado é no que apostam os seus autores.
Vale destacar ainda o papel dos "polemistas profissionais" nas redes. À direita e à esquerda, julgam-se iluminados e com a missão de interpretar para os ingênuos as notícias publicadas na mídia. Raramente produzem conteúdo original. Contraditórios pela prática, não pautam a imprensa, são pautados por ela. O pecado mora ao lado e a desinformação também.
O protagonismo da mídia digital não está em discussão. Mesmo que ainda se busque modelos de monetização, essa mídia caminha a passos largos e produz conteúdos relevantes em diferentes formatos, narrativas e ambições.
O debate é sobre as publicações na internet que geram a cizânia e a potencializam nas redes sociais sem construir credibilidade. Elas prestam um desserviço aos novos desafios que a informação digital impõe e contaminam o conteúdo que é compartilhado.
Os brasileiros, recordistas de tempo de acesso à internet, adotaram com paixão as redes sociais. Entre as ferramentas mais utilizadas no país, o Facebook lidera com 64,2% o bolo da audiência segundo dados de novembro da pesquisa Hitwise, realizada pela Serasa Experian.
O Twitter, principal instrumento de divulgação de notícias em primeira mão, tem apenas 1,36% da participação, mas uma grande importância no ecossistema dos influenciadores.
É nesse contexto que se impõe um cuidado quanto ao conteúdo "noticioso" publicado e compartilhado pelos usuários e nos comentários pendurados a eles. As redes sociais precisam de um ombudsman?
Claro que não. Uma rede social não é uma publicação linear que precise de um profissional que a vigie. É uma ferramenta. São os próprios usuários que devem exercer esse papel regulador.
O mesmo olhar crítico e vigilante que hoje os usuários têm com as mídias tradicionais –que é muito positivo– deve ser exercido também nas redes sociais. Ganham a sociedade, a democracia, o jornalismo e a liberdade de expressão.
BETO GEROSA, 51, jornalista, é autor do Blog do Vinho (vinho.ig.com.br). Foi editor-executivo de Veja.com e publisher do iG disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/12/1565328-beto-gerosa-as-redes-sociais-precisam-de-ombudsman.shtml> Acesso em 04/04/2018
De acordo com o texto, depreende-se que:
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