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Foram encontradas 50 questões.

2431021 Ano: 2012
Disciplina: Medicina Legal
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
Se seu superior solicita fazer uma hepatectomia no cadáver, você deve retirar
 

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2430173 Ano: 2012
Disciplina: Medicina Legal
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
É correto afirmar, com relação aos fenômenos cadavéricos transformativos, que
 

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2429742 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
INSTRUÇÃO: Leia este texto e, com base nele, responda à questão.
A Bulgária existe
Lembro com distorcida nitidez a noite em que ouvi pela primeira vez o nome Campos de Carvalho (1916-98). Jogava bilhar num daqueles botecos ladrilhados da rua Cardeal Arcoverde quando um acaso fez com que Sérgio Cohn, então editor da sensacional revista de poesia "Azougue", adentrasse o ambiente. Disse distorcida nitidez: lembro que chovia e que ainda estávamos no conturbado século 20. E que as esferas coloridas ricocheteavam provocando um ruído estridente. Acho que os ladrilhos eram brancos. E que Sérgio estava de óculos. Pouco importa.
Sentamo-nos e ele contou que tinha acabado de entrevistar Campos de Carvalho. "Quem?" "O maior escritor brasileiro de todos os tempos!" "Como? Nunca ouvi falar..." Me parecia impossível não conhecê-lo, até porque Sérgio repetiu, algumas vezes, que "o texto dele tem tudo a ver com você".
São normais, em conversas entre autores, delírios em que inventamos alguém para ver se convencemos o interlocutor. Já estava com a certeza de que era alvo de uma brincadeira quando lhe pedi uma frase do escritor. "Aos 16 anos de idade matei meu professor de lógica alegando legítima defesa."
Houve um silêncio, daqueles que se seguem a um estrondo. "É a primeira frase de 'A Lua Vem da Ásia', uma de suas quatro novelas" disse Sérgio, emoldurando meu encantamento. Nunca mais fui o mesmo. Um ano depois, a José Olympio lançaria um livro com as tais novelas ("A Lua Vem da Ásia", "Vaca de Nariz Sutil", "Chuva Imóvel" e "Púcaro Búlgaro") e eu me tornaria discípulo e divulgador da obra de Campos de Carvalho.
Me deixei influenciar por suas ideias, sua maneira livre e louca de escrever, seu surrealismo iconoclasta, seu humor dilacerante. Passei anos devorando aquelas iguarias insanas e procurando digeri-las no calor do que escrevia.
Na época, eu era repórter da "Viagem e Turismo". Tinha bom trânsito com os editores, e minhas pautas, embora atípicas, eram aceitas com simpatia. Foi munido desse cacife que entrei numa reunião e disse: "Alguém precisa ir à Bulgária comprovar a existência do país. Até onde sei, não existe."
Houve uma gargalhada, e o editor, com uma expressão "esse cara vai aprontar", aprovou a viagem. A pauta, na verdade, vinha do "Púcaro Búlgaro". Na vertiginosa narrativa de cerca de cem páginas, o personagem organiza uma hilária expedição à Bulgária a fim de certificar-se de sua existência.
Dias depois, estava no avião rumo a Sófia, a capital do controvertido país. Munido de câmera digital e embriagado do espírito surrealista de Campos, entrei na fila que me levaria ao guarda de fronteira e à possível constatação da existência do país. Enquanto esperava minha vez, observava um tapume que dividia a rua do aeroporto. A parte inferior era vazada, o que permitia ver sapatos de "cidadãos búlgaros" transitando pela suposta calçada. "Onde há búlgaros, há Bulgária", pensei.
Mas os secretos desígnios que conduzem nossos passos me guardavam uma surpresa. O policial informou que meu visto valeria só dali a quatro dias e que eu poderia esperar na sala de embarque por quatro dias ou ir embora. Olhei para a desolada sala com seus sofás e bancos de couro imundos.
Disse que era repórter brasileiro e estava ali a trabalho. Ele então conduziu-me até uma sala, onde esperei um funcionário que trataria da minha situação. Nesse ínterim, lembrei que a maioria da polícia secreta da ex-URSS, a terrível KGB, era de búlgaros. Tremi. Então chegou outro funcionário. "Para que lugares você pretendia ir?", perguntou-me, já me informando no verbo "pretendia" que eu não entraria no seu país.
Neste momento, entendi que minha reportagem estava em pleno curso -policiais de fronteira queriam ocultar de mim a não existência da Bulgária. Respondi que meu objetivo era "andar sempre em frente sob a neve até atingir o mar Negro." Ele retorquiu nervoso: "Mas por que a Bulgária?". Era a perguntava que eu esperava. "Porque no Brasil há uma desconfiança quanto à existência da Bulgária." Imediatamente, ele apontou a saída e fui jogado no ônibus que me levaria de volta a um avião.
PESSOA, Ciro. http://sergyovitro.blogspot.com/2012/01/bulgaria-existe-ciro-pessoa.html Acesso em 08 jan.
2012.
Assinale a alternativa em que não há um dos recursos utilizados pelo autor na elaboração do texto:
 

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2429636 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
INSTRUÇÃO: Leia este texto e, com base nele, responda à questão.
A Bulgária existe
Lembro com distorcida nitidez a noite em que ouvi pela primeira vez o nome Campos de Carvalho (1916-98). Jogava bilhar num daqueles botecos ladrilhados da rua Cardeal Arcoverde quando um acaso fez com que Sérgio Cohn, então editor da sensacional revista de poesia "Azougue", adentrasse o ambiente. Disse distorcida nitidez: lembro que chovia e que ainda estávamos no conturbado século 20. E que as esferas coloridas ricocheteavam provocando um ruído estridente. Acho que os ladrilhos eram brancos. E que Sérgio estava de óculos. Pouco importa.
Sentamo-nos e ele contou que tinha acabado de entrevistar Campos de Carvalho. "Quem?" "O maior escritor brasileiro de todos os tempos!" "Como? Nunca ouvi falar..." Me parecia impossível não conhecê-lo, até porque Sérgio repetiu, algumas vezes, que "o texto dele tem tudo a ver com você".
São normais, em conversas entre autores, delírios em que inventamos alguém para ver se convencemos o interlocutor. Já estava com a certeza de que era alvo de uma brincadeira quando lhe pedi uma frase do escritor. "Aos 16 anos de idade matei meu professor de lógica alegando legítima defesa."
Houve um silêncio, daqueles que se seguem a um estrondo. "É a primeira frase de 'A Lua Vem da Ásia', uma de suas quatro novelas" disse Sérgio, emoldurando meu encantamento. Nunca mais fui o mesmo. Um ano depois, a José Olympio lançaria um livro com as tais novelas ("A Lua Vem da Ásia", "Vaca de Nariz Sutil", "Chuva Imóvel" e "Púcaro Búlgaro") e eu me tornaria discípulo e divulgador da obra de Campos de Carvalho.
Me deixei influenciar por suas ideias, sua maneira livre e louca de escrever, seu surrealismo iconoclasta, seu humor dilacerante. Passei anos devorando aquelas iguarias insanas e procurando digeri-las no calor do que escrevia.
Na época, eu era repórter da "Viagem e Turismo". Tinha bom trânsito com os editores, e minhas pautas, embora atípicas, eram aceitas com simpatia. Foi munido desse cacife que entrei numa reunião e disse: "Alguém precisa ir à Bulgária comprovar a existência do país. Até onde sei, não existe."
Houve uma gargalhada, e o editor, com uma expressão "esse cara vai aprontar", aprovou a viagem. A pauta, na verdade, vinha do "Púcaro Búlgaro". Na vertiginosa narrativa de cerca de cem páginas, o personagem organiza uma hilária expedição à Bulgária a fim de certificar-se de sua existência.
Dias depois, estava no avião rumo a Sófia, a capital do controvertido país. Munido de câmera digital e embriagado do espírito surrealista de Campos, entrei na fila que me levaria ao guarda de fronteira e à possível constatação da existência do país. Enquanto esperava minha vez, observava um tapume que dividia a rua do aeroporto. A parte inferior era vazada, o que permitia ver sapatos de "cidadãos búlgaros" transitando pela suposta calçada. "Onde há búlgaros, há Bulgária", pensei.
Mas os secretos desígnios que conduzem nossos passos me guardavam uma surpresa. O policial informou que meu visto valeria só dali a quatro dias e que eu poderia esperar na sala de embarque por quatro dias ou ir embora. Olhei para a desolada sala com seus sofás e bancos de couro imundos.
Disse que era repórter brasileiro e estava ali a trabalho. Ele então conduziu-me até uma sala, onde esperei um funcionário que trataria da minha situação. Nesse ínterim, lembrei que a maioria da polícia secreta da ex-URSS, a terrível KGB, era de búlgaros. Tremi. Então chegou outro funcionário. "Para que lugares você pretendia ir?", perguntou-me, já me informando no verbo "pretendia" que eu não entraria no seu país.
Neste momento, entendi que minha reportagem estava em pleno curso -policiais de fronteira queriam ocultar de mim a não existência da Bulgária. Respondi que meu objetivo era "andar sempre em frente sob a neve até atingir o mar Negro." Ele retorquiu nervoso: "Mas por que a Bulgária?". Era a perguntava que eu esperava. "Porque no Brasil há uma desconfiança quanto à existência da Bulgária." Imediatamente, ele apontou a saída e fui jogado no ônibus que me levaria de volta a um avião.
PESSOA, Ciro. http://sergyovitro.blogspot.com/2012/01/bulgaria-existe-ciro-pessoa.html Acesso em 08 jan.
2012.
Leia o trecho.
Disse distorcida nitidez: lembro que chovia e que ainda estávamos no conturbado século 20.
Nesse trecho, os dois pontos foram utilizados para
 

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2429163 Ano: 2012
Disciplina: Medicina Legal
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
As esplancnotécnicas visam à preservação e à conservação de
 

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2429090 Ano: 2012
Disciplina: Medicina Legal
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
Se seu superior solicita colocar o cadáver em decúbito ventral, você deve posicionar o cadáver
 

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2428856 Ano: 2012
Disciplina: Medicina
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
A adução de um membro indica que ele
 

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2428855 Ano: 2012
Disciplina: Medicina
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
O termo anastomoses é utilizado para identificar uniões entre
 

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2428399 Ano: 2012
Disciplina: Medicina Legal
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
Sobre as resinas polimerizáveis, é correto afirmar
 

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2427631 Ano: 2012
Disciplina: Medicina Legal
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
Qual a concentração de formol indicada para embalsamar cadáveres humanos ou animais domésticos?
 

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