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HOJE, ELAS SÃO FOFAS. E AMANHÃ?
MARINA YAMAOKA
Crianças são seres adoráveis. Com bochechas redondas, bracinhos roliços e uma barriguinha macia, então, têm o poder de derreter qualquer coração. São fofas. Fofas? Bem, do ponto de vista médico, a classificação para elas é outra: são crianças com excesso de peso, cuja saúde está em risco e cuja probabilidade de se tornarem um adulto obeso cresce a cada gesto de indulgência de seus pais. São eles – ou os adultos que em última instância decidem o que elas vão comer – os principais responsáveis pela alarmante constatação a que acaba de chegar a pesquisa realizada sob a coordenação do pediatra Mauro Fisberg, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). As crianças brasileiras estão ingerindo muito mais calorias do que deveriam. Das que têm entre 2 e 5 anos de idade, 22% apresentam sobrepeso. Pior: 6% já passaram para o patamar da obesidade – o que significa estar mais de 15% acima do peso ideal. Tudo somado, 28% da garotada de até 5 anos está pesando mais do que seria saudável. Com isso, o Brasil acaba de ultrapassar os Estados Unidos – o país mais gordo do mundo – em matéria de obesidade infantil. Por enquanto, a dianteira se refere apenas a essa faixa etária. Mas é inevitável que se estenda para outras em breve.
De cada 100 meninos e meninas que apresentam quadro de obesidade aos 2 anos de idade, quinze conviverão com o problema ao longo da vida. Já entre as crianças que chegam aos 10 anos obesas, 80% manterão esse padrão na fase adulta. É comum que os pais, ao notar que seu filho está acima do peso, relevem o problema, baseados na crença de que, "quando crescer, ele emagrece" ou na equivocada convicção de que "criança gordinha é criança saudável". Ocorre que, ao contrário do que esperam esses pais, as gordurinhas dos pequenos rechonchudos não vão desaparecer num passe de mágica. A primeira razão para isso é que quem cresceu em meio a frituras, sanduíches gordurosos e pacotes de biscoito recheado resistirá mais a se adaptar a uma alimentação saudável no futuro. Mas a dificuldade em mudar hábitos alimentares adquiridos na infância é só um dos fatores que ameaçam transformar a criança num adulto em luta eterna contra a balança. Há outros, de ordem metabólica, e esses são ainda mais difíceis de reverter.
Pesquisadores descobriram, por exemplo, que, consumidos em excesso durante a fase de desenvolvimento, gorduras e carboidratos inibem a ação das proteínas que atuam no cérebro e no fígado induzindo a sensação de saciedade e estimulam as que controlam o apetite. O mesmo ocorre com as enzimas responsáveis por determinar o gasto de energia do organismo. Esse descontrole pode se tornar irreversível e, nesse caso, terá o efeito possível de fazer com que a ex-criança gordinha, adulta, sinta necessidade de comer em grandes quantidades e apresente um gasto calórico desproporcional às suas atividades físicas. Em resumo, pode fazer com que, ao longo de toda a vida, ela tenha facilidade para engordar e dificuldade para emagrecer.
[...]
Como regra básica, especialistas recomendam que, antes dos 2 anos de idade, os pais não ofereçam nenhum tipo de guloseima aos filhos. Depois dessa fase, com o incremento das atividades sociais da criança e a sua entrada em outros ambientes, fica difícil proibir. "Mesmo porque a proibição pode dar origem a uma compulsão no futuro", diz a nutricionista Priscila. Já o controle dos alimentos é possível e necessário. Se não dá para evitar que o filho tome refrigerantes na escola ou em festinhas, por exemplo, é perfeitamente possível deixar de estocá-los às pilhas na geladeira de casa. As excursões às lanchonetes de fast-food também podem ter a frequência estipulada – e, de preferência, reduzida ao mínimo. Entre 2004 e 2009, esse mercado duplicou no Brasil. Só o McDonald’s ganhou 100 000 clientes a mais a cada dia, boa parte deles, crianças.
[...]
Perceber que o filho passou da categoria dos "fofinhos" para o patamar dos obesos muitas vezes não é simples. Tomar a decisão de levá-lo a um especialista, passar a controlar a sua alimentação e – suma crueldade – colocá-lo "de regime" pode parecer mais difícil ainda. Mas é desse tipo de decisão que depende a saúde dos pequenos. E deixar que eles a percam tão cedo, isso sim, é de cortar o coração.
Revista Veja – 30/06/2010
Analisa as seguintes afirmações sobre os recursos coesivos empregados no texto.
I) A expressão “Das que” poderia ser trocada por “Dentre as que”, preservando ao máximo o sentido original do fragmento.
II) Os nexos coesivos “Mas” e “Em resumo” poderiam ser substituídos por “Entretanto” e “Em suma”, respectivamente, sem provocar alteração no sentido original expresso no texto.
III) A expressão “esses” refere-se a “(fatores) de ordem metabólica”.
IV) O pronome “ela” retoma “ex-criança gordinha, adulta”.
Está(ão) correta(s)
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O médico intensivista é chamado para avaliar o paciente que está agitado, “brigando” com o ventilador. Qual o procedimento adequado (em ordem de importância)?
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O PEEP (pressão expiratória positiva final) é frequentemente utilizado na ventilação de crianças, com a seguinte vantagem ou finalidade:
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Um recém-nascido masculino nasceu por cesárea de urgência após diagnóstico de descolamento de placenta. Necessitou de reanimação, incluindo intubação, massagem cardíaca, adrenalina e expansão de volume. O Apgar foi de “0” no 1º minuto e 4 no 5º minuto. Com 24 horas de vida, apresentou oligúria e hematúria. Qual a causa mais provável desses achados e qual a conduta adequada nesse momento?
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Um recém-nascido com 36 semanas de idade gestacional é admitido na unidade neonatal com desconforto respiratório, hepatoesplenomegalia, petéquias, lesões bolhosas na palma das mãos e na planta dos pés. A hipótese diagnóstica é:
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Frente a um lactente com história de infecção do trato urinário após tratamento adequado, a conduta a seguir é:
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Em pacientes com Síndrome Nefrótica, qual dos achados a seguir é indicativo de biópsia renal?
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HOJE, ELAS SÃO FOFAS. E AMANHÃ?
MARINA YAMAOKA
Crianças são seres adoráveis. Com bochechas redondas, bracinhos roliços e uma barriguinha macia, então, têm o poder de derreter qualquer coração. São fofas. Fofas? Bem, do ponto de vista médico, a classificação para elas é outra: são crianças com excesso de peso, cuja saúde está em risco e cuja probabilidade de se tornarem um adulto obeso cresce a cada gesto de indulgência de seus pais. São eles – ou os adultos que em última instância decidem o que elas vão comer – os principais responsáveis pela alarmante constatação a que acaba de chegar a pesquisa realizada sob a coordenação do pediatra Mauro Fisberg, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). As crianças brasileiras estão ingerindo muito mais calorias do que deveriam. Das que têm entre 2 e 5 anos de idade, 22% apresentam sobrepeso. Pior: 6% já passaram para o patamar da obesidade – o que significa estar mais de 15% acima do peso ideal. Tudo somado, 28% da garotada de até 5 anos está pesando mais do que seria saudável. Com isso, o Brasil acaba de ultrapassar os Estados Unidos – o país mais gordo do mundo – em matéria de obesidade infantil. Por enquanto, a dianteira se refere apenas a essa faixa etária. Mas é inevitável que se estenda para outras em breve.
De cada 100 meninos e meninas que apresentam quadro de obesidade aos 2 anos de idade, quinze conviverão com o problema ao longo da vida. Já entre as crianças que chegam aos 10 anos obesas, 80% manterão esse padrão na fase adulta. É comum que os pais, ao notar que seu filho está acima do peso, relevem o problema, baseados na crença de que, "quando crescer, ele emagrece" ou na equivocada convicção de que "criança gordinha é criança saudável". Ocorre que, ao contrário do que esperam esses pais, as gordurinhas dos pequenos rechonchudos não vão desaparecer num passe de mágica. A primeira razão para isso é que quem cresceu em meio a frituras, sanduíches gordurosos e pacotes de biscoito recheado resistirá mais a se adaptar a uma alimentação saudável no futuro. Mas a dificuldade em mudar hábitos alimentares adquiridos na infância é só um dos fatores que ameaçam transformar a criança num adulto em luta eterna contra a balança. Há outros, de ordem metabólica, e esses são ainda mais difíceis de reverter.
Pesquisadores descobriram, por exemplo, que, consumidos em excesso durante a fase de desenvolvimento, gorduras e carboidratos inibem a ação das proteínas que atuam no cérebro e no fígado induzindo a sensação de saciedade e estimulam as que controlam o apetite. O mesmo ocorre com as enzimas responsáveis por determinar o gasto de energia do organismo. Esse descontrole pode se tornar irreversível e, nesse caso, terá o efeito possível de fazer com que a ex-criança gordinha, adulta, sinta necessidade de comer em grandes quantidades e apresente um gasto calórico desproporcional às suas atividades físicas. Em resumo, pode fazer com que, ao longo de toda a vida, ela tenha facilidade para engordar e dificuldade para emagrecer.
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Como regra básica, especialistas recomendam que, antes dos 2 anos de idade, os pais não ofereçam nenhum tipo de guloseima aos filhos. Depois dessa fase, com o incremento das atividades sociais da criança e a sua entrada em outros ambientes, fica difícil proibir. "Mesmo porque a proibição pode dar origem a uma compulsão no futuro", diz a nutricionista Priscila. Já o controle dos alimentos é possível e necessário. Se não dá para evitar que o filho tome refrigerantes na escola ou em festinhas, por exemplo, é perfeitamente possível deixar de estocá-los às pilhas na geladeira de casa. As excursões às lanchonetes de fast-food também podem ter a frequência estipulada – e, de preferência, reduzida ao mínimo. Entre 2004 e 2009, esse mercado duplicou no Brasil. Só o McDonald’s ganhou 100 000 clientes a mais a cada dia, boa parte deles, crianças.
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Perceber que o filho passou da categoria dos "fofinhos" para o patamar dos obesos muitas vezes não é simples. Tomar a decisão de levá-lo a um especialista, passar a controlar a sua alimentação e – suma crueldade – colocá-lo "de regime" pode parecer mais difícil ainda. Mas é desse tipo de decisão que depende a saúde dos pequenos. E deixar que eles a percam tão cedo, isso sim, é de cortar o coração.
Revista Veja – 30/06/2010
Considerando o texto como um todo, analisa as afirmações a seguir sobre seu título (“Hoje, elas são fofas. E amanhã?”) e assinala a alternativa correta.
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Paciente com 4 anos de idade, com história de dor abdominal, emagrecimento e prostração chega ao PA torporoso, com quadro de desidratação importante.
De qual diagnóstico se deve suspeitar?
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No site da Sociedade Brasileira de Pediatria, encontramos as seguintes peças publicitárias de uma campanha de conscientização. Analisa-as.



Nos enunciados de uma língua, temos sentidos que são explícitos e outros, implícitos. Esses últimos, podemos interpretar muitas vezes por marcas linguísticas, como o uso de uma determinada palavra, de um nexo ou de um tempo verbal, por exemplo.
Analisa as seguintes interpretações de trechos dos depoimentos e assinala a alternativa correta.
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