Magna Concursos

Foram encontradas 80 questões.

2531871 Ano: 2016
Disciplina: Informática
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
Provas:
O LibreOffice Calc é um programa de edição de planilhas eletrônicas. Nessa ferramenta, podemos inserir diversas informações em uma célula, como números, texto ou cálculos. Para que se possa abrir a célula corrente para edição, devemos utilizar a tecla
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2531650 Ano: 2016
Disciplina: Informática
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
Observe a Figura 2, de uma tabela criada no LibreOffice Calc:
Enunciado 3221385-1
Na célula A5, o usuário deve criar uma fórmula utilizando a função SOMA, que apresente a soma dos valores da coluna A e C. Na célula B5, o usuário deve criar uma fórmula utilizando referências, para somar os valores 2, 5, 7 e 18.
Quais as fórmulas que deverão ser inseridas pelo usuário nas células A5 e B5, respectivamente?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2531631 Ano: 2016
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
Provas:
No que concerne à anulação, revogação e convalidação previstas na Lei nº 9.784/99, é INCORRETO afirmar que
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2531122 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
Provas:
Gente é descartável?
Emprego, amizade e até o amor – será que tudo agora tem prazo de validade, como lata de ervilhas?
Walcyr Carrasco
Convidado a jantar na casa de uma amiga, estranhei a falta de sua funcionária de muitos anos, sempre responsável por delícias gastronômicas. Estranhei. Perguntei pela cozinheira, sempre sorridente, que eu já cumprimentava com beijinho.
– Ah, demiti.
– Aconteceu alguma coisa?
– Ela passou do prazo de validade. Chamei outra.
A resposta me arrepiou. Cada vez ouço mais que alguém “passou do prazo de validade”.
A expressão se inseriu no vocabulário. Como todos os elementos da linguagem, seu significado é maior que as palavras, simplesmente. Empresas costumam ser severas quanto ao que consideram como prazo de validade de um funcionário. Em geral, no máximo aos 60 anos, quando não aos 40, o executivo vai para a rua. Mesmo os de alto cargo. O argumento é sempre o mesmo, como ouvi certa vez de uma diretora de RH.
– A gente precisa renovar.
Alguém de 60 anos ou mais pode ser Papa, Presidente da República, e não diretor de departamento? Idade é necessariamente fator de renovação? Conheço jovens de cabeça fechada. Homens e mulheres maduros sempre abertos a ideias novas. Empresas, porém, têm esta política: envelheceu, perdeu. Quando alguém dedicou 20, 30 anos da vida a uma grande corporação, vai fazer o quê? Inicialmente, o demitido procura novo trabalho. Com muita frequência, seu currículo é preterido por alguém mais jovem. Às vezes se propõe a ganhar menos, aceita até uma posição menor. Ainda tem de ouvir o argumento:
– Achamos que era um cargo pequeno para você, que não se adaptaria. Merece mais.
Ele ou ela agradece, ganhou um elogio. E sai desesperado, porque o dinheiro no banco está acabando, o condomínio do apartamento de luxo, antes fácil de pagar, agora se tornou altíssimo, os filhos reclamam que querem grana para sair com os amigos, comprar roupas. Muitas vezes, o demitido monta empresa própria. Um grande erro. Em geral, acostumado a uma grande corporação, não consegue se virar com sua pequena empresa, sem estrutura. O dinheiro escoa, porque também não consegue diminuir o padrão de vida. Já vi o antigo CEO de uma empresa da área elétrica transformado em motorista de táxi. Como outros, montara a própria empresa, perdera tudo. Nunca mais conseguiu trabalho. Conheci outro motorista de táxi, antigo gerente, de porte médio. Ao ser demitido, depois dos 40, foi rápido:
– Vi meus amigos procurando emprego e batendo com a cara na porta durante um tempão, gastando o Fundo de Garantia, a grana da demissão. Esperei três meses, não apareceu nada, comprei o táxi e parti para outra.
Dei dois exemplos, a doméstica e o executivo, porque isso acontece em todas as classes sociais. As pessoas se tornaram descartáveis. Muitas vezes, quando entram em crise, por doença, separação, problemas, enfim, sua produtividade cai. Dão uma resposta indevida, demonstram nervosismo. O empregador resolve que passou do “prazo de validade”. No momento em que mais precisam de apoio, perdem o emprego. É difícil.
O mais chocante é que também tenho ouvido a mesma expressão para definir sentimentos e relações. Um amigo explicou sua separação.
– Nosso casamento passou do prazo de validade.
Como é? Então o amor é como uma lata de ervilhas, que vem com data de vencimento na tampa? Amizade também? Há muito tempo, quando minha avó Rosa, tão querida, morreu, fui ao enterro. Fiquei até colocarem o último tijolo no túmulo. De noite, recebi alguns amigos em casa, bati papo, mas com um nó no estômago, vocês sabem como é. De repente um deles se saiu com esta:
– Hoje, você está insuportável.
Nunca me senti tão agredido. Levantei e pedi a todos para saírem.
– Estou insuportável porque minha avó morreu, e isso dói muito – disse. – É melhor ficar sozinho.
Pediram desculpas, mas insisti para nos vermos outro dia. Creio que estava chato, irritado, sem sorrisos. Saíram ofendidos. Hoje, certamente diriam que nosso “prazo de validade” tinha acabado. Mesmo porque ficamos muito distantes a partir de então. Se eu não estava bem para participar da alegria alheia, me tornara descartável.
Tratar funcionários, amigos, amores como se tivessem a durabilidade de um pedaço de bacalhau, no máximo, é uma crueldade incorporada à vida de boa parte das pessoas. Se você acha que as pessoas têm prazo de validade, só precisa se fazer uma pergunta. Como agirá quando alguém disser que chegou o seu?
Disponível em: <http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyr-carrasco/noticia/2014/07/gente-e-bdescartavelb.html> Acesso em: 05 fev. 2015.
Em “Emprego, amizade e até o amor...”, a palavra em destaque indica que, para o autor, o amor seria considerado
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2531017 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
Como a televisão decide o que você pensa, o que você quer e o que você faz
Márcia Tíburi
Enunciado 3219358-1
Digamos que você trabalhe demais e não tenha tempo justamente para cuidar do tempo que sobra, se é que sobra algum tempo. Então você deixa que uma empresa cuide disso para você. Se você já se aposentou ou não tem trabalho, pode parecer difícil usar o tempo com outras coisas e você também aceita os serviços da empresa.
Como você vive em uma sociedade que valoriza a informação, e a empresa lhe dá justamente isso, parece lógico que o que ela fornece é uma coisa boa em troca de uma coisa meio chata como é a propaganda. Mas parece uma troca justa e você pensa que não tem por que ver um problema nisso.
Na forma de notícias, a informação é algo que serve para você saber em que mundo está, saber o que está acontecendo e, evidentemente, não ser ingênuo. Você pensa: não parece lógico que alguém use informação para lhe enganar e lhe tornar ingênuo. Isso não faria sentido e você se entrega de corpo e alma ao que tem pela frente. No meio disso tudo, você acredita e confia mesmo no que recebe, afinal se você não está enganando ninguém, ninguém teria por que enganar você.
E como você é uma pessoa confiante, você também confia na justiça e sabe que propaganda enganosa pode dar cadeia e segue vendo tudo de bom que o aparelho que você comprou lhe oferece de graça. Quer dizer, é bom lembrar que não é bem de graça, tem aquela troca, mas isso não vem ao caso agora, pois tudo parece muito justo.
A tecnologia muda de tempos em tempos, o aparelho fica ultrapassado e você precisa comprar um novo. Você nem queria esse aparelho último tipo, assim como você não quer as coisas que ele mostra, mas você passa a usar porque todo mundo está usando. Ficar longe do aparelho é o que ninguém quer. Ficar desatualizado diante dos colegas e familiares também pega mal. Assim você que não anda conversando nada muito interessante com ninguém, sente que ainda faz parte de uma comunidade que agora é chamada de audiência.
Você parou de falar com as pessoas, perdeu a noção dos amigos e dos familiares, as pessoas só perguntam se você viu a novela. É claro que você assistiu a tudo, perdeu alguns capítulos dormindo, pois não era tão interessante assim, mas não tem problema porque o seu mundo emocional está completamente preenchido com as alegrias e tristezas das personagens.
A sua vida moral, ética e política está totalmente controlada, já não dá mais trabalho. O aparelho que você comprou garantiu todas as suas ideias por meio dos noticiários e criou um verdadeiro estilo de vida para você. Você está convencido de que a vida não pode ser diferente.
[...]
Antigamente, antes de tudo isso, você pensava que a vida poderia ser diferente. Com o tempo você esqueceu essa pergunta e, se alguém ousa fazê-la hoje, você se irrita muito e é você que aponta essa pessoa como uma alienada e uma chata. Você fica muito triste por pensar assim, mas, como o ressentimento incomoda muito, você deixa por isso mesmo.
Você vê as novelas, os filmes, os programas de culinária, humor, entrevistas, está tudo tão bem feito, tudo tão bonito que você nem precisa de mais nada. Você se identifica com tudo aquilo que é mostrado. Até parece que não existe outro jeito de viver. Claro que existe, você pensa, mas daria muito trabalho. Então você vê as tragédias que aparecem e se autocompensa pensando que você não faz parte delas. Alguém diz a você que o mundo é terrível, mas que ele está do seu lado e não vai deixar você ser enganado. Isso porque você confia tanto na cabeça que aparece falando na sua frente, aquela que lhe dá as informações de graça em troca das propagandas que você vê e das coisas que você compra, que ele só pode ser um trabalhador honesto como você, que nunca lhe faria mal.
Essa cabeça falante está só mostrando a vida como ela é, você entendeu. Como ele tem uma audiência ao redor, da qual você faz parte porque quer, afinal, você escolheu tudo isso, você não pode se queixar de nada. E, como deixar de assisti-la seria ridículo diante dos seus colegas e familiares, você segue firme e forte usando agora o controle remoto para escolher entre os trezentos generosos canais de programação que preenchem o vazio mental, o vazio das emoções, e o vazio da ação que você poderia sentir. Esses canais lhe dão a impagável sensação de poder de escolha. Na verdade eles não têm muita graça, tanto que você troca de canal a cada segundo, mas você não imagina que possa haver algo além disso para ver, lá fora, na vida.
[...]
Quem sabe um dia, seja você que possa estar ali aparecendo e você finalmente exista como aquelas pessoas todas. Você chega a fantasiar uma coisa dessas enquanto a inveja – essa fixação no que é visível – se instaura em sua intimidade. Enquanto isso, basta tentar pensar como elas, sentir o que elas sentem, fazer o que elas fazem. Eles decidirão o que você vê pensando que tem todo o direito, afinal de contas, você terceirizou o seu olhar e com ele o pensamento, a emoção e a ação.
Elas decidirão o que você vê, o que você compra, o deus no qual você deve crer, as músicas que você vai ouvir. Decidirão o seu voto e o regime de governo que vai reger a sua vida. Vão lhe informar de tudo o que eles acham importante ou conveniente para controlar a sua vida tirando de você a sensação angustiante da liberdade. Só não vão lhe informar que você ficou cego. E que eles deveriam pagar uma grande indenização por anos e anos de assédio cognitivo e moral. Os danos éticos e políticos são irreparáveis. Então, quando você perceber que implantaram no seu corpo um olho de vidro, que essa prótese não vai resolver o seu problema de visão, mas vai iludir a todos de que você ainda vê, você não conseguirá mais saber que está diante da tela do aparelho. Pensará que é a realidade.
Morto há tempos diante da tela, transformado em um zumbi que não pensa, não sente e não age em nome de mais nada que não seja a ordem teleguiada recebida, você será chamado de “vidiota” por alguém que, por algum motivo, ficou longe disso tudo. Mas porque já não consegue entender nada, você parte para cima dele com a única coisa que restou na sua vida subjetiva, ódio barato e agressividade sem fim.
Disponível em: <http://revistacult.uol.com.br/home/2016/03/como-a-televisao-decide-o-que-voce-pensa-o-que-voce-quer-e-o-que-voce-faz/> Acesso em: 06 abr. 2016.
Não ocorreria inconsistência gramatical ou prejuízo semântico, caso se substituísse
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2530916 Ano: 2016
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
Dentre outras hipóteses, é dispensável a licitação para
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2530642 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
Como a televisão decide o que você pensa, o que você quer e o que você faz
Márcia Tíburi
Enunciado 3218167-1
Digamos que você trabalhe demais e não tenha tempo justamente para cuidar do tempo que sobra, se é que sobra algum tempo. Então você deixa que uma empresa cuide disso para você. Se você já se aposentou ou não tem trabalho, pode parecer difícil usar o tempo com outras coisas e você também aceita os serviços da empresa.
Como você vive em uma sociedade que valoriza a informação, e a empresa lhe dá justamente isso, parece lógico que o que ela fornece é uma coisa boa em troca de uma coisa meio chata como é a propaganda. Mas parece uma troca justa e você pensa que não tem por que ver um problema nisso.
Na forma de notícias, a informação é algo que serve para você saber em que mundo está, saber o que está acontecendo e, evidentemente, não ser ingênuo. Você pensa: não parece lógico que alguém use informação para lhe enganar e lhe tornar ingênuo. Isso não faria sentido e você se entrega de corpo e alma ao que tem pela frente. No meio disso tudo, você acredita e confia mesmo no que recebe, afinal se você não está enganando ninguém, ninguém teria por que enganar você.
E como você é uma pessoa confiante, você também confia na justiça e sabe que propaganda enganosa pode dar cadeia e segue vendo tudo de bom que o aparelho que você comprou lhe oferece de graça. Quer dizer, é bom lembrar que não é bem de graça, tem aquela troca, mas isso não vem ao caso agora, pois tudo parece muito justo.
A tecnologia muda de tempos em tempos, o aparelho fica ultrapassado e você precisa comprar um novo. Você nem queria esse aparelho último tipo, assim como você não quer as coisas que ele mostra, mas você passa a usar porque todo mundo está usando. Ficar longe do aparelho é o que ninguém quer. Ficar desatualizado diante dos colegas e familiares também pega mal. Assim você que não anda conversando nada muito interessante com ninguém, sente que ainda faz parte de uma comunidade que agora é chamada de audiência.
Você parou de falar com as pessoas, perdeu a noção dos amigos e dos familiares, as pessoas só perguntam se você viu a novela. É claro que você assistiu a tudo, perdeu alguns capítulos dormindo, pois não era tão interessante assim, mas não tem problema porque o seu mundo emocional está completamente preenchido com as alegrias e tristezas das personagens.
A sua vida moral, ética e política está totalmente controlada, já não dá mais trabalho. O aparelho que você comprou garantiu todas as suas ideias por meio dos noticiários e criou um verdadeiro estilo de vida para você. Você está convencido de que a vida não pode ser diferente.
[...]
Antigamente, antes de tudo isso, você pensava que a vida poderia ser diferente. Com o tempo você esqueceu essa pergunta e, se alguém ousa fazê-la hoje, você se irrita muito e é você que aponta essa pessoa como uma alienada e uma chata. Você fica muito triste por pensar assim, mas, como o ressentimento incomoda muito, você deixa por isso mesmo.
Você vê as novelas, os filmes, os programas de culinária, humor, entrevistas, está tudo tão bem feito, tudo tão bonito que você nem precisa de mais nada. Você se identifica com tudo aquilo que é mostrado. Até parece que não existe outro jeito de viver. Claro que existe, você pensa, mas daria muito trabalho. Então você vê as tragédias que aparecem e se autocompensa pensando que você não faz parte delas. Alguém diz a você que o mundo é terrível, mas que ele está do seu lado e não vai deixar você ser enganado. Isso porque você confia tanto na cabeça que aparece falando na sua frente, aquela que lhe dá as informações de graça em troca das propagandas que você vê e das coisas que você compra, que ele só pode ser um trabalhador honesto como você, que nunca lhe faria mal.
Essa cabeça falante está só mostrando a vida como ela é, você entendeu. Como ele tem uma audiência ao redor, da qual você faz parte porque quer, afinal, você escolheu tudo isso, você não pode se queixar de nada. E, como deixar de assisti-la seria ridículo diante dos seus colegas e familiares, você segue firme e forte usando agora o controle remoto para escolher entre os trezentos generosos canais de programação que preenchem o vazio mental, o vazio das emoções, e o vazio da ação que você poderia sentir. Esses canais lhe dão a impagável sensação de poder de escolha. Na verdade eles não têm muita graça, tanto que você troca de canal a cada segundo, mas você não imagina que possa haver algo além disso para ver, lá fora, na vida.
[...]
Quem sabe um dia, seja você que possa estar ali aparecendo e você finalmente exista como aquelas pessoas todas. Você chega a fantasiar uma coisa dessas enquanto a inveja – essa fixação no que é visível – se instaura em sua intimidade. Enquanto isso, basta tentar pensar como elas, sentir o que elas sentem, fazer o que elas fazem. Eles decidirão o que você vê pensando que tem todo o direito, afinal de contas, você terceirizou o seu olhar e com ele o pensamento, a emoção e a ação.
Elas decidirão o que você vê, o que você compra, o deus no qual você deve crer, as músicas que você vai ouvir. Decidirão o seu voto e o regime de governo que vai reger a sua vida. Vão lhe informar de tudo o que eles acham importante ou conveniente para controlar a sua vida tirando de você a sensação angustiante da liberdade. Só não vão lhe informar que você ficou cego. E que eles deveriam pagar uma grande indenização por anos e anos de assédio cognitivo e moral. Os danos éticos e políticos são irreparáveis. Então, quando você perceber que implantaram no seu corpo um olho de vidro, que essa prótese não vai resolver o seu problema de visão, mas vai iludir a todos de que você ainda vê, você não conseguirá mais saber que está diante da tela do aparelho. Pensará que é a realidade.
Morto há tempos diante da tela, transformado em um zumbi que não pensa, não sente e não age em nome de mais nada que não seja a ordem teleguiada recebida, você será chamado de “vidiota” por alguém que, por algum motivo, ficou longe disso tudo. Mas porque já não consegue entender nada, você parte para cima dele com a única coisa que restou na sua vida subjetiva, ódio barato e agressividade sem fim.
Disponível em: <http://revistacult.uol.com.br/home/2016/03/como-a-televisao-decide-o-que-voce-pensa-o-que-voce-quer-e-o-que-voce-faz/> Acesso em: 06 abr. 2016.
Considere o seguinte trecho, atentando para as conjunções em destaque.
“É claro que você assistiu a tudo, perdeu alguns capítulos dormindo, pois não era tão interessante assim, mas não tem problema porque o seu mundo emocional está completamente preenchido com as alegrias e tristezas das personagens.” (6º parágrafo)
Sobre o funcionamento dessas conjunções, especificamente nesse techo, são feitas as seguintes afirmativas:
I. Os sentidos veiculados por essas três conjunções são de explicação, ressalva e conclusão, respectivamente.
II. As conjunções mas e porque são classificadas como coordenativas, uma vez que introduzem orações coordenadas sindéticas.
III. A conjunção mas, que poderia ser substituída sem prejuízo semântico por porém, introduz uma oração coordenada adversativa.
IV. As conjunções pois e porque não poderiam sofrer permuta entre si, uma vez que isso provocaria mudança no sentido original do período.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2530612 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
Como a televisão decide o que você pensa, o que você quer e o que você faz
Márcia Tíburi
Enunciado 3218069-1
Digamos que você trabalhe demais e não tenha tempo justamente para cuidar do tempo que sobra, se é que sobra algum tempo. Então você deixa que uma empresa cuide disso para você. Se você já se aposentou ou não tem trabalho, pode parecer difícil usar o tempo com outras coisas e você também aceita os serviços da empresa.
Como você vive em uma sociedade que valoriza a informação, e a empresa lhe dá justamente isso, parece lógico que o que ela fornece é uma coisa boa em troca de uma coisa meio chata como é a propaganda. Mas parece uma troca justa e você pensa que não tem por que ver um problema nisso.
Na forma de notícias, a informação é algo que serve para você saber em que mundo está, saber o que está acontecendo e, evidentemente, não ser ingênuo. Você pensa: não parece lógico que alguém use informação para lhe enganar e lhe tornar ingênuo. Isso não faria sentido e você se entrega de corpo e alma ao que tem pela frente. No meio disso tudo, você acredita e confia mesmo no que recebe, afinal se você não está enganando ninguém, ninguém teria por que enganar você.
E como você é uma pessoa confiante, você também confia na justiça e sabe que propaganda enganosa pode dar cadeia e segue vendo tudo de bom que o aparelho que você comprou lhe oferece de graça. Quer dizer, é bom lembrar que não é bem de graça, tem aquela troca, mas isso não vem ao caso agora, pois tudo parece muito justo.
A tecnologia muda de tempos em tempos, o aparelho fica ultrapassado e você precisa comprar um novo. Você nem queria esse aparelho último tipo, assim como você não quer as coisas que ele mostra, mas você passa a usar porque todo mundo está usando. Ficar longe do aparelho é o que ninguém quer. Ficar desatualizado diante dos colegas e familiares também pega mal. Assim você que não anda conversando nada muito interessante com ninguém, sente que ainda faz parte de uma comunidade que agora é chamada de audiência.
Você parou de falar com as pessoas, perdeu a noção dos amigos e dos familiares, as pessoas só perguntam se você viu a novela. É claro que você assistiu a tudo, perdeu alguns capítulos dormindo, pois não era tão interessante assim, mas não tem problema porque o seu mundo emocional está completamente preenchido com as alegrias e tristezas das personagens.
A sua vida moral, ética e política está totalmente controlada, já não dá mais trabalho. O aparelho que você comprou garantiu todas as suas ideias por meio dos noticiários e criou um verdadeiro estilo de vida para você. Você está convencido de que a vida não pode ser diferente.
[...]
Antigamente, antes de tudo isso, você pensava que a vida poderia ser diferente. Com o tempo você esqueceu essa pergunta e, se alguém ousa fazê-la hoje, você se irrita muito e é você que aponta essa pessoa como uma alienada e uma chata. Você fica muito triste por pensar assim, mas, como o ressentimento incomoda muito, você deixa por isso mesmo.
Você vê as novelas, os filmes, os programas de culinária, humor, entrevistas, está tudo tão bem feito, tudo tão bonito que você nem precisa de mais nada. Você se identifica com tudo aquilo que é mostrado. Até parece que não existe outro jeito de viver. Claro que existe, você pensa, mas daria muito trabalho. Então você vê as tragédias que aparecem e se autocompensa pensando que você não faz parte delas. Alguém diz a você que o mundo é terrível, mas que ele está do seu lado e não vai deixar você ser enganado. Isso porque você confia tanto na cabeça que aparece falando na sua frente, aquela que lhe dá as informações de graça em troca das propagandas que você vê e das coisas que você compra, que ele só pode ser um trabalhador honesto como você, que nunca lhe faria mal.
Essa cabeça falante está só mostrando a vida como ela é, você entendeu. Como ele tem uma audiência ao redor, da qual você faz parte porque quer, afinal, você escolheu tudo isso, você não pode se queixar de nada. E, como deixar de assisti-la seria ridículo diante dos seus colegas e familiares, você segue firme e forte usando agora o controle remoto para escolher entre os trezentos generosos canais de programação que preenchem o vazio mental, o vazio das emoções, e o vazio da ação que você poderia sentir. Esses canais lhe dão a impagável sensação de poder de escolha. Na verdade eles não têm muita graça, tanto que você troca de canal a cada segundo, mas você não imagina que possa haver algo além disso para ver, lá fora, na vida.
[...]
Quem sabe um dia, seja você que possa estar ali aparecendo e você finalmente exista como aquelas pessoas todas. Você chega a fantasiar uma coisa dessas enquanto a inveja – essa fixação no que é visível – se instaura em sua intimidade. Enquanto isso, basta tentar pensar como elas, sentir o que elas sentem, fazer o que elas fazem. Eles decidirão o que você vê pensando que tem todo o direito, afinal de contas, você terceirizou o seu olhar e com ele o pensamento, a emoção e a ação.
Elas decidirão o que você vê, o que você compra, o deus no qual você deve crer, as músicas que você vai ouvir. Decidirão o seu voto e o regime de governo que vai reger a sua vida. Vão lhe informar de tudo o que eles acham importante ou conveniente para controlar a sua vida tirando de você a sensação angustiante da liberdade. Só não vão lhe informar que você ficou cego. E que eles deveriam pagar uma grande indenização por anos e anos de assédio cognitivo e moral. Os danos éticos e políticos são irreparáveis. Então, quando você perceber que implantaram no seu corpo um olho de vidro, que essa prótese não vai resolver o seu problema de visão, mas vai iludir a todos de que você ainda vê, você não conseguirá mais saber que está diante da tela do aparelho. Pensará que é a realidade.
Morto há tempos diante da tela, transformado em um zumbi que não pensa, não sente e não age em nome de mais nada que não seja a ordem teleguiada recebida, você será chamado de “vidiota” por alguém que, por algum motivo, ficou longe disso tudo. Mas porque já não consegue entender nada, você parte para cima dele com a única coisa que restou na sua vida subjetiva, ódio barato e agressividade sem fim.
Disponível em: <http://revistacult.uol.com.br/home/2016/03/como-a-televisao-decide-o-que-voce-pensa-o-que-voce-quer-e-o-que-voce-faz/> Acesso em: 06 abr. 2016.
Sobre algumas das formas verbais empregadas no texto, são feitas estas afirmativas:
I. O uso do Modo Subjuntivo, em “Digamos que você trabalhe demais e não tenha tempo justamente para cuidar do tempo...” (1º parágrafo), indica que a ideia expressa nesse período é de algo possível.
II. O uso do Modo Indicativo, em “Como você vive em uma sociedade que valoriza a informação, e a empresa lhe dá justamente isso,...” (2º parágrafo), indica que a ideia expressa nessas orações é de certeza.
III. A presença do futuro do pretérito, em “E que eles deveriam pagar uma grande indenização por anos e anos de assédio cognitivo e moral.” (12º parágrafo), indica uma ação a ser possivelmente realizada no futuro do subjuntivo.
IV. Os verbos destacados, em “Elas decidirão o que você , o que você compra, o deus no qual você deve crer, as músicas que você vai ouvir.” (12º parágrafo), deveriam ter sido empregados, a fim de garantir a adequada correlação entre os tempos verbais, no futuro do presente do indicativo.
Estão corretas apenas as afirmativas
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2530431 Ano: 2016
Disciplina: Informática
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
Provas:
Enunciado 3217521-1
Uma das grandes facilidades de se utilizar um editor de planilha eletrônica é a utilização de funções para realizar cálculos mais complexos. Dentre as funções do LibreOffice Calc, a que está presente em grande parte dos documentos é a função SOMA. Observando a Figura 1, na célula D2, temos o valor 70, resultado de uma função SOMA aplicada aos valores das colunas A e B.
Qual função apresenta como resultado o valor 70?
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2530181 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFPel
Orgão: UFPel
Como a televisão decide o que você pensa, o que você quer e o que você faz
Márcia Tíburi
Enunciado 3216743-1
Digamos que você trabalhe demais e não tenha tempo justamente para cuidar do tempo que sobra, se é que sobra algum tempo. Então você deixa que uma empresa cuide disso para você. Se você já se aposentou ou não tem trabalho, pode parecer difícil usar o tempo com outras coisas e você também aceita os serviços da empresa.
Como você vive em uma sociedade que valoriza a informação, e a empresa lhe dá justamente isso, parece lógico que o que ela fornece é uma coisa boa em troca de uma coisa meio chata como é a propaganda. Mas parece uma troca justa e você pensa que não tem por que ver um problema nisso.
Na forma de notícias, a informação é algo que serve para você saber em que mundo está, saber o que está acontecendo e, evidentemente, não ser ingênuo. Você pensa: não parece lógico que alguém use informação para lhe enganar e lhe tornar ingênuo. Isso não faria sentido e você se entrega de corpo e alma ao que tem pela frente. No meio disso tudo, você acredita e confia mesmo no que recebe, afinal se você não está enganando ninguém, ninguém teria por que enganar você.
E como você é uma pessoa confiante, você também confia na justiça e sabe que propaganda enganosa pode dar cadeia e segue vendo tudo de bom que o aparelho que você comprou lhe oferece de graça. Quer dizer, é bom lembrar que não é bem de graça, tem aquela troca, mas isso não vem ao caso agora, pois tudo parece muito justo.
A tecnologia muda de tempos em tempos, o aparelho fica ultrapassado e você precisa comprar um novo. Você nem queria esse aparelho último tipo, assim como você não quer as coisas que ele mostra, mas você passa a usar porque todo mundo está usando. Ficar longe do aparelho é o que ninguém quer. Ficar desatualizado diante dos colegas e familiares também pega mal. Assim você que não anda conversando nada muito interessante com ninguém, sente que ainda faz parte de uma comunidade que agora é chamada de audiência.
Você parou de falar com as pessoas, perdeu a noção dos amigos e dos familiares, as pessoas só perguntam se você viu a novela. É claro que você assistiu a tudo, perdeu alguns capítulos dormindo, pois não era tão interessante assim, mas não tem problema porque o seu mundo emocional está completamente preenchido com as alegrias e tristezas das personagens.
A sua vida moral, ética e política está totalmente controlada, já não dá mais trabalho. O aparelho que você comprou garantiu todas as suas ideias por meio dos noticiários e criou um verdadeiro estilo de vida para você. Você está convencido de que a vida não pode ser diferente.
[...]
Antigamente, antes de tudo isso, você pensava que a vida poderia ser diferente. Com o tempo você esqueceu essa pergunta e, se alguém ousa fazê-la hoje, você se irrita muito e é você que aponta essa pessoa como uma alienada e uma chata. Você fica muito triste por pensar assim, mas, como o ressentimento incomoda muito, você deixa por isso mesmo.
Você vê as novelas, os filmes, os programas de culinária, humor, entrevistas, está tudo tão bem feito, tudo tão bonito que você nem precisa de mais nada. Você se identifica com tudo aquilo que é mostrado. Até parece que não existe outro jeito de viver. Claro que existe, você pensa, mas daria muito trabalho. Então você vê as tragédias que aparecem e se autocompensa pensando que você não faz parte delas. Alguém diz a você que o mundo é terrível, mas que ele está do seu lado e não vai deixar você ser enganado. Isso porque você confia tanto na cabeça que aparece falando na sua frente, aquela que lhe dá as informações de graça em troca das propagandas que você vê e das coisas que você compra, que ele só pode ser um trabalhador honesto como você, que nunca lhe faria mal.
Essa cabeça falante está só mostrando a vida como ela é, você entendeu. Como ele tem uma audiência ao redor, da qual você faz parte porque quer, afinal, você escolheu tudo isso, você não pode se queixar de nada. E, como deixar de assisti-la seria ridículo diante dos seus colegas e familiares, você segue firme e forte usando agora o controle remoto para escolher entre os trezentos generosos canais de programação que preenchem o vazio mental, o vazio das emoções, e o vazio da ação que você poderia sentir. Esses canais lhe dão a impagável sensação de poder de escolha. Na verdade eles não têm muita graça, tanto que você troca de canal a cada segundo, mas você não imagina que possa haver algo além disso para ver, lá fora, na vida.
[...]
Quem sabe um dia, seja você que possa estar ali aparecendo e você finalmente exista como aquelas pessoas todas. Você chega a fantasiar uma coisa dessas enquanto a inveja – essa fixação no que é visível – se instaura em sua intimidade. Enquanto isso, basta tentar pensar como elas, sentir o que elas sentem, fazer o que elas fazem. Eles decidirão o que você vê pensando que tem todo o direito, afinal de contas, você terceirizou o seu olhar e com ele o pensamento, a emoção e a ação.
Elas decidirão o que você vê, o que você compra, o deus no qual você deve crer, as músicas que você vai ouvir. Decidirão o seu voto e o regime de governo que vai reger a sua vida. Vão lhe informar de tudo o que eles acham importante ou conveniente para controlar a sua vida tirando de você a sensação angustiante da liberdade. Só não vão lhe informar que você ficou cego. E que eles deveriam pagar uma grande indenização por anos e anos de assédio cognitivo e moral. Os danos éticos e políticos são irreparáveis. Então, quando você perceber que implantaram no seu corpo um olho de vidro, que essa prótese não vai resolver o seu problema de visão, mas vai iludir a todos de que você ainda vê, você não conseguirá mais saber que está diante da tela do aparelho. Pensará que é a realidade.
Morto há tempos diante da tela, transformado em um zumbi que não pensa, não sente e não age em nome de mais nada que não seja a ordem teleguiada recebida, você será chamado de “vidiota” por alguém que, por algum motivo, ficou longe disso tudo. Mas porque já não consegue entender nada, você parte para cima dele com a única coisa que restou na sua vida subjetiva, ódio barato e agressividade sem fim.
Disponível em: <http://revistacult.uol.com.br/home/2016/03/como-a-televisao-decide-o-que-voce-pensa-o-que-voce-quer-e-o-que-voce-faz/> Acesso em: 06 abr. 2016.
Considere o período a seguir.
“Então, quando você perceber que implantaram no seu corpo um olho de vidro, que essa prótese não vai resolver o seu problema de visão, mas vai iludir a todos de que você ainda vê, você não conseguirá mais saber que está diante da tela do aparelho.” (12º parágrafo)
A respeito das relações sintáticas estabelecidas entre as orações desse período, são feitas as seguintes afirmações:
I. A oração ”você não conseguirá mais saber que está diante da tela do aparelho” exerce função de principal em relação à oração “mas vai iludir a todos de que você ainda vê”.
II. A oração “quando você perceber que implantaram no seu corpo um olho de vidro” é subordinada em relação à oração “você não conseguirá mais saber que está diante da tela do aparelho”.
III. As orações “que implantaram no seu corpo um olho de vidro” e “que essa prótese não vai resolver o seu problema de visão” são coordenadas em relação à oração “quando você perceber”.
IV. O período é composto por coordenação e subordinação.
Estão corretas apenas as afirmações
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas