Foram encontradas 50 questões.
Leia o texto que segue e responda às questões de 01 a 10.
Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura
- Gigante de consultoria em gestão e negócios com atuação em quatro continentes, a Alvarez & Marsal
- (A&M) é a primeira empresa de porte global na área de capital de investimentos a incorporar-se à
- reconstrução de Porto Alegre após a enchente.
- A Prefeitura da capital, responsável pela contratação da A&M, enfatiza a experiência da empresa na
- resposta aos efeitos do furacão Katrina, em 2005, nos Estados Unidos. Foi justamente esse episódio, porém,
- que suscitou mais críticas à companhia, associando-a a políticas de desregulação e privatização de serviços
- públicos. Esse receituário foi batizado pela escritora canadense de esquerda Naomi Klein de “capitalismo de
- desastre”.
- No Brasil, onde está presente desde 2004, a empresa é alvo de considerações semelhantes, mesmo
- antes de apresentar qualquer proposta como ocorre em Porto Alegre. A A&M diz que seu objetivo é fazer um
- diagnóstico da situação da infraestrutura local e propor formas de financiar a reconstrução. A companhia
- garante que segue rigorosamente termos de contratos com clientes e práticas de mercado.
- Porto Alegre, e também grande parte do Estado do Rio Grande do Sul, foram atingidos por fortes
- temporais nas últimas semanas. O lago Guaíba chegou a atingir o nível recorde de 5,35 metros no último dia
- 5. E a chuva retornou à região metropolitana da capital na quinta-feira (23/5). Especialistas projetam volume
- acima da cota de inundação até o início de junho.
- Mais de 30 técnicos da A&M trabalham desde segunda-feira (13/5) na elaboração de um plano de
- recuperação da infraestrutura da cidade. O estudo deve ser concluído em 30 dias. No total, a consultoria
- durará 60 dias, em regime pro bono (sem ônus para o tomador, no caso, o município). A empresa também
- assinou contrato de prestação de serviços de consultoria ao governo do Rio Grande do Sul, na mesma
- modalidade sem ônus, segundo a assessoria do governador Eduardo Leite. A administração estadual
- anunciou que fará acertos do mesmo tipo com outras consultorias, como McKinsey e EY.
- Em Porto Alegre, o trabalho resultará no que a A&M chama de “plano macro preliminar” para
- recuperação da capital. A assessoria da empresa definiu nos seguintes termos o escopo do trabalho: “Calcular
- o impacto (da enchente) na infraestrutura da cidade para sugerir alternativas de fontes de recursos para
- reconstrução”.
- Questionada pela BBC News Brasil a respeito de detalhes de seu estudo, a A&M disse que, no
- momento, concentra seus esforços no diagnóstico e no plano emergencial de ações e, tão logo tenha a
- estrutura do plano, apresentará um cronograma para implementação à Prefeitura.
- A Prefeitura poderá acolher ou rejeitar o projeto, mas já definiu que não contratará a empresa após a
- conclusão do estudo, segundo o vice-prefeito Ricardo Gomes (sem partido).
- Na sexta-feira (17/5), quando o contrato entre Prefeitura e A&M foi assinado, a equipe da firma já
- havia se reunido com o prefeito, o vice e representantes das secretarias de Obras e Infraestrutura e Habitação
- e Regularização Fundiária e do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Encontros com as
- secretarias de Saúde e Educação estavam previstos. Todas as secretarias que sofreram impacto da catástrofe
- farão reuniões com os consultores.
- O projeto incluirá áreas como saneamento, construção civil e outros segmentos da infraestrutura local
- afetados pelas águas. A empresa não designou porta-voz em Porto Alegre. Segundo a assessoria, a
- consultoria está em fase de levantamento de informações.
- Identidade, área de especialização e origem dos técnicos são preservadas. Sabe-se apenas que se
- trata de um time multidisciplinar e de várias nacionalidades, segundo a assessoria da A&M.
- Ao dar início a um novo projeto, a empresa costuma buscar em seu quadro de pessoal espalhado por
- mais de 80 países aqueles com perfil e qualificação mais adequados para cada tarefa específica. Neste
- momento, por exemplo, uma equipe brasileira da área de mineração trabalha em um projeto na Austrália.
- Ao anunciar a contratação, na segunda-feira (13/5), o prefeito Sebastião Melo (MDB) disse que o
- serviço havia sido oferecido ao município por um dos sócios da A&M, “gaúcho e porto-alegrense”. Ao jornal
- Folha de S.Paulo, afirmou na quarta-feira (15/5) ter sido procurado por um “cidadão deles que mora aqui”. A
- assessoria da empresa disse que não divulgará o nome do executivo.
- A execução do trabalho em Porto Alegre ficará a cargo do braço da A&M para capitais de
- infraestrutura. Essa unidade de negócios, fundada há cinco anos no Brasil, passou a ser chamada no ano
- passado de A&M Infra. Hoje, é considerada a maior empresa de projetos de capital e de infraestrutura no país.
- Com sede no Brasil, é responsável por mais de 300 projetos supervisionados por 500 profissionais na Europa,
- na Ásia, na América do Norte e na Oceania.
- Fundada em 1983, nos Estados Unidos, pelos executivos Tony Alvarez e Bryan Marsal, a A&M
- ganhou reputação como consultoria especializada em prestar assistência a grandes conglomerados em
- dificuldades contábeis e financeiras. A área é conhecida como turnaround management (em tradução livre,
- “administração da volta por cima”).
- No Brasil, a A&M adquiriu notoriedade ao contratar o ex-ministro da Justiça Sergio Moro em 2020.
- Moro foi alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) por suposto conflito de interesse em
- razão do episódio, uma vez que a empresa havia prestado consultoria para corporações investigadas no
- âmbito da Operação Lava-Jato. Ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro julgou processos da operação
- de 2014 a 2018. O ex-ministro e a A&M sustentam que ele não atuou em casos ligados à operação. O
- processo segue em tramitação no TCU.
- [...]
ARAÚJO, Luiz Antônio. Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn00wykl901o. Acesso em 1 de junho de 2024 [com supressões].
Dentre as expressões abaixo, assinale a única que não remete ao mesmo referente no texto:
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- OrtografiaPontuaçãoVírgula
- SintaxeCrase
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de TextoEquivalência
Leia o texto que segue e responda às questões de 01 a 10.
Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura
- Gigante de consultoria em gestão e negócios com atuação em quatro continentes, a Alvarez & Marsal
- (A&M) é a primeira empresa de porte global na área de capital de investimentos a incorporar-se à
- reconstrução de Porto Alegre após a enchente.
- A Prefeitura da capital, responsável pela contratação da A&M, enfatiza a experiência da empresa na
- resposta aos efeitos do furacão Katrina, em 2005, nos Estados Unidos. Foi justamente esse episódio, porém,
- que suscitou mais críticas à companhia, associando-a a políticas de desregulação e privatização de serviços
- públicos. Esse receituário foi batizado pela escritora canadense de esquerda Naomi Klein de “capitalismo de
- desastre”.
- No Brasil, onde está presente desde 2004, a empresa é alvo de considerações semelhantes, mesmo
- antes de apresentar qualquer proposta como ocorre em Porto Alegre. A A&M diz que seu objetivo é fazer um
- diagnóstico da situação da infraestrutura local e propor formas de financiar a reconstrução. A companhia
- garante que segue rigorosamente termos de contratos com clientes e práticas de mercado.
- Porto Alegre, e também grande parte do Estado do Rio Grande do Sul, foram atingidos por fortes
- temporais nas últimas semanas. O lago Guaíba chegou a atingir o nível recorde de 5,35 metros no último dia
- 5. E a chuva retornou à região metropolitana da capital na quinta-feira (23/5). Especialistas projetam volume
- acima da cota de inundação até o início de junho.
- Mais de 30 técnicos da A&M trabalham desde segunda-feira (13/5) na elaboração de um plano de
- recuperação da infraestrutura da cidade. O estudo deve ser concluído em 30 dias. No total, a consultoria
- durará 60 dias, em regime pro bono (sem ônus para o tomador, no caso, o município). A empresa também
- assinou contrato de prestação de serviços de consultoria ao governo do Rio Grande do Sul, na mesma
- modalidade sem ônus, segundo a assessoria do governador Eduardo Leite. A administração estadual
- anunciou que fará acertos do mesmo tipo com outras consultorias, como McKinsey e EY.
- Em Porto Alegre, o trabalho resultará no que a A&M chama de “plano macro preliminar” para
- recuperação da capital. A assessoria da empresa definiu nos seguintes termos o escopo do trabalho: “Calcular
- o impacto (da enchente) na infraestrutura da cidade para sugerir alternativas de fontes de recursos para
- reconstrução”.
- Questionada pela BBC News Brasil a respeito de detalhes de seu estudo, a A&M disse que, no
- momento, concentra seus esforços no diagnóstico e no plano emergencial de ações e, tão logo tenha a
- estrutura do plano, apresentará um cronograma para implementação à Prefeitura.
- A Prefeitura poderá acolher ou rejeitar o projeto, mas já definiu que não contratará a empresa após a
- conclusão do estudo, segundo o vice-prefeito Ricardo Gomes (sem partido).
- Na sexta-feira (17/5), quando o contrato entre Prefeitura e A&M foi assinado, a equipe da firma já
- havia se reunido com o prefeito, o vice e representantes das secretarias de Obras e Infraestrutura e Habitação
- e Regularização Fundiária e do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Encontros com as
- secretarias de Saúde e Educação estavam previstos. Todas as secretarias que sofreram impacto da catástrofe
- farão reuniões com os consultores.
- O projeto incluirá áreas como saneamento, construção civil e outros segmentos da infraestrutura local
- afetados pelas águas. A empresa não designou porta-voz em Porto Alegre. Segundo a assessoria, a
- consultoria está em fase de levantamento de informações.
- Identidade, área de especialização e origem dos técnicos são preservadas. Sabe-se apenas que se
- trata de um time multidisciplinar e de várias nacionalidades, segundo a assessoria da A&M.
- Ao dar início a um novo projeto, a empresa costuma buscar em seu quadro de pessoal espalhado por
- mais de 80 países aqueles com perfil e qualificação mais adequados para cada tarefa específica. Neste
- momento, por exemplo, uma equipe brasileira da área de mineração trabalha em um projeto na Austrália.
- Ao anunciar a contratação, na segunda-feira (13/5), o prefeito Sebastião Melo (MDB) disse que o
- serviço havia sido oferecido ao município por um dos sócios da A&M, “gaúcho e porto-alegrense”. Ao jornal
- Folha de S.Paulo, afirmou na quarta-feira (15/5) ter sido procurado por um “cidadão deles que mora aqui”. A
- assessoria da empresa disse que não divulgará o nome do executivo.
- A execução do trabalho em Porto Alegre ficará a cargo do braço da A&M para capitais de
- infraestrutura. Essa unidade de negócios, fundada há cinco anos no Brasil, passou a ser chamada no ano
- passado de A&M Infra. Hoje, é considerada a maior empresa de projetos de capital e de infraestrutura no país.
- Com sede no Brasil, é responsável por mais de 300 projetos supervisionados por 500 profissionais na Europa,
- na Ásia, na América do Norte e na Oceania.
- Fundada em 1983, nos Estados Unidos, pelos executivos Tony Alvarez e Bryan Marsal, a A&M
- ganhou reputação como consultoria especializada em prestar assistência a grandes conglomerados em
- dificuldades contábeis e financeiras. A área é conhecida como turnaround management (em tradução livre,
- “administração da volta por cima”).
- No Brasil, a A&M adquiriu notoriedade ao contratar o ex-ministro da Justiça Sergio Moro em 2020.
- Moro foi alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) por suposto conflito de interesse em
- razão do episódio, uma vez que a empresa havia prestado consultoria para corporações investigadas no
- âmbito da Operação Lava-Jato. Ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro julgou processos da operação
- de 2014 a 2018. O ex-ministro e a A&M sustentam que ele não atuou em casos ligados à operação. O
- processo segue em tramitação no TCU.
- [...]
ARAÚJO, Luiz Antônio. Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn00wykl901o. Acesso em 1 de junho de 2024 [com supressões].
A partir do trecho “A execução do trabalho em Porto Alegre ficará a cargo do braço da A&M para capitais de infraestrutura. Essa unidade de negócios, fundada há cinco anos no Brasil, passou a ser chamada no ano passado de A&M Infra” (linhas 49 a 51), julgue os itens abaixo:
I. No trecho „[...] ficará a cargo [...]", o vocábulo „a" deveria ter recebido o acento grave;
II. A expressão „em Porto Alegre" poderia ter sido colocada entre duas vírgulas;
III. No trecho “[...] fundada há cinco anos [...]”, a forma verbal „há" poderia ser substituída pelo verbo „fazer", o qual, no caso em tela, deve ser flexionado no plural.
Marque a opção CORRETA:
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Leia o texto que segue e responda às questões de 01 a 10.
Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura
- Gigante de consultoria em gestão e negócios com atuação em quatro continentes, a Alvarez & Marsal
- (A&M) é a primeira empresa de porte global na área de capital de investimentos a incorporar-se à
- reconstrução de Porto Alegre após a enchente.
- A Prefeitura da capital, responsável pela contratação da A&M, enfatiza a experiência da empresa na
- resposta aos efeitos do furacão Katrina, em 2005, nos Estados Unidos. Foi justamente esse episódio, porém,
- que suscitou mais críticas à companhia, associando-a a políticas de desregulação e privatização de serviços
- públicos. Esse receituário foi batizado pela escritora canadense de esquerda Naomi Klein de “capitalismo de
- desastre”.
- No Brasil, onde está presente desde 2004, a empresa é alvo de considerações semelhantes, mesmo
- antes de apresentar qualquer proposta como ocorre em Porto Alegre. A A&M diz que seu objetivo é fazer um
- diagnóstico da situação da infraestrutura local e propor formas de financiar a reconstrução. A companhia
- garante que segue rigorosamente termos de contratos com clientes e práticas de mercado.
- Porto Alegre, e também grande parte do Estado do Rio Grande do Sul, foram atingidos por fortes
- temporais nas últimas semanas. O lago Guaíba chegou a atingir o nível recorde de 5,35 metros no último dia
- 5. E a chuva retornou à região metropolitana da capital na quinta-feira (23/5). Especialistas projetam volume
- acima da cota de inundação até o início de junho.
- Mais de 30 técnicos da A&M trabalham desde segunda-feira (13/5) na elaboração de um plano de
- recuperação da infraestrutura da cidade. O estudo deve ser concluído em 30 dias. No total, a consultoria
- durará 60 dias, em regime pro bono (sem ônus para o tomador, no caso, o município). A empresa também
- assinou contrato de prestação de serviços de consultoria ao governo do Rio Grande do Sul, na mesma
- modalidade sem ônus, segundo a assessoria do governador Eduardo Leite. A administração estadual
- anunciou que fará acertos do mesmo tipo com outras consultorias, como McKinsey e EY.
- Em Porto Alegre, o trabalho resultará no que a A&M chama de “plano macro preliminar” para
- recuperação da capital. A assessoria da empresa definiu nos seguintes termos o escopo do trabalho: “Calcular
- o impacto (da enchente) na infraestrutura da cidade para sugerir alternativas de fontes de recursos para
- reconstrução”.
- Questionada pela BBC News Brasil a respeito de detalhes de seu estudo, a A&M disse que, no
- momento, concentra seus esforços no diagnóstico e no plano emergencial de ações e, tão logo tenha a
- estrutura do plano, apresentará um cronograma para implementação à Prefeitura.
- A Prefeitura poderá acolher ou rejeitar o projeto, mas já definiu que não contratará a empresa após a
- conclusão do estudo, segundo o vice-prefeito Ricardo Gomes (sem partido).
- Na sexta-feira (17/5), quando o contrato entre Prefeitura e A&M foi assinado, a equipe da firma já
- havia se reunido com o prefeito, o vice e representantes das secretarias de Obras e Infraestrutura e Habitação
- e Regularização Fundiária e do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Encontros com as
- secretarias de Saúde e Educação estavam previstos. Todas as secretarias que sofreram impacto da catástrofe
- farão reuniões com os consultores.
- O projeto incluirá áreas como saneamento, construção civil e outros segmentos da infraestrutura local
- afetados pelas águas. A empresa não designou porta-voz em Porto Alegre. Segundo a assessoria, a
- consultoria está em fase de levantamento de informações.
- Identidade, área de especialização e origem dos técnicos são preservadas. Sabe-se apenas que se
- trata de um time multidisciplinar e de várias nacionalidades, segundo a assessoria da A&M.
- Ao dar início a um novo projeto, a empresa costuma buscar em seu quadro de pessoal espalhado por
- mais de 80 países aqueles com perfil e qualificação mais adequados para cada tarefa específica. Neste
- momento, por exemplo, uma equipe brasileira da área de mineração trabalha em um projeto na Austrália.
- Ao anunciar a contratação, na segunda-feira (13/5), o prefeito Sebastião Melo (MDB) disse que o
- serviço havia sido oferecido ao município por um dos sócios da A&M, “gaúcho e porto-alegrense”. Ao jornal
- Folha de S.Paulo, afirmou na quarta-feira (15/5) ter sido procurado por um “cidadão deles que mora aqui”. A
- assessoria da empresa disse que não divulgará o nome do executivo.
- A execução do trabalho em Porto Alegre ficará a cargo do braço da A&M para capitais de
- infraestrutura. Essa unidade de negócios, fundada há cinco anos no Brasil, passou a ser chamada no ano
- passado de A&M Infra. Hoje, é considerada a maior empresa de projetos de capital e de infraestrutura no país.
- Com sede no Brasil, é responsável por mais de 300 projetos supervisionados por 500 profissionais na Europa,
- na Ásia, na América do Norte e na Oceania.
- Fundada em 1983, nos Estados Unidos, pelos executivos Tony Alvarez e Bryan Marsal, a A&M
- ganhou reputação como consultoria especializada em prestar assistência a grandes conglomerados em
- dificuldades contábeis e financeiras. A área é conhecida como turnaround management (em tradução livre,
- “administração da volta por cima”).
- No Brasil, a A&M adquiriu notoriedade ao contratar o ex-ministro da Justiça Sergio Moro em 2020.
- Moro foi alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) por suposto conflito de interesse em
- razão do episódio, uma vez que a empresa havia prestado consultoria para corporações investigadas no
- âmbito da Operação Lava-Jato. Ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro julgou processos da operação
- de 2014 a 2018. O ex-ministro e a A&M sustentam que ele não atuou em casos ligados à operação. O
- processo segue em tramitação no TCU.
- [...]
ARAÚJO, Luiz Antônio. Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn00wykl901o. Acesso em 1 de junho de 2024 [com supressões].
A partir do trecho “Identidade, área de especialização e origem dos técnicos são preservadas. Sabe-se apenas que se trata de um time multidisciplinar e de várias nacionalidades, segundo a assessoria da A&M.” (linhas 40 e 41), julgue os itens abaixo:
I. A concordância do vocábulo „preservadas" poderia ser feita com o vocábulo mais próximo: „técnicos";
II. Em “Sabe-se [...]”, o pronome poderia, no contexto em que ocorre, vir proclítico;
III. A vírgula antes da expressão “segundo a assessoria da A&M” poderia ser suprimida sem qualquer prejuízo de sentido ao trecho.
Marque a opção CORRETA:
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- OrtografiaPontuaçãoVírgula
- SintaxeColocação Pronominal
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de TextoEquivalência
Leia o texto que segue e responda às questões de 01 a 10.
Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura
- Gigante de consultoria em gestão e negócios com atuação em quatro continentes, a Alvarez & Marsal
- (A&M) é a primeira empresa de porte global na área de capital de investimentos a incorporar-se à
- reconstrução de Porto Alegre após a enchente.
- A Prefeitura da capital, responsável pela contratação da A&M, enfatiza a experiência da empresa na
- resposta aos efeitos do furacão Katrina, em 2005, nos Estados Unidos. Foi justamente esse episódio, porém,
- que suscitou mais críticas à companhia, associando-a a políticas de desregulação e privatização de serviços
- públicos. Esse receituário foi batizado pela escritora canadense de esquerda Naomi Klein de “capitalismo de
- desastre”.
- No Brasil, onde está presente desde 2004, a empresa é alvo de considerações semelhantes, mesmo
- antes de apresentar qualquer proposta como ocorre em Porto Alegre. A A&M diz que seu objetivo é fazer um
- diagnóstico da situação da infraestrutura local e propor formas de financiar a reconstrução. A companhia
- garante que segue rigorosamente termos de contratos com clientes e práticas de mercado.
- Porto Alegre, e também grande parte do Estado do Rio Grande do Sul, foram atingidos por fortes
- temporais nas últimas semanas. O lago Guaíba chegou a atingir o nível recorde de 5,35 metros no último dia
- 5. E a chuva retornou à região metropolitana da capital na quinta-feira (23/5). Especialistas projetam volume
- acima da cota de inundação até o início de junho.
- Mais de 30 técnicos da A&M trabalham desde segunda-feira (13/5) na elaboração de um plano de
- recuperação da infraestrutura da cidade. O estudo deve ser concluído em 30 dias. No total, a consultoria
- durará 60 dias, em regime pro bono (sem ônus para o tomador, no caso, o município). A empresa também
- assinou contrato de prestação de serviços de consultoria ao governo do Rio Grande do Sul, na mesma
- modalidade sem ônus, segundo a assessoria do governador Eduardo Leite. A administração estadual
- anunciou que fará acertos do mesmo tipo com outras consultorias, como McKinsey e EY.
- Em Porto Alegre, o trabalho resultará no que a A&M chama de “plano macro preliminar” para
- recuperação da capital. A assessoria da empresa definiu nos seguintes termos o escopo do trabalho: “Calcular
- o impacto (da enchente) na infraestrutura da cidade para sugerir alternativas de fontes de recursos para
- reconstrução”.
- Questionada pela BBC News Brasil a respeito de detalhes de seu estudo, a A&M disse que, no
- momento, concentra seus esforços no diagnóstico e no plano emergencial de ações e, tão logo tenha a
- estrutura do plano, apresentará um cronograma para implementação à Prefeitura.
- A Prefeitura poderá acolher ou rejeitar o projeto, mas já definiu que não contratará a empresa após a
- conclusão do estudo, segundo o vice-prefeito Ricardo Gomes (sem partido).
- Na sexta-feira (17/5), quando o contrato entre Prefeitura e A&M foi assinado, a equipe da firma já
- havia se reunido com o prefeito, o vice e representantes das secretarias de Obras e Infraestrutura e Habitação
- e Regularização Fundiária e do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Encontros com as
- secretarias de Saúde e Educação estavam previstos. Todas as secretarias que sofreram impacto da catástrofe
- farão reuniões com os consultores.
- O projeto incluirá áreas como saneamento, construção civil e outros segmentos da infraestrutura local
- afetados pelas águas. A empresa não designou porta-voz em Porto Alegre. Segundo a assessoria, a
- consultoria está em fase de levantamento de informações.
- Identidade, área de especialização e origem dos técnicos são preservadas. Sabe-se apenas que se
- trata de um time multidisciplinar e de várias nacionalidades, segundo a assessoria da A&M.
- Ao dar início a um novo projeto, a empresa costuma buscar em seu quadro de pessoal espalhado por
- mais de 80 países aqueles com perfil e qualificação mais adequados para cada tarefa específica. Neste
- momento, por exemplo, uma equipe brasileira da área de mineração trabalha em um projeto na Austrália.
- Ao anunciar a contratação, na segunda-feira (13/5), o prefeito Sebastião Melo (MDB) disse que o
- serviço havia sido oferecido ao município por um dos sócios da A&M, “gaúcho e porto-alegrense”. Ao jornal
- Folha de S.Paulo, afirmou na quarta-feira (15/5) ter sido procurado por um “cidadão deles que mora aqui”. A
- assessoria da empresa disse que não divulgará o nome do executivo.
- A execução do trabalho em Porto Alegre ficará a cargo do braço da A&M para capitais de
- infraestrutura. Essa unidade de negócios, fundada há cinco anos no Brasil, passou a ser chamada no ano
- passado de A&M Infra. Hoje, é considerada a maior empresa de projetos de capital e de infraestrutura no país.
- Com sede no Brasil, é responsável por mais de 300 projetos supervisionados por 500 profissionais na Europa,
- na Ásia, na América do Norte e na Oceania.
- Fundada em 1983, nos Estados Unidos, pelos executivos Tony Alvarez e Bryan Marsal, a A&M
- ganhou reputação como consultoria especializada em prestar assistência a grandes conglomerados em
- dificuldades contábeis e financeiras. A área é conhecida como turnaround management (em tradução livre,
- “administração da volta por cima”).
- No Brasil, a A&M adquiriu notoriedade ao contratar o ex-ministro da Justiça Sergio Moro em 2020.
- Moro foi alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) por suposto conflito de interesse em
- razão do episódio, uma vez que a empresa havia prestado consultoria para corporações investigadas no
- âmbito da Operação Lava-Jato. Ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro julgou processos da operação
- de 2014 a 2018. O ex-ministro e a A&M sustentam que ele não atuou em casos ligados à operação. O
- processo segue em tramitação no TCU.
- [...]
ARAÚJO, Luiz Antônio. Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn00wykl901o. Acesso em 1 de junho de 2024 [com supressões].
A partir do trecho “Na sexta-feira (17/5), quando o contrato entre Prefeitura e A&M foi assinado, a equipe da firma já havia se reunido com o prefeito” (linhas 32 e 33), julgue os itens abaixo:
I. As vírgulas no trecho “[...] quando o contrato entre Prefeitura e A&M foi assinado [...] se justificam por se tratar de uma expressão adverbial temporal descolada;
II. No trecho “[...] havia se reunido [...]”, o pronome „se" poderia vir enclítico ao verbo no particípio;
III. A forma verbal „havia" não poderia ser permutada por „tinha".
Marque a opção CORRETA:
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Leia o texto que segue e responda às questões de 01 a 10.
Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura
- Gigante de consultoria em gestão e negócios com atuação em quatro continentes, a Alvarez & Marsal
- (A&M) é a primeira empresa de porte global na área de capital de investimentos a incorporar-se à
- reconstrução de Porto Alegre após a enchente.
- A Prefeitura da capital, responsável pela contratação da A&M, enfatiza a experiência da empresa na
- resposta aos efeitos do furacão Katrina, em 2005, nos Estados Unidos. Foi justamente esse episódio, porém,
- que suscitou mais críticas à companhia, associando-a a políticas de desregulação e privatização de serviços
- públicos. Esse receituário foi batizado pela escritora canadense de esquerda Naomi Klein de “capitalismo de
- desastre”.
- No Brasil, onde está presente desde 2004, a empresa é alvo de considerações semelhantes, mesmo
- antes de apresentar qualquer proposta como ocorre em Porto Alegre. A A&M diz que seu objetivo é fazer um
- diagnóstico da situação da infraestrutura local e propor formas de financiar a reconstrução. A companhia
- garante que segue rigorosamente termos de contratos com clientes e práticas de mercado.
- Porto Alegre, e também grande parte do Estado do Rio Grande do Sul, foram atingidos por fortes
- temporais nas últimas semanas. O lago Guaíba chegou a atingir o nível recorde de 5,35 metros no último dia
- 5. E a chuva retornou à região metropolitana da capital na quinta-feira (23/5). Especialistas projetam volume
- acima da cota de inundação até o início de junho.
- Mais de 30 técnicos da A&M trabalham desde segunda-feira (13/5) na elaboração de um plano de
- recuperação da infraestrutura da cidade. O estudo deve ser concluído em 30 dias. No total, a consultoria
- durará 60 dias, em regime pro bono (sem ônus para o tomador, no caso, o município). A empresa também
- assinou contrato de prestação de serviços de consultoria ao governo do Rio Grande do Sul, na mesma
- modalidade sem ônus, segundo a assessoria do governador Eduardo Leite. A administração estadual
- anunciou que fará acertos do mesmo tipo com outras consultorias, como McKinsey e EY.
- Em Porto Alegre, o trabalho resultará no que a A&M chama de “plano macro preliminar” para
- recuperação da capital. A assessoria da empresa definiu nos seguintes termos o escopo do trabalho: “Calcular
- o impacto (da enchente) na infraestrutura da cidade para sugerir alternativas de fontes de recursos para
- reconstrução”.
- Questionada pela BBC News Brasil a respeito de detalhes de seu estudo, a A&M disse que, no
- momento, concentra seus esforços no diagnóstico e no plano emergencial de ações e, tão logo tenha a
- estrutura do plano, apresentará um cronograma para implementação à Prefeitura.
- A Prefeitura poderá acolher ou rejeitar o projeto, mas já definiu que não contratará a empresa após a
- conclusão do estudo, segundo o vice-prefeito Ricardo Gomes (sem partido).
- Na sexta-feira (17/5), quando o contrato entre Prefeitura e A&M foi assinado, a equipe da firma já
- havia se reunido com o prefeito, o vice e representantes das secretarias de Obras e Infraestrutura e Habitação
- e Regularização Fundiária e do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Encontros com as
- secretarias de Saúde e Educação estavam previstos. Todas as secretarias que sofreram impacto da catástrofe
- farão reuniões com os consultores.
- O projeto incluirá áreas como saneamento, construção civil e outros segmentos da infraestrutura local
- afetados pelas águas. A empresa não designou porta-voz em Porto Alegre. Segundo a assessoria, a
- consultoria está em fase de levantamento de informações.
- Identidade, área de especialização e origem dos técnicos são preservadas. Sabe-se apenas que se
- trata de um time multidisciplinar e de várias nacionalidades, segundo a assessoria da A&M.
- Ao dar início a um novo projeto, a empresa costuma buscar em seu quadro de pessoal espalhado por
- mais de 80 países aqueles com perfil e qualificação mais adequados para cada tarefa específica. Neste
- momento, por exemplo, uma equipe brasileira da área de mineração trabalha em um projeto na Austrália.
- Ao anunciar a contratação, na segunda-feira (13/5), o prefeito Sebastião Melo (MDB) disse que o
- serviço havia sido oferecido ao município por um dos sócios da A&M, “gaúcho e porto-alegrense”. Ao jornal
- Folha de S.Paulo, afirmou na quarta-feira (15/5) ter sido procurado por um “cidadão deles que mora aqui”. A
- assessoria da empresa disse que não divulgará o nome do executivo.
- A execução do trabalho em Porto Alegre ficará a cargo do braço da A&M para capitais de
- infraestrutura. Essa unidade de negócios, fundada há cinco anos no Brasil, passou a ser chamada no ano
- passado de A&M Infra. Hoje, é considerada a maior empresa de projetos de capital e de infraestrutura no país.
- Com sede no Brasil, é responsável por mais de 300 projetos supervisionados por 500 profissionais na Europa,
- na Ásia, na América do Norte e na Oceania.
- Fundada em 1983, nos Estados Unidos, pelos executivos Tony Alvarez e Bryan Marsal, a A&M
- ganhou reputação como consultoria especializada em prestar assistência a grandes conglomerados em
- dificuldades contábeis e financeiras. A área é conhecida como turnaround management (em tradução livre,
- “administração da volta por cima”).
- No Brasil, a A&M adquiriu notoriedade ao contratar o ex-ministro da Justiça Sergio Moro em 2020.
- Moro foi alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) por suposto conflito de interesse em
- razão do episódio, uma vez que a empresa havia prestado consultoria para corporações investigadas no
- âmbito da Operação Lava-Jato. Ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro julgou processos da operação
- de 2014 a 2018. O ex-ministro e a A&M sustentam que ele não atuou em casos ligados à operação. O
- processo segue em tramitação no TCU.
- [...]
ARAÚJO, Luiz Antônio. Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn00wykl901o. Acesso em 1 de junho de 2024 [com supressões].
A única palavra abaixo que é acentuada exatamente pela mesma regra de “responsável” (linha 04) é:
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Leia o texto que segue e responda às questões de 01 a 10.
Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura
- Gigante de consultoria em gestão e negócios com atuação em quatro continentes, a Alvarez & Marsal
- (A&M) é a primeira empresa de porte global na área de capital de investimentos a incorporar-se à
- reconstrução de Porto Alegre após a enchente.
- A Prefeitura da capital, responsável pela contratação da A&M, enfatiza a experiência da empresa na
- resposta aos efeitos do furacão Katrina, em 2005, nos Estados Unidos. Foi justamente esse episódio, porém,
- que suscitou mais críticas à companhia, associando-a a políticas de desregulação e privatização de serviços
- públicos. Esse receituário foi batizado pela escritora canadense de esquerda Naomi Klein de “capitalismo de
- desastre”.
- No Brasil, onde está presente desde 2004, a empresa é alvo de considerações semelhantes, mesmo
- antes de apresentar qualquer proposta como ocorre em Porto Alegre. A A&M diz que seu objetivo é fazer um
- diagnóstico da situação da infraestrutura local e propor formas de financiar a reconstrução. A companhia
- garante que segue rigorosamente termos de contratos com clientes e práticas de mercado.
- Porto Alegre, e também grande parte do Estado do Rio Grande do Sul, foram atingidos por fortes
- temporais nas últimas semanas. O lago Guaíba chegou a atingir o nível recorde de 5,35 metros no último dia
- 5. E a chuva retornou à região metropolitana da capital na quinta-feira (23/5). Especialistas projetam volume
- acima da cota de inundação até o início de junho.
- Mais de 30 técnicos da A&M trabalham desde segunda-feira (13/5) na elaboração de um plano de
- recuperação da infraestrutura da cidade. O estudo deve ser concluído em 30 dias. No total, a consultoria
- durará 60 dias, em regime pro bono (sem ônus para o tomador, no caso, o município). A empresa também
- assinou contrato de prestação de serviços de consultoria ao governo do Rio Grande do Sul, na mesma
- modalidade sem ônus, segundo a assessoria do governador Eduardo Leite. A administração estadual
- anunciou que fará acertos do mesmo tipo com outras consultorias, como McKinsey e EY.
- Em Porto Alegre, o trabalho resultará no que a A&M chama de “plano macro preliminar” para
- recuperação da capital. A assessoria da empresa definiu nos seguintes termos o escopo do trabalho: “Calcular
- o impacto (da enchente) na infraestrutura da cidade para sugerir alternativas de fontes de recursos para
- reconstrução”.
- Questionada pela BBC News Brasil a respeito de detalhes de seu estudo, a A&M disse que, no
- momento, concentra seus esforços no diagnóstico e no plano emergencial de ações e, tão logo tenha a
- estrutura do plano, apresentará um cronograma para implementação à Prefeitura.
- A Prefeitura poderá acolher ou rejeitar o projeto, mas já definiu que não contratará a empresa após a
- conclusão do estudo, segundo o vice-prefeito Ricardo Gomes (sem partido).
- Na sexta-feira (17/5), quando o contrato entre Prefeitura e A&M foi assinado, a equipe da firma já
- havia se reunido com o prefeito, o vice e representantes das secretarias de Obras e Infraestrutura e Habitação
- e Regularização Fundiária e do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Encontros com as
- secretarias de Saúde e Educação estavam previstos. Todas as secretarias que sofreram impacto da catástrofe
- farão reuniões com os consultores.
- O projeto incluirá áreas como saneamento, construção civil e outros segmentos da infraestrutura local
- afetados pelas águas. A empresa não designou porta-voz em Porto Alegre. Segundo a assessoria, a
- consultoria está em fase de levantamento de informações.
- Identidade, área de especialização e origem dos técnicos são preservadas. Sabe-se apenas que se
- trata de um time multidisciplinar e de várias nacionalidades, segundo a assessoria da A&M.
- Ao dar início a um novo projeto, a empresa costuma buscar em seu quadro de pessoal espalhado por
- mais de 80 países aqueles com perfil e qualificação mais adequados para cada tarefa específica. Neste
- momento, por exemplo, uma equipe brasileira da área de mineração trabalha em um projeto na Austrália.
- Ao anunciar a contratação, na segunda-feira (13/5), o prefeito Sebastião Melo (MDB) disse que o
- serviço havia sido oferecido ao município por um dos sócios da A&M, “gaúcho e porto-alegrense”. Ao jornal
- Folha de S.Paulo, afirmou na quarta-feira (15/5) ter sido procurado por um “cidadão deles que mora aqui”. A
- assessoria da empresa disse que não divulgará o nome do executivo.
- A execução do trabalho em Porto Alegre ficará a cargo do braço da A&M para capitais de
- infraestrutura. Essa unidade de negócios, fundada há cinco anos no Brasil, passou a ser chamada no ano
- passado de A&M Infra. Hoje, é considerada a maior empresa de projetos de capital e de infraestrutura no país.
- Com sede no Brasil, é responsável por mais de 300 projetos supervisionados por 500 profissionais na Europa,
- na Ásia, na América do Norte e na Oceania.
- Fundada em 1983, nos Estados Unidos, pelos executivos Tony Alvarez e Bryan Marsal, a A&M
- ganhou reputação como consultoria especializada em prestar assistência a grandes conglomerados em
- dificuldades contábeis e financeiras. A área é conhecida como turnaround management (em tradução livre,
- “administração da volta por cima”).
- No Brasil, a A&M adquiriu notoriedade ao contratar o ex-ministro da Justiça Sergio Moro em 2020.
- Moro foi alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) por suposto conflito de interesse em
- razão do episódio, uma vez que a empresa havia prestado consultoria para corporações investigadas no
- âmbito da Operação Lava-Jato. Ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro julgou processos da operação
- de 2014 a 2018. O ex-ministro e a A&M sustentam que ele não atuou em casos ligados à operação. O
- processo segue em tramitação no TCU.
- [...]
ARAÚJO, Luiz Antônio. Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn00wykl901o. Acesso em 1 de junho de 2024 [com supressões].
O uso das vírgulas no trecho “A Prefeitura da capital, responsável pela contratação da A&M, [...]” tem função
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Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura
- Gigante de consultoria em gestão e negócios com atuação em quatro continentes, a Alvarez & Marsal
- (A&M) é a primeira empresa de porte global na área de capital de investimentos a incorporar-se à
- reconstrução de Porto Alegre após a enchente.
- A Prefeitura da capital, responsável pela contratação da A&M, enfatiza a experiência da empresa na
- resposta aos efeitos do furacão Katrina, em 2005, nos Estados Unidos. Foi justamente esse episódio, porém,
- que suscitou mais críticas à companhia, associando-a a políticas de desregulação e privatização de serviços
- públicos. Esse receituário foi batizado pela escritora canadense de esquerda Naomi Klein de “capitalismo de
- desastre”.
- No Brasil, onde está presente desde 2004, a empresa é alvo de considerações semelhantes, mesmo
- antes de apresentar qualquer proposta como ocorre em Porto Alegre. A A&M diz que seu objetivo é fazer um
- diagnóstico da situação da infraestrutura local e propor formas de financiar a reconstrução. A companhia
- garante que segue rigorosamente termos de contratos com clientes e práticas de mercado.
- Porto Alegre, e também grande parte do Estado do Rio Grande do Sul, foram atingidos por fortes
- temporais nas últimas semanas. O lago Guaíba chegou a atingir o nível recorde de 5,35 metros no último dia
- 5. E a chuva retornou à região metropolitana da capital na quinta-feira (23/5). Especialistas projetam volume
- acima da cota de inundação até o início de junho.
- Mais de 30 técnicos da A&M trabalham desde segunda-feira (13/5) na elaboração de um plano de
- recuperação da infraestrutura da cidade. O estudo deve ser concluído em 30 dias. No total, a consultoria
- durará 60 dias, em regime pro bono (sem ônus para o tomador, no caso, o município). A empresa também
- assinou contrato de prestação de serviços de consultoria ao governo do Rio Grande do Sul, na mesma
- modalidade sem ônus, segundo a assessoria do governador Eduardo Leite. A administração estadual
- anunciou que fará acertos do mesmo tipo com outras consultorias, como McKinsey e EY.
- Em Porto Alegre, o trabalho resultará no que a A&M chama de “plano macro preliminar” para
- recuperação da capital. A assessoria da empresa definiu nos seguintes termos o escopo do trabalho: “Calcular
- o impacto (da enchente) na infraestrutura da cidade para sugerir alternativas de fontes de recursos para
- reconstrução”.
- Questionada pela BBC News Brasil a respeito de detalhes de seu estudo, a A&M disse que, no
- momento, concentra seus esforços no diagnóstico e no plano emergencial de ações e, tão logo tenha a
- estrutura do plano, apresentará um cronograma para implementação à Prefeitura.
- A Prefeitura poderá acolher ou rejeitar o projeto, mas já definiu que não contratará a empresa após a
- conclusão do estudo, segundo o vice-prefeito Ricardo Gomes (sem partido).
- Na sexta-feira (17/5), quando o contrato entre Prefeitura e A&M foi assinado, a equipe da firma já
- havia se reunido com o prefeito, o vice e representantes das secretarias de Obras e Infraestrutura e Habitação
- e Regularização Fundiária e do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Encontros com as
- secretarias de Saúde e Educação estavam previstos. Todas as secretarias que sofreram impacto da catástrofe
- farão reuniões com os consultores.
- O projeto incluirá áreas como saneamento, construção civil e outros segmentos da infraestrutura local
- afetados pelas águas. A empresa não designou porta-voz em Porto Alegre. Segundo a assessoria, a
- consultoria está em fase de levantamento de informações.
- Identidade, área de especialização e origem dos técnicos são preservadas. Sabe-se apenas que se
- trata de um time multidisciplinar e de várias nacionalidades, segundo a assessoria da A&M.
- Ao dar início a um novo projeto, a empresa costuma buscar em seu quadro de pessoal espalhado por
- mais de 80 países aqueles com perfil e qualificação mais adequados para cada tarefa específica. Neste
- momento, por exemplo, uma equipe brasileira da área de mineração trabalha em um projeto na Austrália.
- Ao anunciar a contratação, na segunda-feira (13/5), o prefeito Sebastião Melo (MDB) disse que o
- serviço havia sido oferecido ao município por um dos sócios da A&M, “gaúcho e porto-alegrense”. Ao jornal
- Folha de S.Paulo, afirmou na quarta-feira (15/5) ter sido procurado por um “cidadão deles que mora aqui”. A
- assessoria da empresa disse que não divulgará o nome do executivo.
- A execução do trabalho em Porto Alegre ficará a cargo do braço da A&M para capitais de
- infraestrutura. Essa unidade de negócios, fundada há cinco anos no Brasil, passou a ser chamada no ano
- passado de A&M Infra. Hoje, é considerada a maior empresa de projetos de capital e de infraestrutura no país.
- Com sede no Brasil, é responsável por mais de 300 projetos supervisionados por 500 profissionais na Europa,
- na Ásia, na América do Norte e na Oceania.
- Fundada em 1983, nos Estados Unidos, pelos executivos Tony Alvarez e Bryan Marsal, a A&M
- ganhou reputação como consultoria especializada em prestar assistência a grandes conglomerados em
- dificuldades contábeis e financeiras. A área é conhecida como turnaround management (em tradução livre,
- “administração da volta por cima”).
- No Brasil, a A&M adquiriu notoriedade ao contratar o ex-ministro da Justiça Sergio Moro em 2020.
- Moro foi alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) por suposto conflito de interesse em
- razão do episódio, uma vez que a empresa havia prestado consultoria para corporações investigadas no
- âmbito da Operação Lava-Jato. Ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro julgou processos da operação
- de 2014 a 2018. O ex-ministro e a A&M sustentam que ele não atuou em casos ligados à operação. O
- processo segue em tramitação no TCU.
- [...]
ARAÚJO, Luiz Antônio. Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn00wykl901o. Acesso em 1 de junho de 2024 [com supressões].
Levando-se em conta o trecho “Porto Alegre, e também grande parte do Estado do Rio Grande do Sul, foram atingidos por fortes temporais nas últimas semanas. O lago Guaíba chegou a atingir o nível recorde de 5,35 metros no último dia 5” (linhas 13 a 15), julgue os itens abaixo:
I. Na expressão „foram atingidos", a concordância só deveria ter sido feita com o vocábulo „Porto Alegre";
II. No trecho „chegou a atingir", o vocábulo „a" deveria ter recebido um acento grave, indicador da crase;
III. A expressão temporal „no último dia 5" não poderia, no contexto em que ocorre, ser virgulada.
Marque a opção CORRETA:
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Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura
- Gigante de consultoria em gestão e negócios com atuação em quatro continentes, a Alvarez & Marsal
- (A&M) é a primeira empresa de porte global na área de capital de investimentos a incorporar-se à
- reconstrução de Porto Alegre após a enchente.
- A Prefeitura da capital, responsável pela contratação da A&M, enfatiza a experiência da empresa na
- resposta aos efeitos do furacão Katrina, em 2005, nos Estados Unidos. Foi justamente esse episódio, porém,
- que suscitou mais críticas à companhia, associando-a a políticas de desregulação e privatização de serviços
- públicos. Esse receituário foi batizado pela escritora canadense de esquerda Naomi Klein de “capitalismo de
- desastre”.
- No Brasil, onde está presente desde 2004, a empresa é alvo de considerações semelhantes, mesmo
- antes de apresentar qualquer proposta como ocorre em Porto Alegre. A A&M diz que seu objetivo é fazer um
- diagnóstico da situação da infraestrutura local e propor formas de financiar a reconstrução. A companhia
- garante que segue rigorosamente termos de contratos com clientes e práticas de mercado.
- Porto Alegre, e também grande parte do Estado do Rio Grande do Sul, foram atingidos por fortes
- temporais nas últimas semanas. O lago Guaíba chegou a atingir o nível recorde de 5,35 metros no último dia
- 5. E a chuva retornou à região metropolitana da capital na quinta-feira (23/5). Especialistas projetam volume
- acima da cota de inundação até o início de junho.
- Mais de 30 técnicos da A&M trabalham desde segunda-feira (13/5) na elaboração de um plano de
- recuperação da infraestrutura da cidade. O estudo deve ser concluído em 30 dias. No total, a consultoria
- durará 60 dias, em regime pro bono (sem ônus para o tomador, no caso, o município). A empresa também
- assinou contrato de prestação de serviços de consultoria ao governo do Rio Grande do Sul, na mesma
- modalidade sem ônus, segundo a assessoria do governador Eduardo Leite. A administração estadual
- anunciou que fará acertos do mesmo tipo com outras consultorias, como McKinsey e EY.
- Em Porto Alegre, o trabalho resultará no que a A&M chama de “plano macro preliminar” para
- recuperação da capital. A assessoria da empresa definiu nos seguintes termos o escopo do trabalho: “Calcular
- o impacto (da enchente) na infraestrutura da cidade para sugerir alternativas de fontes de recursos para
- reconstrução”.
- Questionada pela BBC News Brasil a respeito de detalhes de seu estudo, a A&M disse que, no
- momento, concentra seus esforços no diagnóstico e no plano emergencial de ações e, tão logo tenha a
- estrutura do plano, apresentará um cronograma para implementação à Prefeitura.
- A Prefeitura poderá acolher ou rejeitar o projeto, mas já definiu que não contratará a empresa após a
- conclusão do estudo, segundo o vice-prefeito Ricardo Gomes (sem partido).
- Na sexta-feira (17/5), quando o contrato entre Prefeitura e A&M foi assinado, a equipe da firma já
- havia se reunido com o prefeito, o vice e representantes das secretarias de Obras e Infraestrutura e Habitação
- e Regularização Fundiária e do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Encontros com as
- secretarias de Saúde e Educação estavam previstos. Todas as secretarias que sofreram impacto da catástrofe
- farão reuniões com os consultores.
- O projeto incluirá áreas como saneamento, construção civil e outros segmentos da infraestrutura local
- afetados pelas águas. A empresa não designou porta-voz em Porto Alegre. Segundo a assessoria, a
- consultoria está em fase de levantamento de informações.
- Identidade, área de especialização e origem dos técnicos são preservadas. Sabe-se apenas que se
- trata de um time multidisciplinar e de várias nacionalidades, segundo a assessoria da A&M.
- Ao dar início a um novo projeto, a empresa costuma buscar em seu quadro de pessoal espalhado por
- mais de 80 países aqueles com perfil e qualificação mais adequados para cada tarefa específica. Neste
- momento, por exemplo, uma equipe brasileira da área de mineração trabalha em um projeto na Austrália.
- Ao anunciar a contratação, na segunda-feira (13/5), o prefeito Sebastião Melo (MDB) disse que o
- serviço havia sido oferecido ao município por um dos sócios da A&M, “gaúcho e porto-alegrense”. Ao jornal
- Folha de S.Paulo, afirmou na quarta-feira (15/5) ter sido procurado por um “cidadão deles que mora aqui”. A
- assessoria da empresa disse que não divulgará o nome do executivo.
- A execução do trabalho em Porto Alegre ficará a cargo do braço da A&M para capitais de
- infraestrutura. Essa unidade de negócios, fundada há cinco anos no Brasil, passou a ser chamada no ano
- passado de A&M Infra. Hoje, é considerada a maior empresa de projetos de capital e de infraestrutura no país.
- Com sede no Brasil, é responsável por mais de 300 projetos supervisionados por 500 profissionais na Europa,
- na Ásia, na América do Norte e na Oceania.
- Fundada em 1983, nos Estados Unidos, pelos executivos Tony Alvarez e Bryan Marsal, a A&M
- ganhou reputação como consultoria especializada em prestar assistência a grandes conglomerados em
- dificuldades contábeis e financeiras. A área é conhecida como turnaround management (em tradução livre,
- “administração da volta por cima”).
- No Brasil, a A&M adquiriu notoriedade ao contratar o ex-ministro da Justiça Sergio Moro em 2020.
- Moro foi alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) por suposto conflito de interesse em
- razão do episódio, uma vez que a empresa havia prestado consultoria para corporações investigadas no
- âmbito da Operação Lava-Jato. Ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro julgou processos da operação
- de 2014 a 2018. O ex-ministro e a A&M sustentam que ele não atuou em casos ligados à operação. O
- processo segue em tramitação no TCU.
- [...]
ARAÚJO, Luiz Antônio. Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn00wykl901o. Acesso em 1 de junho de 2024 [com supressões].
O assunto principal do texto é:
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- OrtografiaGrafia e Emprego de Iniciais Maiúsculas
- OrtografiaPontuação
- SintaxeConcordânciaConcordância Nominal
- SintaxeCrase
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Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura
- Gigante de consultoria em gestão e negócios com atuação em quatro continentes, a Alvarez & Marsal
- (A&M) é a primeira empresa de porte global na área de capital de investimentos a incorporar-se à
- reconstrução de Porto Alegre após a enchente.
- A Prefeitura da capital, responsável pela contratação da A&M, enfatiza a experiência da empresa na
- resposta aos efeitos do furacão Katrina, em 2005, nos Estados Unidos. Foi justamente esse episódio, porém,
- que suscitou mais críticas à companhia, associando-a a políticas de desregulação e privatização de serviços
- públicos. Esse receituário foi batizado pela escritora canadense de esquerda Naomi Klein de “capitalismo de
- desastre”.
- No Brasil, onde está presente desde 2004, a empresa é alvo de considerações semelhantes, mesmo
- antes de apresentar qualquer proposta como ocorre em Porto Alegre. A A&M diz que seu objetivo é fazer um
- diagnóstico da situação da infraestrutura local e propor formas de financiar a reconstrução. A companhia
- garante que segue rigorosamente termos de contratos com clientes e práticas de mercado.
- Porto Alegre, e também grande parte do Estado do Rio Grande do Sul, foram atingidos por fortes
- temporais nas últimas semanas. O lago Guaíba chegou a atingir o nível recorde de 5,35 metros no último dia
- 5. E a chuva retornou à região metropolitana da capital na quinta-feira (23/5). Especialistas projetam volume
- acima da cota de inundação até o início de junho.
- Mais de 30 técnicos da A&M trabalham desde segunda-feira (13/5) na elaboração de um plano de
- recuperação da infraestrutura da cidade. O estudo deve ser concluído em 30 dias. No total, a consultoria
- durará 60 dias, em regime pro bono (sem ônus para o tomador, no caso, o município). A empresa também
- assinou contrato de prestação de serviços de consultoria ao governo do Rio Grande do Sul, na mesma
- modalidade sem ônus, segundo a assessoria do governador Eduardo Leite. A administração estadual
- anunciou que fará acertos do mesmo tipo com outras consultorias, como McKinsey e EY.
- Em Porto Alegre, o trabalho resultará no que a A&M chama de “plano macro preliminar” para
- recuperação da capital. A assessoria da empresa definiu nos seguintes termos o escopo do trabalho: “Calcular
- o impacto (da enchente) na infraestrutura da cidade para sugerir alternativas de fontes de recursos para
- reconstrução”.
- Questionada pela BBC News Brasil a respeito de detalhes de seu estudo, a A&M disse que, no
- momento, concentra seus esforços no diagnóstico e no plano emergencial de ações e, tão logo tenha a
- estrutura do plano, apresentará um cronograma para implementação à Prefeitura.
- A Prefeitura poderá acolher ou rejeitar o projeto, mas já definiu que não contratará a empresa após a
- conclusão do estudo, segundo o vice-prefeito Ricardo Gomes (sem partido).
- Na sexta-feira (17/5), quando o contrato entre Prefeitura e A&M foi assinado, a equipe da firma já
- havia se reunido com o prefeito, o vice e representantes das secretarias de Obras e Infraestrutura e Habitação
- e Regularização Fundiária e do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Encontros com as
- secretarias de Saúde e Educação estavam previstos. Todas as secretarias que sofreram impacto da catástrofe
- farão reuniões com os consultores.
- O projeto incluirá áreas como saneamento, construção civil e outros segmentos da infraestrutura local
- afetados pelas águas. A empresa não designou porta-voz em Porto Alegre. Segundo a assessoria, a
- consultoria está em fase de levantamento de informações.
- Identidade, área de especialização e origem dos técnicos são preservadas. Sabe-se apenas que se
- trata de um time multidisciplinar e de várias nacionalidades, segundo a assessoria da A&M.
- Ao dar início a um novo projeto, a empresa costuma buscar em seu quadro de pessoal espalhado por
- mais de 80 países aqueles com perfil e qualificação mais adequados para cada tarefa específica. Neste
- momento, por exemplo, uma equipe brasileira da área de mineração trabalha em um projeto na Austrália.
- Ao anunciar a contratação, na segunda-feira (13/5), o prefeito Sebastião Melo (MDB) disse que o
- serviço havia sido oferecido ao município por um dos sócios da A&M, “gaúcho e porto-alegrense”. Ao jornal
- Folha de S.Paulo, afirmou na quarta-feira (15/5) ter sido procurado por um “cidadão deles que mora aqui”. A
- assessoria da empresa disse que não divulgará o nome do executivo.
- A execução do trabalho em Porto Alegre ficará a cargo do braço da A&M para capitais de
- infraestrutura. Essa unidade de negócios, fundada há cinco anos no Brasil, passou a ser chamada no ano
- passado de A&M Infra. Hoje, é considerada a maior empresa de projetos de capital e de infraestrutura no país.
- Com sede no Brasil, é responsável por mais de 300 projetos supervisionados por 500 profissionais na Europa,
- na Ásia, na América do Norte e na Oceania.
- Fundada em 1983, nos Estados Unidos, pelos executivos Tony Alvarez e Bryan Marsal, a A&M
- ganhou reputação como consultoria especializada em prestar assistência a grandes conglomerados em
- dificuldades contábeis e financeiras. A área é conhecida como turnaround management (em tradução livre,
- “administração da volta por cima”).
- No Brasil, a A&M adquiriu notoriedade ao contratar o ex-ministro da Justiça Sergio Moro em 2020.
- Moro foi alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) por suposto conflito de interesse em
- razão do episódio, uma vez que a empresa havia prestado consultoria para corporações investigadas no
- âmbito da Operação Lava-Jato. Ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro julgou processos da operação
- de 2014 a 2018. O ex-ministro e a A&M sustentam que ele não atuou em casos ligados à operação. O
- processo segue em tramitação no TCU.
- [...]
ARAÚJO, Luiz Antônio. Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn00wykl901o. Acesso em 1 de junho de 2024 [com supressões].
No título do texto, há um desvio quanto
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- Paradigmas de ProgramaçãoOrientação a ObjetosAnálise e Projeto Orientado a Objetos
- Paradigmas de ProgramaçãoOrientação a ObjetosOrientação a Objetos: Polimorfismo
A opção que melhor ilustra o conceito de polimorfismo em programação orientada a objetos é:
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Caderno Container