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FUGA
De repente você resolve: fugir.
Não sabe para onde nem como
nem por quê (no fundo você sabe
a razão de fugir; nasce com a gente).
É preciso FUGIR.
Sem dinheiro sem roupa sem destino.
Esta noite mesmo. Quando os outros
estiverem dormindo.
Ir a pé, de pés nus.
Calçar botina era acordar os gritos
que dormem na textura do soalho.
Levar pão e rosca; para o dia.
Comida sobra em árvores
infinitas, do outro lado do projeto:
um verdor
eterno, frutescente (deve ser).
Tem à beira da estrada, numa venda.
O dono viu passar muitos meninos
que tinham necessidade de fugir
e compreende.
Toda estrada, uma venda
para a fuga.
Fugir rumo da fuga
que não se sabe onde acaba
mas começa em você, ponta dos dedos.
Cabe pouco em duas algibeiras
e você não tem mais do que duas.
Canivete, lenço, figurinhas
de que não vai se separar
(custou tanto a juntar).
As mãos devem ser livres
para pessoas, trabalhos, onças
que virão.
Fugir agora ou nunca. Vão chorar,
vão esquecer você? ou vão lembrar-se?
(lembrar é que é preciso,
compensa toda fuga.)
Ou vão amaldiçoá-lo, pais da Bíblia?
Você não vai saber. Você não volta nunca.
(Essa palavra nunca, deliciosa.)
Se irão sofrer, tanto melhor.
Você não volta nunca nunca nunca.
E será esta noite, meia-noite
Em ponto.
Você dormindo à meia-noite.
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Fuga. In: Menino
antigo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973. p. 155-156.
A respeito dos pronomes destacados em “Para com esse barulho” (texto 1) e “Esta noite mesmo” (texto 2), assinale a afirmativa correta.
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Aubert (1998) realizou uma revisão do modelo denominado “Procedimentos Técnicos da Tradução”, proposto por Vinay e Darbelnet (1960). Por entender que não mais se tratava de procedimentos técnicos, mas de produtos, Aubert substituiu a expressão “Procedimentos Técnicos da Tradução” por “Modalidades de Tradução”, propondo uma classificação de treze modalidades. Uma delas é a transposição, que é caracterizada por:
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Quadros (2004), ao considerar que o intérprete educacional atua na área mais requisitada no Brasil, afirma que esse especialista deve ter um perfil para intermediar as relações entre os alunos e os professores. Sobre essa questão, Carneiro (2018) considera estranho perceber que a situação e a especificidade dos intérpretes educacionais não são mencionadas nos cinco códigos de ética e conduta profissionais de intérpretes de línguas de sinais por ela analisados. Tendo em vista que Quadros (2004) afirma haver vários problemas de ordem ética que surgem em função do tipo de intermediação em sala de aula, é correto afirmar que os códigos de ética deveriam contemplar atuações específicas como:
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Carneiro (2018) observou que há um núcleo comum, de cunho mais deontológico, ao analisar sete códigos de ética e conduta profissionais de importantes associações, ou seja, duas de intérpretes de conferências de línguas orais e cinco de intérpretes de línguas de sinais. Nesse contexto, assinale a alternativa que revela um cunho mais finalístico.
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O ato de interpretar é uma tarefa muito mais complexa do que se presume e exige dos envolvidos não somente a prática de interpretação, mas também profundo conhecimento teórico sobre a área desenvolvida em sala de aula. De acordo com Quadros (2004), nesse contexto, é INCORRETO afirmar que:
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O processo de tradução-interpretação de uma língua para outra, em que o tradutor-intérprete precisa ouvir/ver a enunciação em uma língua (língua fonte), processá-la e passá-la para a outra língua (língua alvo) no tempo da enunciação, denomina-se:
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Segundo Brito (1995), um novo sinal pode surgir em decorrência de um “empréstimo” de uma língua para outra. Este fenômeno também ocorre na LIBRAS. Quando o novo sinal tem como origem um empréstimo de uma língua oral, denominamos de “soletração lexicalizada”. Nestes casos, ocorrem algumas mudanças significativas na soletração. A respeito disso, é INCORRETO afirmar que há:
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Segundo Vasconcelos (2010), a inserção estratégica do tradutor e do intérprete de línguas de sinais em um campo disciplinar já estabelecido, longe de diminuir a importância de sua questão identitária, pode contribuir para o fortalecimento desses profissionais. Nesse caso, Vasconcelos refere-se ao campo disciplinar dos estudos:
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Tendo como pressuposto que as línguas de sinais são patrimônios da humanidade e expressam as culturas das comunidades surdas, segundo Stumpf (2008), a educação bilíngue é vista, para os alunos surdos, como:
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Ströbel (2007, p. 33) afirma que “quando a sociedade deixa o surdo ser ele mesmo, carece tirar as máscaras e assim chega o momento de o povo surdo enfrentar a prática ouvintista, resgatar-se e transformar-se no que é de direito: partes de nós mesmos, de termos orgulho de ser surdo!” Nesse contexto, é INCORRETO afirmar que:
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