Magna Concursos

Foram encontradas 319 questões.

1428906 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ

ESTÁCIO, HOLLY ESTÁCIO

Se alguém quer matar-me de amor

Que me mate no Estácio

Bem no compasso,

Bem junto ao passo

Do passista da escola de samba

Do Largo do Estácio

O Estácio acalma o sentido dos erros que eu faço

Trago não traço,

Faço não caço

O amor da morena maldita

Domingo no espaço

Fico manso, amanso a dor

Holliday é um dia de paz

Solto o ódio, mato o amor

Holliday eu já não penso mais

Luiz Melodia

Dentre as alternativas a seguir, assinale o verso que NÃO expressa a frustração amorosa do eu poético de Estácio, Holly Estácio.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1428905 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ

Enunciado 1428905-1

VOZ DE SANGUE


  1. Palpitam-me

os sons do batuque

e os ritmos melancólicos do blue


  1. Ó negro esfarrapado do Harlem...

ó dançarino de Chicago

ó negro servidor do South


  1. Ó negro de África

negros de todo o mundo

eu junto ao vosso canto

a minha pobre voz

os meus humildes ritmos.


  1. Eu vos acompanho

pelas emaranhadas áfricas

do nosso Rumo


  1. Eu vos sinto

negros de todo o mundo

eu vivo a vossa Dor

meus irmãos.

(António) AGOSTINHO NETO (1922-1979), médico, formado nas Universidades de Coimbra e de Lisboa, foi Presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPL, e, em 1975, tornou-se o primeiro Presidente de Angola, cargo que exerceu até 1979.

Assinale a alternativa em que aparecem os três elementos em torno dos quais se articula a mensagem poética de Voz de Sangue.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1428902 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ

Vou Te Encontrar

Paulo Miklos

Compositor: Nando Reis

Olha, ainda estou aqui

Perto, nunca te esqueci

Forte, com a cabeça no lugar

Livre, livre para amar

Sofro, como qualquer um

Rio, quando estou feliz

Homem, dessa mulher

Vivo, como você quer

Nas ondas do mar

Nas pedras do rio

Nos raios de sol

Nas noites de frio

No céu, no horizonte

No inverno, verão

Nas estrelas que formam

Uma constelação

Vou te encontrar...

Vou te encontrar

Olha, eu fiquei aqui

Perto, está você em mim

Forte, pra continuar

Livre, livre para amar

Sofro, como qualquer um

Rio, porque sou feliz

Homem, de uma mulher

Vivo, como você quer

No beijo da moça

No alto e no chão

Nos dentes da boca

Nos dedos da mão

No brilho dos olhos

Na luz da visão

No peito dos homens

No meu coração

Vou te encontrar...

Vou te encontrar

Os elementos linguísticos, presentes em “vou te encontrar”, indicam um tempo:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1424800 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ

Vou Te Encontrar

Paulo Miklos

Compositor: Nando Reis

Olha, ainda estou aqui

Perto, nunca te esqueci

Forte, com a cabeça no lugar

Livre, livre para amar

Sofro, como qualquer um

Rio, quando estou feliz

Homem, dessa mulher

Vivo, como você quer

Nas ondas do mar

Nas pedras do rio

Nos raios de sol

Nas noites de frio

No céu, no horizonte

No inverno, verão

Nas estrelas que formam

Uma constelação

Vou te encontrar...

Vou te encontrar

Olha, eu fiquei aqui

Perto, está você em mim

Forte, pra continuar

Livre, livre para amar

Sofro, como qualquer um

Rio, porque sou feliz

Homem, de uma mulher

Vivo, como você quer

No beijo da moça

No alto e no chão

Nos dentes da boca

Nos dedos da mão

No brilho dos olhos

Na luz da visão

No peito dos homens

No meu coração

Vou te encontrar...

Vou te encontrar

No texto, o compositor reflete acerca da perda e da ausência de um ente querido. Tais sentimentos estão presentes respectivamente em:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1424792 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ

Vou Te Encontrar

Paulo Miklos

Compositor: Nando Reis

Olha, ainda estou aqui

Perto, nunca te esqueci

Forte, com a cabeça no lugar

Livre, livre para amar

Sofro, como qualquer um

Rio, quando estou feliz

Homem, dessa mulher

Vivo, como você quer

Nas ondas do mar

Nas pedras do rio

Nos raios de sol

Nas noites de frio

No céu, no horizonte

No inverno, verão

Nas estrelas que formam

Uma constelação

Vou te encontrar...

Vou te encontrar

Olha, eu fiquei aqui

Perto, está você em mim

Forte, pra continuar

Livre, livre para amar

Sofro, como qualquer um

Rio, porque sou feliz

Homem, de uma mulher

Vivo, como você quer

No beijo da moça

No alto e no chão

Nos dentes da boca

Nos dedos da mão

No brilho dos olhos

Na luz da visão

No peito dos homens

No meu coração

Vou te encontrar...

Vou te encontrar

Em “Forte, com a cabeça no lugar”, o termo em destaque expressa:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1424441 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ

Enunciado 1424441-1

O trecho adiante é um fragmento do romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto (1881-1922). Leia-o e responda às questões propostas a seguir:

“(...) De manhã, pus-me a recapitular todos esses episódios; e sobre todos pairava a figura inflada, mescla de suíno e de símio, do célebre jornalista Raul Gusmão. O próprio Oliveira, tão parvo e tão besta, tinha alguma coisa dele, do seu fingimento de superioridade, dos seus gestos fabricados, da sua procura de frases de efeito, de seu galope para o espanto e para a surpresa. Era já o genial, com quem viria travar conhecimento mais tarde, que me assombrava com o seu maquinismo de pose e me colhia nos alçapões de apanhar os simples. E senti também que o espantoso Gusmão e o bobo Oliveira me tinham desviado da observação meticulosa a que vinha submetendo o padeiro de Itaporanga. Achava extraordinário que um varejista de um vilarejo longínquo cultivasse e mantivesse amizades tão fora do seu círculo; não se explicava bem aquele seu norteio para os jornalistas, a especial admiração com que os cercava, o carinho com que tratava todos. (...)”

Assinale a alternativa com o trecho que expressa ironia.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1424440 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ

TEXTO 7

O texto adiante apresenta fragmentos do poema Às mulheres da minha terra, de Alda Espírito Santo, poeta, professora e jornalista de São Tomé e Príncipe. Leia-o e responda à questão proposta a seguir:

ÀS MULHERES DA MINHA TERRA

“Irmãs do meu torrão pequeno

Que passais pela estrada do meu país de África

É para vós, irmãs, a minha alma toda inteira

— Há em mim uma lacuna amarga —

Eu queria falar convosco no nosso crioulo cantante

Queria levar até vós, a mensagem das nossas vidas

Na língua maternal, bebida com o leite dos nossos primeiros dias

Mas, irmãs, vou buscar um idioma emprestado

Para mostrar-vos a nossa terra

O nosso grande continente,

Duma ponta a outra.

(...)

Amigas, as nossas mãos juntas,

As nossas mãos negras

Prendendo os nossos sonhos estéreis

Varrendo com fúria Com a fúria das nossas “palayês”1

Das nossas feiras,

As coisas más da nossa vida.

(...)”

1 vendedoras

Alda Espírito Santo, poeta, professora e jornalista, também conhecida por Alda Graça, nasceu em 30 de abril de 1926, na cidade de São Tomé, capital do Arquipélago de São Tomé e Príncipe. Após a independência do país, ocorrida em 12 de junho de 1975, Alda Espírito Santo ocupou vários cargos sucessivos no governo da jovem nação, entre os quais os de Ministra da Educação e Cultura, Ministra da Informação e Cultura, Presidente da Assembleia Nacional e Secretária Geral da União Nacional de Escritores e Artistas de São Tomé e Príncipe. Nesse ano, em novembro, compõe a letra do Hino Nacional de São Tomé e Príncipe, intitulado “Independência Total”. No ano de 1976, publica seu primeiro livro de poemas, intitulado “O jogral das Ilhas”. Em 1978, publica o livro de poemas “É nosso o solo sagrado da terra-poesia de protesto e luta”, que reúne uma coletânea dos poemas produzidos por Alda entre os anos de 1950- 1970. Em 9 de março de 2010, falece a poeta Alda Espírito Santo, em Luanda (Angola).

Esses fragmentos do texto dado expressam algumas tensões. Mais que isso, eles expõem alguns temas centrais, em torno dos quais se estrutura a mensagem poética. Marque a alternativa que menciona combinação NÃO tratada nessas estrofes do poema.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1424439 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFRJ
Orgão: UFRJ

Enunciado 1424439-1

“(...) Entre os fatores constitutivos da globalização, em seu caráter perverso atual, encontram-se a forma como a informação é oferecida à humanidade e a emergência do dinheiro em estado puro como motor da vida econômica e social. (...). O que é transmitido à maioria da humanidade é, de fato, uma informação manipulada que, em lugar de esclarecer, confunde. Isso é tanto mais grave porque, nas condições atuais da vida econômica e social, a informação constitui um dado essencial e imprescindível. (...)”

Fragmento de Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, 2015, de MILTON SANTOS (3 de maio de 1926, Brotas de Macaúba, Bahia – 24 de junho de 2001, São Paulo). O geógrafo e professor foi preso, durante o golpe de 1964, e permaneceu no exílio por 13 anos. Depois de seu retorno ao Brasil, foi professor e pesquisador na UFRJ até 1983. Milton Santos recebeu 20 títulos Doutor Honoris Causa de universidades brasileiras e estrangeiras.

Sobre a afirmação inicial do trecho dado é correto afirmar que “a forma como a informação é oferecida à humanidade e a emergência do dinheiro em estado puro como motor da vida econômica e social” são:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

TEXTO 2

O texto adiante é um fragmento do artigo Intelectuais negros e a identidade brasileira, publicado por Jonas Soares de Souza na revista Campo & Cidade. Leia-o, atentamente, e responda às questões 5, 6 e 7.

Enunciado 1424438-1

INTELECTUAIS NEGROS E A IDENTIDADE BRASILEIRA

“Neto de escrava liberta, Joaquim Maria Machado de Assis é o mais famoso e universal dos escritores brasileiros. Mulato de origem humilde, o autor de Dom Casmurro foi o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras e, hoje, é reconhecido como escritor de primeira linha da literatura mundial. Alguns intelectuais contemporâneos de Machado de Assis, no entanto, tentavam sublimar suas origens étnicas e o passado humilde para incorporá-lo de corpo e alma ao universo dos brancos.

O escritor Joaquim Nabuco, por exemplo, em uma carta de 1908 adverte o crítico José Veríssimo por ter se referido a Machado como ‘mulato’, em artigo de homenagem ao escritor recém-falecido. ‘Machado para mim era um branco, e creio que por tal se tomava; quando houvesse sangue estranho, isto em nada afetava a sua perfeita caracterização caucásica. Eu pelo menos só via nele o grego’.

Na literatura sobre relações raciais no Brasil existe um consenso de que a integração dos descendentes de africanos à sociedade deu-se pela via do “embranquecimento”, ou pelo que um sociólogo chama de ‘válvula de escape do mulato’, como no caso de Machado de Assis. O “embranquecimento” pode ser entendido como o processo pelo qual indivíduos negros, principalmente intelectuais, eram assimilados às elites nacionais brasileiras. Isso significava uma escalada da pobreza e subordinação baseada no preconceito de cor e na origem escrava em direção ao domínio de classe e cultura das elites predominantemente brancas. (...)”

Dentre as alternativas a seguir, assinale a afirmativa correta.
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

TEXTO 2

O texto adiante é um fragmento do artigo Intelectuais negros e a identidade brasileira, publicado por Jonas Soares de Souza na revista Campo & Cidade. Leia-o, atentamente, e responda às questões 5, 6 e 7.

Enunciado 1424437-1

INTELECTUAIS NEGROS E A IDENTIDADE BRASILEIRA

“Neto de escrava liberta, Joaquim Maria Machado de Assis é o mais famoso e universal dos escritores brasileiros. Mulato de origem humilde, o autor de Dom Casmurro foi o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras e, hoje, é reconhecido como escritor de primeira linha da literatura mundial. Alguns intelectuais contemporâneos de Machado de Assis, no entanto, tentavam sublimar suas origens étnicas e o passado humilde para incorporá-lo de corpo e alma ao universo dos brancos.

O escritor Joaquim Nabuco, por exemplo, em uma carta de 1908 adverte o crítico José Veríssimo por ter se referido a Machado como ‘mulato’, em artigo de homenagem ao escritor recém-falecido. ‘Machado para mim era um branco, e creio que por tal se tomava; quando houvesse sangue estranho, isto em nada afetava a sua perfeita caracterização caucásica. Eu pelo menos só via nele o grego’.

Na literatura sobre relações raciais no Brasil existe um consenso de que a integração dos descendentes de africanos à sociedade deu-se pela via do “embranquecimento”, ou pelo que um sociólogo chama de ‘válvula de escape do mulato’, como no caso de Machado de Assis. O “embranquecimento” pode ser entendido como o processo pelo qual indivíduos negros, principalmente intelectuais, eram assimilados às elites nacionais brasileiras. Isso significava uma escalada da pobreza e subordinação baseada no preconceito de cor e na origem escrava em direção ao domínio de classe e cultura das elites predominantemente brancas. (...)”

A integração de Machado de Assis à sociedade pela via do “embranquecimento” teria ocorrido, segundo:
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas