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Texto 1
A irmandade do sótão
De onde vêm as ideias para contos, novelas e romances? Trata-se de uma pergunta antiga, tão antiga quanto são os contos, as novelas, os romances, os poemas, as peças de teatro – tudo enfim que brota da cabeça de pessoas, de certas pessoas, ao menos, como resultado daquilo que chamamos de inspiração. E antigas são também as explicações a respeito. Particularmente interessante é aquela que nos proporciona a mitologia grega: o desencadeamento do processo criativo resultaria da ação das musas, figuras etéreas que, amavelmente, se apossavam de um poeta, de um artista, e o conduziam pelo caminho da criação. [...]
No processo de criação artística havia uma inversão: o homem já não era o detentor da semente; competia-lhe ser fecundado e dar à luz uma obra de arte. Mas não existiam artistas mulheres? Claro que sim; e os próprios gregos nos dão um exemplo, com a poetisa Safo, que viveu por volta do sexto ou sétimo século a.C. Mas Safo era um caso especial, inclusive pela conotação homoerótica que muitos veem em seus poemas (a palavra “lésbica” vem de Lesbos, a ilha em que ela vivia); certamente se tratava de uma mulher liberada – a exceção, não a regra. A principal função da mulher era criar a prole, cuidar da casa, em suma, proporcionar ao homem a retaguarda que lhe permitisse desenvolver suas atividades, no campo, no comércio, na guerra, na arte, na medicina e até mesmo na culinária: durante muito tempo os chefs mais famosos foram homens. O trivial ficava por conta da mulher; a inspiração culinária e a criação de novos pratos eram só para homem. Mas, claro, as mulheres eram chamadas de “musas” e ditados como “atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher” eram repetidos como uma espécie de prêmio de consolação. De valor duvidoso: era “atrás” do grande homem que a mulher, ainda que grande, se colocava. Atrás, não ao lado, e muito menos acima.
Aos poucos as coisas foram mudando. As mulheres já não se resignavam ao papel de inspiradoras; queriam, elas próprias, criar. E foram conseguindo seu espaço, mas, no início, de forma limitada. No caso da literatura, não poderia ser na narrativa épica ou no romance. Não, teria de ser uma coisa mais íntima, menor, mais limitada.
O gênero de Safo: a poesia. Mulheres começaram a escrever poemas, dentro de um estilo de vida resumido na fórmula “a louca no sótão”. Fórmula apropriada: o sótão é mesmo um compartimento isolado, o lugar onde são guardadas coisas velhas e às vezes esquisitas. Ter “macaquinhos no sótão” é uma antiga expressão que designa maluquice. [...]
As coisas mudaram por completo. Pode-se dizer, sem medo de errar, que literatura é hoje um território predominantemente feminino, tal o número de escritoras e de leitoras. E o triunfo estará completo quando algum afortunado cavalheiro for nomeado “muso” das letras.
(Adaptado de SCLIAR, M. A irmandade do sótão. Mente & Cérebro, São Paulo, ano 16, n. 198, p. 82,
jun. 2009)
“As mulheres já não se resignavam ao papel de inspiradoras; queriam, elas próprias, criar” .
Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, indicando a correta função dos termos destacados do período acima.
| COLUNA 1 | COLUNA 2 |
| 1. as mulheres | ( ) retoma o sujeito da primeira oração |
| 2. não | ( ) sujeito da primeira oração |
| 3. ao papel de inspiradoras | ( ) complemento do verbo resignar |
| 4. elas próprias | ( ) advérbio que modifica o verbo resignar |
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
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Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a afirmativa abaixo.
O Portal de Periódicos UFSC agrega revistas científicas produzidas na Universidade Federal de Santa Catarina. O Sistema de Editoração Eletrônica utilizado para seu gerenciamento é chamado de...
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Sobre os processos de tradução e interpretação, assinale a alternativa CORRETA.
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Texto 1
A irmandade do sótão
De onde vêm as ideias para contos, novelas e romances? Trata-se de uma pergunta antiga, tão antiga quanto são os contos, as novelas, os romances, os poemas, as peças de teatro – tudo enfim que brota da cabeça de pessoas, de certas pessoas, ao menos, como resultado daquilo que chamamos de inspiração. E antigas são também as explicações a respeito. Particularmente interessante é aquela que nos proporciona a mitologia grega: o desencadeamento do processo criativo resultaria da ação das musas, figuras etéreas que, amavelmente, se apossavam de um poeta, de um artista, e o conduziam pelo caminho da criação. [...]
No processo de criação artística havia uma inversão: o homem já não era o detentor da semente; competia-lhe ser fecundado e dar à luz uma obra de arte. Mas não existiam artistas mulheres? Claro que sim; e os próprios gregos nos dão um exemplo, com a poetisa Safo, que viveu por volta do sexto ou sétimo século a.C. Mas Safo era um caso especial, inclusive pela conotação homoerótica que muitos veem em seus poemas (a palavra “lésbica” vem de Lesbos, a ilha em que ela vivia); certamente se tratava de uma mulher liberada – a exceção, não a regra. A principal função da mulher era criar a prole, cuidar da casa, em suma, proporcionar ao homem a retaguarda que lhe permitisse desenvolver suas atividades, no campo, no comércio, na guerra, na arte, na medicina e até mesmo na culinária: durante muito tempo os chefs mais famosos foram homens. O trivial ficava por conta da mulher; a inspiração culinária e a criação de novos pratos eram só para homem. Mas, claro, as mulheres eram chamadas de “musas” e ditados como “atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher” eram repetidos como uma espécie de prêmio de consolação. De valor duvidoso: era “atrás” do grande homem que a mulher, ainda que grande, se colocava. Atrás, não ao lado, e muito menos acima.
Aos poucos as coisas foram mudando. As mulheres já não se resignavam ao papel de inspiradoras; queriam, elas próprias, criar. E foram conseguindo seu espaço, mas, no início, de forma limitada. No caso da literatura, não poderia ser na narrativa épica ou no romance. Não, teria de ser uma coisa mais íntima, menor, mais limitada.
O gênero de Safo: a poesia. Mulheres começaram a escrever poemas, dentro de um estilo de vida resumido na fórmula “a louca no sótão”. Fórmula apropriada: o sótão é mesmo um compartimento isolado, o lugar onde são guardadas coisas velhas e às vezes esquisitas. Ter “macaquinhos no sótão” é uma antiga expressão que designa maluquice. [...]
As coisas mudaram por completo. Pode-se dizer, sem medo de errar, que literatura é hoje um território predominantemente feminino, tal o número de escritoras e de leitoras. E o triunfo estará completo quando algum afortunado cavalheiro for nomeado “muso” das letras.
(Adaptado de SCLIAR, M. A irmandade do sótão. Mente & Cérebro, São Paulo, ano 16, n. 198, p. 82,
jun. 2009)
Assinale a alternativa em que a reescrita MANTÉM o significado do seguinte período:
“Aos poucos as coisas foram mudando”.
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Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a afirmativa abaixo.
Com base na NBR 10520, de agosto de 2002, que trata de Informação e Documentação – Citações em documentos, “citação” é...
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Com relação ao sistema genital, identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas.
( ) Quando a bexiga urinária está vazia, a vagina e o colo do útero formam um ângulo de 180°.
( ) A glande é uma dilatação do corpo esponjoso do pênis.
( ) O testículo é revestido externamente pela túnica albugínea.
( ) Os ovários são estruturas intraperitoniais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
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Assinale a alternativa CORRETA.
Os fixadores de peças anatômicas e cadáveres mais comumente empregados no Brasil são formol, álcool etílico, glicerina e fenol. Sobre estes fixadores, pode-se afirmar que:
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Texto 1
Além do sorriso e da gargalhada
Difícil não reconhecer que uma boa risada – de preferência daquelas que nos surpreendem pela sua intensidade – nos deixa mais leves, mesmo quando as coisas não vão bem. Um sorriso, em geral, quebra resistências (as próprias e as alheias). Não por acaso,
durante uma briga de namorados aquele que consegue fazer os lábios do parceiro se moverem para cima com certeza conseguiu quebrar as resistências do outro – e está a caminho de conseguir uma trégua. A química cerebral está por trás da reconciliação: há uma descarga de endorfinas na corrente sanguínea quando rimos que chega aos centros de prazer cerebrais e os estimula.
Riso e bom humor são os temas da seção especial desta edição. Naturalmente os dois não são sinônimos e seria ingenuidade tomá-los assim. O primeiro, independentemente de sua intensidade, ocorre num momento específico, pontual. E não é novidade que pode ter vários sentidos; uma pessoa pode rir de maneira divertida, tímida, amedrontada, falsa, sarcástica ou até maldosa – quem não se lembra da gargalhada cruel da madrasta da Branca de Neve, por exemplo? Já o bom humor implica algo mais amplo, uma postura flexível e a capacidade de encontrar graça nas mais diferentes situações. Há, nessa forma de ver a vida, uma manifestação de inteligência, que nos permite reorganizar os mais diversos elementos de maneira criativa. Mas há, nesses dois temas, um ponto de convergência: o sistema cerebral “se diverte” quando percebe uma incongruência e consegue solucioná-la. Se isso se dá pontualmente, a expressão dessa excitação neural pode aparecer como um sorriso (ou quiçá uma gargalhada). O cérebro curioso, disposto a levar “pequenos escorregões” e ser surpreendido, nem sempre ri de forma óbvia – mas vê o mundo como um lugar repleto de motivos para achar graça.
Uma discussão que vem à tona com frequência quando nos voltamos para a questão humor diz respeito à resiliência, uma espécie de equivalente psíquico da resistência física – que pode ser grande aliada no tratamento psicoterapêutico. Diante das adversidades, esse aspecto faz com que sejamos capazes de enfrentar frustrações e perdas. Não se trata de negar a dor ou tentar disfarçá la – pelo contrário. A habilidade abarca justamente a possibilidade de reconhecer o sofrimento, mas não se deter nele. Carlos Drummond de Andrade deve ter razão: “... O primeiro amor passou. O segundo amor passou. O terceiro amor passou. Mas o coração continua. [...] Algumas palavras duras, em voz mansa, te golpearam. Nunca, nunca cicatrizaram. Mas e o humor?”
Boa leitura. Divirta-se.
(Adaptado de LEAL, G. Além do sorriso e da gargalhada. Mente & Cérebro, São Paulo, ano 16, n. 198,
p. 3, jun. 2009)
Identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas abaixo, em relação às palavras destacadas da frase:
“Naturalmente os dois não são sinônimos e seria ingenuidade tomá-los assim.”
( ) O vocábulo os está empregado como artigo definido na primeira ocorrência e como pronome oblíquo na segunda.
( ) A expressão “os dois não são sinônimos” corresponde, semanticamente, a “os dois são antônimos”.
( ) A palavra naturalmente pode ser deslocada para o início da segunda oração sem alterar o significado da frase.
( ) A palavra assim refere-se ao fato de os dois (termos) serem sinônimos.
( ) O uso do verbo seria em lugar de é atenua a força da afirmação.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
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Sobre o Nazismo, é CORRETO afirmar que:
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Adolescente de 13 anos de idade é trazido pela mãe preocupada, pois é o menor da turma e ainda não apresentou nenhuma característica sexual secundária. Ele tem baixa estatura e baixo peso, ambos no percentil 50 para 10 anos de idade. O exame clínico é normal e revela G1 – P1 e testículos com volume de 3 ml. A idade óssea é de 10 anos. A mãe tem estatura de 165 cm e o pai de 175 cm.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a melhor orientação.
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