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Foram encontradas 50 questões.

52549 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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A questão refere-se ao texto a seguir.

AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS

Silvana Schultze

Com o crescente número de títulos lançados a cada ano, torna-se cada vez mais difícil para um periódico científico sobressair em meio à grande massa de publicações produzidas e consolidar-se de forma reconhecida pela comunidade acadêmica. Para que isso ocorra, é necessária a utilização de instrumentos de avaliação que permitam a classificação dos títulos, oferecendo à comunidade acadêmica subsídios para identificar os periódicos científicos que melhor sirvam aos seus interesses.

Para Krzyzanowski e Ferreira (1998, p. 45), pode-se obter parâmetros a respeito da qualidade de um periódico científico pela mensuração dos aspectos relacionados ao seu conteúdo, cuja qualidade determina o mérito do título, e de normalização, cujo rigor tornou-se imprescindível, pois “os sistemas automatizados necessitam que os dados estejam em perfeita sintonia com as normas, para que os computadores possam interpretar eletronicamente os dados”.

No que diz respeito ao conteúdo, a avaliação de periódicos deve levar em conta os seguintes aspectos (KRZYZANOWSKI; FERREIRA, 1998, p. 45):

1. qualidade dos artigos (nível científico; atualidade; identificação com a orientação temática da revista; percentual de artigos originais);

2. qualidade do corpo editorial e dos consultores (participação de membros da comunidade nacional e internacional);

4. natureza do órgão publicador;

5. abrangência quanto à origem dos trabalhos (abertura da revista para autores de nível institucional, nacional e internacional);

6. difusão da revista (distribuição e divulgação devem ser as mais amplas possíveis);

7. indexação (a revista deve pleitear a inclusão das bases de dados nacionais e internacionais, de acordo com a área de assuntos que abrange – quanto maior o número de bases de dados, maior será a valorização de sua qualidade, produtividade, inclusive a difusão indireta da revista).

No que diz respeito à normalização, a avaliação leva em conta 16 aspectos, que vão desde o formato do periódico – o qual se recomenda que seja mantido durante a existência do título – até as instruções aos autores, que devem ser completas, descrevendo as áreas abrangidas pelo periódico, suas seções, norma adotada, critérios de seleção e questões relacionadas a direitos autorais e responsabilidade pelo conteúdo dos artigos publicados, entre outros, além de incluir exemplos de referências bibliográficas (KRZYZANOWSKI; FERREIRA, 1998).

Inf. & Soc.: Est., João Pessoa, v. 15, n. 2, jul./dez. 2005.

Quanto à inclusão de um periódico em indexadores e bases de dados, NÃO se pode afirmar que

 

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52548 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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A questão refere-se ao texto a seguir.

AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS

Silvana Schultze

Com o crescente número de títulos lançados a cada ano, torna-se cada vez mais difícil para um periódico científico sobressair em meio à grande massa de publicações produzidas e consolidar-se de forma reconhecida pela comunidade acadêmica. Para que isso ocorra, é necessária a utilização de instrumentos de avaliação que permitam a classificação dos títulos, oferecendo à comunidade acadêmica subsídios para identificar os periódicos científicos que melhor sirvam aos seus interesses.

Para Krzyzanowski e Ferreira (1998, p. 45), pode-se obter parâmetros a respeito da qualidade de um periódico científico pela mensuração dos aspectos relacionados ao seu conteúdo, cuja qualidade determina o mérito do título, e de normalização, cujo rigor tornou-se imprescindível, pois “os sistemas automatizados necessitam que os dados estejam em perfeita sintonia com as normas, para que os computadores possam interpretar eletronicamente os dados”.

No que diz respeito ao conteúdo, a avaliação de periódicos deve levar em conta os seguintes aspectos (KRZYZANOWSKI; FERREIRA, 1998, p. 45):

1. qualidade dos artigos (nível científico; atualidade; identificação com a orientação temática da revista; percentual de artigos originais);

2. qualidade do corpo editorial e dos consultores (participação de membros da comunidade nacional e internacional);

4. natureza do órgão publicador;

5. abrangência quanto à origem dos trabalhos (abertura da revista para autores de nível institucional, nacional e internacional);

6. difusão da revista (distribuição e divulgação devem ser as mais amplas possíveis);

7. indexação (a revista deve pleitear a inclusão das bases de dados nacionais e internacionais, de acordo com a área de assuntos que abrange – quanto maior o número de bases de dados, maior será a valorização de sua qualidade, produtividade, inclusive a difusão indireta da revista).

No que diz respeito à normalização, a avaliação leva em conta 16 aspectos, que vão desde o formato do periódico – o qual se recomenda que seja mantido durante a existência do título – até as instruções aos autores, que devem ser completas, descrevendo as áreas abrangidas pelo periódico, suas seções, norma adotada, critérios de seleção e questões relacionadas a direitos autorais e responsabilidade pelo conteúdo dos artigos publicados, entre outros, além de incluir exemplos de referências bibliográficas (KRZYZANOWSKI; FERREIRA, 1998).

Inf. & Soc.: Est., João Pessoa, v. 15, n. 2, jul./dez. 2005.

NÃO é elemento que concorra para a credibilidade de uma revista acadêmica

 

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52547 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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A questão refere-se ao texto a seguir.

AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS

Silvana Schultze

Com o crescente número de títulos lançados a cada ano, torna-se cada vez mais difícil para um periódico científico sobressair em meio à grande massa de publicações produzidas e consolidar-se de forma reconhecida pela comunidade acadêmica. Para que isso ocorra, é necessária a utilização de instrumentos de avaliação que permitam a classificação dos títulos, oferecendo à comunidade acadêmica subsídios para identificar os periódicos científicos que melhor sirvam aos seus interesses.

Para Krzyzanowski e Ferreira (1998, p. 45), pode-se obter parâmetros a respeito da qualidade de um periódico científico pela mensuração dos aspectos relacionados ao seu conteúdo, cuja qualidade determina o mérito do título, e de normalização, cujo rigor tornou-se imprescindível, pois “os sistemas automatizados necessitam que os dados estejam em perfeita sintonia com as normas, para que os computadores possam interpretar eletronicamente os dados”.

No que diz respeito ao conteúdo, a avaliação de periódicos deve levar em conta os seguintes aspectos (KRZYZANOWSKI; FERREIRA, 1998, p. 45):

1. qualidade dos artigos (nível científico; atualidade; identificação com a orientação temática da revista; percentual de artigos originais);

2. qualidade do corpo editorial e dos consultores (participação de membros da comunidade nacional e internacional);

4. natureza do órgão publicador;

5. abrangência quanto à origem dos trabalhos (abertura da revista para autores de nível institucional, nacional e internacional);

6. difusão da revista (distribuição e divulgação devem ser as mais amplas possíveis);

7. indexação (a revista deve pleitear a inclusão das bases de dados nacionais e internacionais, de acordo com a área de assuntos que abrange – quanto maior o número de bases de dados, maior será a valorização de sua qualidade, produtividade, inclusive a difusão indireta da revista).

No que diz respeito à normalização, a avaliação leva em conta 16 aspectos, que vão desde o formato do periódico – o qual se recomenda que seja mantido durante a existência do título – até as instruções aos autores, que devem ser completas, descrevendo as áreas abrangidas pelo periódico, suas seções, norma adotada, critérios de seleção e questões relacionadas a direitos autorais e responsabilidade pelo conteúdo dos artigos publicados, entre outros, além de incluir exemplos de referências bibliográficas (KRZYZANOWSKI; FERREIRA, 1998).

Inf. & Soc.: Est., João Pessoa, v. 15, n. 2, jul./dez. 2005.

Sobre a normalização de revistas científicas, é INCORRETO afirmar que

 

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52546 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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A questão refere-se ao texto a seguir.

AVALIAÇÃO DE PERIÓDICOS CIENTÍFICOS

Silvana Schultze

Com o crescente número de títulos lançados a cada ano, torna-se cada vez mais difícil para um periódico científico sobressair em meio à grande massa de publicações produzidas e consolidar-se de forma reconhecida pela comunidade acadêmica. Para que isso ocorra, é necessária a utilização de instrumentos de avaliação que permitam a classificação dos títulos, oferecendo à comunidade acadêmica subsídios para identificar os periódicos científicos que melhor sirvam aos seus interesses.

Para Krzyzanowski e Ferreira (1998, p. 45), pode-se obter parâmetros a respeito da qualidade de um periódico científico pela mensuração dos aspectos relacionados ao seu conteúdo, cuja qualidade determina o mérito do título, e de normalização, cujo rigor tornou-se imprescindível, pois “os sistemas automatizados necessitam que os dados estejam em perfeita sintonia com as normas, para que os computadores possam interpretar eletronicamente os dados”.

No que diz respeito ao conteúdo, a avaliação de periódicos deve levar em conta os seguintes aspectos (KRZYZANOWSKI; FERREIRA, 1998, p. 45):

1. qualidade dos artigos (nível científico; atualidade; identificação com a orientação temática da revista; percentual de artigos originais);

2. qualidade do corpo editorial e dos consultores (participação de membros da comunidade nacional e internacional);

4. natureza do órgão publicador;

5. abrangência quanto à origem dos trabalhos (abertura da revista para autores de nível institucional, nacional e internacional);

6. difusão da revista (distribuição e divulgação devem ser as mais amplas possíveis);

7. indexação (a revista deve pleitear a inclusão das bases de dados nacionais e internacionais, de acordo com a área de assuntos que abrange – quanto maior o número de bases de dados, maior será a valorização de sua qualidade, produtividade, inclusive a difusão indireta da revista).

No que diz respeito à normalização, a avaliação leva em conta 16 aspectos, que vão desde o formato do periódico – o qual se recomenda que seja mantido durante a existência do título – até as instruções aos autores, que devem ser completas, descrevendo as áreas abrangidas pelo periódico, suas seções, norma adotada, critérios de seleção e questões relacionadas a direitos autorais e responsabilidade pelo conteúdo dos artigos publicados, entre outros, além de incluir exemplos de referências bibliográficas (KRZYZANOWSKI; FERREIRA, 1998).

Inf. & Soc.: Est., João Pessoa, v. 15, n. 2, jul./dez. 2005.

Quanto às revistas científicas, é CORRETO afirmar que

 

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52545 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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A questão refere-se ao texto a seguir.

O PROCESSO EDITORIAL DE UM PERIÓDICO CIENTÍFICO

Silvana Schultze

O processo editorial de um periódico científico varia de título para título, estando vinculado às características da unidade publicadora, seja ela uma sociedade, organização ou entidade de classe, departamento de uma universidade pública ou particular ou uma editora.

Este processo, no entanto, possui fases específicas, comuns a qualquer organização, que podem ser descritas, no caso de um periódico científico impresso, como:

(a) definição de projeto gráfico, fase necessária no momento de lançamento da primeira edição do periódico e que define os layouts de capa e de miolo;

(b) recebimento de artigos, fase na qual a pessoa responsável pelo periódico encarrega-se de receber e organizar os artigos candidatos à publicação;

(c) avaliação de artigos, fase em que os artigos recebidos são analisados, seja pelo próprio editor acadêmico, por membros do Conselho Editorial/Científico ou da Comissão Editorial, ou mesmo por pareceristas, contratados ou convidados, pelo sistema blind review ou não;

(d) preparação de artigos, fase composta por revisão dos originais dos artigos e normalização, realizada por revisores especializados ou pelo próprio editor acadêmico;

(e) editoração, fase na qual os artigos são diagramados eletronicamente conforme o padrão gráfico estabelecido anteriormente, pelo próprio editor acadêmico, pessoas ligadas a ele ou então empresas especializadas;

(f) acompanhamento gráfico, fase na qual o editor acadêmico ou a pessoa responsável pela produção editorial e/ou gráfica do periódico verifica a adequação da impressão às características preestabelecidas, sendo ainda responsável pela aprovação da prova heliográfica.

Inf. & Soc.: Est., João Pessoa, v. 15, n. 2, jul./dez. 2005.

A diagramação consiste, atualmente, na etapa de

 

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52544 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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A questão refere-se ao texto a seguir.

O PROCESSO EDITORIAL DE UM PERIÓDICO CIENTÍFICO

Silvana Schultze

O processo editorial de um periódico científico varia de título para título, estando vinculado às características da unidade publicadora, seja ela uma sociedade, organização ou entidade de classe, departamento de uma universidade pública ou particular ou uma editora.

Este processo, no entanto, possui fases específicas, comuns a qualquer organização, que podem ser descritas, no caso de um periódico científico impresso, como:

(a) definição de projeto gráfico, fase necessária no momento de lançamento da primeira edição do periódico e que define os layouts de capa e de miolo;

(b) recebimento de artigos, fase na qual a pessoa responsável pelo periódico encarrega-se de receber e organizar os artigos candidatos à publicação;

(c) avaliação de artigos, fase em que os artigos recebidos são analisados, seja pelo próprio editor acadêmico, por membros do Conselho Editorial/Científico ou da Comissão Editorial, ou mesmo por pareceristas, contratados ou convidados, pelo sistema blind review ou não;

(d) preparação de artigos, fase composta por revisão dos originais dos artigos e normalização, realizada por revisores especializados ou pelo próprio editor acadêmico;

(e) editoração, fase na qual os artigos são diagramados eletronicamente conforme o padrão gráfico estabelecido anteriormente, pelo próprio editor acadêmico, pessoas ligadas a ele ou então empresas especializadas;

(f) acompanhamento gráfico, fase na qual o editor acadêmico ou a pessoa responsável pela produção editorial e/ou gráfica do periódico verifica a adequação da impressão às características preestabelecidas, sendo ainda responsável pela aprovação da prova heliográfica.

Inf. & Soc.: Est., João Pessoa, v. 15, n. 2, jul./dez. 2005.

Revistas Científicas são publicações

 

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52543 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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A questão refere-se ao texto a seguir.

O PROCESSO EDITORIAL DE UM PERIÓDICO CIENTÍFICO

Silvana Schultze

O processo editorial de um periódico científico varia de título para título, estando vinculado às características da unidade publicadora, seja ela uma sociedade, organização ou entidade de classe, departamento de uma universidade pública ou particular ou uma editora.

Este processo, no entanto, possui fases específicas, comuns a qualquer organização, que podem ser descritas, no caso de um periódico científico impresso, como:

(a) definição de projeto gráfico, fase necessária no momento de lançamento da primeira edição do periódico e que define os layouts de capa e de miolo;

(b) recebimento de artigos, fase na qual a pessoa responsável pelo periódico encarrega-se de receber e organizar os artigos candidatos à publicação;

(c) avaliação de artigos, fase em que os artigos recebidos são analisados, seja pelo próprio editor acadêmico, por membros do Conselho Editorial/Científico ou da Comissão Editorial, ou mesmo por pareceristas, contratados ou convidados, pelo sistema blind review ou não;

(d) preparação de artigos, fase composta por revisão dos originais dos artigos e normalização, realizada por revisores especializados ou pelo próprio editor acadêmico;

(e) editoração, fase na qual os artigos são diagramados eletronicamente conforme o padrão gráfico estabelecido anteriormente, pelo próprio editor acadêmico, pessoas ligadas a ele ou então empresas especializadas;

(f) acompanhamento gráfico, fase na qual o editor acadêmico ou a pessoa responsável pela produção editorial e/ou gráfica do periódico verifica a adequação da impressão às características preestabelecidas, sendo ainda responsável pela aprovação da prova heliográfica.

Inf. & Soc.: Est., João Pessoa, v. 15, n. 2, jul./dez. 2005.

Schultze e Gallardo parecem concordar com relação à(s)

 

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Questão presente nas seguintes provas
52542 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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A questão refere-se ao texto a seguir.

O PROCESSO EDITORIAL DE UM PERIÓDICO CIENTÍFICO

Silvana Schultze

O processo editorial de um periódico científico varia de título para título, estando vinculado às características da unidade publicadora, seja ela uma sociedade, organização ou entidade de classe, departamento de uma universidade pública ou particular ou uma editora.

Este processo, no entanto, possui fases específicas, comuns a qualquer organização, que podem ser descritas, no caso de um periódico científico impresso, como:

(a) definição de projeto gráfico, fase necessária no momento de lançamento da primeira edição do periódico e que define os layouts de capa e de miolo;

(b) recebimento de artigos, fase na qual a pessoa responsável pelo periódico encarrega-se de receber e organizar os artigos candidatos à publicação;

(c) avaliação de artigos, fase em que os artigos recebidos são analisados, seja pelo próprio editor acadêmico, por membros do Conselho Editorial/Científico ou da Comissão Editorial, ou mesmo por pareceristas, contratados ou convidados, pelo sistema blind review ou não;

(d) preparação de artigos, fase composta por revisão dos originais dos artigos e normalização, realizada por revisores especializados ou pelo próprio editor acadêmico;

(e) editoração, fase na qual os artigos são diagramados eletronicamente conforme o padrão gráfico estabelecido anteriormente, pelo próprio editor acadêmico, pessoas ligadas a ele ou então empresas especializadas;

(f) acompanhamento gráfico, fase na qual o editor acadêmico ou a pessoa responsável pela produção editorial e/ou gráfica do periódico verifica a adequação da impressão às características preestabelecidas, sendo ainda responsável pela aprovação da prova heliográfica.

Inf. & Soc.: Est., João Pessoa, v. 15, n. 2, jul./dez. 2005.

Comparando o processo editorial de livros e revistas acadêmicas, é CORRETO afirmar que

 

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Questão presente nas seguintes provas
52541 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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A questão refere-se ao texto a seguir.

EDITORES, BONS LEITORES

Ana Laura Gallardo

A palavra “edição” tem múltiplas acepções. O Dicionário da Língua Espanhola da RAE mostra uma enorme lista de significados da palavra: “produção impressa de exemplares de um texto […], conjunto de exemplares de uma obra impressos de uma só vez […], coleção de livros que têm características comuns […], impressão ou gravação de um disco ou de uma obra audiovisual […], cada uma das sucessivas tiragens de um periódico […], emissão de vários programas informativos de rádio ou televisão […], celebração de determinado evento […]”, etc. Mas qual é o nosso trabalho? O do editor de publicações? Estou convencida de que um editor é, a todo momento, um bom leitor, nos sentidos metafórico e literal da palavra.

Um editor é aquela pessoa capaz de “fazer uma boa leitura do mercado”, alimentando-se das publicações existentes, pensando sobre aquelas que não existem, mas que seria interessante que existissem, e “lendo” os interesses e necessidades do público ávido de novas publicações.

Mas não deve estar atento só a isso, como também deve “ler”, no sentido literal da palavra. Um editor vende conteúdos, nos quais deve estar imerso, assim como saber o que há por detrás das capas dos livros.

Um editor deve, além disso, fazer uma boa leitura da infinita oferta de autores existentes e estar à caça de novos talentos que possam criar um produto (porque, definitivamente, o livro é também um produto) surpreendente e acima da média.

O editor não é um simples revisor de estilo porque deve se colocar no lugar do escritor, e não cumprir normas idênticas para todos, como faria o revisor. O editor está em constante e permanente contato com a matéria-prima do escritor, sendo capaz de fazer uma leitura crítica e positiva do original e propondo alterações devidamente fundamentadas que constituam um benefício para aumentar a qualidade do original. Por isso, deve ser um “bom leitor” do material que está editando (o editor está editando desde a concepção do projeto) e tomar a suficiente distância do autor e, muitas vezes, de sua própria figura de editor, para ler como se fosse o leitor final do livro.

Além disso, o editor é a pessoa que cria seus próprios projetos editoriais, levando em conta sua leitura do mercado. Plasma suas ideias em um projeto, levando em conta todas as dificuldades que tem a edição de uma publicação. Ele não pode deixar nada de lado: avaliar, fazer cálculos econômicos, pensar no conteúdo, no autor, no design, no marketing, na venda, na distribuição.

Mas, muitas vezes, esse projeto editorial precisará da “boa leitura” de outros “editores” críticos e distantes, que façam uma leitura objetiva e positiva do projeto, definindo quais são seus pontos fortes e fracos.

O editor é aquele que cumpre um papel de protagonista em todo o processo de edição, desde a criação do projeto até a colocação do livro nas livrarias. É quem elege e tem contato com o autor e sua obra, é quem decide sobre a imagem da publicação e trabalha com os editores de arte ou designers para oferecer uma “boa leitura” visual do produto, é quem escreve os textos de contracapa e orelhas, compila, seleciona, recorta, sugere; é quem avalia custos, decide sobre tintas, impressões, papel, faz o plano de marketing da publicação, é quem decide a distribuição e o preço.

O editor é um empresário de produtos culturais que intervém em cada um dos passos do processo de publicação de um livro, sempre tendo presente que não é um escritor, nem um designer, nem um revisor, é um “bom leitor” que poderia responder a uma questão como esta:

– Qual é sua profissão?

– Editor.

– Tenho uns escritos que quero publicar. Você poderia me ajudar?

In: Editores, buenos lectores, ano 1, n. 0, jul., 2008. Tradução Ana Elisa Ribeiro.

Está subjacente ao texto uma concepção de leitura

 

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52540 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
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A questão refere-se ao texto a seguir.

EDITORES, BONS LEITORES

Ana Laura Gallardo

A palavra “edição” tem múltiplas acepções. O Dicionário da Língua Espanhola da RAE mostra uma enorme lista de significados da palavra: “produção impressa de exemplares de um texto […], conjunto de exemplares de uma obra impressos de uma só vez […], coleção de livros que têm características comuns […], impressão ou gravação de um disco ou de uma obra audiovisual […], cada uma das sucessivas tiragens de um periódico […], emissão de vários programas informativos de rádio ou televisão […], celebração de determinado evento […]”, etc. Mas qual é o nosso trabalho? O do editor de publicações? Estou convencida de que um editor é, a todo momento, um bom leitor, nos sentidos metafórico e literal da palavra.

Um editor é aquela pessoa capaz de “fazer uma boa leitura do mercado”, alimentando-se das publicações existentes, pensando sobre aquelas que não existem, mas que seria interessante que existissem, e “lendo” os interesses e necessidades do público ávido de novas publicações.

Mas não deve estar atento só a isso, como também deve “ler”, no sentido literal da palavra. Um editor vende conteúdos, nos quais deve estar imerso, assim como saber o que há por detrás das capas dos livros.

Um editor deve, além disso, fazer uma boa leitura da infinita oferta de autores existentes e estar à caça de novos talentos que possam criar um produto (porque, definitivamente, o livro é também um produto) surpreendente e acima da média.

O editor não é um simples revisor de estilo porque deve se colocar no lugar do escritor, e não cumprir normas idênticas para todos, como faria o revisor. O editor está em constante e permanente contato com a matéria-prima do escritor, sendo capaz de fazer uma leitura crítica e positiva do original e propondo alterações devidamente fundamentadas que constituam um benefício para aumentar a qualidade do original. Por isso, deve ser um “bom leitor” do material que está editando (o editor está editando desde a concepção do projeto) e tomar a suficiente distância do autor e, muitas vezes, de sua própria figura de editor, para ler como se fosse o leitor final do livro.

Além disso, o editor é a pessoa que cria seus próprios projetos editoriais, levando em conta sua leitura do mercado. Plasma suas ideias em um projeto, levando em conta todas as dificuldades que tem a edição de uma publicação. Ele não pode deixar nada de lado: avaliar, fazer cálculos econômicos, pensar no conteúdo, no autor, no design, no marketing, na venda, na distribuição.

Mas, muitas vezes, esse projeto editorial precisará da “boa leitura” de outros “editores” críticos e distantes, que façam uma leitura objetiva e positiva do projeto, definindo quais são seus pontos fortes e fracos.

O editor é aquele que cumpre um papel de protagonista em todo o processo de edição, desde a criação do projeto até a colocação do livro nas livrarias. É quem elege e tem contato com o autor e sua obra, é quem decide sobre a imagem da publicação e trabalha com os editores de arte ou designers para oferecer uma “boa leitura” visual do produto, é quem escreve os textos de contracapa e orelhas, compila, seleciona, recorta, sugere; é quem avalia custos, decide sobre tintas, impressões, papel, faz o plano de marketing da publicação, é quem decide a distribuição e o preço.

O editor é um empresário de produtos culturais que intervém em cada um dos passos do processo de publicação de um livro, sempre tendo presente que não é um escritor, nem um designer, nem um revisor, é um “bom leitor” que poderia responder a uma questão como esta:

– Qual é sua profissão?

– Editor.

– Tenho uns escritos que quero publicar. Você poderia me ajudar?

In: Editores, buenos lectores, ano 1, n. 0, jul., 2008. Tradução Ana Elisa Ribeiro.

O processo editorial descrito no texto pode ser esquematizado como

 

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