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Foram encontradas 50 questões.

52539 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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A questão refere-se ao texto a seguir.

EDITORES, BONS LEITORES

Ana Laura Gallardo

A palavra “edição” tem múltiplas acepções. O Dicionário da Língua Espanhola da RAE mostra uma enorme lista de significados da palavra: “produção impressa de exemplares de um texto […], conjunto de exemplares de uma obra impressos de uma só vez […], coleção de livros que têm características comuns […], impressão ou gravação de um disco ou de uma obra audiovisual […], cada uma das sucessivas tiragens de um periódico […], emissão de vários programas informativos de rádio ou televisão […], celebração de determinado evento […]”, etc. Mas qual é o nosso trabalho? O do editor de publicações? Estou convencida de que um editor é, a todo momento, um bom leitor, nos sentidos metafórico e literal da palavra.

Um editor é aquela pessoa capaz de “fazer uma boa leitura do mercado”, alimentando-se das publicações existentes, pensando sobre aquelas que não existem, mas que seria interessante que existissem, e “lendo” os interesses e necessidades do público ávido de novas publicações.

Mas não deve estar atento só a isso, como também deve “ler”, no sentido literal da palavra. Um editor vende conteúdos, nos quais deve estar imerso, assim como saber o que há por detrás das capas dos livros.

Um editor deve, além disso, fazer uma boa leitura da infinita oferta de autores existentes e estar à caça de novos talentos que possam criar um produto (porque, definitivamente, o livro é também um produto) surpreendente e acima da média.

O editor não é um simples revisor de estilo porque deve se colocar no lugar do escritor, e não cumprir normas idênticas para todos, como faria o revisor. O editor está em constante e permanente contato com a matéria-prima do escritor, sendo capaz de fazer uma leitura crítica e positiva do original e propondo alterações devidamente fundamentadas que constituam um benefício para aumentar a qualidade do original. Por isso, deve ser um “bom leitor” do material que está editando (o editor está editando desde a concepção do projeto) e tomar a suficiente distância do autor e, muitas vezes, de sua própria figura de editor, para ler como se fosse o leitor final do livro.

Além disso, o editor é a pessoa que cria seus próprios projetos editoriais, levando em conta sua leitura do mercado. Plasma suas ideias em um projeto, levando em conta todas as dificuldades que tem a edição de uma publicação. Ele não pode deixar nada de lado: avaliar, fazer cálculos econômicos, pensar no conteúdo, no autor, no design, no marketing, na venda, na distribuição.

Mas, muitas vezes, esse projeto editorial precisará da “boa leitura” de outros “editores” críticos e distantes, que façam uma leitura objetiva e positiva do projeto, definindo quais são seus pontos fortes e fracos.

O editor é aquele que cumpre um papel de protagonista em todo o processo de edição, desde a criação do projeto até a colocação do livro nas livrarias. É quem elege e tem contato com o autor e sua obra, é quem decide sobre a imagem da publicação e trabalha com os editores de arte ou designers para oferecer uma “boa leitura” visual do produto, é quem escreve os textos de contracapa e orelhas, compila, seleciona, recorta, sugere; é quem avalia custos, decide sobre tintas, impressões, papel, faz o plano de marketing da publicação, é quem decide a distribuição e o preço.

O editor é um empresário de produtos culturais que intervém em cada um dos passos do processo de publicação de um livro, sempre tendo presente que não é um escritor, nem um designer, nem um revisor, é um “bom leitor” que poderia responder a uma questão como esta:

– Qual é sua profissão?

– Editor.

– Tenho uns escritos que quero publicar. Você poderia me ajudar?

In: Editores, buenos lectores, ano 1, n. 0, jul., 2008. Tradução Ana Elisa Ribeiro.

Os livros são considerados, pelo texto,

 

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52538 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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A questão refere-se ao texto a seguir.

EDITORES, BONS LEITORES

Ana Laura Gallardo

A palavra “edição” tem múltiplas acepções. O Dicionário da Língua Espanhola da RAE mostra uma enorme lista de significados da palavra: “produção impressa de exemplares de um texto […], conjunto de exemplares de uma obra impressos de uma só vez […], coleção de livros que têm características comuns […], impressão ou gravação de um disco ou de uma obra audiovisual […], cada uma das sucessivas tiragens de um periódico […], emissão de vários programas informativos de rádio ou televisão […], celebração de determinado evento […]”, etc. Mas qual é o nosso trabalho? O do editor de publicações? Estou convencida de que um editor é, a todo momento, um bom leitor, nos sentidos metafórico e literal da palavra.

Um editor é aquela pessoa capaz de “fazer uma boa leitura do mercado”, alimentando-se das publicações existentes, pensando sobre aquelas que não existem, mas que seria interessante que existissem, e “lendo” os interesses e necessidades do público ávido de novas publicações.

Mas não deve estar atento só a isso, como também deve “ler”, no sentido literal da palavra. Um editor vende conteúdos, nos quais deve estar imerso, assim como saber o que há por detrás das capas dos livros.

Um editor deve, além disso, fazer uma boa leitura da infinita oferta de autores existentes e estar à caça de novos talentos que possam criar um produto (porque, definitivamente, o livro é também um produto) surpreendente e acima da média.

O editor não é um simples revisor de estilo porque deve se colocar no lugar do escritor, e não cumprir normas idênticas para todos, como faria o revisor. O editor está em constante e permanente contato com a matéria-prima do escritor, sendo capaz de fazer uma leitura crítica e positiva do original e propondo alterações devidamente fundamentadas que constituam um benefício para aumentar a qualidade do original. Por isso, deve ser um “bom leitor” do material que está editando (o editor está editando desde a concepção do projeto) e tomar a suficiente distância do autor e, muitas vezes, de sua própria figura de editor, para ler como se fosse o leitor final do livro.

Além disso, o editor é a pessoa que cria seus próprios projetos editoriais, levando em conta sua leitura do mercado. Plasma suas ideias em um projeto, levando em conta todas as dificuldades que tem a edição de uma publicação. Ele não pode deixar nada de lado: avaliar, fazer cálculos econômicos, pensar no conteúdo, no autor, no design, no marketing, na venda, na distribuição.

Mas, muitas vezes, esse projeto editorial precisará da “boa leitura” de outros “editores” críticos e distantes, que façam uma leitura objetiva e positiva do projeto, definindo quais são seus pontos fortes e fracos.

O editor é aquele que cumpre um papel de protagonista em todo o processo de edição, desde a criação do projeto até a colocação do livro nas livrarias. É quem elege e tem contato com o autor e sua obra, é quem decide sobre a imagem da publicação e trabalha com os editores de arte ou designers para oferecer uma “boa leitura” visual do produto, é quem escreve os textos de contracapa e orelhas, compila, seleciona, recorta, sugere; é quem avalia custos, decide sobre tintas, impressões, papel, faz o plano de marketing da publicação, é quem decide a distribuição e o preço.

O editor é um empresário de produtos culturais que intervém em cada um dos passos do processo de publicação de um livro, sempre tendo presente que não é um escritor, nem um designer, nem um revisor, é um “bom leitor” que poderia responder a uma questão como esta:

– Qual é sua profissão?

– Editor.

– Tenho uns escritos que quero publicar. Você poderia me ajudar?

In: Editores, buenos lectores, ano 1, n. 0, jul., 2008. Tradução Ana Elisa Ribeiro.

A concepção subjacente ao texto sobre a atuação do revisor trata esse profissional como

 

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52537 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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A questão refere-se ao texto a seguir.

EDITORES, BONS LEITORES

Ana Laura Gallardo

A palavra “edição” tem múltiplas acepções. O Dicionário da Língua Espanhola da RAE mostra uma enorme lista de significados da palavra: “produção impressa de exemplares de um texto […], conjunto de exemplares de uma obra impressos de uma só vez […], coleção de livros que têm características comuns […], impressão ou gravação de um disco ou de uma obra audiovisual […], cada uma das sucessivas tiragens de um periódico […], emissão de vários programas informativos de rádio ou televisão […], celebração de determinado evento […]”, etc. Mas qual é o nosso trabalho? O do editor de publicações? Estou convencida de que um editor é, a todo momento, um bom leitor, nos sentidos metafórico e literal da palavra.

Um editor é aquela pessoa capaz de “fazer uma boa leitura do mercado”, alimentando-se das publicações existentes, pensando sobre aquelas que não existem, mas que seria interessante que existissem, e “lendo” os interesses e necessidades do público ávido de novas publicações.

Mas não deve estar atento só a isso, como também deve “ler”, no sentido literal da palavra. Um editor vende conteúdos, nos quais deve estar imerso, assim como saber o que há por detrás das capas dos livros.

Um editor deve, além disso, fazer uma boa leitura da infinita oferta de autores existentes e estar à caça de novos talentos que possam criar um produto (porque, definitivamente, o livro é também um produto) surpreendente e acima da média.

O editor não é um simples revisor de estilo porque deve se colocar no lugar do escritor, e não cumprir normas idênticas para todos, como faria o revisor. O editor está em constante e permanente contato com a matéria-prima do escritor, sendo capaz de fazer uma leitura crítica e positiva do original e propondo alterações devidamente fundamentadas que constituam um benefício para aumentar a qualidade do original. Por isso, deve ser um “bom leitor” do material que está editando (o editor está editando desde a concepção do projeto) e tomar a suficiente distância do autor e, muitas vezes, de sua própria figura de editor, para ler como se fosse o leitor final do livro.

Além disso, o editor é a pessoa que cria seus próprios projetos editoriais, levando em conta sua leitura do mercado. Plasma suas ideias em um projeto, levando em conta todas as dificuldades que tem a edição de uma publicação. Ele não pode deixar nada de lado: avaliar, fazer cálculos econômicos, pensar no conteúdo, no autor, no design, no marketing, na venda, na distribuição.

Mas, muitas vezes, esse projeto editorial precisará da “boa leitura” de outros “editores” críticos e distantes, que façam uma leitura objetiva e positiva do projeto, definindo quais são seus pontos fortes e fracos.

O editor é aquele que cumpre um papel de protagonista em todo o processo de edição, desde a criação do projeto até a colocação do livro nas livrarias. É quem elege e tem contato com o autor e sua obra, é quem decide sobre a imagem da publicação e trabalha com os editores de arte ou designers para oferecer uma “boa leitura” visual do produto, é quem escreve os textos de contracapa e orelhas, compila, seleciona, recorta, sugere; é quem avalia custos, decide sobre tintas, impressões, papel, faz o plano de marketing da publicação, é quem decide a distribuição e o preço.

O editor é um empresário de produtos culturais que intervém em cada um dos passos do processo de publicação de um livro, sempre tendo presente que não é um escritor, nem um designer, nem um revisor, é um “bom leitor” que poderia responder a uma questão como esta:

– Qual é sua profissão?

– Editor.

– Tenho uns escritos que quero publicar. Você poderia me ajudar?

In: Editores, buenos lectores, ano 1, n. 0, jul., 2008. Tradução Ana Elisa Ribeiro.

O papel do revisor de estilo é

 

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52536 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
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EDITORES, BONS LEITORES

Ana Laura Gallardo

A palavra “edição” tem múltiplas acepções. O Dicionário da Língua Espanhola da RAE mostra uma enorme lista de significados da palavra: “produção impressa de exemplares de um texto […], conjunto de exemplares de uma obra impressos de uma só vez […], coleção de livros que têm características comuns […], impressão ou gravação de um disco ou de uma obra audiovisual […], cada uma das sucessivas tiragens de um periódico […], emissão de vários programas informativos de rádio ou televisão […], celebração de determinado evento […]”, etc. Mas qual é o nosso trabalho? O do editor de publicações? Estou convencida de que um editor é, a todo momento, um bom leitor, nos sentidos metafórico e literal da palavra.

Um editor é aquela pessoa capaz de “fazer uma boa leitura do mercado”, alimentando-se das publicações existentes, pensando sobre aquelas que não existem, mas que seria interessante que existissem, e “lendo” os interesses e necessidades do público ávido de novas publicações.

Mas não deve estar atento só a isso, como também deve “ler”, no sentido literal da palavra. Um editor vende conteúdos, nos quais deve estar imerso, assim como saber o que há por detrás das capas dos livros.

Um editor deve, além disso, fazer uma boa leitura da infinita oferta de autores existentes e estar à caça de novos talentos que possam criar um produto (porque, definitivamente, o livro é também um produto) surpreendente e acima da média.

O editor não é um simples revisor de estilo porque deve se colocar no lugar do escritor, e não cumprir normas idênticas para todos, como faria o revisor. O editor está em constante e permanente contato com a matéria-prima do escritor, sendo capaz de fazer uma leitura crítica e positiva do original e propondo alterações devidamente fundamentadas que constituam um benefício para aumentar a qualidade do original. Por isso, deve ser um “bom leitor” do material que está editando (o editor está editando desde a concepção do projeto) e tomar a suficiente distância do autor e, muitas vezes, de sua própria figura de editor, para ler como se fosse o leitor final do livro.

Além disso, o editor é a pessoa que cria seus próprios projetos editoriais, levando em conta sua leitura do mercado. Plasma suas ideias em um projeto, levando em conta todas as dificuldades que tem a edição de uma publicação. Ele não pode deixar nada de lado: avaliar, fazer cálculos econômicos, pensar no conteúdo, no autor, no design, no marketing, na venda, na distribuição.

Mas, muitas vezes, esse projeto editorial precisará da “boa leitura” de outros “editores” críticos e distantes, que façam uma leitura objetiva e positiva do projeto, definindo quais são seus pontos fortes e fracos.

O editor é aquele que cumpre um papel de protagonista em todo o processo de edição, desde a criação do projeto até a colocação do livro nas livrarias. É quem elege e tem contato com o autor e sua obra, é quem decide sobre a imagem da publicação e trabalha com os editores de arte ou designers para oferecer uma “boa leitura” visual do produto, é quem escreve os textos de contracapa e orelhas, compila, seleciona, recorta, sugere; é quem avalia custos, decide sobre tintas, impressões, papel, faz o plano de marketing da publicação, é quem decide a distribuição e o preço.

O editor é um empresário de produtos culturais que intervém em cada um dos passos do processo de publicação de um livro, sempre tendo presente que não é um escritor, nem um designer, nem um revisor, é um “bom leitor” que poderia responder a uma questão como esta:

– Qual é sua profissão?

– Editor.

– Tenho uns escritos que quero publicar. Você poderia me ajudar?

In: Editores, buenos lectores, ano 1, n. 0, jul., 2008. Tradução Ana Elisa Ribeiro.

Ainda de acordo com o texto, é INCORRETO afirmar que

 

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52535 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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A questão refere-se ao texto a seguir.

EDITORES, BONS LEITORES

Ana Laura Gallardo

A palavra “edição” tem múltiplas acepções. O Dicionário da Língua Espanhola da RAE mostra uma enorme lista de significados da palavra: “produção impressa de exemplares de um texto […], conjunto de exemplares de uma obra impressos de uma só vez […], coleção de livros que têm características comuns […], impressão ou gravação de um disco ou de uma obra audiovisual […], cada uma das sucessivas tiragens de um periódico […], emissão de vários programas informativos de rádio ou televisão […], celebração de determinado evento […]”, etc. Mas qual é o nosso trabalho? O do editor de publicações? Estou convencida de que um editor é, a todo momento, um bom leitor, nos sentidos metafórico e literal da palavra.

Um editor é aquela pessoa capaz de “fazer uma boa leitura do mercado”, alimentando-se das publicações existentes, pensando sobre aquelas que não existem, mas que seria interessante que existissem, e “lendo” os interesses e necessidades do público ávido de novas publicações.

Mas não deve estar atento só a isso, como também deve “ler”, no sentido literal da palavra. Um editor vende conteúdos, nos quais deve estar imerso, assim como saber o que há por detrás das capas dos livros.

Um editor deve, além disso, fazer uma boa leitura da infinita oferta de autores existentes e estar à caça de novos talentos que possam criar um produto (porque, definitivamente, o livro é também um produto) surpreendente e acima da média.

O editor não é um simples revisor de estilo porque deve se colocar no lugar do escritor, e não cumprir normas idênticas para todos, como faria o revisor. O editor está em constante e permanente contato com a matéria-prima do escritor, sendo capaz de fazer uma leitura crítica e positiva do original e propondo alterações devidamente fundamentadas que constituam um benefício para aumentar a qualidade do original. Por isso, deve ser um “bom leitor” do material que está editando (o editor está editando desde a concepção do projeto) e tomar a suficiente distância do autor e, muitas vezes, de sua própria figura de editor, para ler como se fosse o leitor final do livro.

Além disso, o editor é a pessoa que cria seus próprios projetos editoriais, levando em conta sua leitura do mercado. Plasma suas ideias em um projeto, levando em conta todas as dificuldades que tem a edição de uma publicação. Ele não pode deixar nada de lado: avaliar, fazer cálculos econômicos, pensar no conteúdo, no autor, no design, no marketing, na venda, na distribuição.

Mas, muitas vezes, esse projeto editorial precisará da “boa leitura” de outros “editores” críticos e distantes, que façam uma leitura objetiva e positiva do projeto, definindo quais são seus pontos fortes e fracos.

O editor é aquele que cumpre um papel de protagonista em todo o processo de edição, desde a criação do projeto até a colocação do livro nas livrarias. É quem elege e tem contato com o autor e sua obra, é quem decide sobre a imagem da publicação e trabalha com os editores de arte ou designers para oferecer uma “boa leitura” visual do produto, é quem escreve os textos de contracapa e orelhas, compila, seleciona, recorta, sugere; é quem avalia custos, decide sobre tintas, impressões, papel, faz o plano de marketing da publicação, é quem decide a distribuição e o preço.

O editor é um empresário de produtos culturais que intervém em cada um dos passos do processo de publicação de um livro, sempre tendo presente que não é um escritor, nem um designer, nem um revisor, é um “bom leitor” que poderia responder a uma questão como esta:

– Qual é sua profissão?

– Editor.

– Tenho uns escritos que quero publicar. Você poderia me ajudar?

In: Editores, buenos lectores, ano 1, n. 0, jul., 2008. Tradução Ana Elisa Ribeiro.

De acordo com o texto, é VERDADEIRO dizer, principalmente, que o editor

 

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52534 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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Texto

Por uma sociedade justa e eficiente

No primeiro ano de faculdade aprendi um truque que muito me auxiliou na hora de obter notas melhores. Descobri que, numa prova na qual cai um tema que você não estudou, que o pegou de surpresa, sobre um assunto de que você não sabe absolutamente nada, o melhor é não entregá-la em branco, que seria a coisa mais lógica e correta a fazer. Nessas horas, escreva sempre alguma coisa, preencha o papel com abobrinhas, pois, quanto maior o número de páginas, melhor. Isso porque existem dois tipos de professor no Brasil: um deles é formado pelos que corrigem de acordo com o que é certo e errado. São geralmente professores de engenharia, produção, direito, matemática, recursos humanos e administração. Escrever que dois mais dois podem ser três ou doze, dependendo da “interpretação lógica do seu contexto histórico desconstruído das forças inerentes”, não comove esse tipo de professor. Ele dá nota dependendo do resultado, e fim de papo.

Mas, para a minha alegria, e agora também para a sua, existe outro tipo de professor, mais humano e mais socialmente engajado, que dá nota segundo critério de esforço despendido pelo aluno e não apenas pelo resultado. Se você escreveu dez páginas e disse coisas interessantes, mesmo que não pertinentes ao tema, ficou as duas horas da prova até o fim, mostrou esforço, ganhará uns pontinhos, digamos uma nota 3 ou até um 3,5. O que pode ser a sua salvação. Na próxima prova você só precisará tirar um 6,5, para compensar, e não uma impossível nota 10. Se você estudar um mínimo e usar esse truque, vai tirar um 5.

Uma vez formados, os alunos desse tipo de professor são muito fáceis de identificar. Seus textos são permeados de abobrinhas e mais abobrinhas, cheios de platitudes e chavões. Defendem que a renda deve ser distribuída pelo esforço, e não pelo resultado, e que toda criança que compete deve ganhar uma medalha. Defendem que todo professor de universidade deve ganhar o mesmo salário, independentemente da qualidade das aulas, e que a solução para a educação é mais e mais verbas do governo, sem nenhuma avaliação de desempenho.

Esses dois tipos de professor obviamente não se bicam. É a famosa briga da turma da filosofia contra a turma da engenharia. São as duas grandes visões políticas do mundo, é a diferença entre administração pública e privada. O que é mais justo, remunerar pelo esforço de cada um ou pelos resultados alcançados? O que é mais correto, remunerar pela obediência e cumprimento de horário ou pelas realizações efetivas com que cada um contribuiu para a sociedade?

Como o Brasil ainda não resolveu essa questão, não podemos discutir o próximo passo, que são as injustiças da opção feita. É justo só remunerar pelo resultado? É justo remunerar somente pelo esforço? Podemos até escolher um meio-termo, mas qual será a ênfase que daremos na educação dos nossos filhos e na avaliação dos nossos trabalhadores? Ao esforço ou ao resultado?

Quem tentou ser útil à sociedade, mas fracassou teria direito a uma “renda mínima”? É justo dar 3,5 àqueles cujo esforço foi justamente enganar seus professores e o “sistema”? Não seria justo dar-lhes um sonoro zero? Precisamos optar por uma sociedade justa ou por uma sociedade eficiente, ou podemos ter ambas?

Como aluno, eu tive de me esforçar muito mais para as provas daqueles professores carrascos, que avaliavam resultados, do que para as provas dos professores mais bonzinhos. Quero agradecer publicamente aos professores “carrascos” pela postura ética que adotaram, apesar das nossas amargas críticas na época. Agora entendo por que tantos de nossos cientistas e professores pertencem à Academia de Letras, por que somos o último país do mundo em termo de patentes, por que tantos brasileiros recebem sem contribuir absolutamente para a sociedade e por que nossos políticos falam e falam e não realizam nada.

Que sociedade é mais justa, aquela que valoriza as boas intenções e esforço ou aquela que valoriza os resultados? Uma boa pergunta para começar a discutir no retorno às aulas.

Stephen Kanitz

Revista VEJA

13 de agosto, 2008

O pronome “lhes”, na expressão “dar-lhes um sonoro zero”, no penúltimo parágrafo, é um pronome

 

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Questão presente nas seguintes provas
52528 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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Texto

Por uma sociedade justa e eficiente

No primeiro ano de faculdade aprendi um truque que muito me auxiliou na hora de obter notas melhores. Descobri que, numa prova na qual cai um tema que você não estudou, que o pegou de surpresa, sobre um assunto de que você não sabe absolutamente nada, o melhor é não entregá-la em branco, que seria a coisa mais lógica e correta a fazer. Nessas horas, escreva sempre alguma coisa, preencha o papel com abobrinhas, pois, quanto maior o número de páginas, melhor. Isso porque existem dois tipos de professor no Brasil: um deles é formado pelos que corrigem de acordo com o que é certo e errado. São geralmente professores de engenharia, produção, direito, matemática, recursos humanos e administração. Escrever que dois mais dois podem ser três ou doze, dependendo da “interpretação lógica do seu contexto histórico desconstruído das forças inerentes”, não comove esse tipo de professor. Ele dá nota dependendo do resultado, e fim de papo.

Mas, para a minha alegria, e agora também para a sua, existe outro tipo de professor, mais humano e mais socialmente engajado, que dá nota segundo critério de esforço despendido pelo aluno e não apenas pelo resultado. Se você escreveu dez páginas e disse coisas interessantes, mesmo que não pertinentes ao tema, ficou as duas horas da prova até o fim, mostrou esforço, ganhará uns pontinhos, digamos uma nota 3 ou até um 3,5. O que pode ser a sua salvação. Na próxima prova você só precisará tirar um 6,5, para compensar, e não uma impossível nota 10. Se você estudar um mínimo e usar esse truque, vai tirar um 5.

Uma vez formados, os alunos desse tipo de professor são muito fáceis de identificar. Seus textos são permeados de abobrinhas e mais abobrinhas, cheios de platitudes e chavões. Defendem que a renda deve ser distribuída pelo esforço, e não pelo resultado, e que toda criança que compete deve ganhar uma medalha. Defendem que todo professor de universidade deve ganhar o mesmo salário, independentemente da qualidade das aulas, e que a solução para a educação é mais e mais verbas do governo, sem nenhuma avaliação de desempenho.

Esses dois tipos de professor obviamente não se bicam. É a famosa briga da turma da filosofia contra a turma da engenharia. São as duas grandes visões políticas do mundo, é a diferença entre administração pública e privada. O que é mais justo, remunerar pelo esforço de cada um ou pelos resultados alcançados? O que é mais correto, remunerar pela obediência e cumprimento de horário ou pelas realizações efetivas com que cada um contribuiu para a sociedade?

Como o Brasil ainda não resolveu essa questão, não podemos discutir o próximo passo, que são as injustiças da opção feita. É justo só remunerar pelo resultado? É justo remunerar somente pelo esforço? Podemos até escolher um meio-termo, mas qual será a ênfase que daremos na educação dos nossos filhos e na avaliação dos nossos trabalhadores? Ao esforço ou ao resultado?

Quem tentou ser útil à sociedade, mas fracassou teria direito a uma “renda mínima”? É justo dar 3,5 àqueles cujo esforço foi justamente enganar seus professores e o “sistema”? Não seria justo dar-lhes um sonoro zero? Precisamos optar por uma sociedade justa ou por uma sociedade eficiente, ou podemos ter ambas?

Como aluno, eu tive de me esforçar muito mais para as provas daqueles professores carrascos, que avaliavam resultados, do que para as provas dos professores mais bonzinhos. Quero agradecer publicamente aos professores “carrascos” pela postura ética que adotaram, apesar das nossas amargas críticas na época. Agora entendo por que tantos de nossos cientistas e professores pertencem à Academia de Letras, por que somos o último país do mundo em termo de patentes, por que tantos brasileiros recebem sem contribuir absolutamente para a sociedade e por que nossos políticos falam e falam e não realizam nada.

Que sociedade é mais justa, aquela que valoriza as boas intenções e esforço ou aquela que valoriza os resultados? Uma boa pergunta para começar a discutir no retorno às aulas.

Stephen Kanitz

Revista VEJA

13 de agosto, 2008

O pronome “lhes”, na expressão “dar-lhes um sonoro zero”, no penúltimo parágrafo, é um pronome

 

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52527 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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Texto

Por uma sociedade justa e eficiente

No primeiro ano de faculdade aprendi um truque que muito me auxiliou na hora de obter notas melhores. Descobri que, numa prova na qual cai um tema que você não estudou, que o pegou de surpresa, sobre um assunto de que você não sabe absolutamente nada, o melhor é não entregá-la em branco, que seria a coisa mais lógica e correta a fazer. Nessas horas, escreva sempre alguma coisa, preencha o papel com abobrinhas, pois, quanto maior o número de páginas, melhor. Isso porque existem dois tipos de professor no Brasil: um deles é formado pelos que corrigem de acordo com o que é certo e errado. São geralmente professores de engenharia, produção, direito, matemática, recursos humanos e administração. Escrever que dois mais dois podem ser três ou doze, dependendo da “interpretação lógica do seu contexto histórico desconstruído das forças inerentes”, não comove esse tipo de professor. Ele dá nota dependendo do resultado, e fim de papo.

Mas, para a minha alegria, e agora também para a sua, existe outro tipo de professor, mais humano e mais socialmente engajado, que dá nota segundo critério de esforço despendido pelo aluno e não apenas pelo resultado. Se você escreveu dez páginas e disse coisas interessantes, mesmo que não pertinentes ao tema, ficou as duas horas da prova até o fim, mostrou esforço, ganhará uns pontinhos, digamos uma nota 3 ou até um 3,5. O que pode ser a sua salvação. Na próxima prova você só precisará tirar um 6,5, para compensar, e não uma impossível nota 10. Se você estudar um mínimo e usar esse truque, vai tirar um 5.

Uma vez formados, os alunos desse tipo de professor são muito fáceis de identificar. Seus textos são permeados de abobrinhas e mais abobrinhas, cheios de platitudes e chavões. Defendem que a renda deve ser distribuída pelo esforço, e não pelo resultado, e que toda criança que compete deve ganhar uma medalha. Defendem que todo professor de universidade deve ganhar o mesmo salário, independentemente da qualidade das aulas, e que a solução para a educação é mais e mais verbas do governo, sem nenhuma avaliação de desempenho.

Esses dois tipos de professor obviamente não se bicam. É a famosa briga da turma da filosofia contra a turma da engenharia. São as duas grandes visões políticas do mundo, é a diferença entre administração pública e privada. O que é mais justo, remunerar pelo esforço de cada um ou pelos resultados alcançados? O que é mais correto, remunerar pela obediência e cumprimento de horário ou pelas realizações efetivas com que cada um contribuiu para a sociedade?

Como o Brasil ainda não resolveu essa questão, não podemos discutir o próximo passo, que são as injustiças da opção feita. É justo só remunerar pelo resultado? É justo remunerar somente pelo esforço? Podemos até escolher um meio-termo, mas qual será a ênfase que daremos na educação dos nossos filhos e na avaliação dos nossos trabalhadores? Ao esforço ou ao resultado?

Quem tentou ser útil à sociedade, mas fracassou teria direito a uma “renda mínima”? É justo dar 3,5 àqueles cujo esforço foi justamente enganar seus professores e o “sistema”? Não seria justo dar-lhes um sonoro zero? Precisamos optar por uma sociedade justa ou por uma sociedade eficiente, ou podemos ter ambas?

Como aluno, eu tive de me esforçar muito mais para as provas daqueles professores carrascos, que avaliavam resultados, do que para as provas dos professores mais bonzinhos. Quero agradecer publicamente aos professores “carrascos” pela postura ética que adotaram, apesar das nossas amargas críticas na época. Agora entendo por que tantos de nossos cientistas e professores pertencem à Academia de Letras, por que somos o último país do mundo em termo de patentes, por que tantos brasileiros recebem sem contribuir absolutamente para a sociedade e por que nossos políticos falam e falam e não realizam nada.

Que sociedade é mais justa, aquela que valoriza as boas intenções e esforço ou aquela que valoriza os resultados? Uma boa pergunta para começar a discutir no retorno às aulas.

Stephen Kanitz

Revista VEJA

13 de agosto, 2008

O sinal de pontuação está INCORRETO na alternativa

 

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Questão presente nas seguintes provas
52526 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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Texto

Por uma sociedade justa e eficiente

No primeiro ano de faculdade aprendi um truque que muito me auxiliou na hora de obter notas melhores. Descobri que, numa prova na qual cai um tema que você não estudou, que o pegou de surpresa, sobre um assunto de que você não sabe absolutamente nada, o melhor é não entregá-la em branco, que seria a coisa mais lógica e correta a fazer. Nessas horas, escreva sempre alguma coisa, preencha o papel com abobrinhas, pois, quanto maior o número de páginas, melhor. Isso porque existem dois tipos de professor no Brasil: um deles é formado pelos que corrigem de acordo com o que é certo e errado. São geralmente professores de engenharia, produção, direito, matemática, recursos humanos e administração. Escrever que dois mais dois podem ser três ou doze, dependendo da “interpretação lógica do seu contexto histórico desconstruído das forças inerentes”, não comove esse tipo de professor. Ele dá nota dependendo do resultado, e fim de papo.

Mas, para a minha alegria, e agora também para a sua, existe outro tipo de professor, mais humano e mais socialmente engajado, que dá nota segundo critério de esforço despendido pelo aluno e não apenas pelo resultado. Se você escreveu dez páginas e disse coisas interessantes, mesmo que não pertinentes ao tema, ficou as duas horas da prova até o fim, mostrou esforço, ganhará uns pontinhos, digamos uma nota 3 ou até um 3,5. O que pode ser a sua salvação. Na próxima prova você só precisará tirar um 6,5, para compensar, e não uma impossível nota 10. Se você estudar um mínimo e usar esse truque, vai tirar um 5.

Uma vez formados, os alunos desse tipo de professor são muito fáceis de identificar. Seus textos são permeados de abobrinhas e mais abobrinhas, cheios de platitudes e chavões. Defendem que a renda deve ser distribuída pelo esforço, e não pelo resultado, e que toda criança que compete deve ganhar uma medalha. Defendem que todo professor de universidade deve ganhar o mesmo salário, independentemente da qualidade das aulas, e que a solução para a educação é mais e mais verbas do governo, sem nenhuma avaliação de desempenho.

Esses dois tipos de professor obviamente não se bicam. É a famosa briga da turma da filosofia contra a turma da engenharia. São as duas grandes visões políticas do mundo, é a diferença entre administração pública e privada. O que é mais justo, remunerar pelo esforço de cada um ou pelos resultados alcançados? O que é mais correto, remunerar pela obediência e cumprimento de horário ou pelas realizações efetivas com que cada um contribuiu para a sociedade?

Como o Brasil ainda não resolveu essa questão, não podemos discutir o próximo passo, que são as injustiças da opção feita. É justo só remunerar pelo resultado? É justo remunerar somente pelo esforço? Podemos até escolher um meio-termo, mas qual será a ênfase que daremos na educação dos nossos filhos e na avaliação dos nossos trabalhadores? Ao esforço ou ao resultado?

Quem tentou ser útil à sociedade, mas fracassou teria direito a uma “renda mínima”? É justo dar 3,5 àqueles cujo esforço foi justamente enganar seus professores e o “sistema”? Não seria justo dar-lhes um sonoro zero? Precisamos optar por uma sociedade justa ou por uma sociedade eficiente, ou podemos ter ambas?

Como aluno, eu tive de me esforçar muito mais para as provas daqueles professores carrascos, que avaliavam resultados, do que para as provas dos professores mais bonzinhos. Quero agradecer publicamente aos professores “carrascos” pela postura ética que adotaram, apesar das nossas amargas críticas na época. Agora entendo por que tantos de nossos cientistas e professores pertencem à Academia de Letras, por que somos o último país do mundo em termo de patentes, por que tantos brasileiros recebem sem contribuir absolutamente para a sociedade e por que nossos políticos falam e falam e não realizam nada.

Que sociedade é mais justa, aquela que valoriza as boas intenções e esforço ou aquela que valoriza os resultados? Uma boa pergunta para começar a discutir no retorno às aulas.

Stephen Kanitz

Revista VEJA

13 de agosto, 2008

A crase está empregada de maneira INCORRETA na alternativa

 

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52525 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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Por uma sociedade justa e eficiente

No primeiro ano de faculdade aprendi um truque que muito me auxiliou na hora de obter notas melhores. Descobri que, numa prova na qual cai um tema que você não estudou, que o pegou de surpresa, sobre um assunto de que você não sabe absolutamente nada, o melhor é não entregá-la em branco, que seria a coisa mais lógica e correta a fazer. Nessas horas, escreva sempre alguma coisa, preencha o papel com abobrinhas, pois, quanto maior o número de páginas, melhor. Isso porque existem dois tipos de professor no Brasil: um deles é formado pelos que corrigem de acordo com o que é certo e errado. São geralmente professores de engenharia, produção, direito, matemática, recursos humanos e administração. Escrever que dois mais dois podem ser três ou doze, dependendo da “interpretação lógica do seu contexto histórico desconstruído das forças inerentes”, não comove esse tipo de professor. Ele dá nota dependendo do resultado, e fim de papo.

Mas, para a minha alegria, e agora também para a sua, existe outro tipo de professor, mais humano e mais socialmente engajado, que dá nota segundo critério de esforço despendido pelo aluno e não apenas pelo resultado. Se você escreveu dez páginas e disse coisas interessantes, mesmo que não pertinentes ao tema, ficou as duas horas da prova até o fim, mostrou esforço, ganhará uns pontinhos, digamos uma nota 3 ou até um 3,5. O que pode ser a sua salvação. Na próxima prova você só precisará tirar um 6,5, para compensar, e não uma impossível nota 10. Se você estudar um mínimo e usar esse truque, vai tirar um 5.

Uma vez formados, os alunos desse tipo de professor são muito fáceis de identificar. Seus textos são permeados de abobrinhas e mais abobrinhas, cheios de platitudes e chavões. Defendem que a renda deve ser distribuída pelo esforço, e não pelo resultado, e que toda criança que compete deve ganhar uma medalha. Defendem que todo professor de universidade deve ganhar o mesmo salário, independentemente da qualidade das aulas, e que a solução para a educação é mais e mais verbas do governo, sem nenhuma avaliação de desempenho.

Esses dois tipos de professor obviamente não se bicam. É a famosa briga da turma da filosofia contra a turma da engenharia. São as duas grandes visões políticas do mundo, é a diferença entre administração pública e privada. O que é mais justo, remunerar pelo esforço de cada um ou pelos resultados alcançados? O que é mais correto, remunerar pela obediência e cumprimento de horário ou pelas realizações efetivas com que cada um contribuiu para a sociedade?

Como o Brasil ainda não resolveu essa questão, não podemos discutir o próximo passo, que são as injustiças da opção feita. É justo só remunerar pelo resultado? É justo remunerar somente pelo esforço? Podemos até escolher um meio-termo, mas qual será a ênfase que daremos na educação dos nossos filhos e na avaliação dos nossos trabalhadores? Ao esforço ou ao resultado?

Quem tentou ser útil à sociedade, mas fracassou teria direito a uma “renda mínima”? É justo dar 3,5 àqueles cujo esforço foi justamente enganar seus professores e o “sistema”? Não seria justo dar-lhes um sonoro zero? Precisamos optar por uma sociedade justa ou por uma sociedade eficiente, ou podemos ter ambas?

Como aluno, eu tive de me esforçar muito mais para as provas daqueles professores carrascos, que avaliavam resultados, do que para as provas dos professores mais bonzinhos. Quero agradecer publicamente aos professores “carrascos” pela postura ética que adotaram, apesar das nossas amargas críticas na época. Agora entendo por que tantos de nossos cientistas e professores pertencem à Academia de Letras, por que somos o último país do mundo em termo de patentes, por que tantos brasileiros recebem sem contribuir absolutamente para a sociedade e por que nossos políticos falam e falam e não realizam nada.

Que sociedade é mais justa, aquela que valoriza as boas intenções e esforço ou aquela que valoriza os resultados? Uma boa pergunta para começar a discutir no retorno às aulas.

Stephen Kanitz

Revista VEJA

13 de agosto, 2008

No quinto parágrafo, a palavra “até” pode ser analisada como

 

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