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2312825 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU
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O futuro é uma ideia nova na humanidade. Nós nunca tivemos futuro.[...]

O tempo é um conceito que se declina de várias formas. Física, biológica — envelhecimento celular —, cosmológica, histórica, mitológica, estética, a duração da autopercepção subjetiva — o tempo existencial —, social, enfim, muitas formas.

Aqui me interessa apenas uma dessas formas: o tempo sociológico, aquele que nasce das interações sociais e materiais que vão submetendo o cotidiano a esse processo.[...]

Durante milênios, “nada” aconteceu em termos de tempo sociológico porque o tempo social era parado. Nenhuma grande mudança tirava o homo sapiens da sua condição prioritariamente natural.

Para o tempo social acontecer, se fazem necessárias transformações relevantes nos âmbitos da técnica e da gestão da vida, da sobrevivência e da reprodução. E isso demorou muito a ocorrer em nossa pré-história e história. Sem o fogo de Prometeu, não teríamos o tempo social de fato. [...]

Mas, mesmo nossa experiência concreta da natureza hoje é mediada pelo tempo social. O debate sobre sustentabilidade e sofrimento do planeta é um debate sobre nossa natureza social e técnica em interação com a natureza do planeta. Aquilo que os estoicos chamavam de logos.

Nunca tivemos futuro. Caçávamos, plantávamos, nos reproduzíamos, adorávamos divindades, mas nada disso implica um futuro concreto como pensamos hoje. [...]

O tempo social só passa quando se impõe como cotidianob. Na modernidade, esse processo se acelerou. Nos últimos anos, mais ainda.

Isso nos causa vertigem e abre o mercado para todo tipo de picaretagem: inovação, quebra de paradigmas, dirupção, como se tudo isso ocorresse no plano de um encontro corporativo num resort. Não. A aceleração social da vida, fruto da agressividade crescente da técnica, nos faz sangrar.

Dito de forma metafórica, o futuro é o resultado da técnica socialmente engajada, como um avião, um celular, uma vacina, um projeto de democracia.

A clássica divisão de história e pré-história, marcada pelo surgimento da escrita e da possibilidade de ler o que nossos antepassados escreviam, e, portanto, saber como viviam no sentido mais largo da expressão anuncia o nascimento do tempo histórico — porque nos apropriamos do que já foi vivido, ou seja, do passado —, mas isso, por si só, não é suficiente para entendermos de modo mais claro o nascimento do futuro.

O futuro só nasce quando a ideia de progresso se impõe como mais significativa do que a de passado. E isso é moderno, não é bíblico ou milenarista.

Não evoluímos num ambiente em que existisse futuro à vista. Quem fazia guerra faria guerra sempre, quem dava à luz daria à luz sempre, quem caçava caçaria sempre. Nesse ambiente, não existe futuro.

O futuro é uma ideia nova na experiência do sapiens. Tão nova que não temos clareza de que ela só existe quando existe a possibilidade mesma do progresso técnico.a

Ainda que esse progresso não seja o controle absoluto do nosso destino, tampouco da natureza, da contingência, nem do Sistema Solar, nosso tempo contemporâneo é devorado pela crença de que o futuro nos espera no horizontec como um dado da própria natureza das coisas.

O ser do universo é indiferente ao nosso tempo e para ele não existe o nosso futuro. O futuro da natureza das coisas não é o mesmo que o nosso futuro. O nosso é efêmero como tudo o que criamos ao longo de um tempo maior que, de certa forma, nunca passa porque nos ultrapassa.d

PONDÉ, Luiz Felipe. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2021/02/o-futuro-e-uma-ideia-nova-e-aeternidade- e-indiferente-ao-sofrimento-humano.shtml>. Acesso em: 17 maio 2021. (Fragmento)

De acordo com o texto, assinale a alternativa INCORRETA.

 

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2312824 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU
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O futuro é uma ideia nova na humanidade. Nós nunca tivemos futuro.[...]

O tempo é um conceito que se declina de várias formas. Física, biológica — envelhecimento celular —, cosmológica, histórica, mitológica, estética, a duração da autopercepção subjetiva — o tempo existencial —, social, enfim, muitas formas.

Aqui me interessa apenas uma dessas formas: o tempo sociológico, aquele que nasce das interações sociais e materiais que vão submetendo o cotidiano a esse processo.[...]

Durante milênios, “nada” aconteceu em termos de tempo sociológico porque o tempo social era parado. Nenhuma grande mudança tirava o homo sapiens da sua condição prioritariamente natural.

Para o tempo social acontecer, se fazem necessárias transformações relevantes nos âmbitos da técnica e da gestão da vida, da sobrevivência e da reprodução. E isso demorou muito a ocorrer em nossa pré-história e história. Sem o fogo de Prometeu, não teríamos o tempo social de fato. [...]

Mas, mesmo nossa experiência concreta da natureza hoje é mediada pelo tempo social. O debate sobre sustentabilidade e sofrimento do planeta é um debate sobre nossa natureza social e técnica em interação com a natureza do planeta. Aquilo que os estoicos chamavam de logos.

Nunca tivemos futuro. Caçávamos, plantávamos, nos reproduzíamos, adorávamos divindades, mas nada disso implica um futuro concreto como pensamos hoje. [...]

O tempo social só passa quando se impõe como cotidiano. Na modernidade, esse processo se acelerou. Nos últimos anos, mais ainda.

Isso nos causa vertigem e abre o mercado para todo tipo de picaretagem: inovação, quebra de paradigmas, dirupção, como se tudo isso ocorresse no plano de um encontro corporativo num resort. Não. A aceleração social da vida, fruto da agressividade crescente da técnica, nos faz sangrar.

Dito de forma metafórica, o futuro é o resultado da técnica socialmente engajada, como um avião, um celular, uma vacina, um projeto de democracia.

A clássica divisão de história e pré-história, marcada pelo surgimento da escrita e da possibilidade de ler o que nossos antepassados escreviam, e, portanto, saber como viviam no sentido mais largo da expressão anuncia o nascimento do tempo histórico — porque nos apropriamos do que já foi vivido, ou seja, do passado —, mas isso, por si só, não é suficiente para entendermos de modo mais claro o nascimento do futuro.

O futuro só nasce quando a ideia de progresso se impõe como mais significativa do que a de passado. E isso é moderno, não é bíblico ou milenarista.

Não evoluímos num ambiente em que existisse futuro à vista. Quem fazia guerra faria guerra sempre, quem dava à luz daria à luz sempre, quem caçava caçaria sempre. Nesse ambiente, não existe futuro.

O futuro é uma ideia nova na experiência do sapiens. Tão nova que não temos clareza de que ela só existe quando existe a possibilidade mesma do progresso técnico.

Ainda que esse progresso não seja o controle absoluto do nosso destino, tampouco da natureza, da contingência, nem do Sistema Solar, nosso tempo contemporâneo é devorado pela crença de que o futuro nos espera no horizonte como um dado da própria natureza das coisas.

O ser do universo é indiferente ao nosso tempo e para ele não existe o nosso futuro. O futuro da natureza das coisas não é o mesmo que o nosso futuro. O nosso é efêmero como tudo o que criamos ao longo de um tempo maior que, de certa forma, nunca passa porque nos ultrapassa.

PONDÉ, Luiz Felipe. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2021/02/o-futuro-e-uma-ideia-nova-e-aeternidade- e-indiferente-ao-sofrimento-humano.shtml>. Acesso em: 17 maio 2021. (Fragmento)

Em “Aqui me interessa apenas uma dessas formas: o tempo sociológico, aquele que nasce das interações sociais e materiais que vão submetendo o cotidiano a esse processo.”, o uso dos dois pontos tem por função

 

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2312823 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU
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O futuro é uma ideia nova na humanidade. Nós nunca tivemos futuro.[...]

O tempo é um conceito que se declina de várias formas. Física, biológica — envelhecimento celular —, cosmológica, histórica, mitológica, estética, a duração da autopercepção subjetiva — o tempo existencial —, social, enfim, muitas formas.

Aqui me interessa apenas uma dessas formas: o tempo sociológico, aquele que nasce das interações sociais e materiais que vão submetendo o cotidiano a esse processo.[...]

Durante milênios, “nada” aconteceu em termos de tempo sociológico porque o tempo social era parado. Nenhuma grande mudança tirava o homo sapiens da sua condição prioritariamente natural.

Para o tempo social acontecer, se fazem necessárias transformações relevantes nos âmbitos da técnica e da gestão da vida, da sobrevivência e da reprodução. E isso demorou muito a ocorrer em nossa pré-história e história. Sem o fogo de Prometeu, não teríamos o tempo social de fato. [...]

Mas, mesmo nossa experiência concreta da natureza hoje é mediada pelo tempo social. O debate sobre sustentabilidade e sofrimento do planeta é um debate sobre nossa natureza social e técnica em interação com a natureza do planeta. Aquilo que os estoicos chamavam de logos.

Nunca tivemos futuro. Caçávamos, plantávamos, nos reproduzíamos, adorávamos divindades, mas nada disso implica um futuro concreto como pensamos hoje. [...]

O tempo social só passa quando se impõe como cotidiano. Na modernidade, esse processo se acelerou. Nos últimos anos, mais ainda.

Isso nos causa vertigem e abre o mercado para todo tipo de picaretagem: inovação, quebra de paradigmas, dirupção, como se tudo isso ocorresse no plano de um encontro corporativo num resort. Não. A aceleração social da vida, fruto da agressividade crescente da técnica, nos faz sangrar.

Dito de forma metafórica, o futuro é o resultado da técnica socialmente engajada, como um avião, um celular, uma vacina, um projeto de democracia.

A clássica divisão de história e pré-história, marcada pelo surgimento da escrita e da possibilidade de ler o que nossos antepassados escreviam, e, portanto, saber como viviam no sentido mais largo da expressão anuncia o nascimento do tempo histórico — porque nos apropriamos do que já foi vivido, ou seja, do passado —, mas isso, por si só, não é suficiente para entendermos de modo mais claro o nascimento do futuro.

O futuro só nasce quando a ideia de progresso se impõe como mais significativa do que a de passado. E isso é moderno, não é bíblico ou milenarista.

Não evoluímos num ambiente em que existisse futuro à vista. Quem fazia guerra faria guerra sempre, quem dava à luz daria à luz sempre, quem caçava caçaria sempre. Nesse ambiente, não existe futuro.

O futuro é uma ideia nova na experiência do sapiens. Tão nova que não temos clareza de que ela só existe quando existe a possibilidade mesma do progresso técnico.

Ainda que esse progresso não seja o controle absoluto do nosso destino, tampouco da natureza, da contingência, nem do Sistema Solar, nosso tempo contemporâneo é devorado pela crença de que o futuro nos espera no horizonte como um dado da própria natureza das coisas.

O ser do universo é indiferente ao nosso tempo e para ele não existe o nosso futuro. O futuro da natureza das coisas não é o mesmo que o nosso futuro. O nosso é efêmero como tudo o que criamos ao longo de um tempo maior que, de certa forma, nunca passa porque nos ultrapassa.

PONDÉ, Luiz Felipe. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2021/02/o-futuro-e-uma-ideia-nova-e-aeternidade- e-indiferente-ao-sofrimento-humano.shtml>. Acesso em: 17 maio 2021. (Fragmento)

“O ser do universo é indiferente ao nosso tempo e para ele não existe o nosso futuro.”

Assinale a alternativa em que parafraseia o trecho acima sem prejuízo de sentido ao trecho original.

 

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2312822 Ano: 2021
Disciplina: Informática
Banca: UFU
Orgão: UFU
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Em uma planilha do Microsoft Excel 2013, na sua configuração padrão e no idioma Português do Brasil, foi criado um controle de investimentos. Observe a tabela abaixo.

Enunciado 3257999-1

O usuário deseja saber o rendimento mensal de cada investimento, considerando-se a taxa de juros descrita na célula B7.

Levando-se em consideração essas informações, assinale a alternativa que apresenta corretamente como a fórmula presente na célula C2 deve ficar para que seja possível utilizar o recurso de expandir (arrastar) a fórmula presente na célula C2 para as células do intervalo C3:C5, sem que a referência a célula B7 seja perdida.

 

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2312821 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU

[...] As sacolas de algodão se tornaram uma forma de marcas, de lojas e de supermercados enviarem a mensagem de que são amigas do planeta ou, pelo menos, mostrarem que as empresas estão conscientes do uso excessivo de plástico nas embalagens. [...]

A adoção generalizada de sacolas de algodão pode, na verdade, ter criado um novo problema.

Uma sacola de tecido orgânico precisa ser usada 20 mil vezes para compensar seu impacto geral de produçãod, segundo um estudo de 2018 do Ministério do Meio Ambiente e Alimentos da Dinamarca. Isso equivale ao uso diário durante 54 anos de apenas uma sacola. [...]

Descartar uma sacola de uma maneira de baixo impacto ambiental não é tão simples quanto se imagina e apenas 15% dos 30 milhões de toneladas de algodão produzidas por ano realmente chegam a depósitos têxteis.

Mesmo quando uma sacola chega a uma usina de reciclagem, a maioria das tintas usadas para pintar os logotipos nelas têm base de PVC, portanto não são recicláveis; são "extremamente difíceis de decompor quimicamente", disse Christopher Stanev, fundador da Evrnu, firma de reciclagem têxtil baseada em Seattle (noroeste dos EUA). [...]

Transformar tecido velho em novo é quase tão intensivo no uso de energia quanto fabricá-lo. "A maior pegada de carbono dos têxteis ocorre na fábricaa", disse Bédat.

O dilema da sacola de algodão, segundo Laura Balmond, gerente de projeto da campanha Make Fashion Circular, da Fundação Ellen MacArthur, é "realmente um bom exemplo das consequências imprevistas de pessoas que tentam fazer escolhas positivas, mas não entendem a paisagem completa". [...]

Sacolas de algodão existem há muito tempo no comércio de luxoc [...]. Artigos que nem precisam de proteção contra poeira, como prendedores elásticos para cabelos, tampões orgânicos e produtos para limpeza facial hoje vêm envoltos em um "sleeping-bag". "É simplesmente embalagem sobre embalagem", disse Bédat.

Isso não quer dizer que o algodão seja pior que o plástico ou que os dois devam ser comparados. Enquanto o algodão pode usar pesticida (se não for cultivado de forma orgânica) e secar rios pelo consumo de água, os sacos plásticos leves usam combustíveis fósseis que emitem gases, não são biodegradáveis e entopem os oceanos.

Ao comparar os dois materiais, "acabamos em um 'achismo' ambiental que deixa os consumidores com a ideia de que não há solução", disse Melanie Dupuis, professora de estudos ambientais e ciência na Universidade Pace. [...]

Afinal, a solução mais simples talvez seja a mais óbvia.b "Nem todo produto precisa de uma sacola", disse a designer Rachel Comey.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2021/

08/dificuldade-no-descarte-torna-sacolas-de-algodao-novo-problema-ambiental.shtml. Acesso em: 31 ago. 2021. (Fragmento adaptado)

Assinale a alternativa que indica opinião do autor.

 

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2312820 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU

[...] As sacolas de algodão se tornaram uma forma de marcas, de lojas e de supermercados enviarem a mensagem de que são amigas do planeta ou, pelo menos, mostrarem que as empresas estão conscientes do uso excessivo de plástico nas embalagens. [...]

A adoção generalizada de sacolas de algodão pode, na verdade, ter criado um novo problema.

Uma sacola de tecido orgânico precisa ser usada 20 mil vezes para compensar seu impacto geral de produção, segundo um estudo de 2018 do Ministério do Meio Ambiente e Alimentos da Dinamarca. Isso equivale ao uso diário durante 54 anos de apenas uma sacola. [...]

Descartar uma sacola de uma maneira de baixo impacto ambiental não é tão simples quanto se imagina e apenas 15% dos 30 milhões de toneladas de algodão produzidas por ano realmente chegam a depósitos têxteis.

Mesmo quando uma sacola chega a uma usina de reciclagem, a maioria das tintas usadas para pintar os logotipos nelas têm base de PVC, portanto não são recicláveis; são "extremamente difíceis de decompor quimicamente", disse Christopher Stanev, fundador da Evrnu, firma de reciclagem têxtil baseada em Seattle (noroeste dos EUA). [...]

Transformar tecido velho em novo é quase tão intensivo no uso de energia quanto fabricá-lo. "A maior pegada de carbono dos têxteis ocorre na fábrica", disse Bédat.

O dilema da sacola de algodão, segundo Laura Balmond, gerente de projeto da campanha Make Fashion Circular, da Fundação Ellen MacArthur, é "realmente um bom exemplo das consequências imprevistas de pessoas que tentam fazer escolhas positivas, mas não entendem a paisagem completa". [...]

Sacolas de algodão existem há muito tempo no comércio de luxo [...]. Artigos que nem precisam de proteção contra poeira, como prendedores elásticos para cabelos, tampões orgânicos e produtos para limpeza facial hoje vêm envoltos em um "sleeping-bag". "É simplesmente embalagem sobre embalagem", disse Bédat.

Isso não quer dizer que o algodão seja pior que o plástico ou que os dois devam ser comparados. Enquanto o algodão pode usar pesticida (se não for cultivado de forma orgânica) e secar rios pelo consumo de água, os sacos plásticos leves usam combustíveis fósseis que emitem gases, não são biodegradáveis e entopem os oceanos.

Ao comparar os dois materiais, "acabamos em um 'achismo' ambiental que deixa os consumidores com a ideia de que não há solução", disse Melanie Dupuis, professora de estudos ambientais e ciência na Universidade Pace. [...]

Afinal, a solução mais simples talvez seja a mais óbvia. "Nem todo produto precisa de uma sacola", disse a designer Rachel Comey.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2021/

08/dificuldade-no-descarte-torna-sacolas-de-algodao-novo-problema-ambiental.shtml. Acesso em: 31 ago. 2021. (Fragmento adaptado)

Segundo as informações do texto, é INCORRETO afirmar que

 

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2312819 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU

[...] As sacolas de algodão se tornaram uma forma de marcas, de lojas e de supermercados enviarem a mensagem de que são amigas do planeta ou, pelo menos, mostrarem que as empresas estão conscientes do uso excessivo de plástico nas embalagens. [...]

A adoção generalizada de sacolas de algodão pode, na verdade, ter criado um novo problema.

Uma sacola de tecido orgânico precisa ser usada 20 mil vezes para compensar seu impacto geral de produção, segundo um estudo de 2018 do Ministério do Meio Ambiente e Alimentos da Dinamarca. Isso equivale ao uso diário durante 54 anos de apenas uma sacola. [...]

Descartar uma sacola de uma maneira de baixo impacto ambiental não é tão simples quanto se imagina e apenas 15% dos 30 milhões de toneladas de algodão produzidas por ano realmente chegam a depósitos têxteis.

Mesmo quando uma sacola chega a uma usina de reciclagem, a maioria das tintas usadas para pintar os logotipos nelas têm base de PVC, portanto não são recicláveis; são "extremamente difíceis de decompor quimicamente", disse Christopher Stanev, fundador da Evrnu, firma de reciclagem têxtil baseada em Seattle (noroeste dos EUA). [...]

Transformar tecido velho em novo é quase tão intensivo no uso de energia quanto fabricá-lo. "A maior pegada de carbono dos têxteis ocorre na fábrica", disse Bédat.

O dilema da sacola de algodão, segundo Laura Balmond, gerente de projeto da campanha Make Fashion Circular, da Fundação Ellen MacArthur, é "realmente um bom exemplo das consequências imprevistas de pessoas que tentam fazer escolhas positivas, mas não entendem a paisagem completa". [...]

Sacolas de algodão existem há muito tempo no comércio de luxo [...]. Artigos que nem precisam de proteção contra poeira, como prendedores elásticos para cabelos, tampões orgânicos e produtos para limpeza facial hoje vêm envoltos em um "sleeping-bag". "É simplesmente embalagem sobre embalagem", disse Bédat.

Isso não quer dizer que o algodão seja pior que o plástico ou que os dois devam ser comparados. Enquanto o algodão pode usar pesticida (se não for cultivado de forma orgânica) e secar rios pelo consumo de água, os sacos plásticos leves usam combustíveis fósseis que emitem gases, não são biodegradáveis e entopem os oceanos.

Ao comparar os dois materiais, "acabamos em um 'achismo' ambiental que deixa os consumidores com a ideia de que não há solução", disse Melanie Dupuis, professora de estudos ambientais e ciência na Universidade Pace. [...]

Afinal, a solução mais simples talvez seja a mais óbvia. "Nem todo produto precisa de uma sacola", disse a designer Rachel Comey.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2021/

08/dificuldade-no-descarte-torna-sacolas-de-algodao-novo-problema-ambiental.shtml. Acesso em: 31 ago. 2021. (Fragmento adaptado)

Em relação aos termos negritados em “as sacolas de algodão [...] são ‘extremamente difíceis de decompor quimicamente’, disse Christopher Stanev, fundador da Evrnu, firma de reciclagem têxtil baseada em Seattle (noroeste dos EUA).”, assinale a alternativa correta.

 

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2312818 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU

[...] As sacolas de algodão se tornaram uma forma de marcas, de lojas e de supermercados enviarem a mensagem de que são amigas do planetac ou, pelo menos, mostrarem que as empresas estão conscientes do uso excessivo de plástico nas embalagens. [...]

A adoção generalizada de sacolas de algodão pode, na verdade, ter criado um novo problema.

Uma sacola de tecido orgânico precisa ser usada 20 mil vezes para compensar seu impacto geral de produção, segundo um estudo de 2018 do Ministério do Meio Ambiente e Alimentos da Dinamarca. Isso equivale ao uso diário durante 54 anos de apenas uma sacola. [...]

Descartar uma sacola de uma maneira de baixo impacto ambiental não é tão simples quanto se imagina e apenas 15% dos 30 milhões de toneladas de algodão produzidas por ano realmente chegam a depósitos têxteis.

Mesmo quando uma sacola chega a uma usina de reciclagem, a maioria das tintas usadas para pintar os logotipos nelas têm base de PVCb, portanto não são recicláveis; são "extremamente difíceis de decompor quimicamente", disse Christopher Stanev, fundador da Evrnu, firma de reciclagem têxtil baseada em Seattle (noroeste dos EUA). [...]

Transformar tecido velho em novo é quase tão intensivo no uso de energia quanto fabricá-lo. "A maior pegada de carbono dos têxteis ocorre na fábrica", disse Bédat.

O dilema da sacola de algodão, segundo Laura Balmond, gerente de projeto da campanha Make Fashion Circular, da Fundação Ellen MacArthur, é "realmente um bom exemplo das consequências imprevistas de pessoas que tentam fazer escolhas positivas, mas não entendem a paisagem completa".d [...]

Sacolas de algodão existem há muito tempo no comércio de luxo [...]. Artigos que nem precisam de proteção contra poeira, como prendedores elásticos para cabelos, tampões orgânicos e produtos para limpeza facial hoje vêm envoltos em um "sleeping-bag".a "É simplesmente embalagem sobre embalagem", disse Bédat.

Isso não quer dizer que o algodão seja pior que o plástico ou que os dois devam ser comparados. Enquanto o algodão pode usar pesticida (se não for cultivado de forma orgânica) e secar rios pelo consumo de água, os sacos plásticos leves usam combustíveis fósseis que emitem gases, não são biodegradáveis e entopem os oceanos.

Ao comparar os dois materiais, "acabamos em um 'achismo' ambiental que deixa os consumidores com a ideia de que não há solução", disse Melanie Dupuis, professora de estudos ambientais e ciência na Universidade Pace. [...]

Afinal, a solução mais simples talvez seja a mais óbvia. "Nem todo produto precisa de uma sacola", disse a designer Rachel Comey.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2021/

08/dificuldade-no-descarte-torna-sacolas-de-algodao-novo-problema-ambiental.shtml. Acesso em: 31 ago. 2021. (Fragmento adaptado)

O texto apresenta argumentos desfavoráveis ao uso de sacolas de algodão, EXCETO, em

 

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2312817 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU

[...] As sacolas de algodão se tornaram uma forma de marcas, de lojas e de supermercados enviarem a mensagem de que são amigas do planeta ou, pelo menos, mostrarem que as empresas estão conscientes do uso excessivo de plástico nas embalagens. [...]

A adoção generalizada de sacolas de algodão pode, na verdade, ter criado um novo problema.

Uma sacola de tecido orgânico precisa ser usada 20 mil vezes para compensar seu impacto geral de produção, segundo um estudo de 2018 do Ministério do Meio Ambiente e Alimentos da Dinamarca. Isso equivale ao uso diário durante 54 anos de apenas uma sacola. [...]

Descartar uma sacola de uma maneira de baixo impacto ambiental não é tão simples quanto se imaginab e apenas 15% dos 30 milhões de toneladas de algodão produzidas por ano realmente chegam a depósitos têxteis.

Mesmo quando uma sacola chega a uma usina de reciclagemd, a maioria das tintas usadas para pintar os logotipos nelas têm base de PVC, portanto não são recicláveis; são "extremamente difíceis de decompor quimicamente", disse Christopher Stanev, fundador da Evrnu, firma de reciclagem têxtil baseada em Seattle (noroeste dos EUA). [...]

Transformar tecido velho em novo é quase tão intensivo no uso de energia quanto fabricá-lo. "A maior pegada de carbono dos têxteis ocorre na fábrica", disse Bédat.

O dilema da sacola de algodão, segundo Laura Balmond, gerente de projeto da campanha Make Fashion Circular, da Fundação Ellen MacArthur, é "realmente um bom exemplo das consequências imprevistas de pessoas que tentam fazer escolhas positivas, mas não entendem a paisagem completa". [...]

Sacolas de algodão existem há muito tempo no comércio de luxo [...]. Artigos que nem precisam de proteção contra poeira, como prendedores elásticos para cabelos, tampões orgânicosc e produtos para limpeza facial hoje vêm envoltos em um "sleeping-bag". "É simplesmente embalagem sobre embalagem", disse Bédat.

Isso não quer dizer que o algodão seja pior que o plástico ou que os dois devam ser comparados. Enquanto o algodão pode usar pesticida (se não for cultivado de forma orgânica) e secar rios pelo consumo de água, os sacos plásticos leves usam combustíveis fósseisa que emitem gases, não são biodegradáveis e entopem os oceanos.

Ao comparar os dois materiais, "acabamos em um 'achismo' ambiental que deixa os consumidores com a ideia de que não há solução", disse Melanie Dupuis, professora de estudos ambientais e ciência na Universidade Pace. [...]

Afinal, a solução mais simples talvez seja a mais óbvia. "Nem todo produto precisa de uma sacola", disse a designer Rachel Comey.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2021/

08/dificuldade-no-descarte-torna-sacolas-de-algodao-novo-problema-ambiental.shtml. Acesso em: 31 ago. 2021. (Fragmento adaptado)

Segundo análise dos termos destacados nas proposições, assinale a alternativa correta.

 

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2312816 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU

Ser escritora no Brasil significa enfrentar desafios simultâneos. O primeiro deles é a entrada no campo literário dominado historicamente por homens brancos, héteros e de classe média. Esse é o obstáculo cultural e social que, ao longo dos anos e de forma lenta, vai sendo superado com o surgimento de mais e mais autoras. Ao mesmo tempo, existe no plano estético o peso da figura de Clarice Lispector, a “poeta forte” na literatura brasileira contemporânea, para usar uma ideia de Harold Bloom.[...]

Carola Saavedra refletiu recentemente sobre o fantasma clariceano nas letras brasileiras e sobre a existência ou não da “escrita feminina”. É um debate reivindicado por quem está em busca de novos olhares no campo literário, mas que atiça o conservadorismo assustado com as mudanças. Homens temem a perda do lugar de fala, o monopólio da ideia de universal, de escrever para todos.

“O conceito de escrita feminina parte de uma premissa essencialista ao enxergar na produção de autoras um estilo próprio feminino, isto é, as mulheres escreveriam como mulheres por possuírem um corpo de mulher e terem uma experiência única ligada a esse corpo”, nota a autora “Com armas sonolentas — um romance de formação” (2018). “A teoria da escrita feminina acabou se tornando por muito tempo o grande calcanhar de Aquiles das escritoras, porque, ao se pressupor a existência de uma escrita feminina, dava-se a toda a sua produção um caráter de literatura inferior, de menor qualidade. O outro da norma, o segundo sexo.” [...]

Como leitor interessado e não especialista em questões femininas, fico pensando se um homem teria condições de enxergar, de absorver e de interpretar o mundo para escrever o romance “Conto da Aia”, de Margaret Atwood, ou a análise histórica “Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpos e Acumulação Primitiva”, de Silvia Federici. Tampouco consigo imaginar um escritor construindo a intricada amizade de Lila e Lenu nos quatros livros da série napolitana de Elena Ferrante, com os jogos de ciúme, de disputas, de solidariedade e de laços que parecem indestrutíveis entre as personagens.

VIEIRA, Enio. Disponível em: https://www.revistabula.com/

4 3439-clarices-carolinas-e-hildas-um-mapa-das-escritoras brasileirascontemporaneas/. Acesso em: 31 ago. 2021. (Fragmento)

De acordo com o texto, é INCORRETO afirmar que

 

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