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Foram encontradas 35 questões.

2438203 Ano: 2012
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Argan (1988) considera que, para a arte contemporânea, existem na sociedade três diferentes setores quanto às possibilidades de abrangência e usufruição da arte. Leia as afirmativas abaixo, que se referem aos setores citados pelo autor:

I. Um pequeno setor, habilitado para compra e posse de bens artísticos.

II. Um grande setor, especializado, que paralelamente produz conhecimento tanto quanto aplica projetos e ações de inclusão.

III. Um médio setor, interessado pela arte num aspecto puramente cultural.

IV. Um vasto setor, que permanece excluído de qualquer informação eficaz.

V. Um médio setor, interessado e propositor de atividades e produtos de entretenimento, bem como produtor de bens simbólicos de grande porte.

Está CORRETO o que se afirma em:

 

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2438202 Ano: 2012
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Argan (1988), ao discutir a arte e as operações artísticas sob diferentes perspectivas, aponta mudanças a partir do estudo de movimentos e propostas artísticas como a minimalart, a funk art, a landart, a arte “pobre”, a arte “conceitual”. Leia as afirmativas abaixo sobre as mudanças apontadas pelo autor:

I. A operação artística é doravante uma operação solitária, que já não se afirma como obra nem como espetáculo.

II. O artista abandona a mediação linguística da imagem para viver do acaso num espaço aleatório. Acha insuportável considerar a arte como portadora de valores preventivos.

III. O artista constroi a sua função social, porque já não acredita nos bens culturais.

IV. O artista entende a falácia moralista do produto artístico como artífice da dimensão ilusionista da vida e do real.

V. A relação do artista com o mundo acontece através das imagens analisadas e manipuladas (desenho, cinema, fotografia, etc.) e das coisas instrumentalizadas pelo discurso (matéria para, gesto para, ação para).

Está CORRETO o que se afirma em:

 

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2438201 Ano: 2012
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos procedimentos para a captação de recursos a partir das leis de incentivo à cultura:

 

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2438200 Ano: 2012
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Williams (1988) entende cultura na contemporaneidade a partir da convergência de conceituações. Leia as afirmativas abaixo que apresentam o pensamento do autor.

I. Nas sociedades contemporâneas há convergência de conceituações, porém há ênfase numa ordem social global.

II. Na contemporaneidade constitui-se uma nova forma de entendimento de cultura a qual apresenta muitos elementos em comum em sua ênfase numa ordem social global, mas dela difere, por sua insistência em que a “prática cultural” e a “produção cultural” (seus termos mais conhecidos) não procedem apenas de uma ordem social diversamente constituída, mas são elementos importantes em sua constituição.

III. Na contemporaneidade, o entendimento de cultura compreende a práxis da construção e proposição de “práticas culturais” e de “produções culturais”.

Está CORRETO o que se afirma em:

 

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2438199 Ano: 2012
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UFV
Orgão: UFV
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Segundo Williams (2000), pode-se fazer uma distinção importante, de efeitos sociais e sociológicos duradouros, entre (i) aquela categoria de meios materiais que depende inteira ou principalmente de recursos físicos inatos e constitucionais e (ii) aquela outra categoria que depende inteira ou principalmente do uso ou transformação de objetos e energias materiais não humanos. Leia as afirmativas que apresentam o pensamento do autor no que se refere à distinção apresentada associada às artes:

I. Não se pode escrever história alguma das artes sem se dar plena atenção a essas duas categorias; as artes da poesia falada, do canto e da dança são exemplos óbvios da primeira delas.

II. Não se pode escrever história alguma das artes sem se dar plena atenção aos projetos estéticos de desenvolvimento de linguagens artísticas.

III. Não se pode escrever história alguma das artes sem se dar plena atenção a essas duas categorias; a pintura e a escultura são exemplos óbvios da primeira delas.

Está CORRETO o que se afirma em:

 

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2438198 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

Espírito de Coletividade

Recebi pela internet um texto sem autoria, e só tive como comprovar sua autenticidade através do Google, que ora avaliza os fatos, ora nos faz de bobos. No entanto, ao ler seu conteúdo, tive forte impressão de que era verdade.

O fato: um grupo de 200 aposentados japoneses, engenheiros em sua maioria, está se oferecendo para substituir trabalhadores mais jovens no perigoso trabalho de manutenção da usina nuclear de Fukushima, que foi seriamente afetada pelo terremoto de quatro meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena, como se sabe.

Em entrevista à BBC, o voluntário Yaseturu Yamada, de 72 anos, diz que tem procurado convencer o governo sobre as vantagens de se aceitar mão de obra da terceira idade. Argumenta ele: "Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para se manifestar. Logo, nós, que somos mais velhos, temos menos risco de desenvolver a doença."

Ou seja: cidadãos que estão na faixa entre 60 e 70 anos, muitos deles inativos, querem dar sua última contribuição à sociedade e ao mesmo tempo liberar os jovens de um trabalho que lhes subtrairia muitos anos produtivos de vida, enquanto que, para homens de idade mais avançada, não haveria diferença significativa.

Esta é uma notícia que deve fazer refletir a todos nós. Não se trata apenas de generosidade, mas de consciência. Os idosos japoneses não estão sendo bonzinhos, e sim exercendo o sentido de responsabilidade, que a eles é muito comum. Estão pensando na sociedade como algo que só funciona em conjunto, e não individualmente.

Acredito que quando a gente faz o bem para si mesmo, com ética e respeito à lei, sem ônus para nossos pares, está fazendo também o bem para todos, mas não basta: é preciso ir além, desconectar-se das vantagens pessoais para pensar no futuro, no que temos para doar em benefício daqueles que têm mais a perder. Um jovem de 18 anos pode contrair câncer aos 38 se trabalhar numa usina nuclear acidentada. A sociedade japonesa perde quando abre mão da força de trabalho de cidadãos de 38 anos. A família japonesa também. É essa visão macroscópica da funcionalidade que faz evoluir um país.

Dizem que a gente fica com o coração mole à medida que o tempo passa. Não é por causa de coração mole que esses aposentados japoneses estão se candidatando a um trabalho insalubre. É porque estão acostumados a transformar intempéries em oportunidades, tanto pessoais quanto coletivas, sem distinção. Coração mole tenho eu, que me emociono ao ver como seria fácil ser grande, se tivéssemos a grandeza necessária.

(MEDEIROS, Martha. Espírito de coletividade. Revista O Globo. Rio de Janeiro, n. 366, 31 jul. 2011, p. 22.)

“O fato: um grupo de 200 aposentados japoneses, engenheiros em sua maioria, está se oferecendo para substituir trabalhadores mais jovens no perigoso trabalho de manutenção da usina nuclear de Fukushima [...].”

Os dois pontos foram utilizados na informação acima com a intenção de:

 

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2438197 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

Espírito de Coletividade

Recebi pela internet um texto sem autoria, e só tive como comprovar sua autenticidade através do Google, que ora avaliza os fatos, ora nos faz de bobos. No entanto, ao ler seu conteúdo, tive forte impressão de que era verdade.

O fato: um grupo de 200 aposentados japoneses, engenheiros em sua maioria, está se oferecendo para substituir trabalhadores mais jovens no perigoso trabalho de manutenção da usina nuclear de Fukushima, que foi seriamente afetada pelo terremoto de quatro meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena, como se sabe.

Em entrevista à BBC, o voluntário Yaseturu Yamada, de 72 anos, diz que tem procurado convencer o governo sobre as vantagens de se aceitar mão de obra da terceira idade. Argumenta ele: "Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para se manifestar. Logo, nós, que somos mais velhos, temos menos risco de desenvolver a doença."

Ou seja: cidadãos que estão na faixa entre 60 e 70 anos, muitos deles inativos, querem dar sua última contribuição à sociedade e ao mesmo tempo liberar os jovens de um trabalho que lhes subtrairia muitos anos produtivos de vida, enquanto que, para homens de idade mais avançada, não haveria diferença significativa.

Esta é uma notícia que deve fazer refletir a todos nós. Não se trata apenas de generosidade, mas de consciência. Os idosos japoneses não estão sendo bonzinhos, e sim exercendo o sentido de responsabilidade, que a eles é muito comum. Estão pensando na sociedade como algo que só funciona em conjunto, e não individualmente.

Acredito que quando a gente faz o bem para si mesmo, com ética e respeito à lei, sem ônus para nossos pares, está fazendo também o bem para todos, mas não basta: é preciso ir além, desconectar-se das vantagens pessoais para pensar no futuro, no que temos para doar em benefício daqueles que têm mais a perder. Um jovem de 18 anos pode contrair câncer aos 38 se trabalhar numa usina nuclear acidentada. A sociedade japonesa perde quando abre mão da força de trabalho de cidadãos de 38 anos. A família japonesa também. É essa visão macroscópica da funcionalidade que faz evoluir um país.

Dizem que a gente fica com o coração mole à medida que o tempo passa. Não é por causa de coração mole que esses aposentados japoneses estão se candidatando a um trabalho insalubre. É porque estão acostumados a transformar intempéries em oportunidades, tanto pessoais quanto coletivas, sem distinção. Coração mole tenho eu, que me emociono ao ver como seria fácil ser grande, se tivéssemos a grandeza necessária.

(MEDEIROS, Martha. Espírito de coletividade. Revista O Globo. Rio de Janeiro, n. 366, 31 jul. 2011, p. 22.)

Ou seja: cidadãos que estão na faixa entre 60 e 70 anos, muitos deles inativos, querem dar sua última contribuição à sociedade [...].”

Nessa informação, a expressão “ou seja” pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:

 

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2438196 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

Espírito de Coletividade

Recebi pela internet um texto sem autoria, e só tive como comprovar sua autenticidade através do Google, que ora avaliza os fatos, ora nos faz de bobos. No entanto, ao ler seu conteúdo, tive forte impressão de que era verdade.

O fato: um grupo de 200 aposentados japoneses, engenheiros em sua maioria, está se oferecendo para substituir trabalhadores mais jovens no perigoso trabalho de manutenção da usina nuclear de Fukushima, que foi seriamente afetada pelo terremoto de quatro meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena, como se sabe.

Em entrevista à BBC, o voluntário Yaseturu Yamada, de 72 anos, diz que tem procurado convencer o governo sobre as vantagens de se aceitar mão de obra da terceira idade. Argumenta ele: "Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para se manifestar. Logo, nós, que somos mais velhos, temos menos risco de desenvolver a doença."

Ou seja: cidadãos que estão na faixa entre 60 e 70 anos, muitos deles inativos, querem dar sua última contribuição à sociedade e ao mesmo tempo liberar os jovens de um trabalho que lhes subtrairia muitos anos produtivos de vida, enquanto que, para homens de idade mais avançada, não haveria diferença significativa.

Esta é uma notícia que deve fazer refletir a todos nós. Não se trata apenas de generosidade, mas de consciência. Os idosos japoneses não estão sendo bonzinhos, e sim exercendo o sentido de responsabilidade, que a eles é muito comum. Estão pensando na sociedade como algo que só funciona em conjunto, e não individualmente.

Acredito que quando a gente faz o bem para si mesmo, com ética e respeito à lei, sem ônus para nossos pares, está fazendo também o bem para todos, mas não basta: é preciso ir além, desconectar-se das vantagens pessoais para pensar no futuro, no que temos para doar em benefício daqueles que têm mais a perder. Um jovem de 18 anos pode contrair câncer aos 38 se trabalhar numa usina nuclear acidentada. A sociedade japonesa perde quando abre mão da força de trabalho de cidadãos de 38 anos. A família japonesa também. É essa visão macroscópica da funcionalidade que faz evoluir um país.

Dizem que a gente fica com o coração mole à medida que o tempo passa. Não é por causa de coração mole que esses aposentados japoneses estão se candidatando a um trabalho insalubre. É porque estão acostumados a transformar intempéries em oportunidades, tanto pessoais quanto coletivas, sem distinção. Coração mole tenho eu, que me emociono ao ver como seria fácil ser grande, se tivéssemos a grandeza necessária.

(MEDEIROS, Martha. Espírito de coletividade. Revista O Globo. Rio de Janeiro, n. 366, 31 jul. 2011, p. 22.)

Assinale a alternativa em que se indica de forma INCORRETA a expressão a que se refere o termo sublinhado:

 

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2438195 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

Espírito de Coletividade

Recebi pela internet um texto sem autoria, e só tive como comprovar sua autenticidade através do Google, que ora avaliza os fatos, ora nos faz de bobos. No entanto, ao ler seu conteúdo, tive forte impressão de que era verdade.

O fato: um grupo de 200 aposentados japoneses, engenheiros em sua maioria, está se oferecendo para substituir trabalhadores mais jovens no perigoso trabalho de manutenção da usina nuclear de Fukushima, que foi seriamente afetada pelo terremoto de quatro meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena, como se sabe.

Em entrevista à BBC, o voluntário Yaseturu Yamada, de 72 anos, diz que tem procurado convencer o governo sobre as vantagens de se aceitar mão de obra da terceira idade. Argumenta ele: "Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para se manifestar. Logo, nós, que somos mais velhos, temos menos risco de desenvolver a doença."

Ou seja: cidadãos que estão na faixa entre 60 e 70 anos, muitos deles inativos, querem dar sua última contribuição à sociedade e ao mesmo tempo liberar os jovens de um trabalho que lhes subtrairia muitos anos produtivos de vida, enquanto que, para homens de idade mais avançada, não haveria diferença significativa.

Esta é uma notícia que deve fazer refletir a todos nós. Não se trata apenas de generosidade, mas de consciência. Os idosos japoneses não estão sendo bonzinhos, e sim exercendo o sentido de responsabilidade, que a eles é muito comum. Estão pensando na sociedade como algo que só funciona em conjunto, e não individualmente.

Acredito que quando a gente faz o bem para si mesmo, com ética e respeito à lei, sem ônus para nossos pares, está fazendo também o bem para todos, mas não basta: é preciso ir além, desconectar-se das vantagens pessoais para pensar no futuro, no que temos para doar em benefício daqueles que têm mais a perder. Um jovem de 18 anos pode contrair câncer aos 38 se trabalhar numa usina nuclear acidentada. A sociedade japonesa perde quando abre mão da força de trabalho de cidadãos de 38 anos. A família japonesa também. É essa visão macroscópica da funcionalidade que faz evoluir um país.

Dizem que a gente fica com o coração mole à medida que o tempo passa. Não é por causa de coração mole que esses aposentados japoneses estão se candidatando a um trabalho insalubre. É porque estão acostumados a transformar intempéries em oportunidades, tanto pessoais quanto coletivas, sem distinção. Coração mole tenho eu, que me emociono ao ver como seria fácil ser grande, se tivéssemos a grandeza necessária.

(MEDEIROS, Martha. Espírito de coletividade. Revista O Globo. Rio de Janeiro, n. 366, 31 jul. 2011, p. 22.)

Assinale a alternativa em que há correspondência entre a palavra sublinhada e o sentido a ela atribuído entre parênteses:

 

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Questão presente nas seguintes provas
2438194 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

Espírito de Coletividade

Recebi pela internet um texto sem autoria, e só tive como comprovar sua autenticidade através do Google, que ora avaliza os fatos, ora nos faz de bobos. No entanto, ao ler seu conteúdo, tive forte impressão de que era verdade.

O fato: um grupo de 200 aposentados japoneses, engenheiros em sua maioria, está se oferecendo para substituir trabalhadores mais jovens no perigoso trabalho de manutenção da usina nuclear de Fukushima, que foi seriamente afetada pelo terremoto de quatro meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena, como se sabe.

Em entrevista à BBC, o voluntário Yaseturu Yamada, de 72 anos, diz que tem procurado convencer o governo sobre as vantagens de se aceitar mão de obra da terceira idade. Argumenta ele: "Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para se manifestar. Logo, nós, que somos mais velhos, temos menos risco de desenvolver a doença."

Ou seja: cidadãos que estão na faixa entre 60 e 70 anos, muitos deles inativos, querem dar sua última contribuição à sociedade e ao mesmo tempo liberar os jovens de um trabalho que lhes subtrairia muitos anos produtivos de vida, enquanto que, para homens de idade mais avançada, não haveria diferença significativa.

Esta é uma notícia que deve fazer refletir a todos nós. Não se trata apenas de generosidade, mas de consciência. Os idosos japoneses não estão sendo bonzinhos, e sim exercendo o sentido de responsabilidade, que a eles é muito comum. Estão pensando na sociedade como algo que só funciona em conjunto, e não individualmente.

Acredito que quando a gente faz o bem para si mesmo, com ética e respeito à lei, sem ônus para nossos pares, está fazendo também o bem para todos, mas não basta: é preciso ir além, desconectar-se das vantagens pessoais para pensar no futuro, no que temos para doar em benefício daqueles que têm mais a perder. Um jovem de 18 anos pode contrair câncer aos 38 se trabalhar numa usina nuclear acidentada. A sociedade japonesa perde quando abre mão da força de trabalho de cidadãos de 38 anos. A família japonesa também. É essa visão macroscópica da funcionalidade que faz evoluir um país.

Dizem que a gente fica com o coração mole à medida que o tempo passa. Não é por causa de coração mole que esses aposentados japoneses estão se candidatando a um trabalho insalubre. É porque estão acostumados a transformar intempéries em oportunidades, tanto pessoais quanto coletivas, sem distinção. Coração mole tenho eu, que me emociono ao ver como seria fácil ser grande, se tivéssemos a grandeza necessária.

(MEDEIROS, Martha. Espírito de coletividade. Revista O Globo. Rio de Janeiro, n. 366, 31 jul. 2011, p. 22.)

Logo, nós, que somos mais velhos, temos menos risco de desenvolver a doença.”

Na passagem acima, o termo em destaque foi utilizado com sentido de:

 

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