Magna Concursos

Foram encontradas 35 questões.

2156926 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

TEXTO 3

ENTENDA O LANGUISHING: ENTORPECIMENTO DA VIDA E SENSAÇÃO DE VAZIO

Da pandemia emergiu o languishing,

termo para denominar um sentimento persistente de apatia, desânimo e falta de motivação.

Lilian Monteiro

Não é tristeza, não é cansaço, não é depressão... É mais um desânimo, uma desmotivação, a sensação de carregar um peso invisível e constante, um coração apertado, respiração difícil e uma alma vazia em um corpo que luta para se reencontrar, que há muito tempo não se vê, não se sente…

É doído.

Esses sentimentos e sensações definem o languishing, definhando, o mais novo transtorno da saúde mental aflorado com a instalação da pandemia, em 2020.

Languishing: 'A pandemia colocou todos numa condição de sobreviventes'

Em alguns momentos da vida, todos lutamos contra a desmotivação, mas o que preocupa é quando ela se instala, quando a apatia toma conta do dia a dia e perde-se força e energia para se mobilizar por algo e por si mesmo, muitas vezes nem sequer tendo noção do que está vivendo, já que, aparentemente, tudo está bem com a saúde física/clínica, há trabalho, alimentação correta, casa, segurança, boletos em dia. É um adoecimento novo e, por isso, ainda há dificuldade para identificar esse fenômeno psicológico.

Uma parcela da população mundial já lida com as consequências da apatia persistente, marcada, substancialmente, pela sensação de vazio que determina o languishing. Sensação que não passa, perdura dia após dia. É como se a pessoa estivesse no limbo, num estado de indecisão, incerteza, indefinição e nada a movesse para sair desse lugar. É viver o desalento e o desamparo.

O termo foi cunhado pelo psicólogo e sociólogo americano Corey Keyes, que ficou impressionado com o fato de que muitas pessoas que não estavam deprimidas também não estavam prosperando. Na pesquisa que conduziu, ele constatou que as pessoas com maior probabilidade de sofrer grandes transtornos de depressão e ansiedade na próxima década não são as que apresentam esses sintomas hoje, mas aquelas que estão definhando agora.

Adam Grant, psicólogo organizacional da Wharton, escreveu a respeito na versão digital do The New York Times e afirmou: “Na psicologia, pensamos em saúde mental em um espectro que vai da depressão ao florescimento. O florescimento é o pico do bem-estar: você tem um forte senso de significado, domínio e importância para os outros. A depressão é o vale do mal-estar: você se sente desanimado, esgotado e sem valor. O definhamento é o filho do meio negligenciado da saúde mental. É o vazio entre a depressão e o florescimento – a ausência de bem-estar. Você não tem sintomas de doença mental, mas também não é a imagem da saúde mental. Você não está funcionando em plena capacidade. O definhamento entorpece sua motivação, interrompe sua capacidade de se concentrar e triplica as chances de você reduzir o trabalho. Parece ser mais comum do que a depressão maior – e, de certa forma, pode ser um fator de risco maior para doenças mentais.”

O languishing é como se entorpecesse a pessoa de qualquer motivação, propósito, foco. E não o confunda com esgotamento ou falta de esperança, as pessoas ainda têm energia, mas se sentem sem alegria, sem objetivo, estagnadas e essas emoções as dominam. [...]

Para Adam Grant, o definhamento não está apenas em nossas cabeças – está em nossas circunstâncias. Você não pode curar uma cultura doente com bandagens pessoais.

“Ainda vivemos em um mundo que normaliza os desafios da saúde física, mas estigmatiza os desafios da saúde mental. À medida que nos aproximamos de uma nova realidade pós-pandemia, é hora de repensar nossa compreensão de saúde mental e bem-estar. 'Não deprimido' não significa que você não está lutando. 'Não triste' não significa que você está empolgado. Ao reconhecer que muitos de nós estão definhando, podemos começar a dar voz ao desespero silencioso e iluminar um caminho para sair do vazio.”

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2022/01/4981358-entenda-o-languishing-entorpecimento-da-vida-e-sensacao-de-vazio.html. Acesso em: 17 fev. 2022. Adaptado.

“Não é tristeza, não é cansaço, não é depressão...” (§ 1)

Na sentença acima, observa-se o uso adequado da vírgula. Assinale a alternativa que apresenta o emprego desse sinal de pontuação de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2156925 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

TEXTO 3

ENTENDA O LANGUISHING: ENTORPECIMENTO DA VIDA E SENSAÇÃO DE VAZIO

Da pandemia emergiu o languishing,

termo para denominar um sentimento persistente de apatia, desânimo e falta de motivação.

Lilian Monteiro

Não é tristeza, não é cansaço, não é depressão... É mais um desânimo, uma desmotivação, a sensação de carregar um peso invisível e constante, um coração apertado, respiração difícil e uma alma vazia em um corpo que luta para se reencontrar, que há muito tempo não se vê, não se sente…

É doído.

Esses sentimentos e sensações definem o languishing, definhando, o mais novo transtorno da saúde mental aflorado com a instalação da pandemia, em 2020.

Languishing: 'A pandemia colocou todos numa condição de sobreviventes'

Em alguns momentos da vida, todos lutamos contra a desmotivação, mas o que preocupa é quando ela se instala, quando a apatia toma conta do dia a dia e perde-se força e energia para se mobilizar por algo e por si mesmo, muitas vezes nem sequer tendo noção do que está vivendo, já que, aparentemente, tudo está bem com a saúde física/clínica, há trabalho, alimentação correta, casa, segurança, boletos em dia. É um adoecimento novo e, por isso, ainda há dificuldade para identificar esse fenômeno psicológico.

Uma parcela da população mundial já lida com as consequências da apatia persistente, marcada, substancialmente, pela sensação de vazio que determina o languishing. Sensação que não passa, perdura dia após dia. É como se a pessoa estivesse no limbo, num estado de indecisão, incerteza, indefinição e nada a movesse para sair desse lugar. É viver o desalento e o desamparo.

O termo foi cunhado pelo psicólogo e sociólogo americano Corey Keyes, que ficou impressionado com o fato de que muitas pessoas que não estavam deprimidas também não estavam prosperando. Na pesquisa que conduziu, ele constatou que as pessoas com maior probabilidade de sofrer grandes transtornos de depressão e ansiedade na próxima década não são as que apresentam esses sintomas hoje, mas aquelas que estão definhando agora.

Adam Grant, psicólogo organizacional da Wharton, escreveu a respeito na versão digital do The New York Times e afirmou: “Na psicologia, pensamos em saúde mental em um espectro que vai da depressão ao florescimento. O florescimento é o pico do bem-estar: você tem um forte senso de significado, domínio e importância para os outros. A depressão é o vale do mal-estar: você se sente desanimado, esgotado e sem valor. O definhamento é o filho do meio negligenciado da saúde mental. É o vazio entre a depressão e o florescimento – a ausência de bem-estar. Você não tem sintomas de doença mental, mas também não é a imagem da saúde mental. Você não está funcionando em plena capacidade. O definhamento entorpece sua motivação, interrompe sua capacidade de se concentrar e triplica as chances de você reduzir o trabalho. Parece ser mais comum do que a depressão maior – e, de certa forma, pode ser um fator de risco maior para doenças mentais.”

O languishing é como se entorpecesse a pessoa de qualquer motivação, propósito, foco. E não o confunda com esgotamento ou falta de esperança, as pessoas ainda têm energia, mas se sentem sem alegria, sem objetivo, estagnadas e essas emoções as dominam. [...]

Para Adam Grant, o definhamento não está apenas em nossas cabeças – está em nossas circunstâncias. Você não pode curar uma cultura doente com bandagens pessoais.

“Ainda vivemos em um mundo que normaliza os desafios da saúde física, mas estigmatiza os desafios da saúde mental. À medida que nos aproximamos de uma nova realidade pós-pandemia, é hora de repensar nossa compreensão de saúde mental e bem-estar. 'Não deprimido' não significa que você não está lutando. 'Não triste' não significa que você está empolgado. Ao reconhecer que muitos de nós estão definhando, podemos começar a dar voz ao desespero silencioso e iluminar um caminho para sair do vazio.”

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2022/01/4981358-entenda-o-languishing-entorpecimento-da-vida-e-sensacao-de-vazio.html. Acesso em: 17 fev. 2022. Adaptado.

“ ‘Ainda vivemos em um mundo que normaliza os desafios da saúde física, mas estigmatiza os desafios da saúde mental.’ ” (§ 8)

Na sentença acima, observa-se que é expressa uma ideia de oposição, de contraste. Assinale a alternativa na qual o conector NÃO foi utilizado com o mesmo sentido:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2156924 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

TEXTO 3

ENTENDA O LANGUISHING: ENTORPECIMENTO DA VIDA E SENSAÇÃO DE VAZIO

Da pandemia emergiu o languishing,

termo para denominar um sentimento persistente de apatia, desânimo e falta de motivação.

Lilian Monteiro

Não é tristeza, não é cansaço, não é depressão... É mais um desânimo, uma desmotivação, a sensação de carregar um peso invisível e constante, um coração apertado, respiração difícil e uma alma vazia em um corpo que luta para se reencontrar, que há muito tempo não se vê, não se sente…

É doído.

Esses sentimentos e sensações definem o languishing, definhando, o mais novo transtorno da saúde mental aflorado com a instalação da pandemia, em 2020.

Languishing: 'A pandemia colocou todos numa condição de sobreviventes'

Em alguns momentos da vida, todos lutamos contra a desmotivação, mas o que preocupa é quando ela se instala, quando a apatia toma conta do dia a dia e perde-se força e energia para se mobilizar por algo e por si mesmo, muitas vezes nem sequer tendo noção do que está vivendo, já que, aparentemente, tudo está bem com a saúde física/clínica, há trabalho, alimentação correta, casa, segurança, boletos em dia. É um adoecimento novo e, por isso, ainda há dificuldade para identificar esse fenômeno psicológico.

Uma parcela da população mundial já lida com as consequências da apatia persistente, marcada, substancialmente, pela sensação de vazio que determina o languishing. Sensação que não passa, perdura dia após dia. É como se a pessoa estivesse no limbo, num estado de indecisão, incerteza, indefinição e nada a movesse para sair desse lugar. É viver o desalento e o desamparo.

O termo foi cunhado pelo psicólogo e sociólogo americano Corey Keyes, que ficou impressionado com o fato de que muitas pessoas que não estavam deprimidas também não estavam prosperando. Na pesquisa que conduziu, ele constatou que as pessoas com maior probabilidade de sofrer grandes transtornos de depressão e ansiedade na próxima década não são as que apresentam esses sintomas hoje, mas aquelas que estão definhando agora.

Adam Grant, psicólogo organizacional da Wharton, escreveu a respeito na versão digital do The New York Times e afirmou: “Na psicologia, pensamos em saúde mental em um espectro que vai da depressão ao florescimento. O florescimento é o pico do bem-estar: você tem um forte senso de significado, domínio e importância para os outros. A depressão é o vale do mal-estar: você se sente desanimado, esgotado e sem valor. O definhamento é o filho do meio negligenciado da saúde mental. É o vazio entre a depressão e o florescimento – a ausência de bem-estar. Você não tem sintomas de doença mental, mas também não é a imagem da saúde mental. Você não está funcionando em plena capacidade. O definhamento entorpece sua motivação, interrompe sua capacidade de se concentrar e triplica as chances de você reduzir o trabalho. Parece ser mais comum do que a depressão maior – e, de certa forma, pode ser um fator de risco maior para doenças mentais.”

O languishing é como se entorpecesse a pessoa de qualquer motivação, propósito, foco. E não o confunda com esgotamento ou falta de esperança, as pessoas ainda têm energia, mas se sentem sem alegria, sem objetivo, estagnadas e essas emoções as dominam. [...]

Para Adam Grant, o definhamento não está apenas em nossas cabeças – está em nossas circunstâncias. Você não pode curar uma cultura doente com bandagens pessoais.

“Ainda vivemos em um mundo que normaliza os desafios da saúde física, mas estigmatiza os desafios da saúde mental. À medida que nos aproximamos de uma nova realidade pós-pandemia, é hora de repensar nossa compreensão de saúde mental e bem-estar. 'Não deprimido' não significa que você não está lutando. 'Não triste' não significa que você está empolgado. Ao reconhecer que muitos de nós estão definhando, podemos começar a dar voz ao desespero silencioso e iluminar um caminho para sair do vazio.”

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2022/01/4981358-entenda-o-languishing-entorpecimento-da-vida-e-sensacao-de-vazio.html. Acesso em: 17 fev. 2022. Adaptado.

“ ‘Ainda vivemos em um mundo que normaliza os desafios da saúde física, mas estigmatiza os desafios da saúde mental.’ ” (§ 8)

É CORRETO afirmar que o sujeito da oração sublinhada no fragmento acima deve ser classificado sintaticamente como:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2156923 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

TEXTO 3

ENTENDA O LANGUISHING: ENTORPECIMENTO DA VIDA E SENSAÇÃO DE VAZIO

Da pandemia emergiu o languishing,

termo para denominar um sentimento persistente de apatia, desânimo e falta de motivação.

Lilian Monteiro

Não é tristeza, não é cansaço, não é depressão... É mais um desânimo, uma desmotivação, a sensação de carregar um peso invisível e constante, um coração apertado, respiração difícil e uma alma vazia em um corpo que luta para se reencontrar, que há muito tempo não se vê, não se sente…

É doído.

Esses sentimentos e sensações definem o languishing, definhando, o mais novo transtorno da saúde mental aflorado com a instalação da pandemia, em 2020.

Languishing: 'A pandemia colocou todos numa condição de sobreviventes'

Em alguns momentos da vida, todos lutamos contra a desmotivação, mas o que preocupa é quando ela se instala, quando a apatia toma conta do dia a dia e perde-se força e energia para se mobilizar por algo e por si mesmo, muitas vezes nem sequer tendo noção do que está vivendo, já que, aparentemente, tudo está bem com a saúde física/clínica, há trabalho, alimentação correta, casa, segurança, boletos em dia. É um adoecimento novo e, por isso, ainda há dificuldade para identificar esse fenômeno psicológico.

Uma parcela da população mundial já lida com as consequências da apatia persistente, marcada, substancialmente, pela sensação de vazio que determina o languishing. Sensação que não passa, perdura dia após dia. É como se a pessoa estivesse no limbo, num estado de indecisão, incerteza, indefinição e nada a movesse para sair desse lugar. É viver o desalento e o desamparo.

O termo foi cunhado pelo psicólogo e sociólogo americano Corey Keyes, que ficou impressionado com o fato de que muitas pessoas que não estavam deprimidas também não estavam prosperando. Na pesquisa que conduziu, ele constatou que as pessoas com maior probabilidade de sofrer grandes transtornos de depressão e ansiedade na próxima década não são as que apresentam esses sintomas hoje, mas aquelas que estão definhando agora.

Adam Grant, psicólogo organizacional da Wharton, escreveu a respeito na versão digital do The New York Times e afirmou: “Na psicologia, pensamos em saúde mental em um espectro que vai da depressão ao florescimento. O florescimento é o pico do bem-estar: você tem um forte senso de significado, domínio e importância para os outros. A depressão é o vale do mal-estar: você se sente desanimado, esgotado e sem valor. O definhamento é o filho do meio negligenciado da saúde mental. É o vazio entre a depressão e o florescimento – a ausência de bem-estar. Você não tem sintomas de doença mental, mas também não é a imagem da saúde mental. Você não está funcionando em plena capacidade. O definhamento entorpece sua motivação, interrompe sua capacidade de se concentrar e triplica as chances de você reduzir o trabalho. Parece ser mais comum do que a depressão maior – e, de certa forma, pode ser um fator de risco maior para doenças mentais.”

O languishing é como se entorpecesse a pessoa de qualquer motivação, propósito, foco. E não o confunda com esgotamento ou falta de esperança, as pessoas ainda têm energia, mas se sentem sem alegria, sem objetivo, estagnadas e essas emoções as dominam. [...]

Para Adam Grant, o definhamento não está apenas em nossas cabeças – está em nossas circunstâncias. Você não pode curar uma cultura doente com bandagens pessoais.

“Ainda vivemos em um mundo que normaliza os desafios da saúde física, mas estigmatiza os desafios da saúde mental. À medida que nos aproximamos de uma nova realidade pós-pandemia, é hora de repensar nossa compreensão de saúde mental e bem-estar. 'Não deprimido' não significa que você não está lutando. 'Não triste' não significa que você está empolgado. Ao reconhecer que muitos de nós estão definhando, podemos começar a dar voz ao desespero silencioso e iluminar um caminho para sair do vazio.”

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2022/01/4981358-entenda-o-languishing-entorpecimento-da-vida-e-sensacao-de-vazio.html. Acesso em: 17 fev. 2022. Adaptado.

“O termo foi cunhado pelo psicólogo e sociólogo americano Corey Keyes, que ficou impressionado com o fato de que muitas pessoas que não estavam deprimidas também não estavam prosperando.” (§ 4)

Na construção do período acima, é possível identificar um:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2156922 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

TEXTO 3

ENTENDA O LANGUISHING: ENTORPECIMENTO DA VIDA E SENSAÇÃO DE VAZIO

Da pandemia emergiu o languishing,

termo para denominar um sentimento persistente de apatia, desânimo e falta de motivação.

Lilian Monteiro

Não é tristeza, não é cansaço, não é depressão... É mais um desânimo, uma desmotivação, a sensação de carregar um peso invisível e constante, um coração apertado, respiração difícil e uma alma vazia em um corpo que luta para se reencontrar, que há muito tempo não se vê, não se sente…

É doído.

Esses sentimentos e sensações definem o languishing, definhando, o mais novo transtorno da saúde mental aflorado com a instalação da pandemia, em 2020.

Languishing: 'A pandemia colocou todos numa condição de sobreviventes'

Em alguns momentos da vida, todos lutamos contra a desmotivação, mas o que preocupa é quando ela se instala, quando a apatia toma conta do dia a dia e perde-se força e energia para se mobilizar por algo e por si mesmo, muitas vezes nem sequer tendo noção do que está vivendo, já que, aparentemente, tudo está bem com a saúde física/clínica, há trabalho, alimentação correta, casa, segurança, boletos em dia. É um adoecimento novo e, por isso, ainda há dificuldade para identificar esse fenômeno psicológico.

Uma parcela da população mundial já lida com as consequências da apatia persistente, marcada, substancialmente, pela sensação de vazio que determina o languishing. Sensação que não passa, perdura dia após dia. É como se a pessoa estivesse no limbo, num estado de indecisão, incerteza, indefinição e nada a movesse para sair desse lugar. É viver o desalento e o desamparo.

O termo foi cunhado pelo psicólogo e sociólogo americano Corey Keyes, que ficou impressionado com o fato de que muitas pessoas que não estavam deprimidas também não estavam prosperando. Na pesquisa que conduziu, ele constatou que as pessoas com maior probabilidade de sofrer grandes transtornos de depressão e ansiedade na próxima década não são as que apresentam esses sintomas hoje, mas aquelas que estão definhando agora.

Adam Grant, psicólogo organizacional da Wharton, escreveu a respeito na versão digital do The New York Times e afirmou: “Na psicologia, pensamos em saúde mental em um espectro que vai da depressão ao florescimento. O florescimento é o pico do bem-estar: você tem um forte senso de significado, domínio e importância para os outros. A depressão é o vale do mal-estar: você se sente desanimado, esgotado e sem valor. O definhamento é o filho do meio negligenciado da saúde mental. É o vazio entre a depressão e o florescimento – a ausência de bem-estar. Você não tem sintomas de doença mental, mas também não é a imagem da saúde mental. Você não está funcionando em plena capacidade. O definhamento entorpece sua motivação, interrompe sua capacidade de se concentrar e triplica as chances de você reduzir o trabalho. Parece ser mais comum do que a depressão maior – e, de certa forma, pode ser um fator de risco maior para doenças mentais.”

O languishing é como se entorpecesse a pessoa de qualquer motivação, propósito, foco. E não o confunda com esgotamento ou falta de esperança, as pessoas ainda têm energia, mas se sentem sem alegria, sem objetivo, estagnadas e essas emoções as dominam. [...]

Para Adam Grant, o definhamento não está apenas em nossas cabeças – está em nossas circunstâncias. Você não pode curar uma cultura doente com bandagens pessoais.

“Ainda vivemos em um mundo que normaliza os desafios da saúde física, mas estigmatiza os desafios da saúde mental. À medida que nos aproximamos de uma nova realidade pós-pandemia, é hora de repensar nossa compreensão de saúde mental e bem-estar. 'Não deprimido' não significa que você não está lutando. 'Não triste' não significa que você está empolgado. Ao reconhecer que muitos de nós estão definhando, podemos começar a dar voz ao desespero silencioso e iluminar um caminho para sair do vazio.”

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2022/01/4981358-entenda-o-languishing-entorpecimento-da-vida-e-sensacao-de-vazio.html. Acesso em: 17 fev. 2022. Adaptado.

“É um adoecimento novo e, por isso, ainda há dificuldade para identificar esse fenômeno psicológico.” (§ 2)

Na sentença acima, observa-se a concordância adequada do verbo haver. Assinale a alternativa em que a concordância desse verbo está em DESACORDO com a norma padrão da Língua Portuguesa:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2156921 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

TEXTO 4

LANGUISHING: O QUE É ESSA SENSAÇÃO DE APATIA QUE CRESCEU DURANTE PANDEMIA?

Ana Luísa Vieira

Ansiedade pela incerteza em relação ao futuro, depressão pela perda de amigos e familiares queridos, preocupação pelos planos adiados, esgotamento diante das notícias sobre o avanço de uma doença pouco conhecida. Muitos dos efeitos da pandemia sobre a nossa saúde mental são facilmente identificáveis. Um deles, entretanto, parece permanecer no escuro —talvez pela ausência de emoções claras para qualificá-lo. O "languishing", termo cunhado pelo sociólogo Corey Keyes e descrito pelo psicólogo organizacional Adam Grant no jornal The é um estado emocional que, em sua essência, se define pelo vazio.

Quando falamos em saúde mental, abordamos sensações situadas entre dois extremos: o bem-estar — de quem se sente bem, feliz, satisfeito e completo com a própria vida — e a depressão — dos que experimentam mal-estar, infelicidade e ansiedade de forma contínua. "O 'languishing' não está nem de um lado e nem do outro. Fica no meio do caminho. Ainda assim, não é neutro e está longe de ser positivo. É quase que um limbo emocional", comenta Thaís Gameiro, doutora em neurociência pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e sócia-fundadora da Nêmesis, empresa de consultoria corporativa em neurociência organizacional.

Em geral, os especialistas em saúde mental apontam que este sentimento de apatia já era conhecido antes da pandemia, mas costumava ser encarado de forma individual. "Cada um tinha seus motivos para ser acometido por este vazio. Com a chegada do coronavírus, houve um impacto para toda a humanidade. Houve um estímulo comum para que várias pessoas do mundo começassem a se queixar deste mesmo processo", diz Gameiro.

A especialista aponta que, no caso do "languishing" — assim como aconteceu em relação a outros efeitos emocionais deste período que vivemos —, o grupo mais atingido é o das mulheres. Muitas seguem trabalhando fora de casa ao mesmo tempo em que precisam acompanhar o desenvolvimento escolar dos filhos e ainda dar conta dos afazeres domésticos. "Por mais estruturadas que sejam algumas famílias, a divisão de tarefas na nossa sociedade não é justa". Segundo ela, os jovens também têm sofrido grande impacto porque perderam muito da interação social a que estão acostumados, e quando ela existe, é bastante restrita.

É importante nomear o que se está sentindo No Brasil, o "languishing" tem sido traduzido como "definhamento", que, por sua vez, tem seu significado associado a termos como "debilitação progressiva", "extenuação", "enfraquecimento paulatino" e "abatimento". Para Marina Pinheiro, professora da pós-graduação em psicologia cognitiva da UFPE (Universidade Federal do Pernambuco), são todos efeitos relacionados às dúvidas sobre o que ainda está por vir quando o assunto é a pandemia.

Pinheiro ainda ressalta que "batizar" o fenômeno é o primeiro passo rumo a uma abordagem efetiva do problema: "Cada época precisou dar um nome ao que se sentia. Neste momento em que a gente atravessa uma grande ruptura — na economia e nas relações sociais —, o 'languishing' vem para que possamos transcender o plano individual e compartilhar o nosso sentimento. Nomear o que se sente nos dá a possibilidade de transformar as coisas".

Problemas relacionados à saúde mental estão por vir A grande preocupação atualmente é que o "languishing" aponte para uma explosão, nas próximas décadas, de doenças mentais como a depressão —que já é uma das maiores causas de incapacitação no mundo. "Eu penso que os efeitos para a saúde mental vão aparecer como uma 'quarta onda' da pandemia", observa Carla Guth, psicóloga especialista em família e construcionismo pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

"Neste período de isolamento, somos obrigados a ficar frente a frente com nossos medos, desejos, coisas que não conseguimos realizar? Quem já sofria de ansiedade e não conseguiu seguir algum fluxo neste momento de restrições, vai entrar nesta apatia —e depois as consequências vêm com mais força, na forma de uma depressão ou uma síndrome do pânico, por exemplo", avalia ela.

Thaís Gameiro, da consultoria Nêmesis, diz que essa sensação pode ser um mal silencioso que se transforma gradativamente em algo mais grave. Ela também lembra dos prejuízos que, neste caso, se estenderiam ao mercado de trabalho: "Transtornos mentais de qualquer natureza têm custos muito altos: as pessoas ficam afastadas do trabalho por muito tempo; quando voltam, podem ter recaídas. O retorno nunca é fácil".

De acordo com Gameiro, já temos previsões de que não haverá especialistas suficientes para tratar de todas as pessoas com a saúde mental debilitada num futuro próximo. Por isso todos os cuidados têm de ser tomados desde já. Empresas e organizações precisam dar espaço para que o assunto entre em pauta porque a questão está longe de ser meramente pessoal.

Na rotina profissional, alguém que sofre com o "languishing" pode ficar desmotivado e, aos poucos, perder a produtividade. O psicólogo Adam Grant lembra, em seu ensaio no jornal The New York Times, que este tipo de perda não compromete simples e unicamente o desempenho do indivíduo em seu trabalho: as consequências se desdobram para o campo pessoal, já que um fator importante para a nossa alegria (independentemente da ocasião ou do espaço) é a sensação de progresso.

Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/06/10/languishing-o-que-e-essa-sensacao-de-apatia-que-surgiu-durante-a-pandemia.htm. Acesso em: 17 fev. 2022. Adaptado.

As aspas são um recurso frequentemente utilizado nas produções textuais escritas. Tal recurso apresenta diversas funções.

Com base nessa informação e no texto 4, assinale a alternativa que apresenta INCORRETAMENTE a ocorrência das aspas e sua respectiva justificativa:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2156920 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

TEXTO 4

LANGUISHING: O QUE É ESSA SENSAÇÃO DE APATIA QUE CRESCEU DURANTE PANDEMIA?

Ana Luísa Vieira

Ansiedade pela incerteza em relação ao futuro, depressão pela perda de amigos e familiares queridos, preocupação pelos planos adiados, esgotamento diante das notícias sobre o avanço de uma doença pouco conhecida. Muitos dos efeitos da pandemia sobre a nossa saúde mental são facilmente identificáveis. Um deles, entretanto, parece permanecer no escuro —talvez pela ausência de emoções claras para qualificá-lo. O "languishing", termo cunhado pelo sociólogo Corey Keyes e descrito pelo psicólogo organizacional Adam Grant no jornal The é um estado emocional que, em sua essência, se define pelo vazio.

Quando falamos em saúde mental, abordamos sensações situadas entre dois extremos: o bem-estar — de quem se sente bem, feliz, satisfeito e completo com a própria vida — e a depressão — dos que experimentam mal-estar, infelicidade e ansiedade de forma contínua. "O 'languishing' não está nem de um lado e nem do outro. Fica no meio do caminho. Ainda assim, não é neutro e está longe de ser positivo. É quase que um limbo emocional", comenta Thaís Gameiro, doutora em neurociência pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e sócia-fundadora da Nêmesis, empresa de consultoria corporativa em neurociência organizacional.

Em geral, os especialistas em saúde mental apontam que este sentimento de apatia já era conhecido antes da pandemia, mas costumava ser encarado de forma individual. "Cada um tinha seus motivos para ser acometido por este vazio. Com a chegada do coronavírus, houve um impacto para toda a humanidade. Houve um estímulo comum para que várias pessoas do mundo começassem a se queixar deste mesmo processo", diz Gameiro.

A especialista aponta que, no caso do "languishing" — assim como aconteceu em relação a outros efeitos emocionais deste período que vivemos —, o grupo mais atingido é o das mulheres. Muitas seguem trabalhando fora de casa ao mesmo tempo em que precisam acompanhar o desenvolvimento escolar dos filhos e ainda dar conta dos afazeres domésticos. "Por mais estruturadas que sejam algumas famílias, a divisão de tarefas na nossa sociedade não é justa". Segundo ela, os jovens também têm sofrido grande impacto porque perderam muito da interação social a que estão acostumados, e quando ela existe, é bastante restrita.

É importante nomear o que se está sentindo No Brasil, o "languishing" tem sido traduzido como "definhamento", que, por sua vez, tem seu significado associado a termos como "debilitação progressiva", "extenuação", "enfraquecimento paulatino" e "abatimento". Para Marina Pinheiro, professora da pós-graduação em psicologia cognitiva da UFPE (Universidade Federal do Pernambuco), são todos efeitos relacionados às dúvidas sobre o que ainda está por vir quando o assunto é a pandemia.

Pinheiro ainda ressalta que "batizar" o fenômeno é o primeiro passo rumo a uma abordagem efetiva do problema: "Cada época precisou dar um nome ao que se sentia. Neste momento em que a gente atravessa uma grande ruptura — na economia e nas relações sociais —, o 'languishing' vem para que possamos transcender o plano individual e compartilhar o nosso sentimento. Nomear o que se sente nos dá a possibilidade de transformar as coisas".

Problemas relacionados à saúde mental estão por vir A grande preocupação atualmente é que o "languishing" aponte para uma explosão, nas próximas décadas, de doenças mentais como a depressão —que já é uma das maiores causas de incapacitação no mundo. "Eu penso que os efeitos para a saúde mental vão aparecer como uma 'quarta onda' da pandemia", observa Carla Guth, psicóloga especialista em família e construcionismo pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

"Neste período de isolamento, somos obrigados a ficar frente a frente com nossos medos, desejos, coisas que não conseguimos realizar? Quem já sofria de ansiedade e não conseguiu seguir algum fluxo neste momento de restrições, vai entrar nesta apatia —e depois as consequências vêm com mais força, na forma de uma depressão ou uma síndrome do pânico, por exemplo", avalia ela.

Thaís Gameiro, da consultoria Nêmesis, diz que essa sensação pode ser um mal silencioso que se transforma gradativamente em algo mais grave. Ela também lembra dos prejuízos que, neste caso, se estenderiam ao mercado de trabalho: "Transtornos mentais de qualquer natureza têm custos muito altos: as pessoas ficam afastadas do trabalho por muito tempo; quando voltam, podem ter recaídas. O retorno nunca é fácil".

De acordo com Gameiro, já temos previsões de que não haverá especialistas suficientes para tratar de todas as pessoas com a saúde mental debilitada num futuro próximo. Por isso todos os cuidados têm de ser tomados desde já. Empresas e organizações precisam dar espaço para que o assunto entre em pauta porque a questão está longe de ser meramente pessoal.

Na rotina profissional, alguém que sofre com o "languishing" pode ficar desmotivado e, aos poucos, perder a produtividade. O psicólogo Adam Grant lembra, em seu ensaio no jornal The New York Times, que este tipo de perda não compromete simples e unicamente o desempenho do indivíduo em seu trabalho: as consequências se desdobram para o campo pessoal, já que um fator importante para a nossa alegria (independentemente da ocasião ou do espaço) é a sensação de progresso.

Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/06/10/languishing-o-que-e-essa-sensacao-de-apatia-que-surgiu-durante-a-pandemia.htm. Acesso em: 17 fev. 2022. Adaptado.

“Para Marina Pinheiro, professora da pós-graduação em psicologia cognitiva da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), são todos efeitos relacionados às dúvidas sobre o que ainda está por vir quando o assunto é pandemia.” (§ 5)

Nesse fragmento, nota-se o emprego de uma palavra hifenizada em conformidade com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Assinale a alternativa em que o hífen está CORRETAMENTE empregado, segundo o referido Acordo:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2149944 Ano: 2021
Disciplina: Serviço Social
Banca: UFV
Orgão: UFV
Provas:

De acordo com Iamamoto (2014) e Boschetti (2016), o Serviço Social tem uma série de lutas e defesas quanto à formação na universidade e à política de educação superior.

NÃO é princípio e defesa do Serviço Social para o ensino superior:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2149943 Ano: 2021
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: UFV
Orgão: UFV
Provas:

NÃO é objetivo do Programa Nacional de Assistência Estudantil – PNAES:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
2148810 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UFV
Orgão: UFV

TEXTO 01

AmarElo

Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte Porque apesar de muito moço, me sinto são e salvo e forte E tenho comigo pensado: Deus é brasileiro e anda do meu lado E assim já não posso sofrer no ano passado

Tenho sangrado demais Tenho chorado pra cachorro Ano passado eu morri Mas esse ano eu não morro

[...]

É um mundo cão pra nóis, perder não é opção, certo? De onde o vento faz a curva, brota o papo reto Num deixo quieto, não tem como deixar quieto A meta é deixar sem chão quem riu de nóis sem teto.

[...]

Permita que eu fale, não as minhas cicatrizes Elas são coadjuvantes, não, melhor, figurantes Que nem devia tá aqui

Permita que eu fale, e não as minhas cicatrizes Tanta dor rouba nossa voz, sabe o que resta de nóiz? Alvos passeando por aí

Permita que eu fale, não as minhas cicatrizes Se isso é sobre vivência, me resumir à sobrevivência É roubar o pouco de bom que vivi

Por fim, permita que eu fale, não as minhas cicatrizes Achar que essas mazelas me definem é o pior dos crimes É dar o troféu pro nosso algoz e fazer nóiz sumir

AMARELO. Intérprete: Emicida. Compositor: Belchior, DJ Juh, Emicida, Felipe Vassão. Part. Majur e Pabllo Vittar. In: AmarELO: Sony Music, 2019. (5:20). Adaptado.

“Se isso é sobre vivência, me resumir à sobrevivência”.

Na sentença acima, observa-se a ocorrência da crase. Assinale a alternativa que NÃO apresenta o uso adequado do acento grave indicativo de crase:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas