Foram encontradas 60 questões.
Muitos dias após a queda das barragens da mineradora, ainda se desconhecem todas as extensões do impacto ecológico provocado pelos milhões de litros de lama residual da mineração. A avalanche de rejeitos saiu de Bento Rodrigues, na cidade histórica de Mariana, em Minas, e ainda percorreu mais de 850 km até chegar ao mar, deixando um rastro de destruição na fauna, na flora e nas comunidades em seu caminho. Basta observar a área destruída — seja do leito do rio, seja do espaço — para compreender que esse foi um dos maiores desastres ambientais na história do Brasil. No entanto, ainda há muitas perguntas que buscam entender como esse tsunami de lama afetou todo um ecossistema.
Internet: < www.pragmatismopolitico.com.br> (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue o item a seguir.
No texto, as expressões “avalanche de rejeitos” e “tsunami de lama” retomam a mesma ideia que a contida em “milhões de litros de lama residual”.
Provas
Muitos dias após a queda das barragens da mineradora, ainda se desconhecem todas as extensões do impacto ecológico provocado pelos milhões de litros de lama residual da mineração. A avalanche de rejeitos saiu de Bento Rodrigues, na cidade histórica de Mariana, em Minas, e ainda percorreu mais de 850 km até chegar ao mar, deixando um rastro de destruição na fauna, na flora e nas comunidades em seu caminho. Basta observar a área destruída — seja do leito do rio, seja do espaço — para compreender que esse foi um dos maiores desastres ambientais na história do Brasil. No entanto, ainda há muitas perguntas que buscam entender como esse tsunami de lama afetou todo um ecossistema.
Internet: < www.pragmatismopolitico.com.br> (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue o item a seguir.
No contexto, o significado da palavra “avalanche” é ventania.
Provas
Muitos dias após a queda das barragens da mineradora, ainda se desconhecem todas as extensões do impacto ecológico provocado pelos milhões de litros de lama residual da mineração. A avalanche de rejeitos saiu de Bento Rodrigues, na cidade histórica de Mariana, em Minas, e ainda percorreu mais de 850 km até chegar ao mar, deixando um rastro de destruição na fauna, na flora e nas comunidades em seu caminho. Basta observar a área destruída — seja do leito do rio, seja do espaço — para compreender que esse foi um dos maiores desastres ambientais na história do Brasil. No entanto, ainda há muitas perguntas que buscam entender como esse tsunami de lama afetou todo um ecossistema.
Internet: < www.pragmatismopolitico.com.br> (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue o item a seguir.
Prejudica-se a correção gramatical do período ao se substituir “se desconhecem” por são desconhecidas.
Provas
Ponciá Vicêncio
Ponciá Vicêncio se lembrava pouco do pai. O homem não parava em casa. Vivia constantemente no trabalho da roça, nas terras dos brancos. Nem tempo pra ficar com a mulher e filhos o homem tinha. Quando não era tempo de semear, era tempo de colheita e ele passava o tempo todo lá na fazenda.
O pai de Ponciá sabia ler todas as letras do alfabeto. Sabia de cor e salteado. Em qualquer lugar que visse as letras, as reconhecia. Não conseguia, porém, formar as sílabas e muito menos as palavras. Aprendera a ler numa brincadeira com o sinhô-moço. Filho de ex-escravos, crescera na fazenda levando a mesma vida dos pais. Era pajem do sinhô-moço. Tinha a obrigação de brincar com ele. Era o cavalo onde o mocinho galopava sonhando conhecer todas as terras do pai. Tinham a mesma idade. Um dia o coronelzinho, que já sabia ler, ficou curioso para ver se negro aprendia os sinais, as letras de branco e começou a ensinar o pai de Ponciá. O menino respondeu logo ao ensinamento do distraído mestre. Em pouco tempo reconhecia as letras. Quando sinhô-moço se certificou de que o negro aprendia, parou a brincadeira. Negro aprendia sim! Mas que negro ia fazer com saber de branco? O pai de Ponciá Vicêncio, em matéria de livros e letras, nunca foi além daquele saber.
Conceição Evaristo. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza, 2003, p. 14 (com adaptações).
A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do romance Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, julgue o item a seguir.
O segmento “logo ao ensinamento do distraído mestre” exerce a função de complemento direto da forma verbal “respondeu”.
Provas
Ponciá Vicêncio
Ponciá Vicêncio se lembrava pouco do pai. O homem não parava em casa. Vivia constantemente no trabalho da roça, nas terras dos brancos. Nem tempo pra ficar com a mulher e filhos o homem tinha. Quando não era tempo de semear, era tempo de colheita e ele passava o tempo todo lá na fazenda.
O pai de Ponciá sabia ler todas as letras do alfabeto. Sabia de cor e salteado. Em qualquer lugar que visse as letras, as reconhecia. Não conseguia, porém, formar as sílabas e muito menos as palavras. Aprendera a ler numa brincadeira com o sinhô-moço. Filho de ex-escravos, crescera na fazenda levando a mesma vida dos pais. Era pajem do sinhô-moço. Tinha a obrigação de brincar com ele. Era o cavalo onde o mocinho galopava sonhando conhecer todas as terras do pai. Tinham a mesma idade. Um dia o coronelzinho, que já sabia ler, ficou curioso para ver se negro aprendia os sinais, as letras de branco e começou a ensinar o pai de Ponciá. O menino respondeu logo ao ensinamento do distraído mestre. Em pouco tempo reconhecia as letras. Quando sinhô-moço se certificou de que o negro aprendia, parou a brincadeira. Negro aprendia sim! Mas que negro ia fazer com saber de branco? O pai de Ponciá Vicêncio, em matéria de livros e letras, nunca foi além daquele saber.
Conceição Evaristo. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza, 2003, p. 14 (com adaptações).
A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do romance Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, julgue o item a seguir.
A correção gramatical do texto seria mantida caso, o pronome “se” fosse deslocado para imediatamente após a forma verbal “lembrava”, da seguinte forma: lembrava-se.
Provas
Ponciá Vicêncio
Ponciá Vicêncio se lembrava pouco do pai. O homem não parava em casa. Vivia constantemente no trabalho da roça, nas terras dos brancos. Nem tempo pra ficar com a mulher e filhos o homem tinha. Quando não era tempo de semear, era tempo de colheita e ele passava o tempo todo lá na fazenda.
O pai de Ponciá sabia ler todas as letras do alfabeto. Sabia de cor e salteado. Em qualquer lugar que visse as letras, as reconhecia. Não conseguia, porém, formar as sílabas e muito menos as palavras. Aprendera a ler numa brincadeira com o sinhô-moço. Filho de ex-escravos, crescera na fazenda levando a mesma vida dos pais. Era pajem do sinhô-moço. Tinha a obrigação de brincar com ele. Era o cavalo onde o mocinho galopava sonhando conhecer todas as terras do pai. Tinham a mesma idade. Um dia o coronelzinho, que já sabia ler, ficou curioso para ver se negro aprendia os sinais, as letras de branco e começou a ensinar o pai de Ponciá. O menino respondeu logo ao ensinamento do distraído mestre. Em pouco tempo reconhecia as letras. Quando sinhô-moço se certificou de que o negro aprendia, parou a brincadeira. Negro aprendia sim! Mas que negro ia fazer com saber de branco? O pai de Ponciá Vicêncio, em matéria de livros e letras, nunca foi além daquele saber.
Conceição Evaristo. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza, 2003, p. 14 (com adaptações).
A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do romance Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, julgue o item a seguir.
O sujeito da oração “Sabia de cor e salteado” está elíptico e tem como referente “O pai de Ponciá”.
Provas
Ponciá Vicêncio
Ponciá Vicêncio se lembrava pouco do pai. O homem não parava em casa. Vivia constantemente no trabalho da roça, nas terras dos brancos. Nem tempo pra ficar com a mulher e filhos o homem tinha. Quando não era tempo de semear, era tempo de colheita e ele passava o tempo todo lá na fazenda.
O pai de Ponciá sabia ler todas as letras do alfabeto. Sabia de cor e salteado. Em qualquer lugar que visse as letras, as reconhecia. Não conseguia, porém, formar as sílabas e muito menos as palavras. Aprendera a ler numa brincadeira com o sinhô-moço. Filho de ex-escravos, crescera na fazenda levando a mesma vida dos pais. Era pajem do sinhô-moço. Tinha a obrigação de brincar com ele. Era o cavalo onde o mocinho galopava sonhando conhecer todas as terras do pai. Tinham a mesma idade. Um dia o coronelzinho, que já sabia ler, ficou curioso para ver se negro aprendia os sinais, as letras de branco e começou a ensinar o pai de Ponciá. O menino respondeu logo ao ensinamento do distraído mestre. Em pouco tempo reconhecia as letras. Quando sinhô-moço se certificou de que o negro aprendia, parou a brincadeira. Negro aprendia sim! Mas que negro ia fazer com saber de branco? O pai de Ponciá Vicêncio, em matéria de livros e letras, nunca foi além daquele saber.
Conceição Evaristo. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza, 2003, p. 14 (com adaptações).
A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do romance Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, julgue o item a seguir.
No primeiro parágrafo do texto, por meio de uma cadeia coesiva, os termos “homem” (em suas duas ocorrências) e “ele” referem-se a “Ponciá Vicêncio”.
Provas
Ponciá Vicêncio
Ponciá Vicêncio se lembrava pouco do pai. O homem não parava em casa. Vivia constantemente no trabalho da roça, nas terras dos brancos. Nem tempo pra ficar com a mulher e filhos o homem tinha. Quando não era tempo de semear, era tempo de colheita e ele passava o tempo todo lá na fazenda.
O pai de Ponciá sabia ler todas as letras do alfabeto. Sabia de cor e salteado. Em qualquer lugar que visse as letras, as reconhecia. Não conseguia, porém, formar as sílabas e muito menos as palavras. Aprendera a ler numa brincadeira com o sinhô-moço. Filho de ex-escravos, crescera na fazenda levando a mesma vida dos pais. Era pajem do sinhô-moço. Tinha a obrigação de brincar com ele. Era o cavalo onde o mocinho galopava sonhando conhecer todas as terras do pai. Tinham a mesma idade. Um dia o coronelzinho, que já sabia ler, ficou curioso para ver se negro aprendia os sinais, as letras de branco e começou a ensinar o pai de Ponciá. O menino respondeu logo ao ensinamento do distraído mestre. Em pouco tempo reconhecia as letras. Quando sinhô-moço se certificou de que o negro aprendia, parou a brincadeira. Negro aprendia sim! Mas que negro ia fazer com saber de branco? O pai de Ponciá Vicêncio, em matéria de livros e letras, nunca foi além daquele saber.
Conceição Evaristo. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza, 2003, p. 14 (com adaptações).
Considerando o fragmento do romance Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, julgue o item a seguir.
Na narrativa, há uma divisão social explícita entre brancos, donos da terra e do saber, e negros, trabalhadores e sem acesso à educação formal.
Provas
Ponciá Vicêncio
Ponciá Vicêncio se lembrava pouco do pai. O homem não parava em casa. Vivia constantemente no trabalho da roça, nas terras dos brancos. Nem tempo pra ficar com a mulher e filhos o homem tinha. Quando não era tempo de semear, era tempo de colheita e ele passava o tempo todo lá na fazenda.
O pai de Ponciá sabia ler todas as letras do alfabeto. Sabia de cor e salteado. Em qualquer lugar que visse as letras, as reconhecia. Não conseguia, porém, formar as sílabas e muito menos as palavras. Aprendera a ler numa brincadeira com o sinhô-moço. Filho de ex-escravos, crescera na fazenda levando a mesma vida dos pais. Era pajem do sinhô-moço. Tinha a obrigação de brincar com ele. Era o cavalo onde o mocinho galopava sonhando conhecer todas as terras do pai. Tinham a mesma idade. Um dia o coronelzinho, que já sabia ler, ficou curioso para ver se negro aprendia os sinais, as letras de branco e começou a ensinar o pai de Ponciá. O menino respondeu logo ao ensinamento do distraído mestre. Em pouco tempo reconhecia as letras. Quando sinhô-moço se certificou de que o negro aprendia, parou a brincadeira. Negro aprendia sim! Mas que negro ia fazer com saber de branco? O pai de Ponciá Vicêncio, em matéria de livros e letras, nunca foi além daquele saber.
Conceição Evaristo. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza, 2003, p. 14 (com adaptações).
Considerando o fragmento do romance Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, julgue o item a seguir.
A situação de desigualdade existente entre sinhô-moço e Ponciá é evidenciada, entre outros fatores, pelo papel de cavalo que o menino negro representa nas brincadeiras.
Provas
Ponciá Vicêncio
Ponciá Vicêncio se lembrava pouco do pai. O homem não parava em casa. Vivia constantemente no trabalho da roça, nas terras dos brancos. Nem tempo pra ficar com a mulher e filhos o homem tinha. Quando não era tempo de semear, era tempo de colheita e ele passava o tempo todo lá na fazenda.
O pai de Ponciá sabia ler todas as letras do alfabeto. Sabia de cor e salteado. Em qualquer lugar que visse as letras, as reconhecia. Não conseguia, porém, formar as sílabas e muito menos as palavras. Aprendera a ler numa brincadeira com o sinhô-moço. Filho de ex-escravos, crescera na fazenda levando a mesma vida dos pais. Era pajem do sinhô-moço. Tinha a obrigação de brincar com ele. Era o cavalo onde o mocinho galopava sonhando conhecer todas as terras do pai. Tinham a mesma idade. Um dia o coronelzinho, que já sabia ler, ficou curioso para ver se negro aprendia os sinais, as letras de branco e começou a ensinar o pai de Ponciá. O menino respondeu logo ao ensinamento do distraído mestre. Em pouco tempo reconhecia as letras. Quando sinhô-moço se certificou de que o negro aprendia, parou a brincadeira. Negro aprendia sim! Mas que negro ia fazer com saber de branco? O pai de Ponciá Vicêncio, em matéria de livros e letras, nunca foi além daquele saber.
Conceição Evaristo. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza, 2003, p. 14 (com adaptações).
Considerando o fragmento do romance Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, julgue o item a seguir.
Narrado em primeira pessoa, o texto conta a história de como um agricultor aprendeu a ler as letras do alfabeto.
Provas
Caderno Container