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A leptospirose é uma doença infecciosa sistêmica, aguda, febril, causada por espiroquetas do gênero Leptospira. A manutenção de leptospira nas regiões urbanas e rurais do Brasil é favorecida pelo clima tropical úmido e pela vasta população de roedores. O crescimento urbano desordenado e a grande quantidade de lixo espalhado sobre vias e terrenos baldios propiciam também um ambiente ideal para a proliferação da população murina. Trabalhos epidemiológicos sobre leptospirose foram realizados no Brasil. Em São Paulo, no Instituto de Infectologia Emilio Ribas, 43 crianças foram hospitalizadas com a doença no período entre janeiro de 1989 e dezembro de 1995, e 88% tiveram contato com água contaminada. No Rio de Janeiro, os primeiros surtos epidêmicos ocorreram a partir da década de 60 do século passado e sempre coincidiram com as inundações após temporais de verão.
M. de Mourão Figueiro et al. Leptospirose humana no município de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil: uma abordagem geográfica. In: Revista Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, jul./ago./2001, v. 34, n.º 4, p. 331-8 (com adaptações).
Com base nas idéias e nas estruturas lingüísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
Um problema de saúde pública também relacionado com o crescimento urbano é a poluição do ar em virtude da emissão de gases provenientes da queima de combustíveis fósseis.
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Os séculos XVIII e XIX foram caracterizados pelas viagens científicas em uma dimensão planetária. Além de aventureiros e comerciantes, entre os exploradores do século das Luzes se encontravam principalmente botânicos, médicos, boticários e farmacêuticos, explicitando os laços que uniam a ciência aos objetivos imperialistas das nações européias.
Para além do conhecimento da fauna e da flora, os viajantes também se interessavam em inventariar os tipos humanos, suas condições de vida, bem como as doenças encontradas e os meios empregados para a cura.
J. L. N. Abreu. Contribuições à geografia médica na viagem de Spix e Martius. In: Hygeia – Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, 2007, p. 2 (com adaptações).
A partir do texto acima, julgue os itens subseqüentes.
Os séculos XVIII e XIX foram marcados por profundo respeito à natureza, graças ao desenvolvimento científico. Por isso, nessa época, buscava-se principalmente a preservação da natureza.
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Os séculos XVIII e XIX foram caracterizados pelas viagens científicas em uma dimensão planetária. Além de aventureiros e comerciantes, entre os exploradores do século das Luzes se encontravam principalmente botânicos, médicos, boticários e farmacêuticos, explicitando os laços que uniam a ciência aos objetivos imperialistas das nações européias.
Para além do conhecimento da fauna e da flora, os viajantes também se interessavam em inventariar os tipos humanos, suas condições de vida, bem como as doenças encontradas e os meios empregados para a cura.
J. L. N. Abreu. Contribuições à geografia médica na viagem de Spix e Martius. In: Hygeia – Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, 2007, p. 2 (com adaptações).
A partir do texto acima, julgue os itens subseqüentes.
A percepção da relação entre natureza e sociedade foi profundamente alterada pelas mudanças econômicas provocadas pelo surgimento do capitalismo.
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Os séculos XVIII e XIX foram caracterizados pelas viagens científicas em uma dimensão planetária. Além de aventureiros e comerciantes, entre os exploradores do século das Luzes se encontravam principalmente botânicos, médicos, boticários e farmacêuticos, explicitando os laços que uniam a ciência aos objetivos imperialistas das nações européias.
Para além do conhecimento da fauna e da flora, os viajantes também se interessavam em inventariar os tipos humanos, suas condições de vida, bem como as doenças encontradas e os meios empregados para a cura.
J. L. N. Abreu. Contribuições à geografia médica na viagem de Spix e Martius. In: Hygeia – Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, 2007, p. 2 (com adaptações).
A partir do texto acima, julgue os itens subseqüentes.
Fatores ambientais não exercem influência na distribuição das doenças no mundo atual, marcado pela globalização.
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Os séculos XVIII e XIX foram caracterizados pelas viagens científicas em uma dimensão planetária. Além de aventureiros e comerciantes, entre os exploradores do século das Luzes se encontravam principalmente botânicos, médicos, boticários e farmacêuticos, explicitando os laços que uniam a ciência aos objetivos imperialistas das nações européias.
Para além do conhecimento da fauna e da flora, os viajantes também se interessavam em inventariar os tipos humanos, suas condições de vida, bem como as doenças encontradas e os meios empregados para a cura.
J. L. N. Abreu. Contribuições à geografia médica na viagem de Spix e Martius. In: Hygeia – Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, 2007, p. 2 (com adaptações).
A partir do texto acima, julgue os itens subseqüentes.
A soberania dos Estados frustrou os objetivos das nações européias de explorar os recursos naturais em outros continentes.
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Os séculos XVIII e XIX foram caracterizados pelas viagens científicas em uma dimensão planetária. Além de aventureiros e comerciantes, entre os exploradores do século das Luzes se encontravam principalmente botânicos, médicos, boticários e farmacêuticos, explicitando os laços que uniam a ciência aos objetivos imperialistas das nações européias.
Para além do conhecimento da fauna e da flora, os viajantes também se interessavam em inventariar os tipos humanos, suas condições de vida, bem como as doenças encontradas e os meios empregados para a cura.
J. L. N. Abreu. Contribuições à geografia médica na viagem de Spix e Martius. In: Hygeia – Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, 2007, p. 2 (com adaptações).
A partir do texto acima, julgue os itens subseqüentes.
A época do colonialismo, caracterizada por vários movimentos de exploração dos novos continentes, foi marcada por um processo de aculturação de povos.
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Os séculos XVIII e XIX foram caracterizados pelas viagens científicas em uma dimensão planetária. Além de aventureiros e comerciantes, entre os exploradores do século das Luzes se encontravam principalmente botânicos, médicos, boticários e farmacêuticos, explicitando os laços que uniam a ciência aos objetivos imperialistas das nações européias.
Para além do conhecimento da fauna e da flora, os viajantes também se interessavam em inventariar os tipos humanos, suas condições de vida, bem como as doenças encontradas e os meios empregados para a cura.
J. L. N. Abreu. Contribuições à geografia médica na viagem de Spix e Martius. In: Hygeia – Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, 2007, p. 2 (com adaptações).
A partir do texto acima, julgue os itens subseqüentes.
Infere-se do texto que os fatos sociais observados pelos viajantes estavam associados a fenômenos físico-ambientais.
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Seria uma felicidade para mim, decerto, a morte de Adrião. Desgraçadamente aquela criatura tinha sete fôlegos. Hoje quase a morrer, de olho duro, vela debaixo do travesseiro, a casa cheia. Padre ao lado, os amigos escovando a roupa preta — e amanhã arrimado à bengala, perna aqui, perna acolá, manquejando.
Decididamente o Dr. Liberato é um sujeito desastrado: deixa que se vão os doentes que fazem falta e adia o fim dos inúteis. Guiomar Mesquita, com dezoito anos, flor de graça e bondade, como diz Xavier Filho, depois de quatro meses ora arriba ora abaixo, lá se foi em março. E a mulher do sapateiro, a tísica, ainda vive. Enquanto, carregado de apreensões, eu tentava acrescentar uma página aos meus caetés, ouvia-lhe a tosse cavernosa.
Vendo Adrião estirado, a gente perguntava:
— Há perigo, Doutor?
E o Dr. Liberato falava no ventrículo, na aurícula, nas válvulas, e opinava:
— Se não sobrevierem complicações, julgo que não há perigo.
Não sobrevinham complicações. A aurícula, o ventrículo, as válvulas continuavam a funcionar — e Adrião, combalido, existia.
Graciliano Ramos. Caetés. Rio, São Paulo: Record, Martins, 1975, p. 165.
Julgue os itens de 91 a 101, a seguir, acerca do trecho acima, do romance Caetés, de Graciliano Ramos, e do contexto literário e histórico em que a obra foi produzida, bem como das idéias e estruturas lingüísticas do texto.
O fato de o narrador atribuir ao Dr. Liberato a decisão acerca do destino de seus pacientes indica que o narrador atribuía poderes divinos ao médico.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Seria uma felicidade para mim, decerto, a morte de Adrião. Desgraçadamente aquela criatura tinha sete fôlegos. Hoje quase a morrer, de olho duro, vela debaixo do travesseiro, a casa cheia. Padre ao lado, os amigos escovando a roupa preta — e amanhã arrimado à bengala, perna aqui, perna acolá, manquejando.
Decididamente o Dr. Liberato é um sujeito desastrado: deixa que se vão os doentes que fazem falta e adia o fim dos inúteis. Guiomar Mesquita, com dezoito anos, flor de graça e bondade, como diz Xavier Filho, depois de quatro meses ora arriba ora abaixo, lá se foi em março. E a mulher do sapateiro, a tísica, ainda vive. Enquanto, carregado de apreensões, eu tentava acrescentar uma página aos meus caetés, ouvia-lhe a tosse cavernosa.
Vendo Adrião estirado, a gente perguntava:
— Há perigo, Doutor?
E o Dr. Liberato falava no ventrículo, na aurícula, nas válvulas, e opinava:
— Se não sobrevierem complicações, julgo que não há perigo.
Não sobrevinham complicações. A aurícula, o ventrículo, as válvulas continuavam a funcionar — e Adrião, combalido, existia.
Graciliano Ramos. Caetés. Rio, São Paulo: Record, Martins, 1975, p. 165.
Julgue os itens de 91 a 101, a seguir, acerca do trecho acima, do romance Caetés, de Graciliano Ramos, e do contexto literário e histórico em que a obra foi produzida, bem como das idéias e estruturas lingüísticas do texto.
Mais do que pela trama, pelo espaço e pelo tempo, o mundo romanesco, nesse fragmento, caracteriza-se pela apresentação ao leitor de muitos personagens, pelo ponto de vista do narrador em primeira pessoa.
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Seria uma felicidade para mim, decerto, a morte de Adrião. Desgraçadamente aquela criatura tinha sete fôlegos. Hoje quase a morrer, de olho duro, vela debaixo do travesseiro, a casa cheia. Padre ao lado, os amigos escovando a roupa preta — e amanhã arrimado à bengala, perna aqui, perna acolá, manquejando.
Decididamente o Dr. Liberato é um sujeito desastrado: deixa que se vão os doentes que fazem falta e adia o fim dos inúteis. Guiomar Mesquita, com dezoito anos, flor de graça e bondade, como diz Xavier Filho, depois de quatro meses ora arriba ora abaixo, lá se foi em março. E a mulher do sapateiro, a tísica, ainda vive. Enquanto, carregado de apreensões, eu tentava acrescentar uma página aos meus caetés, ouvia-lhe a tosse cavernosa.
Vendo Adrião estirado, a gente perguntava:
— Há perigo, Doutor?
E o Dr. Liberato falava no ventrículo, na aurícula, nas válvulas, e opinava:
— Se não sobrevierem complicações, julgo que não há perigo.
Não sobrevinham complicações. A aurícula, o ventrículo, as válvulas continuavam a funcionar — e Adrião, combalido, existia.
Graciliano Ramos. Caetés. Rio, São Paulo: Record, Martins, 1975, p. 165.
Julgue os itens de 91 a 101, a seguir, acerca do trecho acima, do romance Caetés, de Graciliano Ramos, e do contexto literário e histórico em que a obra foi produzida, bem como das idéias e estruturas lingüísticas do texto.
No fragmento apresentado, há elementos que permitem afirmar que o narrador-personagem era um escritor.
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