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796883 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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A questão aborda uma passagem da peça teatral Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett (1799-1854).

Cena V – JORGE, MADALENA E MARIA

JORGE – Ora seja Deus nesta casa!

(Maria beija-lhe o escapulário1 e depois a mão; Madalena somente o escapulário.)

MADALENA – Sejais bem-vindo, meu irmão!

MARIA – Boas tardes, tio Jorge!

JORGE – Minha senhora mana! A bênção de Deus te cubra, filha! Também estou desassossegado como vós, mana Madalena: mas não vos aflijais, espero que não há de ser nada. É certo que tive umas notícias de Lisboa...

MADALENA (assustada) – Pois que é, que foi?

JORGE – Nada, não vos assusteis; mas é bom que estejais prevenida, por isso vo-lo digo. Os governadores querem sair da cidade... é um capricho verdadeiro... Depois de aturarem metidos ali dentro toda a força da peste, agora que ela está, se pode dizer, acabada, que são raríssimos os casos, é que por força querem mudar de ares.

MADALENA – Pois coitados!...

MARIA – Coitado do povo! Que mais valem as vidas deles? Em pestes e desgraças assim, eu entendia, se governasse, que o serviço de Deus e do rei me mandava ficar, até a última, onde a miséria fosse mais e o perigo maior, para atender com remédio e amparo aos necessitados. Pois, rei não quer dizer pai comum de todos?

JORGE – A minha donzela Teodora! Assim é, filha, mas o mundo é doutro modo: que lhe faremos?

MARIA – Emendá-lo.

JORGE (para Madalena, baixo) – Sabeis que mais? Tenho medo desta criança.

MADALENA (do mesmo modo) – Também eu.

JORGE (alto) – Mas enfim, resolveram sair: e sabereis mais que, para corte e “buen retiro” dos nossos cinco reis, os senhores governadores de Portugal por D. Filipe de Castela, que Deus guarde, foi escolhida esta nossa boa vila de Almada, que o deveu à fama de suas águas sadias, ares lavados e graciosa vista.

MADALENA – Deixá-los vir.

JORGE – Assim é: que remédio! Mas ouvi o resto. O nosso pobre Convento de São Paulo tem de hospedar o senhor arcebispo D. Miguel de Castro, presidente do governo. Bom prelado é ele; e, se não fosse que nos tira do humilde sossego de nossa vida, por vir como senhor e príncipe secular... o mais, paciência. Pior é o vosso caso...

MADALENA – O meu!

JORGE – O vosso e de Manuel de Sousa: porque os outros quatro governadores – e aqui está o que me mandaram dizer em muito segredo de Lisboa – dizem que querem vir para esta casa, e pôr aqui aposentadoria2.

MARIA (com vivacidade) – Fechamos-lhes as portas. Metemos a nossa gente dentro – o terço3 de meu pai tem mais de seiscentos homens – e defendemo-nos. Pois não é uma tirania?... E há de ser bonito!... Tomara eu ver seja o que for que se pareça com uma batalha!

JORGE – Louquinha!

MADALENA – Mas que mal fizemos nós ao conde de Sabugal e aos outros governadores, para nos fazerem esse desacato? Não há por aí outras casas; e eles não sabem que nesta há senhoras, uma família... e que estou eu aqui?...

(Teatro, vol. 3, 1844.)

1 escapulário: faixa de tecido que frades e freiras de certas ordens religiosas cristãs usam pendente sobre o peito.
2 pôr aposentadoria: ficar, morar.
3 terço: corpo de tropas dos exércitos português e espanhol dos séculos XVI e XVII.

“Nada, não vos assusteis; mas é bom que estejais prevenida, por isso vo-lo digo.”

Em relação à forma verbal “digo”, os pronomes oblíquos átonos “vo-lo” atuam, respectivamente, como

 

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796860 Ano: 2015
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o texto para responder à questão.

Oxfam study finds richest 1% is likely to control

half of global wealth by 2016

enunciado 2025249-1

The richest 1 percent is likely to control more than half of the globe’s total wealth by next year, the anti-poverty charity Oxfam reported in a study released on Monday. The warning about deepening global inequality comes just as the world’s business elite prepare to meet this week at the annual World Economic Forum in Davos, Switzerland.

The 80 wealthiest people in the world altogether own $1.9 trillion, the report found, nearly the same amount shared by the 3.5 billion people who occupy the bottom half of the world’s income scale. (Last year, it took 85 billionaires to equal that figure.) And the richest 1 percent of the population controls nearly half of the world’s total wealth, a share that is also increasing.

The type of inequality that currently characterizes the world’s economies is unlike anything seen in recent years, the report explained. “Between 2002 and 2010 the total wealth of the poorest half of the world in current U.S. dollars had been increasing more or less at the same rate as that of billionaires,” it said. “However since 2010, it has been decreasing over that time.”

Winnie Byanyima, the charity’s executive director, noted in a statement that more than a billion people lived on less than $1.25 a day. “Do we really want to live in a world where the 1 percent own more than the rest of us combined?” Ms. Byanyima said. “The scale of global inequality is quite simply staggering.”

Investors with interests in finance, insurance and health saw the biggest windfalls, Oxfam said. Using data from Forbes magazine’s list of billionaires, it said those listed as having interests in the pharmaceutical and health care industries saw their net worth jump by 47 percent. The charity credited those individuals’ rapidly growing fortunes in part to multimillion-dollar lobbying campaigns to protect and enhance their interests.

(www.nytimes.com. Adaptado.)

No trecho do terceiro parágrafo “However since 2010, it has been decreasing over that time.”, o termo “however” pode ser substituído, sem alteração de sentido, por

 

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796825 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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A questão aborda uma passagem da peça teatral Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett (1799-1854).

Cena V – JORGE, MADALENA E MARIA

JORGE – Ora seja Deus nesta casa!

(Maria beija-lhe o escapulário1 e depois a mão; Madalena somente o escapulário.)

MADALENA – Sejais bem-vindo, meu irmão!

MARIA – Boas tardes, tio Jorge!

JORGE – Minha senhora mana! A bênção de Deus te cubra, filha! Também estou desassossegado como vós, mana Madalena: mas não vos aflijais, espero que não há de ser nada. É certo que tive umas notícias de Lisboa...

MADALENA (assustada) – Pois que é, que foi?

JORGE – Nada, não vos assusteis; mas é bom que estejais prevenida, por isso vo-lo digo. Os governadores querem sair da cidade... é um capricho verdadeiro... Depois de aturarem metidos ali dentro toda a força da peste, agora que ela está, se pode dizer, acabada, que são raríssimos os casos, é que por força querem mudar de ares.

MADALENA – Pois coitados!...

MARIA – Coitado do povo! Que mais valem as vidas deles? Em pestes e desgraças assim, eu entendia, se governasse, que o serviço de Deus e do rei me mandava ficar, até a última, onde a miséria fosse mais e o perigo maior, para atender com remédio e amparo aos necessitados. Pois, rei não quer dizer pai comum de todos?

JORGE – A minha donzela Teodora! Assim é, filha, mas o mundo é doutro modo: que lhe faremos?

MARIA – Emendá-lo.

JORGE (para Madalena, baixo) – Sabeis que mais? Tenho medo desta criança.

MADALENA (do mesmo modo) – Também eu.

JORGE (alto) – Mas enfim, resolveram sair: e sabereis mais que, para corte e “buen retiro” dos nossos cinco reis, os senhores governadores de Portugal por D. Filipe de Castela, que Deus guarde, foi escolhida esta nossa boa vila de Almada, que o deveu à fama de suas águas sadias, ares lavados e graciosa vista.

MADALENA – Deixá-los vir.

JORGE – Assim é: que remédio! Mas ouvi o resto. O nosso pobre Convento de São Paulo tem de hospedar o senhor arcebispo D. Miguel de Castro, presidente do governo. Bom prelado é ele; e, se não fosse que nos tira do humilde sossego de nossa vida, por vir como senhor e príncipe secular... o mais, paciência. Pior é o vosso caso...

MADALENA – O meu!

JORGE – O vosso e de Manuel de Sousa: porque os outros quatro governadores – e aqui está o que me mandaram dizer em muito segredo de Lisboa – dizem que querem vir para esta casa, e pôr aqui aposentadoria2.

MARIA (com vivacidade) – Fechamos-lhes as portas. Metemos a nossa gente dentro – o terço3 de meu pai tem mais de seiscentos homens – e defendemo-nos. Pois não é uma tirania?... E há de ser bonito!... Tomara eu ver seja o que for que se pareça com uma batalha!

JORGE – Louquinha!

MADALENA – Mas que mal fizemos nós ao conde de Sabugal e aos outros governadores, para nos fazerem esse desacato? Não há por aí outras casas; e eles não sabem que nesta há senhoras, uma família... e que estou eu aqui?...

(Teatro, vol. 3, 1844.)

1 escapulário: faixa de tecido que frades e freiras de certas ordens religiosas cristãs usam pendente sobre o peito.
2 pôr aposentadoria: ficar, morar.
3 terço: corpo de tropas dos exércitos português e espanhol dos séculos XVI e XVII.

Focalizando eventos do final do século XVI e início do século XVII português, a passagem procura destacar

 

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796823 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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A questão focaliza um trecho de uma crônica do escritor Graciliano Ramos (1892-1953).

Para chegar ao soberbo resultado de transformar a banha em fibra, aí vem o futebol.

Mas por que o futebol?

Não seria, porventura, melhor exercitar-se a mocidade em jogos nacionais, sem mescla de estrangeirismo, o murro, o cacete, a faca de ponta, por exemplo?

Não é que me repugne a introdução de coisas exóticas entre nós. Mas gosto de indagar se elas serão assimiláveis ou não.

No caso afirmativo, seja muito bem-vinda a instituição alheia, fecundemo-la, arranjemos nela um filho híbrido que possa viver cá em casa. De outro modo, resignemo-nos às broncas tradições dos sertanejos e dos matutos. Ora, parece-me que o futebol não se adapta a estas boas paragens do cangaço. É roupa de empréstimo, que não nos serve.

Para que um costume intruso possa estabelecer-se definitivamente em um país é necessário, não só que se harmonize com a índole do povo que o vai receber, mas que o lugar a ocupar não esteja tomado por outro mais antigo, de cunho indígena. É preciso, pois, que vá preencher uma lacuna, como diz o chavão.

O do futebol não preenche coisa nenhuma, pois já temos a muito conhecida bola de palha de milho, que nossos amadores mambembes1 jogam com uma perícia que deixaria o mais experimentado sportman britânico de queixo caído.

Os campeões brasileiros não teriam feito a figura triste que fizeram em Antuérpia se a bola figurasse nos programas das Olimpíadas e estivessem a disputá-la quatro sujeitos de pulso. Apenas um representante nosso conseguiu ali distinguir-se, no tiro de revólver, o que é pouco lisonjeiro para a vaidade de um país em que se fala tanto. Aqui seria muito mais fácil o indivíduo salientar-se no tiro de espingarda umbiguda, emboscado atrás de um pau.

Temos esportes em quantidade. Para que metermos o bedelho em coisas estrangeiras?

O futebol não pega, tenham a certeza. Não vale o argumento de que ele tem ganho terreno nas capitais de importância. Não confundamos.

As grandes cidades estão no litoral; isto aqui é diferente, é sertão.

As cidades regurgitam de gente de outras raças ou que pretende ser de outras raças; nós somos mais ou menos botocudos, com laivos de sangue cabinda e galego.

Nas cidades os viciados elegantes absorvem o ópio, a cocaína, a morfina; por aqui há pessoas que ainda fumam liamba2.

1 mambembe: medíocre, reles, de baixa condição.
2 liamba: cânhamo, maconha.

(Linhas tortas, 1971.)

A argumentação construída ao longo da crônica estabelece uma oposição entre

 

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796750 Ano: 2015
Disciplina: Geografia
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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O episódio de espionagem internacional protagonizado pelo governo estadunidense e denunciado pelo ex-agente do serviço secreto americano, Edward Snowden, permite que se constatem duas situações intrínsecas à atual ordem mundial, quais sejam:

 

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796665 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Para responder à questão, leia o poema de Belmiro Braga (1872-1937) e a tira de André Dahmer.

Ao Príncipe

Pela estrada da vida subi morros,
Desci ladeiras e, afinal, te digo
Que, se entre amigos encontrei cachorros,
Entre os cachorros encontrei-te, amigo!

Para insultar alguém hoje recorro
A novos nomes feios, porque vi
Que elogio a quem chame de cachorro,
Depois que este cachorro conheci.

(Fernando Góes (org.). Panorama da poesia brasileira, vol. 5, 1960.)

Malvados

enunciado 2025054-1

Com a frase “a recíproca não é verdadeira”, a personagem da tira sugere que

 

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796600 Ano: 2015
Disciplina: Química
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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O ácido etanoico, popularmente chamado de ácido acético, é um ácido fraco e um dos componentes do vinagre, sendo o responsável por seu sabor azedo. Dada a constante de ionização, Ka, igual a 1,8x10–5, assinale a alternativa que apresenta a concentração em mol·L–1 de H+ em uma solução deste ácido de concentração 2,0x10–2 mol·L–1.

 

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796427 Ano: 2015
Disciplina: Biologia
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Estudo confirma que meteorito causou
extinção dos dinossauros

Um estudo publicado na revista Science de 08.02.13 pretende pôr um ponto final na discussão sobre qual foi o evento que levou à extinção dos dinossauros. Os novos dados obtidos pelos pesquisadores são os mais precisos até agora e mostram que o meteorito atingiu a Terra há 66.038.000 anos, pouco antes da extinção.

(http://veja. abril.com.br. Adaptado.)

Um fato ainda pouco divulgado pela mídia é que, nesse mesmo período, cerca de !$ { \large 2 \over 3} !$ das espécies que viviam na Terra também foram extintas, configurando um grande evento de extinção em massa.

Dentre os fatores decisivos para essa extinção em massa, é correto inferir que

 

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793760 Ano: 2015
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o texto para responder à questão.

Oxfam study finds richest 1% is likely to control

half of global wealth by 2016

enunciado 2024548-1

The richest 1 percent is likely to control more than half of the globe’s total wealth by next year, the anti-poverty charity Oxfam reported in a study released on Monday. The warning about deepening global inequality comes just as the world’s business elite prepare to meet this week at the annual World Economic Forum in Davos, Switzerland.

The 80 wealthiest people in the world altogether own $1.9 trillion, the report found, nearly the same amount shared by the 3.5 billion people who occupy the bottom half of the world’s income scale. (Last year, it took 85 billionaires to equal that figure.) And the richest 1 percent of the population controls nearly half of the world’s total wealth, a share that is also increasing.

The type of inequality that currently characterizes the world’s economies is unlike anything seen in recent years, the report explained. “Between 2002 and 2010 the total wealth of the poorest half of the world in current U.S. dollars had been increasing more or less at the same rate as that of billionaires,” it said. “However since 2010, it has been decreasing over that time.”

Winnie Byanyima, the charity’s executive director, noted in a statement that more than a billion people lived on less than $1.25 a day. “Do we really want to live in a world where the 1 percent own more than the rest of us combined?” Ms. Byanyima said. “The scale of global inequality is quite simply staggering.”

Investors with interests in finance, insurance and health saw the biggest windfalls, Oxfam said. Using data from Forbes magazine’s list of billionaires, it said those listed as having interests in the pharmaceutical and health care industries saw their net worth jump by 47 percent. The charity credited those individuals’ rapidly growing fortunes in part to multimillion-dollar lobbying campaigns to protect and enhance their interests.

(www.nytimes.com. Adaptado.)

A partir das informações apresentadas sobre o relatório da Oxfam, a resposta esperada por Winnie Byanyima à sua pergunta “Do we really want to live in a world where the 1 percent own more than the rest of us combined?” seria:

 

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791943 Ano: 2015
Disciplina: Química
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o texto para responder à questão.

A energia liberada pelo Sol é fundamental para a manutenção da vida no planeta Terra. Grande parte da energia produzida pelo Sol decorre do processo de fusão nuclear em que são formados átomos de hélio a partir de isótopos de hidrogênio, conforme representado no esquema:

enunciado 2024188-1

A partir das etapas consecutivas de fusão nuclear representadas no esquema, é correto afirmar que ocorre

 

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