Foram encontradas 40 questões.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A tirana
Quem a vê, tão velhinha, tão honesta de aparência, não
sabe o que ali se esconde. Casou, teve filhos e lhe vieram
netos, e sobre a descendência ela se repastou no gozo de
mandar. Só queria dar ordens. Se um filho gostava de Maria,
seria com Joana que haveria de casar, mesmo porque um
filho não tinha o direito de gostar senão de quem ela gostasse. Se outro queria estudar Medicina, deveria estudar Direito.
Se a filha não queria engordar – ela a trataria especialmente
a mingau de fubá e macarronada. Afinal, ela dera vida e criara todos eles, e agora chegara o seu momento. Sua casa
era um quartel; ela gozava a delícia de implantar a disciplina
mais feroz.
Durante anos conseguiu ser mais adulada e festejada
do que um ministro em viagem pelo interior. Depois, com
os novos elementos, com os estranhos entrando na família,
começou a derrocada do império. Primeiro foi a nora que não
se quis desfazer de uma mobília de estimação e debandou
de casa. O marido da fugitiva ainda se demorou uns dias em
companhia da mãe, sem ter coragem de quebrar aquela disciplina que já lhe entrara pelos confins da consciência. Mas,
certa manhã, à hora do café, ele não apareceu. Era a Revolução. Pouco a pouco foram imitando o rebelde. O filho, que
fora obrigado a estudar Direito, largou a profissão e se permitiu ter negócios sem nenhum visto materno. A filha, que era
engordada como peru de Natal, arranjou emprego e passou
a almoçar tranquilamente as suas saladas.
Os filhos e os netos se arranjaram, como puderam, fora
de suas vistas. A senhora ficou sozinha em seu palacete.
Agora, o dinheiro sobrava, o espaço sobrava.
(Dinah Silveira de Queiroz.
Quadrante 1. Editora do Autor, 1962. Adaptado)
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A tirana
Quem a vê, tão velhinha, tão honesta de aparência, não
sabe o que ali se esconde. Casou, teve filhos e lhe vieram
netos, e sobre a descendência ela se repastou no gozo de
mandar. Só queria dar ordens. Se um filho gostava de Maria,
seria com Joana que haveria de casar, mesmo porque um
filho não tinha o direito de gostar senão de quem ela gostasse. Se outro queria estudar Medicina, deveria estudar Direito.
Se a filha não queria engordar – ela a trataria especialmente
a mingau de fubá e macarronada. Afinal, ela dera vida e criara todos eles, e agora chegara o seu momento. Sua casa
era um quartel; ela gozava a delícia de implantar a disciplina
mais feroz.
Durante anos conseguiu ser mais adulada e festejada
do que um ministro em viagem pelo interior. Depois, com
os novos elementos, com os estranhos entrando na família,
começou a derrocada do império. Primeiro foi a nora que não
se quis desfazer de uma mobília de estimação e debandou
de casa. O marido da fugitiva ainda se demorou uns dias em
companhia da mãe, sem ter coragem de quebrar aquela disciplina que já lhe entrara pelos confins da consciência. Mas,
certa manhã, à hora do café, ele não apareceu. Era a Revolução. Pouco a pouco foram imitando o rebelde. O filho, que
fora obrigado a estudar Direito, largou a profissão e se permitiu ter negócios sem nenhum visto materno. A filha, que era
engordada como peru de Natal, arranjou emprego e passou
a almoçar tranquilamente as suas saladas.
Os filhos e os netos se arranjaram, como puderam, fora
de suas vistas. A senhora ficou sozinha em seu palacete.
Agora, o dinheiro sobrava, o espaço sobrava.
(Dinah Silveira de Queiroz.
Quadrante 1. Editora do Autor, 1962. Adaptado)
Assinale a alternativa cujos trechos do texto exemplificam, correta e respectivamente, esses recursos.
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A tirana
Quem a vê, tão velhinha, tão honesta de aparência, não
sabe o que ali se esconde. Casou, teve filhos e lhe vieram
netos, e sobre a descendência ela se repastou no gozo de
mandar. Só queria dar ordens. Se um filho gostava de Maria,
seria com Joana que haveria de casar, mesmo porque um
filho não tinha o direito de gostar senão de quem ela gostasse. Se outro queria estudar Medicina, deveria estudar Direito.
Se a filha não queria engordar – ela a trataria especialmente
a mingau de fubá e macarronada. Afinal, ela dera vida e criara todos eles, e agora chegara o seu momento. Sua casa
era um quartel; ela gozava a delícia de implantar a disciplina
mais feroz.
Durante anos conseguiu ser mais adulada e festejada
do que um ministro em viagem pelo interior. Depois, com
os novos elementos, com os estranhos entrando na família,
começou a derrocada do império. Primeiro foi a nora que não
se quis desfazer de uma mobília de estimação e debandou
de casa. O marido da fugitiva ainda se demorou uns dias em
companhia da mãe, sem ter coragem de quebrar aquela disciplina que já lhe entrara pelos confins da consciência. Mas,
certa manhã, à hora do café, ele não apareceu. Era a Revolução. Pouco a pouco foram imitando o rebelde. O filho, que
fora obrigado a estudar Direito, largou a profissão e se permitiu ter negócios sem nenhum visto materno. A filha, que era
engordada como peru de Natal, arranjou emprego e passou
a almoçar tranquilamente as suas saladas.
Os filhos e os netos se arranjaram, como puderam, fora
de suas vistas. A senhora ficou sozinha em seu palacete.
Agora, o dinheiro sobrava, o espaço sobrava.
(Dinah Silveira de Queiroz.
Quadrante 1. Editora do Autor, 1962. Adaptado)
• Quem a vê, tão velhinha, tão honesta de aparência…
• … mesmo porque um filho não tinha o direito de gostar senão de quem ela gostasse.
• Afinal, ela dera vida e criara todos eles…
Os termos destacados expõem, correta e respectivamente, as ideias de
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A tirana
Quem a vê, tão velhinha, tão honesta de aparência, não
sabe o que ali se esconde. Casou, teve filhos e lhe vieram
netos, e sobre a descendência ela se repastou no gozo de
mandar. Só queria dar ordens. Se um filho gostava de Maria,
seria com Joana que haveria de casar, mesmo porque um
filho não tinha o direito de gostar senão de quem ela gostasse. Se outro queria estudar Medicina, deveria estudar Direito.
Se a filha não queria engordar – ela a trataria especialmente
a mingau de fubá e macarronada. Afinal, ela dera vida e criara todos eles, e agora chegara o seu momento. Sua casa
era um quartel; ela gozava a delícia de implantar a disciplina
mais feroz.
Durante anos conseguiu ser mais adulada e festejada
do que um ministro em viagem pelo interior. Depois, com
os novos elementos, com os estranhos entrando na família,
começou a derrocada do império. Primeiro foi a nora que não
se quis desfazer de uma mobília de estimação e debandou
de casa. O marido da fugitiva ainda se demorou uns dias em
companhia da mãe, sem ter coragem de quebrar aquela disciplina que já lhe entrara pelos confins da consciência. Mas,
certa manhã, à hora do café, ele não apareceu. Era a Revolução. Pouco a pouco foram imitando o rebelde. O filho, que
fora obrigado a estudar Direito, largou a profissão e se permitiu ter negócios sem nenhum visto materno. A filha, que era
engordada como peru de Natal, arranjou emprego e passou
a almoçar tranquilamente as suas saladas.
Os filhos e os netos se arranjaram, como puderam, fora
de suas vistas. A senhora ficou sozinha em seu palacete.
Agora, o dinheiro sobrava, o espaço sobrava.
(Dinah Silveira de Queiroz.
Quadrante 1. Editora do Autor, 1962. Adaptado)
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
O medo de ficar longe das telas
Muito se tem atribuído os altos índices de transtornos
mentais de crianças e adolescentes ao uso irrestrito das telas.
Um artigo do “The New York Times”, em 2024, comentou
sobre a ligação entre a proliferação de algoritmos que viciam
e o colapso da saúde mental dos jovens, incluindo fatores
como depressão, pensamentos suicidas e automutilação. No
artigo, a colunista Michelle Goldberg menciona os impactos
catastróficos do uso excessivo das redes sociais, que estimulam padrões de beleza e de popularidade irreais, e afetam os
adolescentes, em especial as meninas.
Fato é que vivemos uma epidemia de excesso de telas.
Nunca se cunharam tantos termos para denominar tantos
vícios. Nomofobia é um deles, até então usado para pessoas
com mais idade, mas que agora inclui os jovens. A palavra
vem de no mobile phobia (fobia de ficar sem celular). É o
termo para descrever o medo irracional de não ter acesso à
internet.
Um estudo da Western University, liderado pela professora de Neurociência Emma Duerden, no Canadá, coletou
dados que revelaram que, durante a pandemia, as crianças
passaram mais que o dobro do tempo recomendado em frente às telas. Ou seja, de pouco menos de 6 horas por dia para
impressionantes 13 horas por dia, quase todos os minutos
em que estavam acordadas, o que provocou o aumento dos
níveis de ansiedade e depressão.
Em seu best-seller “A Geração Ansiosa”, Jonathan Haidt*
apresenta estatísticas sobre a saúde mental dos jovens e
explica como a redução do tempo de brincadeiras ao ar livre
e a supervisão excessiva dos pais prejudicam o desenvolvimento social e emocional das crianças. Segundo ele, as
crianças precisam de brincadeiras livres para que se tornem
resilientes e capazes de avaliar riscos, contudo a sociedade
tem privado os jovens dessas experiências importantes.
Para o Instituto de Ciências da Educação (IES), criar
ambientes livres de tecnologia em casa, como durante as
refeições ou na hora de dormir, pode reduzir a dependência
dos dispositivos. Hoje, conversar abertamente com os jovens
sobre os riscos do uso excessivo da internet e a respeito do
comportamento online responsável é fundamental.
(Carolina Delboni. www.estadao.com.br/emais/carolina-delboni/
nomofobia-o-medo-de-ficar-longe-das-telas-afeta-saude-
-mental-de-criancas-e-adolescentes/?utm_source=estadao:mail
Publicado em 30.09.2024. Adaptado)
*Jonathan Haidt: psicólogo social e professor da Universidade de Nova York.
Parte da sociedade ______________ para que os jovens superem o medo irracional de não ter acesso à internet, medo que infelizmente _____________ de viver de forma saudável. Nesse contexto, a família deve oferecer aos filhos experiências livres de tecnologia que ____________ a se libertar do vício das telas.
De acordo com a norma-padrão de emprego e de colocação de pronomes, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
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O medo de ficar longe das telas
Muito se tem atribuído os altos índices de transtornos
mentais de crianças e adolescentes ao uso irrestrito das telas.
Um artigo do “The New York Times”, em 2024, comentou
sobre a ligação entre a proliferação de algoritmos que viciam
e o colapso da saúde mental dos jovens, incluindo fatores
como depressão, pensamentos suicidas e automutilação. No
artigo, a colunista Michelle Goldberg menciona os impactos
catastróficos do uso excessivo das redes sociais, que estimulam padrões de beleza e de popularidade irreais, e afetam os
adolescentes, em especial as meninas.
Fato é que vivemos uma epidemia de excesso de telas.
Nunca se cunharam tantos termos para denominar tantos
vícios. Nomofobia é um deles, até então usado para pessoas
com mais idade, mas que agora inclui os jovens. A palavra
vem de no mobile phobia (fobia de ficar sem celular). É o
termo para descrever o medo irracional de não ter acesso à
internet.
Um estudo da Western University, liderado pela professora de Neurociência Emma Duerden, no Canadá, coletou
dados que revelaram que, durante a pandemia, as crianças
passaram mais que o dobro do tempo recomendado em frente às telas. Ou seja, de pouco menos de 6 horas por dia para
impressionantes 13 horas por dia, quase todos os minutos
em que estavam acordadas, o que provocou o aumento dos
níveis de ansiedade e depressão.
Em seu best-seller “A Geração Ansiosa”, Jonathan Haidt*
apresenta estatísticas sobre a saúde mental dos jovens e
explica como a redução do tempo de brincadeiras ao ar livre
e a supervisão excessiva dos pais prejudicam o desenvolvimento social e emocional das crianças. Segundo ele, as
crianças precisam de brincadeiras livres para que se tornem
resilientes e capazes de avaliar riscos, contudo a sociedade
tem privado os jovens dessas experiências importantes.
Para o Instituto de Ciências da Educação (IES), criar
ambientes livres de tecnologia em casa, como durante as
refeições ou na hora de dormir, pode reduzir a dependência
dos dispositivos. Hoje, conversar abertamente com os jovens
sobre os riscos do uso excessivo da internet e a respeito do
comportamento online responsável é fundamental.
(Carolina Delboni. www.estadao.com.br/emais/carolina-delboni/
nomofobia-o-medo-de-ficar-longe-das-telas-afeta-saude-
-mental-de-criancas-e-adolescentes/?utm_source=estadao:mail
Publicado em 30.09.2024. Adaptado)
*Jonathan Haidt: psicólogo social e professor da Universidade de Nova York.
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O medo de ficar longe das telas
Muito se tem atribuído os altos índices de transtornos
mentais de crianças e adolescentes ao uso irrestrito das telas.
Um artigo do “The New York Times”, em 2024, comentou
sobre a ligação entre a proliferação de algoritmos que viciam
e o colapso da saúde mental dos jovens, incluindo fatores
como depressão, pensamentos suicidas e automutilação. No
artigo, a colunista Michelle Goldberg menciona os impactos
catastróficos do uso excessivo das redes sociais, que estimulam padrões de beleza e de popularidade irreais, e afetam os
adolescentes, em especial as meninas.
Fato é que vivemos uma epidemia de excesso de telas.
Nunca se cunharam tantos termos para denominar tantos
vícios. Nomofobia é um deles, até então usado para pessoas
com mais idade, mas que agora inclui os jovens. A palavra
vem de no mobile phobia (fobia de ficar sem celular). É o
termo para descrever o medo irracional de não ter acesso à
internet.
Um estudo da Western University, liderado pela professora de Neurociência Emma Duerden, no Canadá, coletou
dados que revelaram que, durante a pandemia, as crianças
passaram mais que o dobro do tempo recomendado em frente às telas. Ou seja, de pouco menos de 6 horas por dia para
impressionantes 13 horas por dia, quase todos os minutos
em que estavam acordadas, o que provocou o aumento dos
níveis de ansiedade e depressão.
Em seu best-seller “A Geração Ansiosa”, Jonathan Haidt*
apresenta estatísticas sobre a saúde mental dos jovens e
explica como a redução do tempo de brincadeiras ao ar livre
e a supervisão excessiva dos pais prejudicam o desenvolvimento social e emocional das crianças. Segundo ele, as
crianças precisam de brincadeiras livres para que se tornem
resilientes e capazes de avaliar riscos, contudo a sociedade
tem privado os jovens dessas experiências importantes.
Para o Instituto de Ciências da Educação (IES), criar
ambientes livres de tecnologia em casa, como durante as
refeições ou na hora de dormir, pode reduzir a dependência
dos dispositivos. Hoje, conversar abertamente com os jovens
sobre os riscos do uso excessivo da internet e a respeito do
comportamento online responsável é fundamental.
(Carolina Delboni. www.estadao.com.br/emais/carolina-delboni/
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-mental-de-criancas-e-adolescentes/?utm_source=estadao:mail
Publicado em 30.09.2024. Adaptado)
*Jonathan Haidt: psicólogo social e professor da Universidade de Nova York.
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O medo de ficar longe das telas
Muito se tem atribuído os altos índices de transtornos
mentais de crianças e adolescentes ao uso irrestrito das telas.
Um artigo do “The New York Times”, em 2024, comentou
sobre a ligação entre a proliferação de algoritmos que viciam
e o colapso da saúde mental dos jovens, incluindo fatores
como depressão, pensamentos suicidas e automutilação. No
artigo, a colunista Michelle Goldberg menciona os impactos
catastróficos do uso excessivo das redes sociais, que estimulam padrões de beleza e de popularidade irreais, e afetam os
adolescentes, em especial as meninas.
Fato é que vivemos uma epidemia de excesso de telas.
Nunca se cunharam tantos termos para denominar tantos
vícios. Nomofobia é um deles, até então usado para pessoas
com mais idade, mas que agora inclui os jovens. A palavra
vem de no mobile phobia (fobia de ficar sem celular). É o
termo para descrever o medo irracional de não ter acesso à
internet.
Um estudo da Western University, liderado pela professora de Neurociência Emma Duerden, no Canadá, coletou
dados que revelaram que, durante a pandemia, as crianças
passaram mais que o dobro do tempo recomendado em frente às telas. Ou seja, de pouco menos de 6 horas por dia para
impressionantes 13 horas por dia, quase todos os minutos
em que estavam acordadas, o que provocou o aumento dos
níveis de ansiedade e depressão.
Em seu best-seller “A Geração Ansiosa”, Jonathan Haidt*
apresenta estatísticas sobre a saúde mental dos jovens e
explica como a redução do tempo de brincadeiras ao ar livre
e a supervisão excessiva dos pais prejudicam o desenvolvimento social e emocional das crianças. Segundo ele, as
crianças precisam de brincadeiras livres para que se tornem
resilientes e capazes de avaliar riscos, contudo a sociedade
tem privado os jovens dessas experiências importantes.
Para o Instituto de Ciências da Educação (IES), criar
ambientes livres de tecnologia em casa, como durante as
refeições ou na hora de dormir, pode reduzir a dependência
dos dispositivos. Hoje, conversar abertamente com os jovens
sobre os riscos do uso excessivo da internet e a respeito do
comportamento online responsável é fundamental.
(Carolina Delboni. www.estadao.com.br/emais/carolina-delboni/
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-mental-de-criancas-e-adolescentes/?utm_source=estadao:mail
Publicado em 30.09.2024. Adaptado)
*Jonathan Haidt: psicólogo social e professor da Universidade de Nova York.
Com base na norma-padrão de regência e de concordância, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, por:
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Muito se tem atribuído os altos índices de transtornos
mentais de crianças e adolescentes ao uso irrestrito das telas.
Um artigo do “The New York Times”, em 2024, comentou
sobre a ligação entre a proliferação de algoritmos que viciam
e o colapso da saúde mental dos jovens, incluindo fatores
como depressão, pensamentos suicidas e automutilação. No
artigo, a colunista Michelle Goldberg menciona os impactos
catastróficos do uso excessivo das redes sociais, que estimulam padrões de beleza e de popularidade irreais, e afetam os
adolescentes, em especial as meninas.
Fato é que vivemos uma epidemia de excesso de telas.
Nunca se cunharam tantos termos para denominar tantos
vícios. Nomofobia é um deles, até então usado para pessoas
com mais idade, mas que agora inclui os jovens. A palavra
vem de no mobile phobia (fobia de ficar sem celular). É o
termo para descrever o medo irracional de não ter acesso à
internet.
Um estudo da Western University, liderado pela professora de Neurociência Emma Duerden, no Canadá, coletou
dados que revelaram que, durante a pandemia, as crianças
passaram mais que o dobro do tempo recomendado em frente às telas. Ou seja, de pouco menos de 6 horas por dia para
impressionantes 13 horas por dia, quase todos os minutos
em que estavam acordadas, o que provocou o aumento dos
níveis de ansiedade e depressão.
Em seu best-seller “A Geração Ansiosa”, Jonathan Haidt*
apresenta estatísticas sobre a saúde mental dos jovens e
explica como a redução do tempo de brincadeiras ao ar livre
e a supervisão excessiva dos pais prejudicam o desenvolvimento social e emocional das crianças. Segundo ele, as
crianças precisam de brincadeiras livres para que se tornem
resilientes e capazes de avaliar riscos, contudo a sociedade
tem privado os jovens dessas experiências importantes.
Para o Instituto de Ciências da Educação (IES), criar
ambientes livres de tecnologia em casa, como durante as
refeições ou na hora de dormir, pode reduzir a dependência
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(Carolina Delboni. www.estadao.com.br/emais/carolina-delboni/
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sobre a ligação entre a proliferação de algoritmos que viciam
e o colapso da saúde mental dos jovens, incluindo fatores
como depressão, pensamentos suicidas e automutilação. No
artigo, a colunista Michelle Goldberg menciona os impactos
catastróficos do uso excessivo das redes sociais, que estimulam padrões de beleza e de popularidade irreais, e afetam os
adolescentes, em especial as meninas.
Fato é que vivemos uma epidemia de excesso de telas.
Nunca se cunharam tantos termos para denominar tantos
vícios. Nomofobia é um deles, até então usado para pessoas
com mais idade, mas que agora inclui os jovens. A palavra
vem de no mobile phobia (fobia de ficar sem celular). É o
termo para descrever o medo irracional de não ter acesso à
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Um estudo da Western University, liderado pela professora de Neurociência Emma Duerden, no Canadá, coletou
dados que revelaram que, durante a pandemia, as crianças
passaram mais que o dobro do tempo recomendado em frente às telas. Ou seja, de pouco menos de 6 horas por dia para
impressionantes 13 horas por dia, quase todos os minutos
em que estavam acordadas, o que provocou o aumento dos
níveis de ansiedade e depressão.
Em seu best-seller “A Geração Ansiosa”, Jonathan Haidt*
apresenta estatísticas sobre a saúde mental dos jovens e
explica como a redução do tempo de brincadeiras ao ar livre
e a supervisão excessiva dos pais prejudicam o desenvolvimento social e emocional das crianças. Segundo ele, as
crianças precisam de brincadeiras livres para que se tornem
resilientes e capazes de avaliar riscos, contudo a sociedade
tem privado os jovens dessas experiências importantes.
Para o Instituto de Ciências da Educação (IES), criar
ambientes livres de tecnologia em casa, como durante as
refeições ou na hora de dormir, pode reduzir a dependência
dos dispositivos. Hoje, conversar abertamente com os jovens
sobre os riscos do uso excessivo da internet e a respeito do
comportamento online responsável é fundamental.
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