Foram encontradas 25 questões.
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
A confeitaria esteve fechada bem uns seis meses, para obras. Passando pela calçada, os antigos frequentadores já não tinham esperança de voltar ao lanche costumeiro, pois qualquer casa que se fecha para remodelação, já sabe: vira banco ou companhia de investimentos muito sofisticada, com letras na porta de vidro dizendo assim: Kredytar, Finanlys, Ríkox...
Pois aquela, desmentindo a lei econômica, reabrira confeitaria mesmo, e tão moderna que muitos clientes se sentiram enleados ao entrar em local antes de conhecida modéstia; o estabelecimento exigiria talvez fregueses também remodelados, de gabarito mais alto. Pouco a pouco foram regressando, se abancando. Era tudo novo, menos o garçom, a louça e o talher. “Por sinal que talher e louça também estão pedindo reforma, hein, Belisário?”.
Belisário, garçom boa-praça, admitiu que sim. Até já fizera ver isso ao gerente, ponderando-lhe que numa casa tão bacana aqueles elementos inferiores destoavam; o pessoal acabaria espalhando que a firma não aguentou o repuxo das obras, ficou sem grana para miudezas.
— E ficou mesmo — respondeu-lhe o gerente. — Belisário, vê se te manca, tá?
Belisário remeteu-se ao silêncio. Aos patrões não adianta ajudar; pois que se danem. E foi cuidar da vida, que não anda mole.
— Estou vendo pela sua cara, Belisário. Você encolheu, rapaz!
Aí, ele me confiou que passara seis meses comendo só uma vez por dia, e não era comida de banquete. Para variar, durante um mês, somente almoçava; no mês seguinte, jantava apenas. Dessa maneira, reeducou o estômago e pôde sobreviver. Mas o Otacílio, esse, “já reparou no Otacílio?”.
Otacílio, um baixote, gordo, servia no setor da esquerda. Passeei os olhos pelo salão, não o encontrei.
— Pois é aquele ali, no lugar de sempre. O senhor não reconheceu? Natural. Perdeu vinte quilos com as obras. Quase abotoa o paletó.
Luva-de-Pelica, um todo cheio de salamaleques, perdera quinze e teve de voltar para Miracema. João Velho, dez; João Novo, onze; outros ficaram entre dez e doze quilos. Toda a turma emagrecera. O salário fora pago pontualmente pela firma, porém sumiram as gorjetas, e é gorjeta que sustenta um homem.
— Mas, Belisário, vocês podiam se defender com biscates, servir em reuniões, casamentos.
— Não, doutor. Biscate é sagrado: fica para os colegas aposentados pelo Instituto.
Admirei a generosidade de Belisário e de seus pares da ativa, e ia louvá-la, mas ele não deixou:
— E daí, se a gente pega a xepa deles, eles vêm de sarrafo em cima da gente, morou? Tem muito aposentado bom de briga, e lá um dia a gente vai ser um velhinho igual a eles, tem de pensar no amanhã e no depois de amanhã... Não vale a pena chupar jabuticaba dos outros.
— E que é que você fez durante esse meio ano?
— Eu? Nada. Tempo havia de sobra, dava vontade de aproveitar, mas aproveitar como? o quê? Ficava de mãos abanando, esperando uma bandeja, um bule de chá que não aparecia. Até o barulho da louça, os gritos para a cozinha faziam falta. Então ia para a porta das confeitarias espiar os colegas de mais sorte, que trabalhavam, com uma inveja deles, do cansaço deles! Meu garoto mais moço, de quatro anos, veio me servir, de brincadeira, dizendo que agora eu é que era o freguês, queria com pão alemão ou pão de Petrópolis? Mineral com gás ou sem gás? Quis achar graça, mas foi me subindo um nervoso, empurrei a mão do garoto, a louça caiu no chão, se espatifou, ele saiu chorando... Sabe que mais? A patroa me dizendo sempre: “Belisário, some de minha presença que tu está me enchendo!”. Sumir pra onde? Gostei não, doutor. Descanso de garçom é fogo. Quer mais umas torradinhas?
(Carlos Drummond de Andrade. Caminhos de João Brandão, 2016.)
Expressão expletiva é aquela que, embora seja desnecessária ao sentido da frase, é empregada como realce ou ênfase.
Ocorre expressão expletiva no seguinte trecho:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
A confeitaria esteve fechada bem uns seis meses, para obras. Passando pela calçada, os antigos frequentadores já não tinham esperança de voltar ao lanche costumeiro, pois qualquer casa que se fecha para remodelação, já sabe: vira banco ou companhia de investimentos muito sofisticada, com letras na porta de vidro dizendo assim: Kredytar, Finanlys, Ríkox...
Pois aquela, desmentindo a lei econômica, reabrira confeitaria mesmo, e tão moderna que muitos clientes se sentiram enleados ao entrar em local antes de conhecida modéstia; o estabelecimento exigiria talvez fregueses também remodelados, de gabarito mais alto. Pouco a pouco foram regressando, se abancando. Era tudo novo, menos o garçom, a louça e o talher. “Por sinal que talher e louça também estão pedindo reforma, hein, Belisário?”.
Belisário, garçom boa-praça, admitiu que sim. Até já fizera ver isso ao gerente, ponderando-lhe que numa casa tão bacana aqueles elementos inferiores destoavam; o pessoal acabaria espalhando que a firma não aguentou o repuxo das obras, ficou sem grana para miudezas.
— E ficou mesmo — respondeu-lhe o gerente. — Belisário, vê se te manca, tá?
Belisário remeteu-se ao silêncio. Aos patrões não adianta ajudar; pois que se danem. E foi cuidar da vida, que não anda mole.
— Estou vendo pela sua cara, Belisário. Você encolheu, rapaz!
Aí, ele me confiou que passara seis meses comendo só uma vez por dia, e não era comida de banquete. Para variar, durante um mês, somente almoçava; no mês seguinte, jantava apenas. Dessa maneira, reeducou o estômago e pôde sobreviver. Mas o Otacílio, esse, “já reparou no Otacílio?”.
Otacílio, um baixote, gordo, servia no setor da esquerda. Passeei os olhos pelo salão, não o encontrei.
— Pois é aquele ali, no lugar de sempre. O senhor não reconheceu? Natural. Perdeu vinte quilos com as obras. Quase abotoa o paletó.
Luva-de-Pelica, um todo cheio de salamaleques, perdera quinze e teve de voltar para Miracema. João Velho, dez; João Novo, onze; outros ficaram entre dez e doze quilos. Toda a turma emagrecera. O salário fora pago pontualmente pela firma, porém sumiram as gorjetas, e é gorjeta que sustenta um homem.
— Mas, Belisário, vocês podiam se defender com biscates, servir em reuniões, casamentos.
— Não, doutor. Biscate é sagrado: fica para os colegas aposentados pelo Instituto.
Admirei a generosidade de Belisário e de seus pares da ativa, e ia louvá-la, mas ele não deixou:
— E daí, se a gente pega a xepa deles, eles vêm de sarrafo em cima da gente, morou? Tem muito aposentado bom de briga, e lá um dia a gente vai ser um velhinho igual a eles, tem de pensar no amanhã e no depois de amanhã... Não vale a pena chupar jabuticaba dos outros.
— E que é que você fez durante esse meio ano?
— Eu? Nada. Tempo havia de sobra, dava vontade de aproveitar, mas aproveitar como? o quê? Ficava de mãos abanando, esperando uma bandeja, um bule de chá que não aparecia. Até o barulho da louça, os gritos para a cozinha faziam falta. Então ia para a porta das confeitarias espiar os colegas de mais sorte, que trabalhavam, com uma inveja deles, do cansaço deles! Meu garoto mais moço, de quatro anos, veio me servir, de brincadeira, dizendo que agora eu é que era o freguês, queria com pão alemão ou pão de Petrópolis? Mineral com gás ou sem gás? Quis achar graça, mas foi me subindo um nervoso, empurrei a mão do garoto, a louça caiu no chão, se espatifou, ele saiu chorando... Sabe que mais? A patroa me dizendo sempre: “Belisário, some de minha presença que tu está me enchendo!”. Sumir pra onde? Gostei não, doutor. Descanso de garçom é fogo. Quer mais umas torradinhas?
(Carlos Drummond de Andrade. Caminhos de João Brandão, 2016.)
Verifica-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de repetição em:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
A confeitaria esteve fechada bem uns seis meses, para obras. Passando pela calçada, os antigos frequentadores já não tinham esperança de voltar ao lanche costumeiro, pois qualquer casa que se fecha para remodelação, já sabe: vira banco ou companhia de investimentos muito sofisticada, com letras na porta de vidro dizendo assim: Kredytar, Finanlys, Ríkox...
Pois aquela, desmentindo a lei econômica, reabrira confeitaria mesmo, e tão moderna que muitos clientes se sentiram enleados ao entrar em local antes de conhecida modéstia; o estabelecimento exigiria talvez fregueses também remodelados, de gabarito mais alto. Pouco a pouco foram regressando, se abancando. Era tudo novo, menos o garçom, a louça e o talher. “Por sinal que talher e louça também estão pedindo reforma, hein, Belisário?”.
Belisário, garçom boa-praça, admitiu que sim. Até já fizera ver isso ao gerente, ponderando-lhe que numa casa tão bacana aqueles elementos inferiores destoavam; o pessoal acabaria espalhando que a firma não aguentou o repuxo das obras, ficou sem grana para miudezas.
— E ficou mesmo — respondeu-lhe o gerente. — Belisário, vê se te manca, tá?
Belisário remeteu-se ao silêncio. Aos patrões não adianta ajudar; pois que se danem. E foi cuidar da vida, que não anda mole.
— Estou vendo pela sua cara, Belisário. Você encolheu, rapaz!
Aí, ele me confiou que passara seis meses comendo só uma vez por dia, e não era comida de banquete. Para variar, durante um mês, somente almoçava; no mês seguinte, jantava apenas. Dessa maneira, reeducou o estômago e pôde sobreviver. Mas o Otacílio, esse, “já reparou no Otacílio?”.
Otacílio, um baixote, gordo, servia no setor da esquerda. Passeei os olhos pelo salão, não o encontrei.
— Pois é aquele ali, no lugar de sempre. O senhor não reconheceu? Natural. Perdeu vinte quilos com as obras. Quase abotoa o paletó.
Luva-de-Pelica, um todo cheio de salamaleques, perdera quinze e teve de voltar para Miracema. João Velho, dez; João Novo, onze; outros ficaram entre dez e doze quilos. Toda a turma emagrecera. O salário fora pago pontualmente pela firma, porém sumiram as gorjetas, e é gorjeta que sustenta um homem.
— Mas, Belisário, vocês podiam se defender com biscates, servir em reuniões, casamentos.
— Não, doutor. Biscate é sagrado: fica para os colegas aposentados pelo Instituto.
Admirei a generosidade de Belisário e de seus pares da ativa, e ia louvá-la, mas ele não deixou:
— E daí, se a gente pega a xepa deles, eles vêm de sarrafo em cima da gente, morou? Tem muito aposentado bom de briga, e lá um dia a gente vai ser um velhinho igual a eles, tem de pensar no amanhã e no depois de amanhã... Não vale a pena chupar jabuticaba dos outros.
— E que é que você fez durante esse meio ano?
— Eu? Nada. Tempo havia de sobra, dava vontade de aproveitar, mas aproveitar como? o quê? Ficava de mãos abanando, esperando uma bandeja, um bule de chá que não aparecia. Até o barulho da louça, os gritos para a cozinha faziam falta. Então ia para a porta das confeitarias espiar os colegas de mais sorte, que trabalhavam, com uma inveja deles, do cansaço deles! Meu garoto mais moço, de quatro anos, veio me servir, de brincadeira, dizendo que agora eu é que era o freguês, queria com pão alemão ou pão de Petrópolis? Mineral com gás ou sem gás? Quis achar graça, mas foi me subindo um nervoso, empurrei a mão do garoto, a louça caiu no chão, se espatifou, ele saiu chorando... Sabe que mais? A patroa me dizendo sempre: “Belisário, some de minha presença que tu está me enchendo!”. Sumir pra onde? Gostei não, doutor. Descanso de garçom é fogo. Quer mais umas torradinhas?
(Carlos Drummond de Andrade. Caminhos de João Brandão, 2016.)
Uma característica recorrente no gênero crônica que está presente no texto de Drummond é
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Mesmo em seus primeiros livros, quando ainda o cerceavam os cânones românticos e possivelmente o inibia a timidez, o receio de ser diferente dos outros, de enveredar por caminhos até então indevassáveis, já as suas figuras se distinguem pela independência em relação ao meio físico e ao moralismo convencional. Não obedeceu nem ao preconceito, então de rigor, de filiar à natureza tropical o feitio das criaturas, nem ao de fazer personagens exclusivamente boas ou más, tão caro ao romantismo.
Sem preocupação de escola literária desde que se libertou do romantismo, ele observou, como ninguém entre nós, as criaturas em toda a sua realidade, dando a cada aspecto o justo valor, isto é, apreciando a todos com um critério relativo. Foi assim que esse tímido realizou uma audaciosa revolução na nossa literatura ficcionista, até ele subordinada a valores absolutos, que reduziam a simples figurantes as personagens dominadas pela natureza e pela ética convencional.
Dentro, porém, do mundo burguês que descreveu, e que foi, afinal, o seu, não se contentou com as aparências; abismava- se na contemplação das perspectivas inumeráveis da alma humana. Tudo o que o homem da época e da condição de suas criaturas pode pensar, sentir e sonhar, ele o perscrutou. A realidade que via se prolongava na que pressentia, nas reações interiores que acima de tudo o atraíam.
(Lúcia Miguel Pereira. História da
literatura brasileira: prosa de ficção, 1988. Adaptado.)
O texto trata do escritor
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Retratar a tristeza em vão procura
Quem na vida um só pesar não sente,
Porque sempre vestígios de contente
Hão-de apar’cer por baixo da pintura:
Porém eu, infeliz, que a desventura
O mínimo prazer me não consente,
Em dizendo o que sinto, a mim somente,
Parece que compete esta figura.
Sinto o bárbaro efeito das mudanças,
Dos prazeres o mais cruel pesar,
Sinto do que perdi tristes lembranças;
Condenam-me a chorar, e a não chorar,
Sinto a perda total das esperanças,
E sinto-me morrer sem acabar.
(Marquesa de Alorna. Sonetos, 2007.)
O eu lírico recorre a um enunciado paradoxal no seguinte verso:
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Retratar a tristeza em vão procura
Quem na vida um só pesar não sente,
Porque sempre vestígios de contente
Hão-de apar’cer por baixo da pintura:
Porém eu, infeliz, que a desventura
O mínimo prazer me não consente,
Em dizendo o que sinto, a mim somente,
Parece que compete esta figura.
Sinto o bárbaro efeito das mudanças,
Dos prazeres o mais cruel pesar,
Sinto do que perdi tristes lembranças;
Condenam-me a chorar, e a não chorar,
Sinto a perda total das esperanças,
E sinto-me morrer sem acabar.
(Marquesa de Alorna. Sonetos, 2007.)
Uma característica do poema que antecipa a estética romântica é
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
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Retratar a tristeza em vão procura
Quem na vida um só pesar não sente,
Porque sempre vestígios de contente
Hão-de apar’cer por baixo da pintura:
Porém eu, infeliz, que a desventura
O mínimo prazer me não consente,
Em dizendo o que sinto, a mim somente,
Parece que compete esta figura.
Sinto o bárbaro efeito das mudanças,
Dos prazeres o mais cruel pesar,
Sinto do que perdi tristes lembranças;
Condenam-me a chorar, e a não chorar,
Sinto a perda total das esperanças,
E sinto-me morrer sem acabar.
(Marquesa de Alorna. Sonetos, 2007.)
Na primeira estrofe, o eu lírico explora, sobretudo, a seguinte oposição:
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The accelerating loss of species around the globe is so extensive that many experts now refer to it as the sixth mass extinction. It’s driven in large part by an unprecedented loss of vital ecosystems such as forests and wetlands, the result of social and economic systems that are focused on constant growth.
The latest United Nations (UN) Biodiversity Conference, COP15, the second session of which is due to take place in December 2022, aims to implement ambitious measures for preventing biodiversity loss. The ultimate goal is to establish harmony between humans and nature by 2050. However, key players such as the body of conservation scientists that produces reports on biodiversity for the UN continue to prioritise human wellbeing above all else. This prioritisation may be the result of an anthropocentric culture that typically considers humans to be separate from and of greater value than other species.
To effectively address our extinction crisis, we need more than merely technical advances or policies that remain stuck in anthropocentric assumptions. Rather, we need fundamental changes in how we view nature and other species.
(Heather Alberro et al. https://theconversation.com, 08.06.2022. Adaptado.)
Read the cartoon by Joel Pett.

The comparison between the content of the text and the content of the cartoon helps us understand that the animal in the tree
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The accelerating loss of species around the globe is so extensive that many experts now refer to it as the sixth mass extinction. It’s driven in large part by an unprecedented loss of vital ecosystems such as forests and wetlands, the result of social and economic systems that are focused on constant growth.
The latest United Nations (UN) Biodiversity Conference, COP15, the second session of which is due to take place in December 2022, aims to implement ambitious measures for preventing biodiversity loss. The ultimate goal is to establish harmony between humans and nature by 2050. However, key players such as the body of conservation scientists that produces reports on biodiversity for the UN continue to prioritise human wellbeing above all else. This prioritisation may be the result of an anthropocentric culture that typically considers humans to be separate from and of greater value than other species.
To effectively address our extinction crisis, we need more than merely technical advances or policies that remain stuck in anthropocentric assumptions. Rather, we need fundamental changes in how we view nature and other species.
(Heather Alberro et al. https://theconversation.com, 08.06.2022. Adaptado.)
No segundo e no terceiro parágrafos, “conservation scientists” são criticados porque
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The accelerating loss of species around the globe is so extensive that many experts now refer to it as the sixth mass extinction. It’s driven in large part by an unprecedented loss of vital ecosystems such as forests and wetlands, the result of social and economic systems that are focused on constant growth.
The latest United Nations (UN) Biodiversity Conference, COP15, the second session of which is due to take place in December 2022, aims to implement ambitious measures for preventing biodiversity loss. The ultimate goal is to establish harmony between humans and nature by 2050. However, key players such as the body of conservation scientists that produces reports on biodiversity for the UN continue to prioritise human wellbeing above all else. This prioritisation may be the result of an anthropocentric culture that typically considers humans to be separate from and of greater value than other species.
To effectively address our extinction crisis, we need more than merely technical advances or policies that remain stuck in anthropocentric assumptions. Rather, we need fundamental changes in how we view nature and other species.
(Heather Alberro et al. https://theconversation.com, 08.06.2022. Adaptado.)
In the fragment from the first paragraph “an unprecedented loss of vital ecosystems such as forests and wetlands”, the underlined term refers to a loss which
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