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Foram encontradas 60 questões.

2876417 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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Os funcionários da empresa responsável pela limpeza e conservação de um Posto de Saúde recebem R$ 5,50 por hora e trabalham 220 horas por mês. O valor pago para cada hora extra de trabalho é R$ 11,00.

O número t de horas extras necessárias para que o salário mensal de determinado auxiliar de serviços gerais seja superior a R$ 1.500,00 pode ser calculado pela inequação:

 

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2876416 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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Joaquim é o gestor de um hospital e precisa contratar um serviço de instalação de aquecimento de água solar para esse estabelecimento. Sabe-se que um sistema de aquecedor solar, com 4,8m2 de área de placas coletoras, demora 10 horas para aumentar em 10°C a temperatura de 200 litros de água.

Usando relações de proporcionalidade, Joaquim pode concluir que a área das placas coletoras, em metros quadrados, que faria um aquecedor solar instalado nas mesmas condições de insolação elevar de 10°C a temperatura de 4000 litros de água em 5 horas é de:

 

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2876415 Ano: 2019
Disciplina: Matemática
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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Determinado hospital infantil comprou um novo equipamento que custava R$ 12.400.000,00 (doze milhões e quatrocentos mil reais). Entretanto, conseguiu com o fornecedor um desconto de 15% para pagamento à vista. Dessa forma, comprando à vista, o hospital comprometeu um quarto de seu orçamento anual.

Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que o orçamento anual do hospital é de:

 

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2876414 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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A gramática normativa tradicional prescreve o emprego do verbo haver em diferentes situações.

Assinale a alternativa em que esse verbo NÃO foi empregado de acordo com as normas gramaticais que regem a língua padrão.

 

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2876413 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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De acordo com a Gramática Normativa, o infinitivo pode figurar de forma impessoal, sem se referir a algum sujeito, ou de forma pessoal, flexionada, referindo-se a alguma pessoa gramatical.

Assinale a alternativa em que, no período, aceitam-se duas formas, tanto o infinitivo flexionado, quanto o não flexionado.

 

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2876412 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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DOENTES SAUDÁVEIS

Quanto mais velho fico, menos medicamentos prescrevo. Xaropes, vitaminas, antibióticos para qualquer dor de garganta causam mais efeitos indesejáveis do que benefícios.

Quando se trata de receitar aqueles de uso diário pelo resto da vida, então, penso dez vezes. É o caso dos anti-hipertensivos para pessoas com pressões máximas ao redor de 14 ou 15 cm ou mínimas entre 9 e 10 cm, valores que podem voltar à normalidade em resposta à perda de peso, ajustes na dieta e aumento da atividade física.

Veja o caso do diabetes, prezada leitora, epidemia mundial que afeta pelo menos 14 milhões de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Diabetes, que adota os seguintes critérios para o diagnóstico da doença: glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dL ou hemoglobina glicada maior ou igual a 6,5% ou glicemia acima de 200 a qualquer hora do dia, acompanhada de sintomas.

Glicemia de jejum entre 100 mg e 125 mg ou hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,5% ficariam numa situação intermediária, classificada como pré-diabetes pela American Diabetes Association (ADA), a partir de 2009 — nomenclatura não aceita por várias sociedades médicas e pela Organização Mundial da Saúde.

O termo pré-diabetes sempre me incomodou. Dá a impressão de que ao atingir essa faixa de glicemia, a pessoa já não é saudável, está condenada a desenvolver a doença. Não é o que as evidências demonstram, no entanto. Segundo o Center for Diseases Control, dos Estados Unidos, menos de 2% desses casos evoluem para diabetes, anualmente; portanto, menos de 20% nos dez anos seguintes. Outros estudos chegaram a números ainda menores.

Com o título: "A Guerra Contra o Pré-diabetes Pode Ser um 'Boom' para as Companhias Farmacêuticas - Mas é Boa Medicina?", Charles PillerMar faz uma discussão sobre o tema, na revista Science.

A estimativa é de que a adoção do critério atual para definir pré-diabetes põe nessa condição de 70 a 80 milhões de americanos e perto de 1 bilhão de adultos ao redor do mundo.

Diante desses números, a recomendação da ADA é enfática: "O público precisa saber que hoje, nos Estados Unidos, um em cada três indivíduos tem algum tipo de anormalidade na glicemia".

Segundo a ADA, como os programas dirigidos à perda de peso e mudanças no estilo de vida apresentam resultados medíocres, investir neles é "jogar dinheiro no fogo". A alternativa seria adotar o tratamento medicamentoso.

Dessa maneira, foi armado o cenário para considerar doentes pessoas assintomáticas que poderiam assim permanecer por décadas, eventualmente pela vida inteira.

Sempre atentas às oportunidades mercadológicas, a indústria farmacêutica está desenvolvendo pelo menos dez classes de drogas para tratamento do pré-diabetes, algumas das quais já são prescritas, mesmo sem a aprovação formal das agências reguladoras.

No artigo da Science, Charles PillerMar discute a existência de um lobby que procura influenciar a American Diabetes Association por meio de doações vultosas, bem como os médicos formadores de opinião e aqueles que participam da elaboração dos consensos da especialidade.

Empresas que desenvolvem equipamentos para a medição da glicemia investem em monitores eletrônicos ligados ao celular, mais cômodos, precisos e bem mais caros do que as tradicionais picadas na ponta dos dedos. Já há especialistas que consideram o monitoramento diário da glicemia indicado para todos os adultos.

Companhias que produzem alimentos dietéticos, suplementos nutricionais e adoçantes artificiais pressionam pela aprovação de seus produtos e investem na publicidade dirigida a esse nicho do mercado.

O rótulo pré-diabetes torna pacientes pessoas sem nenhuma doença, que enfrentarão a ansiedade e os custos de acompanhamento médico, exames laboratoriais, monitores de glicemia e suplementos dietéticos que apregoam resultados jamais comprovados.

A respeitadíssima Cochrane Library, responsável por extensas revisões da literatura médica, conclui: "Os médicos devem ser cuidadosos ao tratar pré-diabetes, porque não temos certeza se trará mais benefícios do que prejuízos".

Se considerarmos doentes os que apresentam glicemia, pressão arterial ou colesterol pouco acima dos limites da normalidade, hipotireoidismo subclínico e todos os que se queixarem de estresse, ansiedade, tristeza, insônia ou excesso de peso, vai ficar difícil viver sem tomar remédio.

VARELLA, Dráuzio. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2019/03/doentes-saudaveis.shtml. Acesso: 08 de maio 2019.

Considerando a estrutura sintática dos períodos a seguir, a oração destacada que está CORRETAMENTE classificada nos parênteses é:

 

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2876411 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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DOENTES SAUDÁVEIS

Quanto mais velho fico, menos medicamentos prescrevo. Xaropes, vitaminas, antibióticos para qualquer dor de garganta causam mais efeitos indesejáveis do que benefícios.

Quando se trata de receitar aqueles de uso diário pelo resto da vida, então, penso dez vezes. É o caso dos anti-hipertensivos para pessoas com pressões máximas ao redor de 14 ou 15 cm ou mínimas entre 9 e 10 cm, valores que podem voltar à normalidade em resposta à perda de peso, ajustes na dieta e aumento da atividade física.

Veja o caso do diabetes, prezada leitora, epidemia mundial que afeta pelo menos 14 milhões de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Diabetes, que adota os seguintes critérios para o diagnóstico da doença: glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dL ou hemoglobina glicada maior ou igual a 6,5% ou glicemia acima de 200 a qualquer hora do dia, acompanhada de sintomas.

Glicemia de jejum entre 100 mg e 125 mg ou hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,5% ficariam numa situação intermediária, classificada como pré-diabetes pela American Diabetes Association (ADA), a partir de 2009 — nomenclatura não aceita por várias sociedades médicas e pela Organização Mundial da Saúde.

O termo pré-diabetes sempre me incomodou. Dá a impressão de que ao atingir essa faixa de glicemia, a pessoa já não é saudável, está condenada a desenvolver a doença. Não é o que as evidências demonstram, no entanto. Segundo o Center for Diseases Control, dos Estados Unidos, menos de 2% desses casos evoluem para diabetes, anualmente; portanto, menos de 20% nos dez anos seguintes. Outros estudos chegaram a números ainda menores.

Com o título: "A Guerra Contra o Pré-diabetes Pode Ser um 'Boom' para as Companhias Farmacêuticas - Mas é Boa Medicina?", Charles PillerMar faz uma discussão sobre o tema, na revista Science.

A estimativa é de que a adoção do critério atual para definir pré-diabetes põe nessa condição de 70 a 80 milhões de americanos e perto de 1 bilhão de adultos ao redor do mundo.

Diante desses números, a recomendação da ADA é enfática: "O público precisa saber que hoje, nos Estados Unidos, um em cada três indivíduos tem algum tipo de anormalidade na glicemia".

Segundo a ADA, como os programas dirigidos à perda de peso e mudanças no estilo de vida apresentam resultados medíocres, investir neles é "jogar dinheiro no fogo". A alternativa seria adotar o tratamento medicamentoso.

Dessa maneira, foi armado o cenário para considerar doentes pessoas assintomáticas que poderiam assim permanecer por décadas, eventualmente pela vida inteira.

Sempre atentas às oportunidades mercadológicas, a indústria farmacêutica está desenvolvendo pelo menos dez classes de drogas para tratamento do pré-diabetes, algumas das quais já são prescritas, mesmo sem a aprovação formal das agências reguladoras.

No artigo da Science, Charles PillerMar discute a existência de um lobby que procura influenciar a American Diabetes Association por meio de doações vultosas, bem como os médicos formadores de opinião e aqueles que participam da elaboração dos consensos da especialidade.

Empresas que desenvolvem equipamentos para a medição da glicemia investem em monitores eletrônicos ligados ao celular, mais cômodos, precisos e bem mais caros do que as tradicionais picadas na ponta dos dedos. Já há especialistas que consideram o monitoramento diário da glicemia indicado para todos os adultos.

Companhias que produzem alimentos dietéticos, suplementos nutricionais e adoçantes artificiais pressionam pela aprovação de seus produtos e investem na publicidade dirigida a esse nicho do mercado.

O rótulo pré-diabetes torna pacientes pessoas sem nenhuma doença, que enfrentarão a ansiedade e os custos de acompanhamento médico, exames laboratoriais, monitores de glicemia e suplementos dietéticos que apregoam resultados jamais comprovados.

A respeitadíssima Cochrane Library, responsável por extensas revisões da literatura médica, conclui: "Os médicos devem ser cuidadosos ao tratar pré-diabetes, porque não temos certeza se trará mais benefícios do que prejuízos".

Se considerarmos doentes os que apresentam glicemia, pressão arterial ou colesterol pouco acima dos limites da normalidade, hipotireoidismo subclínico e todos os que se queixarem de estresse, ansiedade, tristeza, insônia ou excesso de peso, vai ficar difícil viver sem tomar remédio.

VARELLA, Dráuzio. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2019/03/doentes-saudaveis.shtml. Acesso: 08 de maio 2019.

Observe esta imagem.

Enunciado 2995512-1

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2019/03/doentes-saudaveis.shtml. Libero/Folhapress. Acesso: 08 de maio 2019.

Considerando que essa imagem ilustra o Texto 1, são legendas adequadas por estabelecerem dialogismo entre essa ilustração e o texto, EXCETO:

 

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2876410 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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DOENTES SAUDÁVEIS

Quanto mais velho fico, menos medicamentos prescrevo. Xaropes, vitaminas, antibióticos para qualquer dor de garganta causam mais efeitos indesejáveis do que benefícios.

Quando se trata de receitar aqueles de uso diário pelo resto da vida, então, penso dez vezes. É o caso dos anti-hipertensivos para pessoas com pressões máximas ao redor de 14 ou 15 cm ou mínimas entre 9 e 10 cm, valores que podem voltar à normalidade em resposta à perda de peso, ajustes na dieta e aumento da atividade física.

Veja o caso do diabetes, prezada leitora, epidemia mundial que afeta pelo menos 14 milhões de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Diabetes, que adota os seguintes critérios para o diagnóstico da doença: glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dL ou hemoglobina glicada maior ou igual a 6,5% ou glicemia acima de 200 a qualquer hora do dia, acompanhada de sintomas.

Glicemia de jejum entre 100 mg e 125 mg ou hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,5% ficariam numa situação intermediária, classificada como pré-diabetes pela American Diabetes Association (ADA), a partir de 2009 — nomenclatura não aceita por várias sociedades médicas e pela Organização Mundial da Saúde.

O termo pré-diabetes sempre me incomodou. Dá a impressão de que ao atingir essa faixa de glicemia, a pessoa já não é saudável, está condenada a desenvolver a doença. Não é o que as evidências demonstram, no entanto. Segundo o Center for Diseases Control, dos Estados Unidos, menos de 2% desses casos evoluem para diabetes, anualmente; portanto, menos de 20% nos dez anos seguintes. Outros estudos chegaram a números ainda menores.

Com o título: "A Guerra Contra o Pré-diabetes Pode Ser um 'Boom' para as Companhias Farmacêuticas - Mas é Boa Medicina?", Charles PillerMar faz uma discussão sobre o tema, na revista Science.

A estimativa é de que a adoção do critério atual para definir pré-diabetes põe nessa condição de 70 a 80 milhões de americanos e perto de 1 bilhão de adultos ao redor do mundo.

Diante desses números, a recomendação da ADA é enfática: "O público precisa saber que hoje, nos Estados Unidos, um em cada três indivíduos tem algum tipo de anormalidade na glicemia".

Segundo a ADA, como os programas dirigidos à perda de peso e mudanças no estilo de vida apresentam resultados medíocres, investir neles é "jogar dinheiro no fogo". A alternativa seria adotar o tratamento medicamentoso.

Dessa maneira, foi armado o cenário para considerar doentes pessoas assintomáticas que poderiam assim permanecer por décadas, eventualmente pela vida inteira.

Sempre atentas às oportunidades mercadológicas, a indústria farmacêutica está desenvolvendo pelo menos dez classes de drogas para tratamento do pré-diabetes, algumas das quais já são prescritas, mesmo sem a aprovação formal das agências reguladoras.

No artigo da Science, Charles PillerMar discute a existência de um lobby que procura influenciar a American Diabetes Association por meio de doações vultosas, bem como os médicos formadores de opinião e aqueles que participam da elaboração dos consensos da especialidade.

Empresas que desenvolvem equipamentos para a medição da glicemia investem em monitores eletrônicos ligados ao celular, mais cômodos, precisos e bem mais caros do que as tradicionais picadas na ponta dos dedos. Já há especialistas que consideram o monitoramento diário da glicemia indicado para todos os adultos.

Companhias que produzem alimentos dietéticos, suplementos nutricionais e adoçantes artificiais pressionam pela aprovação de seus produtos e investem na publicidade dirigida a esse nicho do mercado.

O rótulo pré-diabetes torna pacientes pessoas sem nenhuma doença, que enfrentarão a ansiedade e os custos de acompanhamento médico, exames laboratoriais, monitores de glicemia e suplementos dietéticos que apregoam resultados jamais comprovados.

A respeitadíssima Cochrane Library, responsável por extensas revisões da literatura médica, conclui: "Os médicos devem ser cuidadosos ao tratar pré-diabetes, porque não temos certeza se trará mais benefícios do que prejuízos".

Se considerarmos doentes os que apresentam glicemia, pressão arterial ou colesterol pouco acima dos limites da normalidade, hipotireoidismo subclínico e todos os que se queixarem de estresse, ansiedade, tristeza, insônia ou excesso de peso, vai ficar difícil viver sem tomar remédio.

VARELLA, Dráuzio. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2019/03/doentes-saudaveis.shtml. Acesso: 08 de maio 2019.

Os conectores são elementos que podem estruturar a linearidade do texto, contribuindo com sua organização e facilitando o seu processamento. Entretanto, nem sempre eles estão explícitos no texto.

Leia este trecho.

O termo pré-diabetes sempre me incomodou. Dá a impressão de que ao atingir essa faixa de glicemia, a pessoa já não é saudável, está condenada a desenvolver a doença.

Nesse trecho, há uma relação específica implícita que pode ser explicitada com a inserção de um conector. O conector que explicita a relação mantida entre os dois períodos e que pode ser inserido no lugar do ponto final, sem gerar alteração de sentido, é:

 

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2876409 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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DOENTES SAUDÁVEIS

Quanto mais velho fico, menos medicamentos prescrevo. Xaropes, vitaminas, antibióticos para qualquer dor de garganta causam mais efeitos indesejáveis do que benefícios.

Quando se trata de receitar aqueles de uso diário pelo resto da vida, então, penso dez vezes. É o caso dos anti-hipertensivos para pessoas com pressões máximas ao redor de 14 ou 15 cm ou mínimas entre 9 e 10 cm, valores que podem voltar à normalidade em resposta à perda de peso, ajustes na dieta e aumento da atividade física.

Veja o caso do diabetes, prezada leitora, epidemia mundial que afeta pelo menos 14 milhões de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Diabetes, que adota os seguintes critérios para o diagnóstico da doença: glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dL ou hemoglobina glicada maior ou igual a 6,5% ou glicemia acima de 200 a qualquer hora do dia, acompanhada de sintomas.

Glicemia de jejum entre 100 mg e 125 mg ou hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,5% ficariam numa situação intermediária, classificada como pré-diabetes pela American Diabetes Association (ADA), a partir de 2009 — nomenclatura não aceita por várias sociedades médicas e pela Organização Mundial da Saúde.

O termo pré-diabetes sempre me incomodou. Dá a impressão de que ao atingir essa faixa de glicemia, a pessoa já não é saudável, está condenada a desenvolver a doença. Não é o que as evidências demonstram, no entanto. Segundo o Center for Diseases Control, dos Estados Unidos, menos de 2% desses casos evoluem para diabetes, anualmente; portanto, menos de 20% nos dez anos seguintes. Outros estudos chegaram a números ainda menores.

Com o título: "A Guerra Contra o Pré-diabetes Pode Ser um 'Boom' para as Companhias Farmacêuticas - Mas é Boa Medicina?", Charles PillerMar faz uma discussão sobre o tema, na revista Science.

A estimativa é de que a adoção do critério atual para definir pré-diabetes põe nessa condição de 70 a 80 milhões de americanos e perto de 1 bilhão de adultos ao redor do mundo.

Diante desses números, a recomendação da ADA é enfática: "O público precisa saber que hoje, nos Estados Unidos, um em cada três indivíduos tem algum tipo de anormalidade na glicemia".

Segundo a ADA, como os programas dirigidos à perda de peso e mudanças no estilo de vida apresentam resultados medíocres, investir neles é "jogar dinheiro no fogo". A alternativa seria adotar o tratamento medicamentoso.

Dessa maneira, foi armado o cenário para considerar doentes pessoas assintomáticas que poderiam assim permanecer por décadas, eventualmente pela vida inteira.

Sempre atentas às oportunidades mercadológicas, a indústria farmacêutica está desenvolvendo pelo menos dez classes de drogas para tratamento do pré-diabetes, algumas das quais já são prescritas, mesmo sem a aprovação formal das agências reguladoras.

No artigo da Science, Charles PillerMar discute a existência de um lobby que procura influenciar a American Diabetes Association por meio de doações vultosas, bem como os médicos formadores de opinião e aqueles que participam da elaboração dos consensos da especialidade.

Empresas que desenvolvem equipamentos para a medição da glicemia investem em monitores eletrônicos ligados ao celular, mais cômodos, precisos e bem mais caros do que as tradicionais picadas na ponta dos dedos. Já há especialistas que consideram o monitoramento diário da glicemia indicado para todos os adultos.

Companhias que produzem alimentos dietéticos, suplementos nutricionais e adoçantes artificiais pressionam pela aprovação de seus produtos e investem na publicidade dirigida a esse nicho do mercado.

O rótulo pré-diabetes torna pacientes pessoas sem nenhuma doença, que enfrentarão a ansiedade e os custos de acompanhamento médico, exames laboratoriais, monitores de glicemia e suplementos dietéticos que apregoam resultados jamais comprovados.

A respeitadíssima Cochrane Library, responsável por extensas revisões da literatura médica, conclui: "Os médicos devem ser cuidadosos ao tratar pré-diabetes, porque não temos certeza se trará mais benefícios do que prejuízos".

Se considerarmos doentes os que apresentam glicemia, pressão arterial ou colesterol pouco acima dos limites da normalidade, hipotireoidismo subclínico e todos os que se queixarem de estresse, ansiedade, tristeza, insônia ou excesso de peso, vai ficar difícil viver sem tomar remédio.

VARELLA, Dráuzio. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2019/03/doentes-saudaveis.shtml. Acesso: 08 de maio 2019.

O termo “pré-diabetes”, tal como empregado no texto, refere-se a:

I- Uma denominação de uma epidemia mundial predestinada à utilização de medicamentos controlados.

II- Um tipo de anormalidade na glicemia de jejum ou na hemoglobina glicada, considerado uma situação intermediária.

III- Uma nomenclatura adotada pela ADA, aprovada pelas sociedades médicas e pela Organização Mundial da Saúde, que abona medicação farmacológica para seus portadores.

IV- Um rótulo de alerta aos indivíduos que apresentam alteração glicêmica, embora esteja manifestamente saudáveis.

Estão CORRETAS as afirmativas:

 

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2876408 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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DOENTES SAUDÁVEIS

Quanto mais velho fico, menos medicamentos prescrevo. Xaropes, vitaminas, antibióticos para qualquer dor de garganta causam mais efeitos indesejáveis do que benefícios.

Quando se trata de receitar aqueles de uso diário pelo resto da vida, então, penso dez vezes. É o caso dos anti-hipertensivos para pessoas com pressões máximas ao redor de 14 ou 15 cm ou mínimas entre 9 e 10 cm, valores que podem voltar à normalidade em resposta à perda de peso, ajustes na dieta e aumento da atividade física.

Veja o caso do diabetes, prezada leitora, epidemia mundial que afeta pelo menos 14 milhões de brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Diabetes, que adota os seguintes critérios para o diagnóstico da doença: glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dL ou hemoglobina glicada maior ou igual a 6,5% ou glicemia acima de 200 a qualquer hora do dia, acompanhada de sintomas.

Glicemia de jejum entre 100 mg e 125 mg ou hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,5% ficariam numa situação intermediária, classificada como pré-diabetes pela American Diabetes Association (ADA), a partir de 2009 — nomenclatura não aceita por várias sociedades médicas e pela Organização Mundial da Saúde.

O termo pré-diabetes sempre me incomodou. Dá a impressão de que ao atingir essa faixa de glicemia, a pessoa já não é saudável, está condenada a desenvolver a doença. Não é o que as evidências demonstram, no entanto. Segundo o Center for Diseases Control, dos Estados Unidos, menos de 2% desses casos evoluem para diabetes, anualmente; portanto, menos de 20% nos dez anos seguintes. Outros estudos chegaram a números ainda menores.

Com o título: "A Guerra Contra o Pré-diabetes Pode Ser um 'Boom' para as Companhias Farmacêuticas - Mas é Boa Medicina?", Charles PillerMar faz uma discussão sobre o tema, na revista Science.

A estimativa é de que a adoção do critério atual para definir pré-diabetes põe nessa condição de 70 a 80 milhões de americanos e perto de 1 bilhão de adultos ao redor do mundo.

Diante desses números, a recomendação da ADA é enfática: "O público precisa saber que hoje, nos Estados Unidos, um em cada três indivíduos tem algum tipo de anormalidade na glicemia".

Segundo a ADA, como os programas dirigidos à perda de peso e mudanças no estilo de vida apresentam resultados medíocres, investir neles é "jogar dinheiro no fogo". A alternativa seria adotar o tratamento medicamentoso.

Dessa maneira, foi armado o cenário para considerar doentes pessoas assintomáticas que poderiam assim permanecer por décadas, eventualmente pela vida inteira.

Sempre atentas às oportunidades mercadológicas, a indústria farmacêutica está desenvolvendo pelo menos dez classes de drogas para tratamento do pré-diabetes, algumas das quais já são prescritas, mesmo sem a aprovação formal das agências reguladoras.

No artigo da Science, Charles PillerMar discute a existência de um lobby que procura influenciar a American Diabetes Association por meio de doações vultosas, bem como os médicos formadores de opinião e aqueles que participam da elaboração dos consensos da especialidade.

Empresas que desenvolvem equipamentos para a medição da glicemia investem em monitores eletrônicos ligados ao celular, mais cômodos, precisos e bem mais caros do que as tradicionais picadas na ponta dos dedos. Já há especialistas que consideram o monitoramento diário da glicemia indicado para todos os adultos.

Companhias que produzem alimentos dietéticos, suplementos nutricionais e adoçantes artificiais pressionam pela aprovação de seus produtos e investem na publicidade dirigida a esse nicho do mercado.

O rótulo pré-diabetes torna pacientes pessoas sem nenhuma doença, que enfrentarão a ansiedade e os custos de acompanhamento médico, exames laboratoriais, monitores de glicemia e suplementos dietéticos que apregoam resultados jamais comprovados.

A respeitadíssima Cochrane Library, responsável por extensas revisões da literatura médica, conclui: "Os médicos devem ser cuidadosos ao tratar pré-diabetes, porque não temos certeza se trará mais benefícios do que prejuízos".

Se considerarmos doentes os que apresentam glicemia, pressão arterial ou colesterol pouco acima dos limites da normalidade, hipotireoidismo subclínico e todos os que se queixarem de estresse, ansiedade, tristeza, insônia ou excesso de peso, vai ficar difícil viver sem tomar remédio.

VARELLA, Dráuzio. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2019/03/doentes-saudaveis.shtml. Acesso: 08 de maio 2019.

Para defender suas ideias, nesse texto, o autor:

 

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