Para a garantia de acessibilidade linguística num dado
evento em que conta com a participação de uma pessoa
surdocega, os organizadores devem, primeiramente, procurar:
Entre os diferentes tipos de interpretação, há aquela em
que os intérpretes — sempre em duplas — trabalham
isolados numa cabine de vidro, de forma a permitir a visão do orador, e recebem o discurso por meio de fones
de ouvido. Ao processar a mensagem, reexpressam-na
na língua de chegada por meio de um microfone ligado
a um sistema de som que leva sua fala até os ouvintes,
por meio de fones de ouvido ou receptores semelhantes
a rádios portáteis. LACERDA, Cristina B.F. de. Intérprete de Libras: em atuação na educação infantil e no ensino fundamental. Porto Alegre: Mediação, 2009 A atividade de interpretação acima descrita é de natureza
“O intérprete educacional é importante para que o aluno
tenha acesso aos conteúdos programáticos, no entanto,
é essencial salientar que: [...] a presença do intérprete
de língua de sinais não é suficiente para uma inclusão
satisfatória, sendo necessária uma série de outras providências para que este aluno possa ser atendido adequadamente: adequação curricular, aspectos didáticos
e metodológicos, conhecimentos sobre a surdez e sobre a língua de sinais, entre outros”
LACERDA, Cristina Broglia Feitosa. A inclusão escolar de alunos
surdos: o que dizem alunos, professores e intérpretes sobre esta
experiência. Cadernos Cedes, Campinas, vol. 26, n. 69, p. 163-
184, maio/ago. 2006 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v26n69/a04v2669.pdf
Está de acordo com o modo de conceber a atuação do
intérprete educacional, expressa no texto acima, a declaração de que a inclusão do aluno surdo é
Em decorrência da Lei nº10.435/2002 e do Decreto
nº 5.626/2005, foram criados cursos de formação em graduação na área da surdez em todo o Brasil. Recentemente, o Instituto Nacional de Educação de Surdos inaugurou
o curso de
A compreensão mais atual do trabalho de tradução e interpretação entre línguas considera essas práticas como
lugar de construção e produção de sentidos, que pressupõe uma postura dialógica no ato tradutório. O tradutor-
-intérprete no exercício de seu trabalho não lida com palavras ou sinais isolados, mas com enunciados concretos e
seus sentidos no discurso.
A opção que melhor corresponde a essa concepção é a
de que o tradutor-intérprete deve
A atuação de tradutores-intérpretes de língua brasileira
de sinais, no ensino básico, é uma condição necessária
de acessibilidade aos conteúdos curriculares quando, em
sala de aula, há a presença de alunos
O Implante Coclear em crianças surdas é objeto de intenso questionamento na comunidade surda. Entre as diferentes críticas presentes nesse debate, pode-se destacar
a ideia de “normalização da surdez”.
Com base na visão socioantropológica da surdez, o argumento que se alinha a essa ideia é o de que implante coclear
No decorrer da década de 1980, a pesquisadora e linguista Lucinda Ferreira Brito desenvolveu pesquisa pioneira
cujo tema central era a língua de sinais praticada pelos
surdos brasileiros nos grandes centros urbanos. Em suas
pesquisas, registrou outra língua de sinais utilizada por
um dos povos indígenas do Brasil.
Esse povo é denominado:
A escola deve preocupar-se não apenas com a identidade surda do aluno, mas, também, com outras identidades
manifestadas pelos sujeitos. A identidade surda é apenas
uma delas; existem as identidades voltadas ao gênero, à
cor, à raça, etc.
Uma afirmação que corresponde a esse modo de conceber a identidade é: