Foram encontradas 50 questões.
O uso adequado do verbo implica em diferentes atos de
organização de um texto. Assinale a alternativa que preenche os
espaços, adequadamente: _________ bilhetes em prol da
formatura dos discentes de Astronomia, que _________ o
entusiasmo pela leitura em função das greves que ________
durante os cinco anos do curso.
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A frase “Eu nasci há dez mil anos atrás” apresenta um erro
gramatical que não prejudica a comunicação e pode ser utilizado
como recurso linguístico por artistas e escritores. Assinale a
alternativa em que a correção gramatical legitima a norma
padrão.
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Marque a alternativa que expressa o valor causal da conjunção
“como”:
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Leia o Texto 2 para responder a questão
Andorinha
(Manuel Bandeira)
Andorinha lá fora está dizendo:
— "Passei o dia à toa, à toa!"
Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa...
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Leia o Texto 2 para responder a questão
Andorinha
(Manuel Bandeira)
Andorinha lá fora está dizendo:
— "Passei o dia à toa, à toa!"
Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa...
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Leia o Texto 2 para responder a questão
Andorinha
(Manuel Bandeira)
Andorinha lá fora está dizendo:
— "Passei o dia à toa, à toa!"
Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa...
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De acordo com a regra de acentuação, assinale a alternativa
que apresenta uma ambiguidade, uma vez que o acento
diferencial deixou de existir com a reforma ortográfica.
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A condição dos agricultores quilombolas denuncia uma
omissão histórica:
• A dificuldade em garantir a titulação das terras revela a lentidão do Estado em efetivar direitos constitucionais.
• A exclusão nos programas de apoio à agricultura familiar reflete o preconceito estrutural.
• O racismo ambiental se manifesta com clareza: são territórios quilombolas os mais impactados por barragens, mineração, expansão de fronteiras agrícolas e ausência de infraestrutura básica.
O segmento em destaque após os dois pontos no excerto acima, cumpre a função de:
• A dificuldade em garantir a titulação das terras revela a lentidão do Estado em efetivar direitos constitucionais.
• A exclusão nos programas de apoio à agricultura familiar reflete o preconceito estrutural.
• O racismo ambiental se manifesta com clareza: são territórios quilombolas os mais impactados por barragens, mineração, expansão de fronteiras agrícolas e ausência de infraestrutura básica.
O segmento em destaque após os dois pontos no excerto acima, cumpre a função de:
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Leia o Texto 1 para responder a questão
Agricultores quilombolas: a ferida da marginalização histórica
Por Afonso Peche Filho
A história dos agricultores quilombolas é inseparável da
escravidão. Durante séculos, seus ancestrais foram explorados
como mão de obra fundamental para o desenvolvimento
econômico do país. Após a abolição formal, não houve entrega
de terras, reparação financeira ou políticas efetivas de
reintegração. O vazio deixado pelo Estado perpetuou um ciclo de
exclusão, empurrando comunidades inteiras para territórios
disputados, quase sempre invisíveis no debate público.
Essa herança pesa até hoje: os descendentes daqueles
que construíram materialmente a base econômica e cultural da
nação continuam enfrentando a falta de acesso a
recursos, direitos territoriais e reconhecimento social.
A marginalização aparece na forma de preconceito
racial, desvalorização cultural e ausência de políticas públicas
adequadas. Agricultores quilombolas, frequentemente, são
retratados como “atrasados” ou como “ocupantes ilegítimos” de
terras, quando, na verdade, são guardiões de um patrimônio
ancestral de manejo da terra e de organização comunitária.
O Estado, ao invés de garantir proteção, muitas vezes
atua de forma ambígua, favorecendo interesses de grandes
proprietários, mineradoras ou grileiros. Essa situação transforma
os quilombolas em “estranhos” dentro de seu próprio território,
como se não fossem parte legítima do país que ajudaram a
construir.
O peso do conhecimento e da tradição
O conhecimento agrícola quilombola nasceu da
necessidade de sobrevivência em condições adversas. Trata-se
de um saber construído coletivamente, que alia práticas de
cultivo à preservação ambiental, muitas vezes alinhadas às
premissas contemporâneas da agroecologia e da agricultura
regenerativa.
É preciso reconhecer que a hoje tão badalada técnica
dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) tem sua origem prática e
cultural nas experiências quilombolas e indígenas, que há séculos
combinam cultivos agrícolas com espécies arbóreas de forma
integrada e sustentável. Essa herança, porém, foi em grande
medida apropriada por setores acadêmicos e técnicos
majoritariamente brancos, que sistematizaram conceitos,
transformaram práticas em manuais e passaram a difundi-las
sem o devido reconhecimento de suas raízes históricas.
Esse processo representa uma traição ética: a
apropriação de um conhecimento que não nasceu nos centros de
pesquisa, mas na luta cotidiana de comunidades que resistiram à
escravidão e ao abandono. A deslealdade está não apenas em
negar a autoria quilombola, mas também em lucrar e ganhar
prestígio em cima de saberes desenvolvidos no contexto da
resistência cultural e produtiva.
A condição dos agricultores quilombolas denuncia uma
omissão histórica:
• A dificuldade em garantir a titulação das terras revela a
lentidão do Estado em efetivar direitos constitucionais.
• A exclusão nos programas de apoio à agricultura familiar
reflete o preconceito estrutural.
• O racismo ambiental se manifesta com clareza: são
territórios quilombolas os mais impactados por
barragens, mineração, expansão de fronteiras agrícolas
e ausência de infraestrutura básica.
Esses agricultores, mesmo diante de tantas barreiras,
continuam produzindo, preservando a biodiversidade, mantendo
tradições e oferecendo contribuições fundamentais para a
segurança alimentar do país.
A marginalização dos agricultores quilombolas é uma
ferida aberta no tecido social brasileiro. São descendentes de
pessoas escravizadas que, em vez de reparação histórica, seguem
enfrentando preconceito, violência e negação de direitos.
A sociedade brasileira precisa reconhecer que não se
trata apenas de uma questão de terras ou de agricultura, mas de
justiça social, de reparação histórica e de valorização cultural.
Manter essas comunidades à margem significa perpetuar a
contradição de um país que foi erguido pelo trabalho de seus
antepassados, mas insiste em negar a seus descendentes
dignidade e pertencimento.
O futuro exige mais do que discursos: requer políticas
públicas firmes, reconhecimento da diversidade cultural e social
e, sobretudo, a coragem de reparar erros históricos. Entre esses
reparos, está o reconhecimento explícito de que práticas hoje
valorizadas como inovadoras, como os SAFs, têm raízes
quilombolas e que o apagamento dessa origem constitui uma
atitude desleal. Somente com esse resgate ético será possível
construir uma agricultura verdadeiramente justa, sustentável e
inclusiva.
Afonso Peche Filho é pesquisador Científico do Instituto
Agronômico de Campinas. Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2025/09/17/agricultoresquilombolas-a-ferida-da-marginalizacao-historica/. Acesso em
17/09/2025. (adaptado)
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Leia o Texto 1 para responder a questão
Agricultores quilombolas: a ferida da marginalização histórica
Por Afonso Peche Filho
A história dos agricultores quilombolas é inseparável da
escravidão. Durante séculos, seus ancestrais foram explorados
como mão de obra fundamental para o desenvolvimento
econômico do país. Após a abolição formal, não houve entrega
de terras, reparação financeira ou políticas efetivas de
reintegração. O vazio deixado pelo Estado perpetuou um ciclo de
exclusão, empurrando comunidades inteiras para territórios
disputados, quase sempre invisíveis no debate público.
Essa herança pesa até hoje: os descendentes daqueles
que construíram materialmente a base econômica e cultural da
nação continuam enfrentando a falta de acesso a
recursos, direitos territoriais e reconhecimento social.
A marginalização aparece na forma de preconceito
racial, desvalorização cultural e ausência de políticas públicas
adequadas. Agricultores quilombolas, frequentemente, são
retratados como “atrasados” ou como “ocupantes ilegítimos” de
terras, quando, na verdade, são guardiões de um patrimônio
ancestral de manejo da terra e de organização comunitária.
O Estado, ao invés de garantir proteção, muitas vezes
atua de forma ambígua, favorecendo interesses de grandes
proprietários, mineradoras ou grileiros. Essa situação transforma
os quilombolas em “estranhos” dentro de seu próprio território,
como se não fossem parte legítima do país que ajudaram a
construir.
O peso do conhecimento e da tradição
O conhecimento agrícola quilombola nasceu da
necessidade de sobrevivência em condições adversas. Trata-se
de um saber construído coletivamente, que alia práticas de
cultivo à preservação ambiental, muitas vezes alinhadas às
premissas contemporâneas da agroecologia e da agricultura
regenerativa.
É preciso reconhecer que a hoje tão badalada técnica
dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) tem sua origem prática e
cultural nas experiências quilombolas e indígenas, que há séculos
combinam cultivos agrícolas com espécies arbóreas de forma
integrada e sustentável. Essa herança, porém, foi em grande
medida apropriada por setores acadêmicos e técnicos
majoritariamente brancos, que sistematizaram conceitos,
transformaram práticas em manuais e passaram a difundi-las
sem o devido reconhecimento de suas raízes históricas.
Esse processo representa uma traição ética: a
apropriação de um conhecimento que não nasceu nos centros de
pesquisa, mas na luta cotidiana de comunidades que resistiram à
escravidão e ao abandono. A deslealdade está não apenas em
negar a autoria quilombola, mas também em lucrar e ganhar
prestígio em cima de saberes desenvolvidos no contexto da
resistência cultural e produtiva.
A condição dos agricultores quilombolas denuncia uma
omissão histórica:
• A dificuldade em garantir a titulação das terras revela a
lentidão do Estado em efetivar direitos constitucionais.
• A exclusão nos programas de apoio à agricultura familiar
reflete o preconceito estrutural.
• O racismo ambiental se manifesta com clareza: são
territórios quilombolas os mais impactados por
barragens, mineração, expansão de fronteiras agrícolas
e ausência de infraestrutura básica.
Esses agricultores, mesmo diante de tantas barreiras,
continuam produzindo, preservando a biodiversidade, mantendo
tradições e oferecendo contribuições fundamentais para a
segurança alimentar do país.
A marginalização dos agricultores quilombolas é uma
ferida aberta no tecido social brasileiro. São descendentes de
pessoas escravizadas que, em vez de reparação histórica, seguem
enfrentando preconceito, violência e negação de direitos.
A sociedade brasileira precisa reconhecer que não se
trata apenas de uma questão de terras ou de agricultura, mas de
justiça social, de reparação histórica e de valorização cultural.
Manter essas comunidades à margem significa perpetuar a
contradição de um país que foi erguido pelo trabalho de seus
antepassados, mas insiste em negar a seus descendentes
dignidade e pertencimento.
O futuro exige mais do que discursos: requer políticas
públicas firmes, reconhecimento da diversidade cultural e social
e, sobretudo, a coragem de reparar erros históricos. Entre esses
reparos, está o reconhecimento explícito de que práticas hoje
valorizadas como inovadoras, como os SAFs, têm raízes
quilombolas e que o apagamento dessa origem constitui uma
atitude desleal. Somente com esse resgate ético será possível
construir uma agricultura verdadeiramente justa, sustentável e
inclusiva.
Afonso Peche Filho é pesquisador Científico do Instituto
Agronômico de Campinas. Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2025/09/17/agricultoresquilombolas-a-ferida-da-marginalizacao-historica/. Acesso em
17/09/2025. (adaptado)
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