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Foram encontradas 80 questões.

2964752 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUVEST
Orgão: USP

TEXTO PARA A QUESTÃO.

O sobrevivente

(A Cyro dos Anjos)

Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade.

Impossível escrever um poema — uma linha que seja — de verdadeira poesia.

O último trovador morreu em 1914.

Tinha um nome de que ninguém se lembra mais.

Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples.

Se quer fumar um charuto aperte um botão.

Paletós abotoam-se por eletricidade.

Amor se faz pelo sem-fio.

Não precisa estômago para digestão.

Fonte: Carlos Drummond de Andrade. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Record, 2022. Edição digital.

Mantendo a correlação verbal e a coerência, no verso "Se quer fumar um charuto aperte um botão", os verbos "querer" e "apertar" podem assumir, respectivamente, as seguintes formas:

 

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2964751 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUVEST
Orgão: USP

TEXTO PARA A QUESTÃO.

O sobrevivente

(A Cyro dos Anjos)

Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade.

Impossível escrever um poema — uma linha que seja — de verdadeira poesia.

O último trovador morreu em 1914.

Tinha um nome de que ninguém se lembra mais.

Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples.

Se quer fumar um charuto aperte um botão.

Paletós abotoam-se por eletricidade.

Amor se faz pelo sem-fio.

Não precisa estômago para digestão.

Fonte: Carlos Drummond de Andrade. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Record, 2022. Edição digital.

Na segunda estrofe do poema, substituindo-se o verbo "haver" pelo verbo "existir", o resultado será

 

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2964750 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUVEST
Orgão: USP

TEXTO PARA A QUESTÃO.

O sobrevivente

(A Cyro dos Anjos)

Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade.

Impossível escrever um poema — uma linha que seja — de verdadeira poesia.

O último trovador morreu em 1914.

Tinha um nome de que ninguém se lembra mais.

Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples.

Se quer fumar um charuto aperte um botão.

Paletós abotoam-se por eletricidade.

Amor se faz pelo sem-fio.

Não precisa estômago para digestão.

Fonte: Carlos Drummond de Andrade. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Record, 2022. Edição digital.

Com relação ao avanço tecnológico, o eu lírico mostra-se

 

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2964749 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUVEST
Orgão: USP

TEXTO PARA QUESTÃO.

O que acordou o menino tarde da noite não foram os palavrões, estava acostumado a dormir com barulho, mas o chute na caixa de papelão, uma embalagem de geladeira largada na calçada havia dois dias que lhe servia de cama. (...) Permaneceu imóvel, silencioso, à escuta, coração batendo forte, até certificar-se, pela natureza dos sons, de não estar sendo alvo de predadores. Esticou o pescoço para fora da caixa e espiou. Cuidava de não fazer ruído, estratégia de sobrevivente. O homem saíra bêbado do restaurante e tentava ajudar uma mulher cheia de dourados a entrar no carro estacionado a pouco mais de dois metros da caixa. Na verdade, era ela quem o ajudava. O homem, já entrado em anos e em álcool, além de tropeçar nas pernas da mulher, ameaçava cair em cima da caixa. Com muito esforço, aboletou-se no banco ao lado do motorista, deixando a perna do lado de fora, presa entre o meio-fio e o carro, e não parecia preocupado em recolhê-la. A mulher assumira o lugar do motorista e estava para dar partida no carro não fosse o fato de a chave estar no bolso dele, que, por sua vez, estava com a porta aberta e a perna do lado de fora. O menino desinteressara-se da cena e estava prestes a recolher a cabeça quando viu a carteira de dinheiro no bolso de trás da calça do homem, quase inteiramente para fora, num equilíbrio precário, pronta para ser colhida. Manteve a posição de vigia e esperou.

Luiz Alfredo Garcia-Roza. Achados e perdidos. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital.

O pronome sublinhado no trecho "que lhe servia de cama" refere-se

 

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2964748 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUVEST
Orgão: USP

TEXTO PARA QUESTÃO.

O que acordou o menino tarde da noite não foram os palavrões, estava acostumado a dormir com barulho, mas o chute na caixa de papelão, uma embalagem de geladeira largada na calçada havia dois dias que lhe servia de cama. (...) Permaneceu imóvel, silencioso, à escuta, coração batendo forte, até certificar-se, pela natureza dos sons, de não estar sendo alvo de predadores. Esticou o pescoço para fora da caixa e espiou. Cuidava de não fazer ruído, estratégia de sobrevivente. O homem saíra bêbado do restaurante e tentava ajudar uma mulher cheia de dourados a entrar no carro estacionado a pouco mais de dois metros da caixa. Na verdade, era ela quem o ajudava. O homem, já entrado em anos e em álcool, além de tropeçar nas pernas da mulher, ameaçava cair em cima da caixa. Com muito esforço, aboletou-se no banco ao lado do motorista, deixando a perna do lado de fora, presa entre o meio-fio e o carro, e não parecia preocupado em recolhê-la. A mulher assumira o lugar do motorista e estava para dar partida no carro não fosse o fato de a chave estar no bolso dele, que, por sua vez, estava com a porta aberta e a perna do lado de fora. O menino desinteressara-se da cena e estava prestes a recolher a cabeça quando viu a carteira de dinheiro no bolso de trás da calça do homem, quase inteiramente para fora, num equilíbrio precário, pronta para ser colhida. Manteve a posição de vigia e esperou.

Luiz Alfredo Garcia-Roza. Achados e perdidos. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital.

As vírgulas foram empregadas para separar os elementos de uma enumeração no trecho:

 

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2964747 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUVEST
Orgão: USP

TEXTO PARA QUESTÃO.

O que acordou o menino tarde da noite não foram os palavrões, estava acostumado a dormir com barulho, mas o chute na caixa de papelão, uma embalagem de geladeira largada na calçada havia dois dias que lhe servia de cama. (...) Permaneceu imóvel, silencioso, à escuta, coração batendo forte, até certificar-se, pela natureza dos sons, de não estar sendo alvo de predadores. Esticou o pescoço para fora da caixa e espiou. Cuidava de não fazer ruído, estratégia de sobrevivente. O homem saíra bêbado do restaurante e tentava ajudar uma mulher cheia de dourados a entrar no carro estacionado a pouco mais de dois metros da caixa. Na verdade, era ela quem o ajudava. O homem, já entrado em anos e em álcool, além de tropeçar nas pernas da mulher, ameaçava cair em cima da caixa. Com muito esforço, aboletou-se no banco ao lado do motorista, deixando a perna do lado de fora, presa entre o meio-fio e o carro, e não parecia preocupado em recolhê-la. A mulher assumira o lugar do motorista e estava para dar partida no carro não fosse o fato de a chave estar no bolso dele, que, por sua vez, estava com a porta aberta e a perna do lado de fora. O menino desinteressara-se da cena e estava prestes a recolher a cabeça quando viu a carteira de dinheiro no bolso de trás da calça do homem, quase inteiramente para fora, num equilíbrio precário, pronta para ser colhida. Manteve a posição de vigia e esperou.

Luiz Alfredo Garcia-Roza. Achados e perdidos. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital.

Na cena narrada, inicialmente o menino procura "não fazer ruído" porque

 

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2964746 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUVEST
Orgão: USP

Leia o excerto de Eça de Queirós em A Cidade e as Serras:

"(...) a ideia de Civilização, para Jacinto, não se separava da imagem de Cidade, duma enorme Cidade, com todos os seus vastos órgãos funcionando poderosamente. Nem este meu supercivilizado amigo compreendia que longe de armazéns servidos pôr três mil caixeiros; e de Mercados onde se despejam os vergéis e lezírias de trinta províncias; e de Bancos em que retine o ouro universal; e de Fábricas fumegando com ânsia, inventando com ânsia; e de Bibliotecas abarrotadas, a estalar, com a papelada dos séculos; e de fundas milhas de ruas, cortadas, pôr baixo e pôr cima, de fios de telégrafos, de fios de telefones, de canos de gases, de canos de fezes; e da fila atroante dos ônibus, tramas, carroças, velocípedes, calhambeques, parelhas de luxo; e de dois milhões duma vaga humanidade, fervilhando, a ofegar, através da Polícia, na busca dura do pão ou sob a ilusão do gozo – o homem do século XIX pudesse saborear, plenamente, a delícia de viver!"

A partir da leitura do texto, é correto dizer:

 

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2964745 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUVEST
Orgão: USP

Leia o texto:

Introdução - Uma História Social do Tempo

"Tente o leitor deste livro imaginar uma situação qualquer de sua vida na qual a palavra tempo não se encaixe. Tente contar uma história que lhe venha à mente, descrever uma situação qualquer do seu cotidiano ou analisar uma questão relevante do seu mundo, sem a palavra tempo ou um dos seus sinônimos: época, idade, ano, era, clima, momento, dia, hora, minuto, segundo, antes, agora, depois, passado, presente, futuro. Imagine agora como seria deixar seus pensamentos sem uma dessas palavras durante, digamos, 24 horas. Se esses exercícios hipotéticos se mostrarem minimamente complicados, é porque o tempo está por toda parte, a todo instante, em todas as pessoas, em todas as épocas. Como bem afirma Hans Meyerhoff, "não há nenhuma experiência que não tenha um índice temporal ligado a ela".

Pimenta, João Paulo. O Livro do Tempo. Uma História Social. São Paulo: Edições 70. 2021. p. 9.

No texto, o autor apresenta diversos sinônimos para a palavra "tempo". Além dos termos em destaque, há outros marcadores temporais. A alternativa que apresenta corretamente palavras que trazem a ideia de tempo é

 

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2964744 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUVEST
Orgão: USP

Leia os textos I e II abaixo.

Texto I

Enunciado 3306479-1

Disponível em https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1756563739458970-charges-fevereiro-de-2023.

Texto II

"Trabalhadores de colheita de uva são resgatados em regime análogo à escravidão no Rio Grande do Sul.

Segundo os órgãos que participaram da operação — Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e polícias Federal e Rodoviária Federal — , 192 trabalhadores relataram ter sido enganados pela promessa de emprego temporário, salário de R$ 4.000, alojamento e refeições pagas."

Fonte: Reportagem de Caue Fonseca e Fernanda Brigatti. Folha de São Paulo. 24.02.2023.

Considerando a relação existente entre os textos I e II, depreende-se que a charge de Benett recorre, predominantemente, a

 

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2964743 Ano: 2023
Disciplina: Português
Banca: FUVEST
Orgão: USP

TEXTO PARA A QUESTÃO.

quando tu sentires vontade
de rever aquela pessoa que
desrespeitou a sua existência
e que você, mesmo assim,
continuou amando-a,
saia correndo
– endorfina alivia a dor.

Fonte: Amanda Kviatkovski. Poesias e xícaras de café (às vezes chá). Edição independente. 2021.

No poema, a locução conjuntiva "mesmo assim" pode ser substituída, sem prejuízo do sentido, por

 

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