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Texto para a questão
um cego visita o museu
passo a passo,
de sala em sala
supõe a voz sábia de um guia
a orientação de aluguel
o leva a palácios, a alas
de especiarias, tesouros
eis que o cego pensa a pintura:
nuances, matizes, detalhes
o leque da luz, todo o espectro
a leitura táctil nenhuma
lhe esconde o relevo da tela
seu desejo solto, sem réplica
um cego visita as estéticas
fantasia tais diferenças
(os traços, rabiscos, desenhos)
se vê frente a frente com épocas
reunidas na galeria
com a mesma inércia do tempo
no museu igualam-se as datas
a hora da obra ocorre
durante a leitura dos quadros
mas o cego quer tudo às claras
o obscuro sentido que à vista
de todos é causa de impacto
Marcus Vinicius, “Um cego visita o museu”.
No âmbito das exposições, a acessibilidade é entendida como sendo de fundamental importância. Ainda sobre o tema, no que diz respeito à terminologia, atualmente, o termo considerado adequado é:
 

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3685558 Ano: 2025
Disciplina: Museologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
Texto para a questão
um cego visita o museu
passo a passo,
de sala em sala
supõe a voz sábia de um guia
a orientação de aluguel
o leva a palácios, a alas
de especiarias, tesouros
eis que o cego pensa a pintura:
nuances, matizes, detalhes
o leque da luz, todo o espectro
a leitura táctil nenhuma
lhe esconde o relevo da tela
seu desejo solto, sem réplica
um cego visita as estéticas
fantasia tais diferenças
(os traços, rabiscos, desenhos)
se vê frente a frente com épocas
reunidas na galeria
com a mesma inércia do tempo
no museu igualam-se as datas
a hora da obra ocorre
durante a leitura dos quadros
mas o cego quer tudo às claras
o obscuro sentido que à vista
de todos é causa de impacto
Marcus Vinicius, “Um cego visita o museu”.
Segundo a Lei nº 11.904, de 14 de janeiro de 2009, conhecida como Estatuto de Museus, um dos princípios fundamentais dos museus é “a universalidade do acesso, o respeito e a valorização à diversidade cultural” (inciso V do artigo 2º). Assim sendo, é correto afirmar:
 

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3685557 Ano: 2025
Disciplina: Museologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
Texto para a questão
um cego visita o museu
passo a passo,
de sala em sala
supõe a voz sábia de um guia
a orientação de aluguel
o leva a palácios, a alas
de especiarias, tesouros
eis que o cego pensa a pintura:
nuances, matizes, detalhes
o leque da luz, todo o espectro
a leitura táctil nenhuma
lhe esconde o relevo da tela
seu desejo solto, sem réplica
um cego visita as estéticas
fantasia tais diferenças
(os traços, rabiscos, desenhos)
se vê frente a frente com épocas
reunidas na galeria
com a mesma inércia do tempo
no museu igualam-se as datas
a hora da obra ocorre
durante a leitura dos quadros
mas o cego quer tudo às claras
o obscuro sentido que à vista
de todos é causa de impacto
Marcus Vinicius, “Um cego visita o museu”.
“[Um exemplo, dentre os] documentos que embasaram o embrião de mudança das estratégias de atração de público para os museus e espaços de cultura nas ações promovidas pelo ICOM [...], no Seminário da Unesco sobre a Função Educativa dos Museus de 1958, pontuou-se a necessidade de promoção de mudanças nas formas tradicionais de exposição, citando casos de exposição ecológica que levava em consideração o contexto de coleta do objeto e exposição polivalente que adequava a mensagem para um nível médio de visitantes com recursos audiovisuais e didáticos. Esse apontamento pode ser considerado como preâmbulo do desenvolvimento de propostas sensoriais nos museus. [...] Nos modelos de museus propostos pela nova museologia entre os anos 1960 e 1980 (ecomuseus, museus comunitários e museus de território), a comunicação sensorial em sentido amplo era proporcionada pela natureza dos espaços de cultura abertos e integrados ao território, com seus temas ligados aos hábitos, cultura e manifestações populares de comunidades apartadas dos grandes centros urbanos e sociais.”

SARRAF, Viviane Panelli. A comunicação dos sentidos nos espaços culturais brasileiros: estratégias de mediações e acessibilidade para as pessoas com suas diferenças. 2013. P.45. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica) PUC-SP, São Paulo, 2013.

Em 1992, no campo dos museus, em um Encontro Regional do ICOM da América Latina, no âmbito do Seminário "A Missão dos Museus na América Latina Hoje: Novos Desafios", a comunicação foi considerada um elemento chave para o desenvolvimento de estratégias de acessibilidade para os diferentes públicos dos museus e espaços culturais, buscando mudança no discurso da museologia tradicional, com o objetivo de promover maior participação. O referido encontro gerou a seguinte declaração:
 

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3685556 Ano: 2025
Disciplina: Museologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
“As exposições constituem um instrumento-chave para permitir o acesso público aos acervos de museus. Podem ser inovadoras, inspiradoras e conduzir o visitante à reflexão, proporcionando ótimos momentos de prazer e aprendizagem. No entanto, é necessário um cuidadoso planejamento, incluindo a questão dos custos envolvidos, para que a exposição seja um sucesso.”

Museums and Galleries Commission. Planejamento de Exposições / Museums and Galleries Commission; tradução de Maria Luiza Pacheco Fernandes. – São Paulo: EDUSP; São Paulo; Vitae, 2001. p.19. Adaptado.

As exposições podem apresentar dinâmica diferentes. Dentre as alternativas, não são consideradas exposições digitais:
 

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3685555 Ano: 2025
Disciplina: Arquitetura
Banca: FUVEST
Orgão: USP

Texto para s questão

"O termo expografia foi inicialmente utilizado na França, a partir da década de 1990, tendo na figura de André Desvallées um grande defensor e difusor. A expografia ocupa-se, assim, da estruturação de uma linguagem complexa, plurissensorial, de grande intensidade de comunicação e grande capacidade de rearticulação de conhecimentos prévios, que opera com os objetos tomados como vocábulos e por meio de uma sintaxe abrangente que inclui o confronto, a taxionomia, a cronologia e a contextualização em suas mais diversas articulações. A expressão eficaz para a tradução do programa científico de uma exposição. "

ARAÚJO, Marcelo. “Comunicação Museológica: desafios e perspectivas”. Anais Seminários de Capacitação Museológica. Belo Horizonte: Instituto Cultural Flávio Gutierrez, 2004. p.310.

Montaner, arquiteto, escritor e professor na Faculdade de Barcelona, ao analisar os museus, afirma:

“No front mais vanguardista, foi se configurando o capítulo heterogêneo do museu que quer deixar de sê-lo, dissolvendo-se na realidade, negando qualquer solução convencional e representativa. No decorrer do século XX, o museu dirigiu-se continuamente para seus limites, tentando rompê-los e ultrapassá-los, revitalizando as críticas das vanguardas artísticas ao museu, reconhecendo especialmente o caráter problemático de qualquer lugar dedicado à arte contemporânea. Durante o período da cultura pós-moderna, consolidou-se a ideia genérica do antimuseu” 

MONTANER, 2003, p. 110.

Os museus foram e são importantes instituições que contribuem para o desenvolvimento social, colaborando em conceitos como arte, cultura e nação. A partir de tal perspectiva, é correto afirmar que, durante o período da cultura pós-moderna, consolidou-se a ideia genérica do antimuseu como
 

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3685554 Ano: 2025
Disciplina: Museologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP

Texto para s questão

"O termo expografia foi inicialmente utilizado na França, a partir da década de 1990, tendo na figura de André Desvallées um grande defensor e difusor. A expografia ocupa-se, assim, da estruturação de uma linguagem complexa, plurissensorial, de grande intensidade de comunicação e grande capacidade de rearticulação de conhecimentos prévios, que opera com os objetos tomados como vocábulos e por meio de uma sintaxe abrangente que inclui o confronto, a taxionomia, a cronologia e a contextualização em suas mais diversas articulações. A expressão eficaz para a tradução do programa científico de uma exposição. "

ARAÚJO, Marcelo. “Comunicação Museológica: desafios e perspectivas”. Anais Seminários de Capacitação Museológica. Belo Horizonte: Instituto Cultural Flávio Gutierrez, 2004. p.310.

Fazendo pontes entre as ações realizadas em museus e o Museu Paulista, no que diz respeito à curadoria, para o autor Ulpiano Bezerra de Meneses, seria um “ciclo completo de atividades relativas ao acervo, compreendendo a execução e/ou orientação científica das seguintes tarefas: formação e desenvolvimento de coleções, conservação física das coleções, o que implica soluções pertinentes de armazenamento e eventuais medidas de manutenção e restauração; estudo científico e documentação; comunicação e informação, que deve abranger de forma mais aberta possível, todos os tipos de acesso, apresentação e circulação do patrimônio constituído e dos conhecimentos produzidos, para fins científicos, de formação profissional ou de caráter educacional genérico e cultural “. (MENESES, Ulpiano Bezerra. USP, 1986)

Nesse sentido, é correto afirmar:
 

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3685553 Ano: 2025
Disciplina: Museologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP

Texto para s questão

"O termo expografia foi inicialmente utilizado na França, a partir da década de 1990, tendo na figura de André Desvallées um grande defensor e difusor. A expografia ocupa-se, assim, da estruturação de uma linguagem complexa, plurissensorial, de grande intensidade de comunicação e grande capacidade de rearticulação de conhecimentos prévios, que opera com os objetos tomados como vocábulos e por meio de uma sintaxe abrangente que inclui o confronto, a taxionomia, a cronologia e a contextualização em suas mais diversas articulações. A expressão eficaz para a tradução do programa científico de uma exposição. "

ARAÚJO, Marcelo. “Comunicação Museológica: desafios e perspectivas”. Anais Seminários de Capacitação Museológica. Belo Horizonte: Instituto Cultural Flávio Gutierrez, 2004. p.310.

No que diz respeito ao vocábulo museografia, é correto afirmar:
 

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3685552 Ano: 2025
Disciplina: Museologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP

Texto para s questão

"O termo expografia foi inicialmente utilizado na França, a partir da década de 1990, tendo na figura de André Desvallées um grande defensor e difusor. A expografia ocupa-se, assim, da estruturação de uma linguagem complexa, plurissensorial, de grande intensidade de comunicação e grande capacidade de rearticulação de conhecimentos prévios, que opera com os objetos tomados como vocábulos e por meio de uma sintaxe abrangente que inclui o confronto, a taxionomia, a cronologia e a contextualização em suas mais diversas articulações. A expressão eficaz para a tradução do programa científico de uma exposição. "

ARAÚJO, Marcelo. “Comunicação Museológica: desafios e perspectivas”. Anais Seminários de Capacitação Museológica. Belo Horizonte: Instituto Cultural Flávio Gutierrez, 2004. p.310.

Para Cury, a “comunicação – e consequentemente a exposição – como parte essencial do processo de musealização deve ser construída a partir de experimentações museográficas, sistematicamente avaliadas e o resultado aplicado na dinâmica processual que consiste a musealização, aqui entendida como ação permanente e contínua que ocorre em um museu”.
CURY, Marília Xavier. Exposição: concepção, montagem e avaliação. São Paulo: Annablume, 2005. p. 28.

Nesse sentido, essas experimentações museográficas
 

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3685551 Ano: 2025
Disciplina: Museologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP

Texto para s questão

"O termo expografia foi inicialmente utilizado na França, a partir da década de 1990, tendo na figura de André Desvallées um grande defensor e difusor. A expografia ocupa-se, assim, da estruturação de uma linguagem complexa, plurissensorial, de grande intensidade de comunicação e grande capacidade de rearticulação de conhecimentos prévios, que opera com os objetos tomados como vocábulos e por meio de uma sintaxe abrangente que inclui o confronto, a taxionomia, a cronologia e a contextualização em suas mais diversas articulações. A expressão eficaz para a tradução do programa científico de uma exposição. "

ARAÚJO, Marcelo. “Comunicação Museológica: desafios e perspectivas”. Anais Seminários de Capacitação Museológica. Belo Horizonte: Instituto Cultural Flávio Gutierrez, 2004. p.310.

Segundo a pesquisadora Marília Xavier Cury, a museografia engloba o conjunto de ações práticas em um museu. Considere os seguintes itens:

I. Planejamento;
II. Documentação;
III. Conservação;
IV. Exposição.

Fazem parte desse conjunto de ações práticas os itens:
 

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3685550 Ano: 2025
Disciplina: Museologia
Banca: FUVEST
Orgão: USP
Na linha do tempo publicada pelo Jornal da USP, no ano de 2022, é possível conhecer a história do Museu Paulista da USP. Sobre a instituição:
“mais conhecida como Museu do Ipiranga, abriga cerca de 450 mil unidades, entre objetos, iconografia e documentação textual que vão do século 17 ao 20. Itens significativos para a compreensão da sociedade brasileira, especialmente no que se refere à história paulista. A fundação remete ao ano de 1822 quando o Brasil declarou independência, separando-se politicamente de Portugal. Naquele ano, o então príncipe regente D. Pedro I declarou a soberania do território nas margens do rio Ipiranga, em São Paulo. Entre 1824 e 1825 os governos locais encaminharam medidas para a demarcação do local onde ocorreu a declaração e construção de um monumento que lembrasse a data histórica.”

SANTANA, Crisley. Linha do tempo resume trajetória do Museu Paulista da USP. Jornal USP, São Paulo, 2022, CICLO22: Universidade de São Paulo, 2 set. 2022. Adaptado.

A partir desse breve histórico, conhecemos um pouco do histórico o Museu Paulista, enquanto órgão da Universidade de São Paulo desde 1963. Na atualidade, a instituição museal universitária desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão. Segundo o Plano diretor, publicado em 1990, existem três linhas de pesquisas no museu. São elas:
 

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