Segundo a Lei nº 13.146/2015, a avaliação da deficiência, quando necessária, será realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar e considerará, entre outros fatores:
I - Os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo.
II - A limitação no desempenho de atividades.
III - Os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais.
Segundo a Lei nº 13.146/2015 - Estatuto da Pessoa com Deficiência, compete ao SUS desenvolver, para as grávidas, ações destinadas à prevenção de deficiências por causas evitáveis. Pode-se afirmar que essas ações se darão inclusive por meio:
“(...) a União, na qualidade de ente
federado com personalidade jurídica na
esfera internacional, quem tem o poder de
contrair obrigações jurídicas internacionais
em matéria de direitos humanos, mediante
ratificação de tratados. Consequentemente, a
sistemática de monitoramento e fiscalização
de tais obrigações recai na pessoa jurídica da
União. Deste modo, por coerência, há de
caber à União a responsabilidade para
apurar, processar e julgar casos de violação
de direitos humanos (...)” (extraído do
Boletim dos Procuradores da República nº
14, junho 1999). Sob esse enfoque, a
reforma constitucional de 2004 trouxe
importante contribuição e pode-se julgar
CORRETO que:
Relativamente à Convenção
Interamericana sobre Asilo Diplomático e à Convenção Interamericana sobre Asilo
Territorial, assinadas em Caracas, aos
28.03.1954, analise as seguintes assertivas:
I - É ilícito conceder asilo a pessoas que, na
ocasião em que o solicitem, tenham sido
acusadas de delitos comuns, processadas ou
condenadas por esse motivo pelos tribunais
ordinários competentes, sem haverem
cumprido as penas respectivas; nem a
desertores das forças de terra, ar e mar, salvo
quando os fatos que motivarem o pedido de
asilo, em qualquer hipótese, apresentem
caráter nitidamente político.
II - O asilo diplomático só poderá ser
concedido em casos de urgência e pelo
tempo estritamente indispensável para que o
asilado deixe o país com as garantias
concedidas pelo governo do Estado
territorial, a fim de não correrem perigo sua
vida, sua liberdade ou sua integridade
pessoal, ou para que de outra maneira o
asilado seja posto em segurança.
III - Um Estado parte tem direito de pedir a
outro Estado parte que restrinja aos asilados
ou refugiados políticos a liberdade de
reunião ou associação, que a legislação
interna deste reconheça a todos os
estrangeiros dentro do seu território.
IV - Não viola o tratado o Estado que, tendo
concedido asilo ou refúgio a determinado
indivíduo, proceda à sua vigilância ou ao
internamento em distância prudente de suas
fronteiras, a pedido do Estado interessado,
quando se tratar de dirigentes notórios de
movimento subversivo assim como daqueles
sobre os quais existam provas de que se
dispõem a incorporar-se no mesmo
movimento.
A narrativa dos direitos humanos tem sido
no sentido de ampliar sua proteção. A esse
respeito, “o termo interseccionalidade foi
criado por Kimberle Crenshaw para retratar
a incidência dos mais diversos fatores de
discriminação em um caso concreto. Tal
necessidade foi verificada a partir do
momento em que o caráter universal dos
direitos humanos mostrou-se insuficiente
para tutelar e salvaguardar os direitos
humanos” (cf. Caio Cezar Paiva e Thimotie
A. Heemann, “Jurisprudência Internacional
de Direitos Humanos”, 2. ed., 2017, p. 587).
Fatores de discriminação não resolvidos, ou
quando enfrentados de forma desconexa, se
entrelaçam, aumentando a opressão em
grandeza exponencial. Foi o que ocorreu
com a violação de direitos de mulher
refugiada, negra, pobre, analfabeta,
homossexual e com a filha portadora de
HIV, a quem foi negado pelo Estado o
direito à educação. Ao apreciar essa
situação, o Sistema Interamericano de
Direitos Humanos reconheceu pela primeira
fez o fenômeno da interseccionalidade.
Trata-se do julgamento do caso:
Em 1999, Damião Ximenes Lopes, pessoa
com deficiência mental, foi internado na
Casa de Repouso Guararapes, na cidade de
Sobral (CE), pelo Sistema Único de Saúde
(SUS), em perfeito estado físico. Poucos
dias depois, sua mãe o encontrou
agonizante, sangrando, com hematomas,
sujo e com as mãos amarradas para trás,
vindo a falecer nesse mesmo dia, sem
qualquer assistência médica no momento de
sua morte. Com a demora nos processos
cível e criminal na Justiça daquele Estado na
apuração de responsabilidades, a família,
alegando violação do direito à vida, à
integridade psíquica (dos familiares, pela
ausência de punição aos autores do
homicídio) e ao devido processo legal em
prazo razoável, peticionou à Comissão
Interamericana de Direitos Humanos
(CIDH), que veio a processar o Estado
brasileiro perante a Corte Interamericana de
Direitos Humanos (Corte IDH). Com
relação a esse caso, é CORRETO afirmar
que:
“Sob a inspiração do ideal liberal-individualista,
esse ORGANISMO
INTERNACIONAL tem salvaguardado o
valor da liberdade e sua projeção na esfera
privada e familiar, afirmando o direito de
todo e qualquer indivíduo de desenvolver
sua personalidade. Com base no princípio da
proporcionalidade, tem invalidado
interferências estatais abusivas. Ao proteger
de forma indireta os direitos sociais, tem
entendido que o direito à vida privada requer
não apenas obrigações negativas do Estado,
mas ainda prestações positivas, condenando
a omissão estatal quando afronta o direito à
vida privada – por exemplo degradação
ambiental causada por empresa. Referida
INSTITUIÇÃO é movida pelo respeito à
vida privada e pelo ideal liberal-individualista
como princípios basilares (cf.
Flavia Piovesan, “Direitos Humanos e
Justiça Internacional”, 7. ed., p. 212,
ADAPTADA). Assinale a INSTITUIÇÃO a
que o texto acima se refere:
O governo federal autorizou uma mineradora a prospectar a
exploração dos recursos existentes nas terras indígenas.
Numerosas instituições da sociedade civil contratam você
para, na condição de advogado, atuar em defesa da
comunidade indígena.
Tendo em vista tal fato, além do que determina a Convenção
169 da OIT Sobre Povos Indígenas e Tribais, assinale a
afirmativa correta.
Você foi procurado, como advogado(a), por representantes de
um Centro de Defesa dos Direitos Humanos, que lhe
informaram que o governador do estado, juntamente com o
ministro da justiça do país, estavam articulando a expulsão
coletiva de um grupo de haitianos, que vive legalmente na sua
cidade.
Na iminência de tal situação e sabendo que o Brasil é
signatário da Convenção Americana sobre os Direitos
Humanos, assinale a opção que indica, em conformidade com
essa convenção, o argumento jurídico a ser usado.