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Atente para a seguinte passagem da obra de W. F. Hegel:
“A consciência-de-si é em-si e para-si quando e porque é em si e para uma Outra, quer dizer, só é como algo reconhecido. Inicialmente uma consciência visa submeter a outra, ao apreendê-la como objeto. Porém precisa ser reconhecida pela outra como sujeito. Mas o outro é também uma consciência-em-si. Um indivíduo se confronta com outro indivíduo. Uma, a consciência independente, outra a consciência dependente. Uma é o senhor, outra é o escravo”.
Hegel, W. F. Fenomenologia do espírito. Parte I, seç. III. §§178 – 196.
A partir da leitura da passagem acima e considerando o pensamento hegeliano a respeito do processo de conhecimento, é correto dizer que
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O trecho que se apresenta a seguir exemplifica a percepção de Jürgen Habermas a respeito do fundamento do comportamento ético. “Enquanto a filosofia moral se colocar a tarefa de contribuir para o aclaramento das intuições cotidianas adquiridas no curso da socialização, ela terá que partir, pelo menos virtualmente, da atitude dos participantes da prática comunicativa cotidiana”.
Habermas, Jürgen. Consciência moral e agir comunicativo. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989. P.67.
Considerando a concepção de eticidade discursiva de Habermas, assinale a proposição verdadeira.
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Atente para a seguinte citação que, em parte, reflete a concepção hobbesiana sobre a origem do ordenamento social:
“Devemos, portanto, concluir que a origem de todas as grandes e duradouras sociedades não provém da boa vontade recíproca que os homens tivessem uns para com os outros, mas do medo recíproco que uns tinham dos outros”.
Hobbes. Thomas. Do cidadão. São Paulo: Martins Fontes, 1992. P.32.
Com base na citação acima e atentando para a compreensão que possuía Thomas Hobbes a respeito da origem da sociedade, é correto afirmar que
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O trecho que se apresenta a seguir trata da compreensão de Agostinho de Hipona sobre a origem do mal e do pecado:
“Logo só me resta concluir: tudo o que é igual ou superior à mente que exerce seu natural senhorio e acha-se dotada de virtude não pode fazer dela escrava da paixão. Não há nenhuma outra realidade que torne a mente cúmplice da paixão a não ser a própria vontade e o livre-arbítrio”.
Santo Agostinho. O livre-arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995. P.52.
No que diz respeito ao conceito de livre-arbítrio e à origem do mal na obra filosófica de Agostinho de Hipona, considere as seguintes afirmações:
I. Para Agostinho, o livre-arbítrio é sempre um bem concedido ao homem por Deus, mesmo que o homem utilize-o de forma errônea, o que provoca o mal.
II. Em concordância com a tradição dos pensamentos maniqueísta e neoplatônico, Santo Agostinho defendia a visão dualista de um mundo em perpétua luta entre o Bem e o Mal.
III. Segundo o bispo de Hipona, o mal não possui ser, não pertence à ordem, ele é a corrupção do ser e é de inteira responsabilidade do homem, enquanto ser livre.
É correto o que se afirma em
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Observe as seguintes citações que refletem o pensamento materialista histórico de Karl Marx:
“O chamado desenvolvimento histórico repousa, em geral, sobre o fato de a última forma considerar as formas passadas como etapas que levam a seu próprio grau de desenvolvimento e raramente é capaz de fazer a sua própria crítica”;
MARX, Karl. Contribuição à crítica da economia política. In Manuscritos econômico-filosóficos e outros textos. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978. P.120-121. Adaptado.
“A primeira premissa de toda a história humana é, naturalmente, a existência de indivíduos humanos vivos, a organização física destes indivíduos e a relação com o resto da natureza. Toda a historiografia tem de partir destas bases naturais e da sua modificação ao longo da história pela ação dos homens”.
MARX, Karl. Obras escolhidas. Lisboa: Edições Avante, 1982. P.8.
Sobre o método de abordagem da vida social denominado materialismo histórico, é correto afirmar que
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No ensaio “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”, Walter Benjamin escreve:
“Em suma, o que é a aura? É uma figura singular, composta de elementos especiais e temporais: a aparição única de uma coisa distante, por mais perto que ela esteja. Observar, em repouso, numa tarde de verão, uma cadeia de montanhas no horizonte, ou um galho, que projeta sua sombra sobre nós, significa respirar a aura dessas montanhas, desse galho”.
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. L&PM Editores. Edição do Kindle. Paginação irregular. Considerando o conceito de aura, na obra supracitada, atente para as seguintes afirmações:
I. A aura representa a absoluta singularidade da obra artística, sua condição de exemplar único que se mostra aqui e agora e não pode ser repetida. É sua autenticidade.
II. Para Benjamin, a sociedade contemporânea destruiu a aura pela reprodução técnica das obras de arte, tornou impossível distinguir original e cópia e desfez a própria ideia de original e cópia.
III. Não há relação entre o conceito de aura de Benjamin e a ideia de aura das religiões. A aura religiosa refere-se ao culto aos deuses enquanto a aura artística refere-se apenas à reprodução da realidade.
É correto o que se afirma em
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Leia com atenção a seguinte passagem da obra de Immanuel Kant:
“O idealismo consiste na afirmação de que não existe outro ser senão o pensante; as demais coisas seriam apenas representações nos seres pensantes, às quais não corresponderia nenhum objeto. Eu afirmo, ao contrário: são-nos dadas coisas como objetos de nossos sentidos, existentes fora de nós, só que nada sabemos do que eles possam ser em si mesmos, conhecemos apenas as representações que produzem em nós ao afetarem nossos sentidos”.
Kant. Immanuel. Prolegómenos a toda a metafísica futura. Lisboa: Edições 70, 1987. p.68.
Estabelecer as condições de possibilidade do conhecimento foi um dos principais desafios ao qual Kant se propôs a partir de sua filosofia transcendental. Sobre esta filosofia, é correto afirmar que
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Leia atentamente o seguinte excerto do texto de Michel Foucault, que expõe parte de suas análises sobre o poder:
“É preciso, em primeiro lugar, afastar uma tese muito difundida segundo a qual o poder nas sociedades burguesas e capitalistas teria negado a realidade do corpo em proveito da alma, da consciência, da identidade. Nada é mais físico, mais corporal que o exercício do poder. Uma das primeiras coisas a compreender é que o poder não está localizado no aparelho de Estado e que nada mudará na sociedade se os mecanismos de poder que funcionam fora, abaixo, ao lado dos aparelhos de Estado a um nível muito mais elementar, quotidiano, não forem modificados”.
Foucault. Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1979. P.147-149. Adaptado.
Com base na passagem acima e tendo em vista a concepção de poder no pensamento de Foucault, assinale a afirmação verdadeira.
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Atente para a seguinte passagem do texto de Aristóteles:
“Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; e se é verdade que nem toda coisa desejamos com vistas em outra, evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem. A julgar pela vida que os homens levam em geral, a maioria deles, e os homens de tipo mais vulgar, parecem (não sem um certo fundamento) identificar o bem ou a felicidade com o prazer, e por isso amam a vida dos gozos. Pode-se dizer, com efeito, que existem três tipos principais de vida: a que acabamos de mencionar, a vida política e a contemplativa”.
Aristóteles. Ética à Nicômaco. 4. ed. — São Paulo: Nova Cultural, 1991. — Os pensadores; v. 2. P. 2-5. Adaptado.
Sobre a compreensão acerca do fundamento moral, é correto afirmar que Aristóteles
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O trecho a seguir expõe parte do pensamento de Sêneca, o mais importante pensador estoico, no período romano do estoicismo:
“O fato é o seguinte: não recebemos uma vida breve, mas a fazemos; nem somos dela carentes, mas esbanjadores. Por que nos queixamos da Natureza? Ela mostrou-se benevolente: a vida, se souberes utilizá-la, é longa. Mas uma avareza insaciável apossa-se de um e de outro, uma laboriosa dedicação a atividades inúteis, um embriaga-se de vinho, outro entorpece-se na inatividade; alguns não definiram para onde dirigir sua vida, e o destino surpreende os esgotados e bocejantes, de tal forma que não duvido ser verdadeiro o que disse, à maneira de oráculo, o maior dos poetas: ‘Pequena é a parte da vida que vivemos’. Pois todo o restante não é vida, mas tempo”.
Sêneca. Sobre a brevidade da vida. Coleção L&PM Pocket – Literatura clássica internacional. Cap 1-2. Versículo 2-4. Adaptado.
Considere as seguintes afirmações a respeito da doutrina estoica:
I. Para o estoicismo, o homem é um microcosmo no macrocosmo; é parte do universo, do cosmo. Uma conduta ética deve estar de acordo com os princípios da natureza para, assim, atingir-se a felicidade.
II. Para o estoicismo, a felicidade consiste no abandono de todo autocontrole e austeridade com a negação de qualquer determinação natural. O comportamento ético impõe conquista e não aceitação.
III. A ética estoica carrega um forte determinismo e um certo fatalismo: por esta razão, teve imensa influência na ética cristã em sua aceitação dos acontecimentos.
Está correto o que se afirma em
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