“Por conseguinte, as ações são chamadas de justas e
temperantes quando são tais como as que praticaria
o homem justo ou temperante; mas não é temperante
o homem que as pratica, e sim o que as pratica tal
como o fazem os justos e temperantes.”
Em sua obra Ética à Nicômaco, o estagira se
questiona acerca da natureza das virtudes humanas,
e conclui que:
“Ora, quem duvida e se admira julga ignorar: por isso,
também quem ama os mitos é, de certa maneira
filósofo, porque o mito resulta do maravilhoso. Pelo
que, se foi para fugir à ignorância que filosofaram,
claro está que procuraram a ciência pelo desejo de
conhecer, e não em vista de qualquer utilidade.”
A filosofia, o desejo de conhecer, nasce no homem a
partir de sua capacidade de:
“Como não haveria de ser evidente mesmo para um
cego, como se diz? Enquanto não houvermos feito
esta contestação, nem essa demonstração, não
poderemos, de forma alguma, falar nem de discursos
falsos, nem de opiniões falsas, nem de imagens, de
cópias, de imitações ou de simulacros, e muito menos
de qualquer das artes que deles se ocupam, sem cair,
inevitavelmente, em contradições ridículas.” O trecho acima do diálogo O Sofista se refere a
discussão central do diálogo que pretende afirmar
qual é a arte do sofista. Esta discussão se pretende a
distinção e definição dos conceitos de:
“Se, com efeito, mesmo o forte quisesse ser forte,
continuou Sócrates, e o rápido ser rápido, e o sadio
ser sadio – pois talvez alguém pensasse que nesses
e em todos os casos semelhantes os que são tais e
têm essas qualidades desejam o que justamente têm,
e é para não nos enganarmos que estou dizendo isso
– ora, para estes, Agatão, se atinas bem, é forçoso
que tenham no momento tudo aquilo que têm, quer
queiram, quer não, e isso mesmo, sim, quem é que
poderia desejá-lo?”
No contexto do diálogo platônico em questão, a
discussão sobre o Eros é em, parte, uma discussão
sobre o que se deseja, sobre as condições pelas
quais desejamos algo. Após o discurso socrático, o
quinto entre os convivas do sympósium fica
estabelecido que o desejo é:
“Até Orwell estaria assombrado. Vivemos a ficção de
que o mercado é maravilhoso porque nos dizem que
está composto por consumidores informados que
adotam decisões racionais. Mas basta ligar a
televisão e ver os anúncios: procuram informar o
consumidor para que tome decisões racionais? Ou
procuram enganar? Pensemos, por exemplo, nos
anúncios de carros. Oferecem dados sobre suas
características? Apresentam informes realizados por
entidades independentes? Porque isso sim que
geraria consumidores informados capazes de tomar
decisões racionais. Em vez disso, o que vemos é um
carro voando, pilotado por um ator famoso. Tentam
prejudicar o mercado. As empresas não querem
mercados livres, querem mercados cativos. De outra
forma, colapsariam.”
Noam Chomsky
Depreende-se da citação acima uma característica
marcante do pensamento filosófico, no sentido de:
Ao negar o movimento, caracterizando-o como uma
ilusão dos sentidos, Parmênides e seus discípulos
foram atacados pelos pensadores da escola
mobilista, que por sua vez, afirmavam o movimento e
a transformação como característica do próprio Ser.
Zenão de Eleia, discípulo de Parmênides, formula
alguns paradoxos para defender a tese de
imobilidade de seu mestre, e dentre estes, aquele que
foi um dos mais comentados paradoxos da
antiguidade, é o da corrida entreAquiles e a tartaruga.
Segundo as premissas do pensamento eleáta
exposto no paradoxo de Zenão, o resultado da corrida
é:
“Quando dizemos que o pensamento filosóficocientífico surge na Grécia no século VI a.C.,
caracterizando-o como uma forma específica de o
homem tentar entender o mundo que o cerca, isto não
quer dizer que anteriormente não houvesse também
outras formas de se entender essa realidade. É
precisamente a especificidade do pensamento
filosófico-científico que tentaremos explicitar aqui,
contrastando-o com o pensamento mítico que lhe
antecede na cultura grega.”
(MARCONDES, D. Iniciação à história da filosofia: dos présocráticos à Wittgenstein. Rio de Janeiro, Zahar, 2007
)
Sobre as diferenças entre o pensamento mítico e o
pensamento filosófico-científico, é correto afirmar
que:
Os Parâmetros, na parte específica sobre “Conhecimentos de Filosofia”, apoiam-se, de início, no artigo 35 da LDB e insistem na contribuição decisiva da Filosofia para o alcance de tais finalidades. As “áreas” da Filosofia mais trabalhadas são, EXCETO:
"A ideologia é um conjunto lógico, sistemático e coerente de representações e de normas e regras [...] é, portanto, um corpo explicativo e prático" (ARANHA e MARTINS, 2003). Com relação a suas características, julgue os itens e marque a alternativa CORRETA:
I. As diferenças de classe e os conflitos são camuflados.
II. Assegura determinada relação dos indivíduos entre si e com suas condições de existência.
III. É um corpo sistemático de representações.
IV. Mantém a dominação de uma classe sobre a outra.