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752064 Ano: 2013
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-CE
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Sócrates experimentara o filosofar como pólemos, isto é, o embate e combate pela evidência e verdade (aletheia), contra o perigo da aparência e da opinião (doxa). E pautara esse filosofar “polêmico” (no sentido acima) no exercício do diálogo. Do diálogo socrático fazia parte a ironia. “No uso comum, a palavra ironia tem uma gama infinita de sentidos. Mas em todos eles perpassa uma atitude mental que considera o conhecimento uma névoa que embacia e deforma a realidade. Nossa existência-no-mundo, formada a partir dessa névoa, torna-se terrivelmente mesquinha. O pensador irônico percebe a mesquinhez de tal existência. Sócrates foi mestre da ironia porque, na discussão das palavras, conduzia a todos à evidência e à convicção do ‘sei que nada sei’”.

Arcângelo R. Buzzi. Filosofia para principiantes: a existência humana no mundo. Petrópolis: Vozes, p. 82, 9.ª ed., 1998, p. 82 (com adaptações).

De acordo com as ideias apresentadas no texto acima, assinale a opção correta.

 

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752063 Ano: 2013
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-CE
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Para Heidegger, a ciência e a técnica constituem não somente se funda sobre uma compreensão do ser do ente, mas constitui mesmo uma experiência de verdade, ou seja, de desencobrimento do ente no seu ser. “O desencobrimento que domina a técnica moderna possui como característica o pôr, no sentido de explorar” (...). “Essa exploração acontece em um múltiplo movimento: a energia escondida na natureza é extraída; o extraído é transformado; o transformado, estocado; o estocado, distribuído; o distribuído, reprocessado. Extrair, transformar, estocar, distribuir, reprocessar são todos modos de desencobrimento”. “Todavia, esse desencobrimento não se dá simplesmente. Tampouco, perde-se no indeterminado. Pelo controle, o desencobrimento abre para si mesmo suas próprias pistas, entrelaçadas numa trança múltipla e diversa. Por toda parte, assegura-se o controle, pois controle e segurança constituem até as marcas fundamentais do desencobrimento explorador”. Entretanto, o perigo ou a ameaça da técnica não vem propriamente do uso que o homem faz dos artefatos técnicos, mas do totalitarismo dessa experiência de verdade: “A ameaça que pesa sobre o homem não vem, em primeiro lugar, das máquinas e dos equipamentos técnicos, cuja ação pode ser eventualmente mortífera. A ameaça, propriamente dita, já atingiu a essência do homem. O predomínio da com-posição arrasta consigo a possibilidade ameaçadora de se poder vetar ao homem a possibilidade de voltar-se para um descobrimento mais originário e fazer assim a experiência de uma verdade mais inaugural”.

Tendo em vista a compreensão da técnica como forma de verdade dominante na experiência histórica do homem contemporâneo, assinale a opção correta.

 

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752062 Ano: 2013
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-CE
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Figura para a questão.

enunciado 752062-1

Na obra Verdade e método, esboços de uma hermenêutica filosófica, Gadamer afirma que a experiência da arte faz surgir o fenômeno hermenêutico em toda a sua extensão, sendo discernida, nesse fenômeno, uma forma de verdade, que é também uma forma de atividade filosófica. Desse modo, a hermenêutica abrange a experiência estética. As Brillo Box de Andy Warhol reproduzem, em tamanho real, as caixas de sabão da marca Brillo, vendidas nos supermercados nova-iorquinos da época. Nesse sentido, considere que as Brillo Box estejam expostas em um museu, com cinco espectadores distintos que visitam ao mesmo tempo essa obra de arte.

Considerando a figura e a situação hipotética descrita, assinale a opção correspondente à atitude do espectador da Brillo Box que passa pela experiência hermenêutica da arte conforme a proposta de Gadamer.

 

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752061 Ano: 2013
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-CE
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A violência do princípio “saber é poder” (Francis Bacon), ou seja, a imposição da “técnica social”, da razão funcional, instrumental, tecnológica, com o seu afã de disponibilizar tudo, homens e coisas, perpassa totalmente a sociedade de nosso tempo, nas análises de Herbert Marcuse (1898-1979). A sociedade se torna um sistema funcional autoconstituído. É uma nova forma de “ditadura” ou “totalitarismo”. Agora, o totalitarismo já não provém deste ou daquele partido ou Estado, não tem cor, é anônimo. Mesmo a democracia é apenas uma aparência. Aparentemente, trata-se da “soberania do povo”, mas, em verdade, o que está em questão é a regência dos mecanismos estabelecidos pelo sistema. A dominação se tornou racional e a racionalidade, dominadora. Ninguém mais governa e todos são dominados. Dessa situação histórica surge o Homem unidimensional, título de um livro de Marcuse, de 1964. Assim, o mundo fica chato, isto é, plano (e monótono). A dominação ocorre não só por meio da tecnologia, mas como tecnologia. Paradoxalmente, a sociedade racional enterra, de vez, a ideia da razão.

Com relação às ideias expostas no texto acima, assinale a opção correta.

 

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752060 Ano: 2013
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-CE
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Em 1947, é publicado um livro fundamental da Escola de Frankfurt, ligada ao Instituto de Pesquisa Social: Dialética do iluminismo, de Max Horkheimer (1895-1973) e Theodor Adorno (1903-1969). Essa obra consiste justamente nessa contradição: que a ciência e a técnica, nascidas como instrumento da emancipação do homem, tenham se tornado fatores de opressão e alienação. Para Adorno, se a ideia da ciência é a pesquisa, a da filosofia é a interpretação.
A propósito dessas informações, assinale a opção correta.
 

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752059 Ano: 2013
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-CE
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Segundo Walter Benjamin, o conceito de aura é associado à invenção de um meio de representação que modificou o estatuto da pintura na virada dos séculos XIX e XX. Assinale a opção em que é apresentado esse meio de representação.
 

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752058 Ano: 2013
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-CE
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De acordo com o pensador G. Vico, o senso comum é um julgamento sem qualquer reflexão, comumente sentido por toda uma classe, todo um povo, toda uma nação, ou por todo o gênero humano. Segundo Heidegger, nós nos movimentamos no nível de compreensão do senso comum à medida que nós cremos em segurança no seio das diversas “verdades” da experiência da vida, da ação, da pesquisa, da criação e da fé.

M. Heidegger. Sobre a essência da verdade. São Paulo 1970, p. 18 (com adaptações).

A propósito dessas informações acerca do significado do senso comum, problematizado pela filosofia, assinale a opção correta.

 

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752057 Ano: 2013
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-CE
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O que o filósofo procura na verdade do mito é a verdade da própria filosofia. Na época de sua errância racional, a filosofia sentia-se absolutamente autônoma e independente da não filosofia. No espaço dessa independência, julgava atingir com os recursos da razão uma verdade absoluta, necessária, universal. Em nome dessa verdade, desprezava tudo que não se enquadrasse na bitola da racionalidade. O mito, as lendas, os sonhos, a loucura, a poesia, a religião, para terem lugar no país da verdade, guardado pela filosofia, necessitavam das credenciais da razão. No rigor dessa ditadura, não se destruía, decerto, a liberdade desde que sua essencialização se submetesse aos princípios racionais da lógica. Pois a essência da liberdade era a verdade. Hoje a filosofia sente sua dependência da não-filosofia. É aquém da alternativa de racional e irracional que se instaura o espaço de toda verdade. Na liberdade dessa dimensão originária se articulam a verdade da fantasia, a verdade dos sonhos, a verdade da loucura. O juízo já não é o lugar primogênito da verdade. Há verdades, no plural, correlativas ao sentido das diversas intencionalidades. É a liberdade que é a essência da verdade.

Emanuel Carneiro Leão. Aprendendo a pensar. 2.ª ed. Petrópolis: Vozes, 1989, p. 195 (com adaptações).

Tendo como referência as ideias apresentadas no texto acima, assinale a opção correta.

 

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752056 Ano: 2013
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-CE
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Isonomia não significa que todos sejam iguais perante a lei nem que a lei seja igual para todos, mas sim que todos têm o mesmo direito à atividade política; e essa atividade na polis era de preferência uma atividade de conversa mútua. Por isso, isonomia é, antes de tudo, liberdade de falar e como tal é o mesmo que isegoria; mais tarde, em Polibios, ambas significam apenas isologia. Porém, o falar na forma de ordenar e o ouvir na forma de obedecer não eram avaliados como falar e ouvir originais; não era uma conversa livre porquanto comprometida com um fenômeno determinado não pela conversa, mas sim pelo fazer ou trabalhar. As palavras eram aqui como que o substituto do fazer e, na verdade, de um fazer que pressupunha o forçar e o ser forçado. Quando os gregos diziam que os escravos e bárbaros eram aneu logou, não dominavam a palavra, queriam dizer que eles se encontravam numa situação na qual era impossível a conversa livre. Na mesma situação, encontra-se o déspota, que só conhece o ordenar; para poder conversar, ele precisava de outros de categoria igual à dele. Portanto, para a liberdade, não se precisava de uma democracia igualitária no sentido moderno, mas sim de uma esfera limitada de maneira estreitamente oligárquica ou aristocrática, na qual pelo menos os poucos ou os melhores se relacionassem entre si como iguais entre iguais.

Hanna Arendt. O que é política? Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998, p. 49 (com adaptações).

Considerando as informações do texto acima, assinale a opção correta.

 

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752055 Ano: 2013
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-CE
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Considerando a ética teleológico-eudemonológica da tradição platônico-aristotélica e a da tradição cristã, assinale a opção correta.
 

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