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A síndrome do impacto femoroacetabular é uma condição clínica relacionada com o movimento do quadril, a qual tem uma tríade de sintomas, sinais clínicos e achados de imagens. A dor é mais comumente observada na região anterior do quadril ou na região inguinal, mas também pode ser percebida na região lateral do quadril, na região anterior da coxa, na nádega, no joelho, na coluna lombar e nas regiões lateral e posterior da coxa. Essa síndrome representa um contato prematuro sintomático entre a região proximal do fêmur e o acetábulo, sendo mais comum em indivíduos jovens e de meia-idade. Exames radiográficos são realizados para identificar a existência de alterações morfológicas no fêmur e/ou no acetábulo que estão relacionadas com a síndrome do impacto femoroacetabular. Analise a descrição a seguir e assinale a alternativa que apresenta o tipo de morfologia da articulação do quadril associada com a síndrome do impacto femoroacetabular descrita. “Há uma cobertura acetabular excessiva da cabeça femoral. Essa cobertura acetabular excessiva pode ser global, como nos casos de coxa profunda e acetábulo protuso, ou focal (anterossuperior), como ocorre na presença de retroversão acetabular. Neste tipo de morfologia, a flexão e a rotação mediais do quadril também podem levar ao impacto da junção entre o colo e a cabeça femoral com o acetábulo. Nesse tipo de impacto, pode ocorrer a lesão do lábio acetabular anterior, com lesão condral por contragolpe no rim acetabular posteroinferior.”
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As cardiomiopatias são doenças do miocárdio associadas à disfunção cardíaca, podendo ser classificadas nas formas dilatada, hipertrófica, restritiva e arritmogênica do ventrículo direito. As cardiomiopatias podem levar a um quadro de insuficiência cardíaca, que é uma doença caracterizada por diminuição da capacidade física, dispneia, além de quadros congestivos pulmonar e/ou sistêmico. Diante desta clínica, a fisioterapia exerce um papel muito importante na recuperação desses pacientes. A respeito da abordagem fisioterapêutica para pacientes com insuficiência cardíaca, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) O aumento da atividade física na insuficiência cardíaca dá início a um círculo vicioso, aumentando os sintomas e a intolerância ao exercício, pelo aumento da capacidade funcional, produzindo efeitos psicológicos negativos, deterioração da reatividade dos vasos periféricos com disfunção endotelial e inflamação crônica. Nesse contexto, o exercício físico se estabelece como estratégia terapêutica de risco, que atenua os efeitos do condicionamento físico progressivo decorrente da evolução natural da doença e, além do treinamento físico regular ser arriscado, diminui a tolerância aos exercícios, melhora a qualidade de vida e aumenta hospitalizações por insuficiência cardíaca.
( ) A reabilitação cardiovascular (RCV) com exercícios é recomendada para a insuficiência cardíaca com fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada ou reduzida. Apenas não devem ser prescritas para pacientes com insuficiência cardíaca clinicamente instáveis, com quadro de miocardite aguda ou na ocorrência de processos infecciosos agudos sistêmicos. Os exercícios implementados podem ser aeróbicos (de moderada ou de alta intensidade), de resistência muscular localizada e treinamento de musculatura respiratória.
( ) Além do treinamento físico com exercícios aeróbicos, os exercícios de resistência muscular localizada têm sido utilizados para obtenção de benefícios adicionais. Eles são prescritos segundo a percepção subjetiva ao esforço, as cargas e repetições recomendadas variam de acordo com a capacidade funcional do paciente e devem ser prescritas de forma individualizada, mas sempre considerando a progressão, conforme a evolução na reabilitação cardiovascular.
( ) Os exercícios respiratórios têm sido indicados para programas de treinamento de pacientes com fraqueza da musculatura respiratória. O treinamento da musculatura inspiratória (TMI) alcança significativos ganhos no consumo de oxigênio pico e melhoria da eficiência ventilatória, aumento da pressão inspiratória máxima, maior tolerância ao exercício e melhoria da qualidade de vida. Desse modo, o treinamento da musculatura inspiratória é uma boa alternativa para os pacientes com insuficiência cardíaca que estão bastante debilitados, em uma transição para os exercícios físicos convencionais.
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A capacidade de deambular é a chave para a sensação de independência, autossuficiência, saúde geral e condicionamento físico de um indivíduo e função geral. Os fisioterapeutas desempenham um papel importante na restauração ou aprimoramento dessa capacidade em muitos pacientes, influenciando significativamente a qualidade de vida. Portanto, uma compreensão do ciclo normal da marcha permite ao fisioterapeuta identificar facilmente os desvios típicos dela e criar uma hipótese informada do porquê de um indivíduo poder apresentar determinado desvio da marcha. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito da marcha normal e assinale a alternativa correta.
I. De modo geral, todos os humanos andam de modo semelhante, esforçando-se para avançar e manter o centro de gravidade sobre a base de sustentação da maneira mais eficiente possível. A deambulação segura requer a capacidade de acelerar e desacelerar de forma adequada e, às vezes, rápida, uma vez que envolve mecanismos de controle de equilíbrio proativos e reativos, além de atender a uma miríade de demandas ambientais e de tarefas específicas.
II. As quatro funções locomotoras da marcha incluem absorção de choque, estabilidade de postura, propulsão e conservação de energia. A absorção de choque é o resultado da atividade muscular ao carregar a extremidade de apoio. A atividade dorsiflexora excêntrica, a atividade extensora excêntrica do joelho (ambas no plano sagital) e a atividade abdutora excêntrica do quadril (no plano frontal) trabalham para absorver e redistribuir a carga mecânica à medida que o membro é carregado. A estabilidade da postura é determinada por vetores de força de reação do solo (VFRSs), suporte dos ligamentos e articulações e atividade muscular.
III. Na marcha, a propulsão para frente é o resultado da queda para frente do corpo, mecanismos de balanço que permitem a translação suave do peso sobre a extremidade inferior distal, momento criado pelo balanço da extremidade inferior contralateral e impulso ativo da extremidade inferior que está apoiada.
IV. A conservação de energia é minimizada pelo recrutamento seletivo de músculos e pelos determinantes da marcha. O recrutamento muscular seletivo é a eficiência alcançada pelo uso estratégico de músculos de modo a exigir atividade muscular excessiva ou redundante, já os determinantes da marcha são ajustes biomecânicos que visam aumentar a excursão do centro de massa do corpo em todos os planos, aumentando, assim, a energia necessária para manter a estabilidade sobre a base de apoio ao longo do ciclo da marcha.
V. O ciclo da marcha é conceituado em oito fases dentro de três tarefas principais: aceitação do peso, suporte de um único membro e avanço do membro. Na marcha normal, a aceitação do peso inclui as fases de contato inicial e resposta ao carregamento. O apoio em um único membro inclui as fases do meio do passo ao fim do passo. Durante o meio do passo, o membro oposto avança à medida que o corpo vai de uma posição posterior ao pé que sustenta o peso para uma posição à frente no final da fase, controlado, principalmente, pela atividade excêntrica do sóleo e do gastrocnêmio. No fim do passo, o peso corporal se move anterior ao ante pé e o calcanhar sobe da superfície de apoio. O avanço dos membros é realizado com sucesso pela combinação de pré-balanço (descarga final da extremidade inferior), balanço inicial (preparação da perna de balanço para a elevação do pé do solo), meio do balanço (garantindo a continuação da elevação) e balanço terminal (desaceleração da perna em preparação para o contato inicial).
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A fibromialgia é complexa, com etiologia e patogênese indefinidas. Atualmente, destaca-se disfunções em diversos sistemas do corpo, incluindo os sistemas endócrino, imunológico, nervoso central, somatossensorial, autonômico e musculoesquelético. Os recursos fisioterapêuticos ajudam no alívio da dor e outros sintomas, bem como na promoção da saúde desses indivíduos. Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta a respeito da fibromialgia e da atuação fisioterapêutica nesta patologia.
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Durante o desenvolvimento da insuficiência respiratória aguda, é fundamental o suporte ventilatório oferecido aos recém-nascidos (RN), preferencialmente por meio de ventilação não invasiva (VNI). Nos que evoluem com maior gravidade costumam ser necessárias a intubação e a instituição de ventilação mecânica, ao mesmo tempo que é tratada a causa da descompensação respiratória. Portanto, são objetivos da ventilação mecânica, exceto:
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As condições musculoesqueléticas são as principais disfunções em todo o mundo, sendo o atendimento de pacientes que passaram pela cirurgia de reparo do manguito rotador comum na rotina do fisioterapeuta. Portanto, imperativo que os fisioterapeutas usem seu conjunto de habilidades especializadas e exclusivas para avaliar criticamente as necessidades do paciente e desenvolver uma boa reabilitação do mesmo. Sobre a temática, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Quatro músculos compreendem o manguito rotador do ombro: supraespinal, infraespinal, redondo menor e subescapular. Fundamental por fornecer estabilidade dinâmica ao ombro altamente móvel, a junção musculotendínea é suscetível a lacerações degenerativas. A cicatrização do tecido na junção tendão-osso começa 3 a 4 semanas após o reparo, com remodelação contínua do tecido cicatricial e melhora da resistência à tração em torno de 3 meses.
( ) A integridade estrutural do reparo é vulnerável até pelo menos 6 meses após a cirurgia, portanto, os esforços de reabilitação devem se concentrar inicialmente na proteção, com progressão abrupta para o uso funcional do ombro operado. Fatores como o número de tendões envolvidos, a qualidade do tecido, a cronicidade da ruptura (tempo entre lesão e intervenção) e as técnicas cirúrgicas utilizadas não afetam o processo de reabilitação.
( ) Como em qualquer processo de remodelação musculoesquelética, existem três estágios: fase de proteção, mobilização e fase de fortalecimento/retorno à função. A fase de proteção ocorre até as primeiras 6 semanas de pós-operatório e, durante esse período, o tecido cicatricial está se formando. A proteção do tendão reparado é obtida pelo uso de uma tipoia e evitando qualquer amplitude de movimento ativa, além disso, a educação sobre a importância da utilização da tipoia, orientação sobre colocação e retirada da tipoia e modificações caseiras para evitar o uso ativo do braço operado são essenciais nessas primeiras semanas.
( ) A fase de mobilização ocorre de 6 a 12 semanas de pós-operatório e, as atividades ativas assistidas para amplitude de movimento podem começar nesse momento. Durante essa fase, também é benéfico manter a ativação dos estabilizadores escapulares, e isso pode começar com a retração escapular na posição sentada com progressão para posições mais desafiadoras, como decúbito ventral. Deve-se atentar nessa fase na mecânica escapular e o ritmo escápulo torácico, especialmente para garantir que a elevação frontal do ombro esteja retornando sem o recrutamento excessivo do músculo trapézio superior.
( ) O condicionamento do manguito rotador pode começar aproximadamente 8 a 9 semanas após a cirurgia, mesmo que a dor e os sintomas não estejam bem controlados. O condicionamento da junção musculotendínea envolve alta ativação do tendão envolvido, de modo a preparar o fortalecimento para a hipertrofia muscular. Isso pode incluir rotação interna para posição neutra em decúbito lateral ou rotação interna na posição sentada/em pé sem resistência se a posição em decúbito lateral não for tolerada, bem como elevação lateral ativa dos ombros nas posições sentada/em pé com resistência. Além de que não é importante monitorar a tolerância do paciente ao programa de reabilitação.
( ) Durante o retorno à função ou fase de fortalecimento após 12 semanas de pós-operatório, o tendão pode ser gradualmente introduzido nas atividades de resistência e fortalecimento. Essa fase deve ser iniciada apenas se um paciente demonstrar amplitude de movimento próxima às faixas normais. A amplitude de movimento e o fortalecimento devem ser realizados com atenção contínua à mecânica escapular adequada, assim como a cinesia escapular, além disso, recomenda-se que os pacientes demonstrem tolerância adequada à elevação contra a resistência no plano escapular antes de tentar posições de fortalecimento acima da cabeça. É importante orientar os pacientes sobre a taxa esperada de recuperação e sobre as recomendações e a necessidade de continuar a participação em um programa de exercícios domiciliares após a alta da fisioterapia formal.
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Escarro é o material expectorado (tossido) e normalmente formado por muco e saliva, mas também pode conter pus, sangue, células epiteliais e bactérias/vírus. Retenção de secreção se dá quando o paciente não consegue eliminar o escarro de modo adequado, seja independentemente, seja com ajuda de fisioterapia respiratória. Ela pode contribuir para problemas agudos, como obstrução das vias aéreas superiores e/ou inferiores, incompatibilidade de ventilação/perfusão e infecções, aumento do trabalho e insuficiência respiratórios. A retenção de secreção nas vias aéreas nem sempre é evidente pela ausculta pulmonar ou palpação, por isso, é importante procurar “pistas” que possam sugerir esse problema, portanto uma boa avaliação se faz imprescindível. Diante do exposto, são sinais e sintomas de retenção de secreção nas vias aéreas, exceto:
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O avanço da assistência neonatal associado às novas tecnologias tem proporcionado a redução da mortalidade de recém-nascido de risco e consequentemente, devido à maior sobrevida desses, tem sido observada uma taxa maior de morbidade, na maioria das vezes decorrente de comprometimento neurológico. Dessa maneira, é essencial conhecer os conceitos de avaliação neonatal para o reconhecimento precoce de quaisquer problemas com o recém-nascido, pois quanto mais cedo for diagnosticado com sequelas provocadas por alterações neurológicas, mais rápida será a intervenção com melhor desenvolvimento neuropsicomotor. Geralmente o exame físico consiste na avaliação do tônus muscular e postura, medida do perímetro cefálico, reflexos primitivos e movimentos. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito dos reflexos primitivos e assinale a alternativa correta.
I. Os reflexos primitivos são reflexos motores mediados pelo tronco cerebral, protetores e de sobrevivência, eliciados em resposta a um estímulo sensorial específico. Fornecem informações sobre a integridade do tronco cerebral do recém-nascido e a função cortical, começando a se desenvolver no útero e se revelando bem estabelecidos entre as últimas semanas de gestação e as primeiras após o nascimento. À medida que o sistema nervoso central amadurece e a inibição cortical se desenvolve (começando por volta dos 4 a 6 meses de idade), os reflexos primitivos começam a diminuir e são substituídos por atividades motoras voluntárias.
II. Os reflexos primitivos são importantes em um exame neurológico neonatal, já que normalidades podem apontar para possível lesão do sistema nervoso central, embora a persistência dos reflexos primitivos além de certa idade também é normal. Apesar dos inúmeros reflexos primitivos, é comum testar apenas aqueles comumente presentes na maioria dos recém-nascidos e, é desnecessário que o fisioterapeuta saiba a idade normal de aparecimento e desaparecimento desses reflexos, bem como a interpretação da resposta.
III. O reflexo de Moro é provocado pelo examinador ao colocar seu dedo na palma do recém-nascido e aplicar pressão perto da base dos dedos. A resposta reflexa do recém-nascido consiste em flexionar seus dedos para envolver o dedo do examinador. As tentativas de retirada do dedo devem resultar em uma pegada com força. Quando testada com ambas as mãos, o recém-nascido pode ser levantado da cama por alguns segundos. Se a preensão palmar for fraca ou ausente em um recém-nascido a termo, pode haver lesão cerebral, nervosa local ou muscular.
IV. Após o nascimento, a nutrição depende da capacidade do recém-nascido de sugar. Em geral, o reflexo de sucção está presente mesmo em recém-nascido pré termo, embora seja mais fraco com a menor idade gestacional. Para verificar a presença desse reflexo, convém promover um estímulo, tocando ou acariciando suavemente os lábios do recém-nascido (dedo do examinador ou a própria mão do recém-nascido), e em resposta a boca se abre e têm início os movimentos de sucção. O dedo do examinador pode ser introduzido na boca para avaliação da força e coordenação da sucção. A ausência do reflexo de sucção ao nascimento e durante os primeiros meses é indício de grave comprometimento do sistema nervoso central.
V. O reflexo de curvatura troncular (Galant) é testado com o recém-nascido em suspensão ventral com a parede torácica anterior na palma da mão do examinador. Uma pressão firme com o polegar ou um cotonete é aplicada paralelamente à coluna na região torácica, e a resposta positiva consiste na flexão da pelve em direção ao lado do estímulo e, essa resposta pode ser útil para auxiliar a localização de lesões da medula espinhal. Em recém-nascido pré termo, o reflexo de Galant, com curvatura do tronco e elevação do quadril, aparece em torno de 29 a 30 semanas de idade gestacional; no entanto, a resposta é fraca. A resposta mais forte ocorre a partir de 35 semanas de idade gestacional.
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A espondilite anquilosante, um subtipo de espondiloartrite, é uma artropatia reumática sistêmica crônica e progressiva com surtos inflamatórios. Acomete principalmente o esqueleto axial (coluna vertebral e articulações sacroilíacas), mas também as articulações periféricas. Assim sendo, são alterações observadas durante a avaliação postural do paciente com espondilite anquilosante, exceto:
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A paralisia braquial obstétrica (PBO) é uma intercorrência relacionada com o nascimento que causa disfunção de membros superiores em recémnascidos (RN) submetidos a um parto traumático. Cabe destacar que a PBO afeta diretamente o neurodesenvolvimento das crianças acometidas, provocando limitações funcionais e impactando a capacidade de execução de diversas atividades da vida diária, nesse contexto, a fisioterapia é essencial para melhora da qualidade de vida dessa criança e de sua família. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito da paralisia braquial obstétrica e da atuação fisioterapêutica nesta patologia e assinale a alternativa correta.
I. A paralisia braquial obstétrica (PBO) é causada por mecanismos de tração e está associada a fatores de risco, como parto prolongado ou instrumentalizado, macrossomia, apresentação pélvica, distócia de ombros, diabetes gestacional e ganho de peso excessivo da mãe durante a gestação, entre outros fatores relacionados com a anatomia materna e a gestação. Na maioria dos casos, o diagnóstico pode ser estabelecido logo após o nascimento, a partir da anamnese e da observação dos movimentos espontâneos de membros superiores, são avaliadas a simetria e a qualidade dos movimentos para verificação da possibilidade de lesão. Além disso, também devem ser observados os reflexos primitivos de Moro e tônico cervical assimétrico (RTCA), que estarão ausentes do lado da lesão.
II. O plexo braquial é constituído pelas raízes nervosas cervicais de C5-C8 e pela raiz torácica de T1, por definição, a paralisia braquial obstétrica (PBO) é uma lesão nervosa que acomete as raízes do plexo braquial em decorrência de seu estiramento durante o nascimento e que provoca paresia ou paralisia flácida de membros superiores. As lesões neonatais do plexo braquial podem ser classificadas em função da gravidade ou do nível da lesão, assim sendo, de acordo com a gravidade, podem ser considerados os seguintes tipos: lesão pré-ganglionar ou lesão por avulsão (lesão proximal que ocorre por descontinuidade das raízes nervosas), lesão pósganglionar ou por ruptura (lesão periférica provocada por ruptura ou compressão de algum ponto ao longo do trajeto do nervo) e, lesão por neuropraxia ou por estiramento (lesão por bloqueio momentâneo da conexão neurônio-axônio e que evolui com recuperação espontânea).
III. Em relação à localização da lesão do plexo braquial, podem ser definidas três categorias que terão apresentações clínicas diferentes de acordo com as raízes nervosas acometidas. São elas: paralisia de Klumpke (é a mais frequente, caracterizada pela lesão das raízes C5 e C6, ocasionalmente C7), paralisia total ou de Erb-Klumpke (envolve as raízes de C8 a T1 e é a mais rara) e, paralisia de Erb ou Erb-Duchenne (lesão completa do plexo braquial, das raízes de C5 a T1).
IV. A abordagem inicial, ainda na maternidade, tem por objetivo promover analgesia e cicatrização e consiste em manter o membro afetado imobilizado junto ao tórax por cerca de 2 a 3 semanas. Em seguida, considerando que o tratamento da paralisia braquial obstétrica (PBO) deve ser iniciado o mais breve possível, as metas deverão estar relacionadas com posicionamento, manutenção da mobilidade, estimulação sensorial, estimulação lúdica e desenvolvimento de função motora de acordo com a idade. Cabe priorizar a mobilização passiva leve e orientar os pais e cuidadores em relação a manuseio e posicionamento adequados do membro, a fim de evitar aderências e contraturas.
V. A mobilização passiva deve ser feita no sentido cefalocaudal, iniciando com movimentos de pronação e supinação do antebraço, seguidos de movimentos de flexão e extensão do cotovelo e, por fim, abdução e rotação do ombro. Quando for possível a mobilização ativa, não é necessário respeitar as etapas do desenvolvimento neuromotor normal e promover a estimulação de maneira lúdica com jogos e brinquedos de vários formatos, texturas e cores. A estimulação sensorial não é tão importante quanto a motora e deve consistir em estímulos com diferentes texturas, formas, vibrações e temperaturas sobre a pele.
VI. Nos casos mais gravesestá indicada correção cirúrgica, quando não é satisfatória a resposta ao tratamento inicial. Em geral, considera-se essa possibilidade após o terceiro mês de vida do bebê, sendo de extrema importância a reabilitação tanto no pré como no pós-cirúrgico. Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais devem trabalhar juntos com intuito de recobrar a capacidade funcional e reorganizar as funções musculares após recuperação das estruturas nervosas lesionadas.
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