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3455355 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Rio Claro-SP

Ao analisar a organização da proposta curricular para o ensino de História, embasada nos Parâmetros Curriculares Nacionais, observa-se a proposta do trabalho com eixos temáticos/conceituais para a aprendizagem dessa disciplina. Em qual dos eixos temáticos/conceituais para História, são trabalhadas as identidades e diferenças?

 

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3455067 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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“Brasil, meu Brasil brasileiro

Meu mulato inzoneiro

Vou cantar-te nos meus versos

O Brasil, samba que dá

Bamboleio, que faz gingar

O Brasil do meu amor

Terra de Nosso Senhor

Brasil, pra mim

Ô, abre a cortina do passado

Tira a mãe preta do cerrado

Bota o Rei Congo no congado

Brasil, pra mim (...)

Ô! Esse coqueiro que dá coco

Onde eu amarro a minha rede

Nas noites claras de luar

Brasil, pra mim

Ô! Ouve essas fontes murmurantes

Onde eu mato a minha sede

E onde a lua vem brincar

Ô! Este Brasil lindo e trigueiro

É o meu Brasil, brasileiro

Terra de samba e pandeiro

Brasil, pra mim”

A canção Aquarela do Brasil foi composta por Ari Barroso e lançada no ano de 1939. Sua letra permite identificar temas que guardam afinidades com a política cultural do Estado Novo, podendo ser destacada a

 

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3455066 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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“Aconteceu num debate, num país europeu. Da assistência alguém me lançou a seguinte pergunta:

- Para si, o que é ser africano?

Falava-se, inevitavelmente, de identidade versus globalização. Respondi com uma pergunta:

- E para si, o que é ser europeu?

O homem gaguejou. Não sabia responder. Mas o interessante é que, para ele, a questão da identidade se colocava naturalmente para os africanos. Não para os europeus. Ele nunca tinha colocado a questão no espelho.

Recordo o episódio porque me parece que ele toca uma questão central: quando se fala de África, de qual África estamos falando? Terá o continente africano uma essência facilmente capturável? Haverá uma substância exótica que os caçadores de identidades possam recolher como sendo a alma africana?”

COUTO, Mia. “Um retrato sem moldura”. In: HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2008. p.11.

Ao relatar e comentar o episódio, o escritor moçambicano Mia Couto apresenta a África como

 

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3455064 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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Tecidos de Ijebu“Os ijebus vestem-se quase sempre com panos produzidos por eles próprios. São fazendas de algodão, matéria-prima que obtêm localmente. Nas famílias, as tarefas de colher algodão, fiá-lo, tecê-lo e tingi-lo estão costumeiramente a cargo das mulheres, e sabe-se ser muito grande a quantidade de tecidos manufaturados em Ijebu e dali exportados, não apenas para os países vizinhos, mas até mesmo para o Brasil, cujos navios vêm buscar em Lagos essa mercadoria tão apreciada pela gente de origem africana transplantada para aquela terra distante. As cores mais comuns, depois da branca e da azul, são a amarela, a vermelha, a carmesim e a verde. Alguns panos são de uma só cor, outros são multicoloridos.”

OSIFEKUNDE. Notícia sobre o país e o povo dos Ijebus. In: COSTA E SILVA, Alberto. Imagens da África. São Paulo: Penguin, 2012. p.361.

O texto é parte de um relato das memórias de um exescravizado natural de Ijebu, na atual Nigéria, trazido ao Brasil no início do século XIX. O excerto faz menção

 

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3455060 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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O funcionário público como personagem literário ganha destaque na literatura brasileira a partir dos anos 1930. Uma explicação para esse fenômeno está na tematização, por parte dos escritores, das mudanças do papel do Estado brasileiro na constituição do mercado de trabalho assalariado e como agente da modernização do país:

“De 1930 em diante, foram criadas dezenas de comissões, instituições e órgãos de planejamento e/ou de promoção das atividades econômicas, notadamente as ligadas às atividades agrícolas e àquelas voltadas para a industrialização.”

MATTOS, Fernando Augusto Mansor de. A trajetória do emprego público no Brasil desde o início do século XX. Ensaios FEE, v.36, n.1, p.95, jun.2015.

No romance Os ratos, de Dyonélio Machado, o funcionalismo público configura-se como

 

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3455059 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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Mais de uma vez, o brasileiro Machado de Assis e o português Eça de Queirós foram aproximados porque traçaram linhas de compreensão das suas respectivas sociedades, em um mesmo tempo historicamente situado. Os protagonistas Rubião, de Quincas Borba (1891), e Gonçalo, de A Ilustre Casa de Ramires (1900),

 

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3455058 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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“O eixo econômico do país, que já havia se deslocado para a zona de mineração, caminhou mais uma vez, deslocando-se em direção às ondulações do planalto paulista, que foram se recobrindo pelo verde escuro dos cafezais. Enquanto outras regiões brasileiras vegetavam ou iniciavam mesmo um processo de decadência econômica, a Província, logo depois estado de São Paulo, apresentava uma ascensão esplêndida e vigorosa.”

PETRONE, Pasquale. As indústrias paulistanas e os fatores de sua expansão. Terra Livre. 1953, p. 27 (Adaptado).

Sobre a industrialização no território brasileiro, é correto afirmar:

 

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3455057 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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Leia o excerto a seguir de A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, de Max Weber.

“Temos de nos emancipar da seguinte visão: que se pode deduzir a Reforma das transformações econômicas como algo ‘necessário em termos de desenvolvimento histórico’. Por outro lado, não se deve de forma alguma defender uma tese tão disparatadamente doutrinária que afirmasse que o ‘espírito capitalista’ pôde surgir somente como resultado de determinados influxos da Reforma.

Em face da enorme barafunda de influxos recíprocos entre as bases materiais, as formas de organização social e política e o conteúdo espiritual das épocas culturais da Reforma, procederemos tão-só de modo a examinar de perto se, e em quais pontos, podemos reconhecer determinadas ‘afinidades eletivas’ entre certas formas da fé religiosa e certas formas da ética profissional. Por esse meio serão elucidados o efeito que, em virtude de tais afinidades eletivas, o movimento religioso exerceu sobre o desenvolvimento da cultura material.”

WEBER, Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, p.82-83 (Adaptado).

A partir da ideia expressa no excerto acerca da relação entre o desenvolvimento do capitalismo e alguns elementos da doutrina calvinista, é correto afirmar que

 

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3455056 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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Enunciado 3987936-1

Migrações e invasões no Império Romano, séculos IV e V.

Disponível em https://www.britannica.com/ (Adaptado).

A análise do mapa permite identificar deslocamentos de povos não romanos caracterizados

 

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3454994 Ano: 2024
Disciplina: História
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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“Brasileiros! (...) está conhecida nossa ilusão ou engano em adotarmos um sistema de governo defeituoso em sua origem, e mais defeituoso em suas partes componentes. As constituições, as leis e todas as instituições humanas são feitas para os povos e não os povos para elas. Eia, pois, brasileiros, tratemos de constituirmos de um modo análogo às luzes do século em que vivemos; o sistema americano deve ser idêntico; desprezemos instituições oligárquicas, só cabidas na encanecida Europa.”

ANDRADE, Manoel de Carvalho Paes de. Manifesto de proclamação da Confederação do Equador. Apud TORRES, João Camillo de Oliveira. A democracia coroada: Teoria política do Império do Brasil. Petrópolis: Vozes, 1964. p.522 (Adaptado).

O excerto apresenta trecho do manifesto divulgado pelos rebeldes da Confederação do Equador (1824) e reage explicitamente

 

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