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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-AL
Para muitos escritores [brasileiros] do século XVII e de grande parte do XVIII, a linguagem metafórica e os jogos de argúcia do espírito barroco eram maneiras normais de comunicar a sua impressão a respeito do mundo e da alma. E isto só poderia ser favorecido pelas condições do ambiente, formado de contrastes entre a inteligência do homem culto e o primitivismo reinante, entre a grandeza das tarefas e a pequenez dos recursos, entre a aparência e a realidade. Como a desproporção gera o senso dos extremos e das oposições, esses escritores se adaptaram com vantagem a uma moda literária que lhes permitia empregar ousadamente a antítese, a hipérbole, as distorções mais violentas da forma e do conceito. Para eles, o estilo barroco foi uma linguagem providencial e, por isso, gerou modalidades tão tenazes de pensamento e expressão que, apesar da passagem das modas literárias, muito delas permaneceu como algo congenial ao país.
No Brasil, sobretudo naqueles séculos, esse estilo equivalia a uma visão — graças à qual foi possível ampliar o domínio do espírito sobre a realidade, atribuindo-se sentido alegórico à flora, magia à fauna, grandeza sobre-humana aos atos. Poderoso fator ideológico, ele compensa de certo modo a pobreza dos recursos e das realizações; e, ao dar transcendência às coisas, a fatos e a pessoas, transpõe a realidade local à escala do sonho.
Antonio Candido. Literatura de dois gumes. In: A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1989, p. 168 (com adaptações).
A partir do texto precedente, julgue o item a seguir, considerando as relações entre o estilo barroco e a realidade brasileira do século XVII.
De acordo com o texto, uma das contribuições da literatura barroca para a sociedade da época foi evidenciar que a linguagem figurada e alegórica podia ampliar a compreensão da realidade nacional contraditória.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-AL

Luís Gama. Quem sou eu? In: Sílvio Romero. História da literatura brasileira.
Rio de Janeiro: Garnier, 1888. Internet: <www.brasiliana.usp.br>
A partir do texto do poeta romântico Luís Gama, julgue o seguinte item, quanto à representação literária dos tipos sociais e dos costumes da sociedade burguesa no Brasil do século XIX.
A força satírica do poema está concentrada na desmistificação cômica da presença do racismo em uma sociedade tão miscigenada como a brasileira.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-AL

Luís Gama. Quem sou eu? In: Sílvio Romero. História da literatura brasileira.
Rio de Janeiro: Garnier, 1888. Internet: <www.brasiliana.usp.br>
A partir do texto do poeta romântico Luís Gama, julgue o seguinte item, quanto à representação literária dos tipos sociais e dos costumes da sociedade burguesa no Brasil do século XIX.
Ao recorrer a recursos estilísticos antirromânticos, como a referência à mitologia clássica, o poeta assume a postura de observador distanciado da realidade brasileira oitocentista.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-AL
Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada vez mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso, julgando a matéria superior às minhas forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se verá. Também me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, sem disfarces, com os nomes que têm no registro civil. Repugnava-me deformá-las, dar-lhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de romance; mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas, realizando atos esquecidos, repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP, a polícia, enfim, os hábitos de um decênio de arrocho, me impediram o trabalho. Isto, porém, seria injustiça. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Efetivamente se queimaram alguns livros, mas foram raríssimos esses autos de fé. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos, palavras de ordem, tiradas demagógicas, e disto escasso prejuízo veio à produção literária. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade — talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima, às vezes com louvores dos sustentáculos dela, indulgentes ou cegos. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos, perderemos qualquer vestígio de autoridade e, quando formos verazes, ninguém nos dará crédito. De fato ele não nos impediu escrever. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício.
Graciliano Ramos. Memórias do cárcere. Editora Record.
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item subsecutivo, relacionados ao Modernismo e a tendências contemporâneas da literatura brasileira.
A obra Memórias do Cárcere pode ser concebida como um testemunho literário, construído na perspectiva do sujeito-autor, sobre a prisão a que Graciliano Ramos foi submetido durante o Estado Novo e, por conseguinte, sobre as agruras desse período, como a tortura, a vida em porões e as privações provocadas por um regime ditatorial.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-AL
Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada vez mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso, julgando a matéria superior às minhas forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se verá. Também me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, sem disfarces, com os nomes que têm no registro civil. Repugnava-me deformá-las, dar-lhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de romance; mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas, realizando atos esquecidos, repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP, a polícia, enfim, os hábitos de um decênio de arrocho, me impediram o trabalho. Isto, porém, seria injustiça. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Efetivamente se queimaram alguns livros, mas foram raríssimos esses autos de fé. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos, palavras de ordem, tiradas demagógicas, e disto escasso prejuízo veio à produção literária. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade — talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima, às vezes com louvores dos sustentáculos dela, indulgentes ou cegos. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos, perderemos qualquer vestígio de autoridade e, quando formos verazes, ninguém nos dará crédito. De fato ele não nos impediu escrever. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício.
Graciliano Ramos. Memórias do cárcere. Editora Record.
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item subsecutivo, relacionados ao Modernismo e a tendências contemporâneas da literatura brasileira.
Graciliano Ramos, cuja obra é marcada pela crítica social, integra a Geração de 30, que caracteriza o período da literatura brasileira no qual os temas nacionalistas e regionalistas se fortalecem e os escritores, especialmente os nordestinos, retratam a realidade do sertão e a exploração do homem.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-AL
Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada vez mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso, julgando a matéria superior às minhas forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se verá. Também me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, sem disfarces, com os nomes que têm no registro civil. Repugnava-me deformá-las, dar-lhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de romance; mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas, realizando atos esquecidos, repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP, a polícia, enfim, os hábitos de um decênio de arrocho, me impediram o trabalho. Isto, porém, seria injustiça. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Efetivamente se queimaram alguns livros, mas foram raríssimos esses autos de fé. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos, palavras de ordem, tiradas demagógicas, e disto escasso prejuízo veio à produção literária. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade — talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima, às vezes com louvores dos sustentáculos dela, indulgentes ou cegos. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos, perderemos qualquer vestígio de autoridade e, quando formos verazes, ninguém nos dará crédito. De fato ele não nos impediu escrever. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício.
Graciliano Ramos. Memórias do cárcere. Editora Record.
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item subsecutivo, relacionados ao Modernismo e a tendências contemporâneas da literatura brasileira.
Embora a obra de Graciliano Ramos seja caracterizada como realista, ou seja, contrária às concepções românticas da arte, as Memórias do Cárcere começaram a ser redigidas em um momento de mudança de padrões literários, que colocou em segundo plano o realismo e foi considerado pela crítica e pela história da literatura um divisor de águas na literatura brasileira moderna.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
I. Na obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, o protagonista Fabiano enfrenta um dilema ao longo da primeira parte do livro: aderir à estabilidade da vida acadêmica e de um emprego na universidade ou casar-se com Cláudia – sua grande paixão de infância – e mudar-se para Portugal.
II. Oswald de Andrade, autor de obras importantes, como “Memórias sentimentais de João Miramar” e “Pau-brasil”, sempre incluía em suas obras um protagonista com características cavalheirescas e com uma moral inabalável, representando, assim, a imagem que a sociedade tinha do tradicional “malandro” dos albergues das grandes cidades.
Marque a alternativa CORRETA:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Princesa-SC
Há coisas bonitas na vida...
Há coisas bonitas na vida.
Bonitas são as coisas vindas do interior, as palavras simples, sinceras e significativas.
Bonito é o sorriso que vem de dentro, o brilho dos olhos...
Bonito é o dia de sol depois da noite chuvosa ou as noites enluaradas de verão em que todos saem de casa.
Bonito é procurar estrelas no céu e dar de presente ao amigo, amiga, namorado...
Bonito é achar a poesia do vento, das flores e das crianças.
Bonito é chorar quando se sentir vontade e deixar que as lágrimas rolem sem vergonha ou medo de crítica.
Bonito é gostar da vida e viver do sonho, mesmo sendo impossível.
Bonito é ser realista sem ser cruel, é acreditar na beleza de todas as coisas.
Bonito é a gente continuar sendo gente em quaisquer situações, porque isso é o que importa.
Em toda e qualquer situação, bonito é você ser você.
Letícia Thompson. http://www.leticiathompson.net/Bonito.html (Adaptado)
Também conhecidas como figuras de linguagem, as figuras de estilo são recursos estilísticos bastante utilizados na linguagem literária, na música, na publicidade e também na linguagem oral. São empregues com o objetivo de dar ênfase à comunicação, tornando-a mais expressiva e nobre.
No texto, a autora repete a palavra "bonito", ao longo do texto, recorrendo à figura de linguagem denominada:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IESES
Orgão: Pref. Palhoça-SC
Para responder à questão, leia o poema abaixo, da autora Cecília Meireles.
Pus o meu sonho num navio
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Eldorado do Sul-RS
Instrução: As questões de números 36 a 40 podem se referir ao texto abaixo; consulte-o, se necessário. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Quando me pedem conselho para ser escritor, eu respondo: sejam professores.
01 ___ s vezes, quando me pedem conselhos para se tornar escritor, respondo: seja um
02 professor de escola pública do ensino básico. Eu sei que nem todo mundo que quer escrever tem
03 talento para o magistério, mas seria bom. Uma sala de aula com crianças e pré-adolescentes lhe
04 prepara não só para a literatura, mas também para a vida. Experimente passar duas horas por
05 dia dando aula para um sexto ano. Sua visão de como resolver conflitos e enredos vai mudar
06 radicalmente. Acredite.
07 Lecionar lhe ensina a não guardar mágoas, porque um professor tem tudo para ser um
08 ressentido, mas não é. Um professor aprende a perdoar aquelas situações mais irritantes: perdoa
09 quando é interrompido cinco vezes por conversas paralelas no meio da explicação. Perdoa
10 quando ainda na mesma explicação sobre redação alguém levanta a mão e faz uma pergunta
11 aleatória: “Professor, quantos anos o senhor tem?”. Perdoa quando você está no seu melhor
12 momento, explicando a guerra na Ucrânia, e um aluno levanta a mão efusivamente e você acha
13 que ele fará um comentário ou tratará de uma questão que os levará a um patamar mais
14 profundo da discussão, mas não. Era só para perguntar se pode ir ao banheiro mesmo.
15 Sim, os professores são duros na queda, porque eles perdoam aquela volta do recreio,
16 com os alunos suados e agitados e aquele jeito de “ninguém está interessado na sua aula sobre
17 tempos verbais, professor”. Perdoam quando os alunos querem tirar dúvidas sobre o conteúdo
18 no meio de uma avaliação, mesmo que você tenha feito 438 revisões antes da prova, mas
19 ninguém estava prestando atenção.
20 Os professores perdoam, porque os alunos também sabem perdoar nossas falhas. E há
21 momentos bonitos, quando os alunos acreditam no que estamos dizendo, mesmo quando não
22 estamos bem. E essa é a mágica da educação: quando os conhecimentos entre vocês se
23 conciliam. Quando vocês se percebem. Colegas, não se enganem: alunos são especialistas em
24 professores. Eles estão lá, todos dias, observando-o. E reconhecem quando um professor é bom.
25 Reconhecem, do jeito deles, mas reconhecem. A sala de aula é literatura.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Sobre Literatura, avalie as assertivas que seguem, conforme nos ensina Abaurre:
I. Nos textos literários, predomina o sentido denotativo, quando as palavras são tomadas em seu sentido literal, ‘básico’, que pode ser apreendido sem a ajuda do contexto.
II. Gênero literário é o termo utilizado para denominar um conjunto de obras que apresentam características semelhantes de forma e de conteúdo.
III. São exemplos de movimentos literários: narrativo, lírico e dramático.
Quais estão corretas?
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